Cotidiano: sindicatos esperam acordo sobre pagamento

Por Daniel Rocha

Agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, técnicos de enfermagem e enfermeiros, dentre outros profissionais, optaram na tarde da sexta-feira, 23/02/18, em aceitar a contraproposta feita pelo secretário de administração e planejamento de Teixeira de Freitas, Prof. João Carlos, de fechar a questão referente ao pagamento dos ciclos (2014-2015, 2015 – 2016) do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) em atraso, na próxima reunião com os representantes sindicais no dia 05/03/18.

A apresentação da contraproposta e a consulta da opinião da categoria e outros profissionais de saúde foi feita durante a assembleia extraordinária local realizada no auditório do colégio São Lourenço.

Ao aceitar os trabalhadores presentes firmaram o entendimento que essa será a última tentativa de acordo entre as partes, não havendo um desfecho automaticamente haverá uma paralisação das atividades dos profissionais da saúde, lotados na atenção básica, que a mais de um ano vem tentando um acordo com o município para receber a premiação já depositada pelo ministério da saúde.

Na assembleia também ficou definido que a partir do próximo ciclo (2017-2018) não será mais aceito nenhum tipo de parcelamento do pagamento do PMAQ, uma vez que o Ministério da Saúde cumpre religiosamente como o seu dever, cabendo o município fazer o mesmo.

A próxima reunião com os representantes da SINDACESB está marcada para o dia 05/03/18, data eleita pelos trabalhadores durante a assembleia como o dia “D” para definição do pagamento do PMAQ. Caso não seja feito um acordo a paralisação de advertência será realizada no dia 07/03/18.

O sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos Municipais do extremo Sul da Bahia (SINTRASPESB) e o Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) também aguardam para essa data a definição e consideram uma paralisação das atividades caso não seja fechada a questão.

Sobre os avanços das negociações destacou, em nota, José Félix, coordenador geral do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia (SINDACESB) a importância do diálogo e a disposição da administração em negociar em favor da coletividade.

Fórum Social Mundial 2018 reunirá cerca de 60 mil pessoas em Salvador

Por Ana Paula de la Orde

A 13ª edição do Fórum Social Mundial (FSM 2018) será realizada entre os dias 13 e 17 de março, em Salvador, na Bahia. Com a maior parte das atividades concentradas no Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o evento conta ainda com atividades em territórios temáticos como o Parque do Abaeté, em Itapuã, e o Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário da cidade.

O FSM 2018 será o espaço de diálogo e convergência de cerca de 60 mil pessoas, de 120 países, que estarão na cidade com o objetivo de debater e definir novas alternativas e estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo, aos golpes antidemocráticos e genocidas que diversos países estão enfrentando nos últimos anos.  Com o lema “Resistir é criar. Resistir é transformar!”, o Fórum visa promover a transformação do ser humano em busca de “Um outro mundo possível”.

Representantes de entidades de países como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, além de países Panamazônicos e representações nacionais já confirmaram presença no evento, entre eles, o ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva; a presidente da Fundação Franz Fanon, Mireille Fanon Mendes France; o filósofo do Congo, Godefroid Ka Mana Kangudie; Francine Mestrum, da Justiça Global Social, entre outros.

Inscrições

As inscrições individuais e de organizações podem ser feitas até o dia 10 de março, através do site www.fsm2018.org ou presencialmente, durante a realização do evento. Já as inscrições para as atividades e para a Feira da Economia Solidária, foram prorrogadas e podem ser feitas até o dia 25 de fevereiro. Apenas organizações, coletivos, redes, ONGs e/ou associações podem inscrever as atividades que farão parte da Programação do Fórum.

Com o lema “Resistir é criar. Resistir é transformar!”, as atividades do Fórum devem convergir para os seguintes eixos temáticos: Ancestralidade, Terra e Territorialidade; Comunicação, Tecnologias e Mídias livres; Culturas de Resistências; Democracias; Democratização da Economia; Desenvolvimento, Justiça Social e Ambiental; Direito à Cidade; Direitos Humanos; Educação e Ciência, para Emancipação e Soberania dos Povos; Feminismos e Luta das Mulheres; Futuro do FSM; LGBTQI+ e Diversidade de Gênero; Lutas Anticoloniais; Migrações; Mundo do Trabalho; Um Mundo sem Racismo, Intolerância e Xenofobia; Paz e Solidariedade; Povos Indígenas e Vidas Negras Importam.

Todas as atividades inscritas no FSM 2018 são autogestionadas, ou seja, cada organização se responsabiliza por toda gestão do evento (formato, palestrantes, passagens, translado, hospedagem, etc.). Já a Organização do Fórum, garante a infraestrutura para a realização das atividades propostas e a divulgação na Programação do site do Fórum.

