Voltamos em breve!

Obrigado por ter visitado o site tirabanha.com.br  durante o ano de 2017. Estamos nos esforçando o máximo possível para melhorar o nosso  site e conteúdo disponibilizado. Em 2018 o tirabanha vai continuar a crescer, tanto o quanto possível esperamos, para seguir destacando o cotidiano, a história e a cultura de Teixeira de Freitas e d e todo o  extremo sul da Bahia. Vamos dar uma pausa para recarregar as energias e voltar com novidades no dia 20 de janeiro de 2018.

Boas Festas! Feliz Ano Novo!

 

Luzes artificiais

Por Daniel Rocha

“Luzes da cidade. Meus olhos não aguentam mais. Luzes artificiais. E cadê a noite preta?”. Cantava a saudosa Vange Leonel no início dos anos de 1990. A música “Noite Preta” é o que ecoa pela minha mente toda vez que ando pelo centro iluminado da cidade de Teixeira de Freitas, fartamente decorada com luzes natalinas.

A música é inspirada em poemas do poeta inglês Lord Byrom que morreu de uma misteriosa febre exilado na Grécia depois de lutar contra toda forma de opressão e pela independência grega.Talvez por saber que por trás dos conceitos de beleza há sempre alguma forma de opressão, Byrom escreveu em um estilo onde o amor romântico é soturno, melancólico e gótico, tal como somos por natureza.

Estilo evidenciado no poema Derkness , Escuridão, onde o autor, dentre outras coisas, lembra que quando as normas que nos guia, a luz, o amor e a ética, desaparecem, o que reina é a escuridão e a selvageria.

Dito isso, e refletindo sobre o contexto atual, penso que autoridades e políticos municipais e federais deslocados da realidade, que trabalham em benefício próprio, é tudo o que nos resta na escuridão por trás das luzes artificiais que enchem os nossos olhos no centro iluminado de Teixeira de Freitas.

Foto: Extraída do site oficial  da PMTF

Os evangélicos Teixeirenses : O coral Batista

Por Daniel Rocha

Na década de 1960 migrantes da região e de outras partes do estado e do país fundam as primeiras igrejas evangélicas no povoado de Teixeira de Freitas, Primeira Igreja Batista e Assembleia de Deus.  

Na década seguinte, 1970, o número de fiéis aumenta significativamente, novas denominações surgem e outros grupos ligados às igrejas pioneiras dão continuidade aos trabalhos iniciados pelos primeiros protestantes, migrantes, que chegaram ao povoado na década de 1960.

 

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Se no primeiro decênio (1960 a 1970) o desafio dos primeiros protestantes foi, além de evangelizar, construir e formar uma igreja independente, nas décadas seguintes foi preciso diferenciar se do pluralismo cultural existente no povoado, firmando tradições e valores com novas estratégias para a conquista de outros seguidores.

Nesta perspectiva escolhi focar no trabalho desenvolvido pelo coral da Primeira igreja Batista nos anos de 1980. A ideia de escrever sobre o coral surgiu a partir da leitura do livro Introdução à História dos Batistas, do jornalista e radialista Jader Alves Pereira, que destaca em seus registros que na década de 1970 “imperou a tradição coral”.

Dessa forma em novembro de 2015 conversei com o advogado Silvany Silveira sobre o trabalho desenvolvido por ele à frente do coral da primeira igreja Batista na década de 1980 e sua relevância na Cantata de Natal, um dos grandes eventos realizado pela igreja.

O batista Silvany ,que chegou ao povoado em janeiro de 1980 vindo de São Paulo, é mineiro da cidade de Almenara e foi criado na cidade baiana de Vitória da Conquista onde residiu até o ano de 1975.  

Silvany então recordou que quando chegou em Teixeira encontrou um povoado pequeno que já aspirava crescimento. Então dividida entres as cidades de Alcobaça e Caravelas o povoado “contava com mais do que 25 mil habitantes”, estimativa.  

