Por Daniel Rocha

Na mitologia grega as mulheres tinham um papel mais ativo, heroico e bravo porém não detinham o mesmo poder de escolha  dos homens e suas histórias de vida estavam sempre ligadas a deles, estes sempre colocados como vitimas da curiosidade e impulsividade delas.  

Um bom ilustrativo é a figura de Pandora, fruto da falsidade de Zeus, que a presente com uma caixa onde todos os males do mundo estavam aprisionados. Contra as recomendações de Zeus, narra sua história, e guiada por curiosidades Pandora liberta toda maldade existente nos seres humanos.

O mito da filha curiosa é uma construção que traz nas entrelinhas  a ideia existente na antiguidade de que ao se apropriar de  poder a mulher ficava  sucessível a corrupção, a impulsividade e a erros fatais, ideia que ainda vigora em sociedades machistas como a nossa e em certos genêros  cinematográficos.

Com as telas de cinema tomadas por super-heróis, que  se assemelham aos deuses, já era mais que na hora de uma heroína brilhar e levar para as sala o melhor do sentimento feminista. Dito isso afirmo que o filme da heroína, Mulher Maravilha (em cartaz) cumpre bem esse papel.

No filme, sinopse, treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Em última análise mulher maravilha é um filme em que a heroína, que além de atos e extraordinários,  é  livre e impulsiva, mas nem por isso isso insensível ou fraca. Ela guia e não se permite guiar, se apaixona mas não se torna mais fraca por causa disso. Sem estereótipos o longa consegue agradar não só as meninas como também todos os  gêneros. Imperdível.

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