Sobre o Fórum Social Mundial

O Fórum Social Mundial é uma iniciativa da sociedade civil organizada, nascida em Porto Alegre, em 2001, que promove o encontro democrático, plural e de resistência com o objetivo de incentivar debates, aprofundamento da reflexão coletiva, troca de experiências e a constituição de coalizões e de redes entre os movimentos da sociedade civil organizada e organizações comunitárias que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital.

O evento é realizado a cada dois anos, sendo que nos anos de intervalo, fóruns temáticos descentralizados e autônomos são realizados para dar seguimento às articulações e reflexões críticas nos diferentes países e regiões. O último foi realizado no Canadá, em 2016.

Para a edição do FSM 2018, a novidade é unir aos eixos, lemas e bandeiras com o intuito de contribuir ao processo de mobilização e articulação das resistências entre si, que são abertos e podem ser propostos por redes, plataformas, organizações e movimentos sociais. Alguns lemas já sugeridos em consultas feitas no  site do FSM são: “A vida não é mercadoria”, “Nada sobre nós, sem nós”, “Cidadania sem Fronteiras”, “Vidas Negras Importam”, entre outros.

 

 

SecultBA prorroga prazo de adesão ao Panorama dos Sistemas Municipais de Cultura

Todos os municípios tem até 23 de março de 2018 para preencher o formulário

Por SecultBA

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) prorroga, até 23 de março, o prazo para preenchimento do Panorama dos Sistemas Municipais de Cultura. O Panorama é um documento público que reúne informações acerca da institucionalidade da cultura nos municípios baianos, seu conteúdo realiza comparativos históricos e registra a memória da criação e implementação dos Sistemas Municipais de Cultura da Bahia. A última versão do documento (2015) está disponível aqui.

O documento fornecerá dados importantes acerca da constituição dos elementos constitutivos dos sistemas municipais,  sobre o processo de adesão ao Sistema Estadual de Cultura da Bahia através do Programa Municípios Culturais e sobre a memória da institucionalização da cultura nos municípios baianos.

Foram preparados dois questionários para a fase de coleta de informações do Panorama 2017, um de preenchimento exclusivo dos municípios que realizaram adesão ao Programa Municípios Culturais, para acessá-lo clique aqui , e outro questionário para os municípios não aderentes ao Programa, para acessá-lo clique aqui .

Todos os municípios tem até 23 de março de 2018 para preencher o formulário e encaminhar via e-mail a documentação comprobatória das informações declaradas no questionário, os dados coletados serão sistematizados e tabulados para produção do texto do Panorama que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2018.

Dúvidas e mais informações acerca do preenchimento do questionário podem ser acessadas através da Coordenação de Sistemas e Projetos Especiais da DTC no telefone (71) 3103-3424 ou pelo e-mail: municipios.culturais@cultura.ba.gov.br

*Assessoria de Comunicação – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA

 

Em Cartaz: Pantera Negra

Por Daniel Rocha

Pantera Negra ( 2018) é um filme comercial do estúdio Marvel feito para lucrar rios de dinheiro e distrair as massas que ao trazer nas entrelinhas uma mensagem verdadeira sobre a história, a memória e dominação da África, que como qualquer outro continente, é capaz de se transformar tecnologicamente sem abandonar suas raízes, cultura, deuses e folhas, entrega nas telas uma abordagem atípica em Hollywood sobre o povo africano.

No filme, sinopse, após os eventos de Capitão América – Guerra Civil, o Rei T’Challa retorna para casa para a sua reclusa e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda com o objetivo de servir ao povo como o novo líder do país. T’Challa logo descobre que ele é desafiado pelo trono dentro de seu próprio país. Quando dois inimigos conspiram para destruir Wakanda, o herói conhecido como Pantera Negra se une ao grupo Dora Milaje – as forças especiais de Wakanda – para impedir que o país seja arrastado para uma guerra mundial.”

A forma como o herói e o país fictício do continente são retratados pelo filme, os questionamentos sobre a colonização e supressão de direitos  provocados durante séculos por exploradores brancos e ,contemporaneamente, pela CIA “que derruba governos e se apropria  dos recursos existentes”, são  méritos da obra que consegue ir para além do prisma de um filme de  super-herói da temporada. Confira!

*Em Cartaz:

Cine Teixeira
Sessões:
15:00H
17:30H
20:30H

*Programação sujeita a mudanças.

 

*Cinesercla PátioMix Teixeira de Freitas

Dublado em português
3D
15:20
18:00
20:30
Dublado em português
Padrão
16:15
20:45

*Programação sujeita a mudanças.