De acordo com Silvany naquela época a primeira Igreja Batista era um templo simples frequentado por uma média de 150 pessoas pastoreadas pelo Pr. Pedro Santana Neto e que, apesar de modesta, já contava com um coral formado por 11 pessoas.  

Embora já antigo o coro era muito respeitado e relevante pois desde da década de 1970 era solicitado nos cultos realizados em lugares fechados, igrejas e domicílios, e abertos, praças e ruas, do povoado, mesmo com toda essa bagagem  alguns desafios tinham que ser superados pelo coral, que na perspectiva dele, ainda era muito amador.

Diante de tal situação Silvany resolveu então participar ativamente dos trabalhos da igreja e junto com outros interessados, e também conhecedores do assunto, profissionalizar o coral e desta forma contribuir para a “evolução do gosto musical da igreja”.  

“Como guardava do período que morei em Vitória da Conquista conhecimentos na área de música aproveitei a disposição dos irmãos para me dedicar a formação de um novo coral”.

Tendo como referência os grandes grupos que conheceu no sudeste do país o senhor Silvany assumiu o papel de maestro regente, instituiu o uso de becas e instrumentos musicais diversos como o piano. Segundo Silvany foi preciso também renovar o repertório com novas canções e adotar vestimentas padronizadas, becas.

Das primeiras iniciativas nasceu um novo coral formado por 40 pessoas, jovens e adultos, donas de casa, estudantes e aposentados.  Recorda que no primeiro ano precisou dedicar muito porque não contou com meses suficientes para afinar a turma para o natal, quando tradicionalmente é realizado a Cantata Natalina, uma das maiores apresentações musicais da igreja.

De acordo com Silvanir assim como hoje no início da década de 1980 a cantata de Natal da Primeira Igreja Batista era um acontecimento de grande destaque no povoado de Teixeira de Freitas. O evento que atraía atenção de diversos fiéis da região era, e ainda é realizado com o objetivo de divulgar a boa nova e conquistar novos fiéis para o cristianismo.

Por esse e outros motivos, e para preparar o coral a tempo, o regente contou com a preciosa ajuda de outras pessoas do ministério da música como  Elizama Matos e  Aldemir Moreira que no futuro deu continuidade ao trabalho ficando à frente do coral. Recordou Silvany que dentre todos os desafios o de instituir o canto com vozes divididas foi o que mais o exigiu, dificuldade superada pelos cantantes seis meses depois de uma intensa rotina de ensaios.  

Ainda de acordo as memórias de Silvany Silveira graças ao empenho e dedicação todos os  cantores se destacaram na cantata com uma belíssima apresentação, elevando ainda mais os resultados da missão evangelizadora da igreja.

“A beleza da apresentação e da música ajudava muita gente a compreender a mensagem de amor e paz e o verdadeiro significado do natal e a interação com os irmãos, membros da igreja, que divididos em grupos dava o seu melhor no dia”.

No livro PIBATEF 50 anos – Uma história de fé (2017), do historiador Paulo Cesar Pereira de Jesus, há a informação de que na década de 1980 os trabalhos de evangelização ganharam força a partir da estruturação do Departamento de Evangelismo. “Ao qual serviu de instrumento para a promoção dos trabalhos evangelísticos da primeira Igreja Batista em Teixeira de Freitas.”

Essa informação ajuda entender que de fato na década de 1980 depois de construir e formar uma igreja independente nas décadas de 1960 e 1970, de fato os Batistas buscaram firmar tradições e valores com novas estratégias para a conquista de mais seguidores nas décadas seguintes, diante disso associo essa circunstância  a renovação do coral.

De acordo Silvany Silveira depois de vivenciar diversas experiências os membros do coral da Primeira Igreja Batista levaram a semente da boa música a todas as igrejas que se originaram dela, enriquecendo ainda mais a pluralidade cultural da cidade.

“Batista Jardim Novo, Memorial, Monte Castelo formaram grandes corais. No fundo a primeira igreja batista foi uma inseminadora da cultura musical na cidade, música sacra e evangélica. Hoje, graças a Deus, a cidade está muito bem servida de músicos”. Afirmou.

