Luzes artificiais

Por Daniel Rocha

“Luzes da cidade. Meus olhos não aguentam mais. Luzes artificiais. E cadê a noite preta?”. Cantava a saudosa Vange Leonel no início dos anos de 1990. A música “Noite Preta” é o que ecoa pela minha mente toda vez que ando pelo centro iluminado da cidade de Teixeira de Freitas, fartamente decorada com luzes natalinas.

A música é inspirada em poemas do poeta inglês Lord Byrom que morreu de uma misteriosa febre exilado na Grécia depois de lutar contra toda forma de opressão e pela independência grega.Talvez por saber que por trás dos conceitos de beleza há sempre alguma forma de opressão, Byrom escreveu em um estilo onde o amor romântico é soturno, melancólico e gótico, tal como somos por natureza.

Estilo evidenciado no poema Derkness , Escuridão, onde o autor, dentre outras coisas, lembra que quando as normas que nos guia, a luz, o amor e a ética, desaparecem, o que reina é a escuridão e a selvageria.

Dito isso, e refletindo sobre o contexto atual, penso que autoridades e políticos municipais e federais deslocados da realidade, que trabalham em benefício próprio, é tudo o que nos resta na escuridão por trás das luzes artificiais que enchem os nossos olhos no centro iluminado de Teixeira de Freitas.

Foto: Extraída do site oficial  da PMTF

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