 

Informações Adicionais:

Classificação: 12 anos 
Gênero: AÇÃO
Duração: 120
Dublado

A verdadeira face do carnaval

Por Erivan Santana

O desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti na Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro, no domingo (11/2), está sendo considerado um dos mais politizados dos últimos anos, revelando o que é o verdadeiro carnaval: contestação e subversão.

A escola simplesmente retratou o atual contexto social e político do país, conquistando o povo pela sua coragem e originalidade. Com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, foram percorridos séculos de nossa história, mostrando que a escravidão somente mudou a forma, mas continua sendo exercida através de reformas trabalhistas enganosas e golpes modernos, apoiados por muitos setores da mídia hegemônica e outros tantos setores do Judiciário.

O afrodescendente continua sendo explorado, os mais pobres continuam sendo massacrados em guetos e favelas, enquanto uma elite encastelada no Executivo, Legislativo e Judiciário se locupletam de vantagens e benesses que envergonham o mais humilde trabalhador brasileiro.

Por isso, a Tuiuti nos revela que o carnaval pertence ao povo, manifestando suas alegrias, dores e tristezas. Mas foi constrangedor perceber a parcialidade da principal emissora de tv do país, com os seus apresentadores e jornalistas limitando ao máximo seus comentários acerca do que viam.

Esta parcialidade percebida em muitos setores da imprensa brasileira, também conhecida como quinto poder, é visível, assim como este fenômeno é percebido em outros poderes, como o Judiciário, que deveria se pautar pela absoluta imparcialidade.

Ademais, o carnaval apresentado por esta escola de samba recupera a crença nos valores da espontaneidade, criatividade e criticidade tão presentes no nosso povo, sendo que o samba e as marchinhas de carnaval são veículos perfeitos para esta representação.

Estas reflexões se tornam extremamente relevantes, num momento em que se discute o verdadeiro papel e função da arte. Obrigado, Paraíso do Tuiuiti por nos representar. Viva o Brasil! Viva o povo brasileiro!

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Em 1981 crítica à ditadura animou o Carnaval em Caravelas

Por Daniel Rocha

No início de 1980 o regime militar cambaleava, os partidos e a sociedade civil organizada alinhavam-se nas capitais e no interior para exigir a volta da democracia e o fim da supressão dos direitos constitucionais.  

Em 1982 novos desdobramentos dos protestos de rua contra a ditadura ganhavam força às vésperas da realização das eleições diretas para governador, a primeira depois do golpe de 1964.  

Uma informação publicada em um jornal da época, chama a atenção e sugere que os foliões da cidade de Caravelas usaram a liberdade proporcionada pelo carnaval para ocupar as ruas e endossar as críticas ao general João Figueiredo, então presidente do país.  

Segundo o jornal uma marchinha de carnaval composta pelo morador  Clodomir Siquara,  no ano anterior , 1981, fez sucesso entre os citadinos e turistas de várias partes que participaram da festa carnavalesca da cidade, “a mais popular e tradicional da região”.  

Entoada em protesto contra o ditador João Figueiredo, a marchinha em questão, que conquistou o gosto dos foliões, denunciava, dentre outras coisas, a situação do precário abastecimento nacional e a escassez de Petróleo causada pela inoperância do governo e por uma crise internacional. Confira os versos.

“Ai seu João, Deixa eu Brincar. Com meu carro de mão. Meu carro não tem farol, não tem Buzina. Não gasta Gasolina. Ai seu João. Ele gasta só um pouquinho de feijão. O meu carro é de brinquedo, seu Figueiredo.”  

Considerando a “popularidade” da música carnavalesca suponho que os foliões já demonstravam disposição para os protestos, tal como os brasileiros moradores das principais capitais, que timidamente tomaram as ruas em 1982 e, definitivamente, em 1983 e 1984 pelas “Diretas Já”. Movimento que veio a culminar com a eleição indireta de Tancredo Neves à presidência em 1985. 

No presente com o atual presidente, Michel Temer, ostentando o posto de líder mais impopular da história do país, não se assuste se novas músicas e marchinhas de protestos invadir o carnaval da região e do país.

 

Oficina de dança moderna em Salvador

SECULTBA

A oficina de dança moderna Investigação do Movimento acontece de 05 de Fevereiro a 27 de junho (sempre as segundas e quartas), das 13h às 18h no Espaço Xisto Bahia, espaço administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), localizado no bairro dos Barris em Salvador. A inscrição para a oficina, promovida pela Koru Cia de Dança, é gratuita, pode ser feita diretamente no local e é voltada para alunos de 14 a 20 anos.
As aulas de investigação do movimento serão direcionadas para que cada intérprete vivencie laboratórios, dinâmicas, referências individuais e coletivas, rítmicas e técnicas em dança como a fusão da dança moderna com características da dança popular. O objetivo é fundamentar e difundir um novo pensamento de movimentação contemporânea. O resultado da oficina será apresentado na Sala Principal do Xisto Bahia no mês de Junho.