 

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Referencias:

Fontes: MACHADO DA SILVA. Valdênia. A presença dos batistas no cotidiano urbano da cidade de Teixeira de Freitas no extremo sul da Bahia. Uneb campus -X. Teixeira de Freitas, 2010.

ALVES PEREIRA.Jader.Introdução. à história dos Batistas no Extremo Sul Baiano. Teixeira de Freitas BA. 2003.

De Jesus. Paulo Cesar Pereira. PIBATEF 50 ANOS – Uma história de fé. Teixeira de Freitas BA. 2017.

Veja também: 

Os evangélicos Teixeirenses : A religião dos migrantes

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

História do Cine Brasil

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

Assassinato no Expresso do Oriente

Por Daniel Rocha

Um clássico, este livro de Agatha Christie que de tão envolvente e conhecido chama atenção toda vez que é adaptado para o cinema ou para TV. Quando isso ocorre as chances de não atender as expectativas também são expressivas.

O filme, sinopse, Assassinato no Expresso do Oriente (2017) conta a história de treze estranhos presos em um trem, onde todos são suspeitos. Um homem deve correr contra o tempo para resolver o quebra-cabeça antes que o assassino ataque novamente.

Apesar de não ser nenhuma obra-prima o filme tem um elenco de peso, Penelope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad, um roteiro sombrio e bem amarrado que só peca por não impactar como deveria em algumas situações e cenas de grandes expectativas.  Diversão garantida.

Em Cartaz:

Cinesercla PátioMix Teixeira de Freitas
20:30

 

Informações Adicionais:

Classificação: 12 anos

Gênero: Suspense

Duração:

Dublado

*Programação sujeitas a alterações.

Tempos Sombrios: Instantâneos da Realidade

Por Daniel Rocha

Há situações que de tão estranhas beiram o absurdo. Situações que vez por outra exigem leituras e reflexões profundas, mas que também pedem o cuidado e o olhar de quem sabe que às vezes é preciso recorrer às artes, a música, a filosofia e a literatura para se ter uma visão ampla dos temas mais discutidos da atualidade. É isso que faz o poeta Erivan Augusto em seu primeiro livro Tempos Sombrios: Instantâneos da Realidade (Amazon, 2017).

Erivan Augusto Santana é colaborador do site, professor, escritor, poeta, graduado em letras e mestrando em Ciência da Educação com grande apreço a sociologia e filosofia e toda forma de arte que ajuda compreender, sob outro viés, os absurdos da realidade do país no presente.

Para Erivan Augusto Santana o que tem levado a escrever sobre as situações do presente é a vida e suas paixões, paradoxos e inquietações. Para quem ler fica evidente que o silêncio e a inércia social atual também têm provocado a sua escrita.

Por exemplo, no texto “O silêncio que atordoa” o autor frisa: “Direitos trabalhistas, humanos e sociais estão sendo destituído em nome de interesses econômicos e do grande capital, inclusive o internacional. Enquanto os mais pobres estão sendo sacrificados, os privilégios das elites continuam intocáveis (…). Entretanto, diante do exposto – com exceção dos professores -, não há manifestações contestando tal situação. Por quê?”

O livro traz uma série de textos sobre questões atuais e vai chamar a atenção dos leitores que em algum momento durante o ano foi convidado a opinar sobre alguns dos assuntos da atualidade, nesse caso o livro apresenta perspectivas enriquecedoras.

O resultado mais visível deste processo é que os textos contidos no livro Tempos Sombrios: Instantâneos da Realidade, é que quando não refletirmos melhor sobre determinados assuntos considerando a história, a arte, a filosofia e a poesia, não saímos do lugar-comum, diante de situações que de tão estranhas beiram o absurdo.

 

 

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Tempos Sombrios: Instantâneos da Realidade  está disponível no formato E-book no Amazon. Confira.