Estudantes popularizam o Parkour nas ruas da cidade

Por Daniel Rocha

O Parkour é um esporte criado pelo francês David Belle em 1990 e é mais conhecido como a modalidade do movimento do corpo. Nesta atividade os praticantes buscam através da agilidade superar obstáculos como árvores, muros, monumentos e grandes estaturas.

Em Teixeira de Freitas um grupo informal de jovens denominados Parkour Imortais, formado por estudantes de escolas do município cujo a idade varia entre 14 e 17 anos, praticam essa atividade regularmente.

O grupo costuma explorar lugares como a Praça da Bíblia, Prefeitura, Mercadão, Praça do Shopping Teixeira Mall  sendo esses os principais pontos de encontro dos praticantes denominados Tracers.

A história do grupo começa em 2012 no momento em que George Costa Lima conhece o tracer ,natural do estado do Mato Grosso do Sul, na escola onde estudava e quis saber mais sobre aqueles movimentos radicais exibidos no intervalo.

Logo formaram uma dupla que a cada exibição na praça, postadas na internet, chamava a atenção de outros estudantes que aos poucos formaram o grupo que hoje conta com mais de dez adolescentes.

Como Igor Jesus Lima que conheceu o esporte através do filme francês B13 – 13º (França 2004). Inspirado procurou e encontrou na internet informações sobre a prática na cidade e foi convidado para fazer parte do grupo em 2014.

De acordo com Yuri Batista ,a frente do grupo a dois anos, Teixeira e uma cidade cujo a arquitetura não oferece muitos desafios. Destaca que no presente a falta de conhecimento dos moradores sobre o esporte o maior obstáculo que encontram até então.

“Algumas pessoas confundem o grupo e os movimentos realizados e isso atrapalha um pouco a evolução do esporte que precisa de aceitação e liberdade para que os tracers possam explorar melhor a cidade.”

 

 

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Uma particularidade faz o Parkour popular entre essa faixa etária ,a prática não exige mais que roupas confortáveis, calça Moletom, e um calçado com boa aderência “para não se derrapar em manobras arriscadas”.

É um esporte perigoso?. “Não porque a técnica ensina que você deve utilizar a habilidade do corpo, então se não tem para determinados obstáculos não faça. No Parkour cada um e responsável pelas suas escolhas”. Destaca Yuri Batista.

Na perspectiva de George Lima o esporte desperta um olhar diferente sobre o corpo e seus limites, além de uma noção diferenciada sobre o espaço urbano e seus obstáculos . Traz também uma maior sensação de liberdade, sentimento cada dia mais raro em um país muito preocupado com a política e a economia.

Apesar de classificar o grupo como pouco interessado em política “não comentamos sobre política no grupo” , Yuri Batista realça a crença na capacidade do país de superar a crise “porque o Brasil já venceu obstáculos maiores no passado”.

Sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016, falou da boa impressão deixada pela cerimônia de abertura e pensa que  o poder contagiante do espírito olímpico é importante para a cultura de paz e de solidariedade entre os povos, sentimento característico no grupo Parkour Imortais.

 

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Na rede é possível visualizar demonstrações incríveis da galera de Teixeira de Freitas e fazer contato através da página Parkour Imortais. No YouTube além de vídeos do grupo você encontra manobras do francês David Belle  e  tutoriais que ensinam técnicas para os  iniciantes. Confira.

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