Espaços Culturais da SecultBA – A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia mantém 17 espaços culturais em diversos territórios de identidade baianos, geridos pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC), setor vinculado à Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult). Destes, cinco encontram-se em Salvador – Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro Cultural Plataforma e Espaço Cultural Alagados – e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe, Porto Seguro, Santo Amaro, Valença e Vitória da Conquista. Para mais informações, acesse: www.espacosculturais.wordpress.com

 

Fonte: http://www.cultura.ba.gov.br/

Foto: Divulgação/Koru Cia de Dança

 

Anos 1990 em Teixeira de Freitas: A garota mais bonita da cidade

Por Daniel Rocha
Durante os anos de 1980 e início dos anos de 1990 ser agraciada com um título de beleza, como o de Miss, supostamente, aumentava a esperança de qualquer garota conseguir destaque em capas de revista e jornais que reforçavam o discurso que a beleza era um passaporte para o sucesso e uma boa posição social. 
Nessa época, no extremo sul da Bahia, concursos de beleza eram realizados em todos os lugares e cidades da região. Havia concursos para  a escolha da Miss escola, Miss da cidade, da Rainha do Milho, do Carnaval, da Gincana e da Garota Carinho, dentro outros.  
Em janeiro de 1986, por exemplo, destacou o Jornal A tarde, que a cidade de Itamaraju organizou e elegeu sua garota Carinho Veruscka Carneiro como a mais bela entre as concorrentes. Além da faixa de primeiro lugar a vencedora também conquistou o direito de participar de uma etapa regional na cidade de Itabuna. 
 Embora sem muitas fontes escritas sobre, estima-se que em Teixeira de Freitas os concursos de beleza também foram constantes nas referidas décadas. De maneira que em 1991 uma de suas cidadãs, Isolda Vasconcelos , conquistou o título de Miss estadual. 
Nascida na cidade Isolda Vasconcelos alcançou o posto de figura mais popular da cidade depois de ter conquistado, com apenas 12 anos, o concurso de Miss Estudantil em 1985 e o título de Miss Bahia em 1991.
De família de classe média a modelo representava os ideais e o tipo de mulher que toda garota deveria ser. A prova da sua popularidade é que ao publicar uma entrevista com a modelo em  Março de 1992, por exemplo, a revista local Regional Sul destacou: “atendendo às inúmeras solicitações de nossos leitores. Fizemos uma entrevista com a Bela Isolda”.  
Ocorre que ao analisar a entrevista publicada na revista fica evidente, a meu ver, que a modelo não reforçou os conceitos vigentes sobre estética, sucesso e fama que levava milhares de meninas aos concursos de beleza e sonhar com uma liberdade subsidiada pela fama.  

 

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                         Isolda em um Show de calouros

Por exemplo, ao ser interrogada sobre o que pensava em relação à carreira de modelo no Brasil a Miss que já havia passado a faixa em fevereiro daquele ano, respondeu. 
 “Infelizmente no nosso país a profissão não está sendo considerada, digo isso pelo alto índice de prostituição que existe no meio, hoje em dia para se ter um bom desempenho é preciso que se submeta às certas coisas, isso me deixa um pouco decepcionada”. 
 Ao ser indagada sobre o futuro e ambições profissionais afirmou, brevemente, expressando  liberdade : “pretendo estudar muito fazer faculdade de economia.”  
Reforçando suas perspectivas, quando quis saber a revista qual conselho teria para dar as garotas que sonhavam em ser uma modelo conhecida, frisou.
“Que estudem muito e se preparem não para viverem num mundo de sonhos, mas sim, para serem, fortes e dignas dentro da profissão.” 
 De acordo com as minhas interpretações para os fatos e a contextualização dos mesmos a postura da Miss, durante a entrevista, de não glamourizar os discursos existentes sobre a profissão de modelo, foi de contra os estereótipos de mulher que não existia, e não existe, na vida cotidiana. 
 
Postura bem-vinda em uma sociedade onde as mulheres, filhas de trabalhadores e trabalhadoras, privadas pela oferta insuficiente de vagas nas unidades de ensino técnico e superior, começavam a ter como maior preocupação a inserção no mercado de trabalho pela competência e estudo e não pela beleza.  
Fontes  e Referências bibliográficas:
Del Priore, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo; Planeta. 2011.
Revista Regional Sul. Teixeira de Freitas – Bahia. Março de 1992.Lima. Evandro. 
Festa Elegeu  Garota Carinho.  Os melhores momentos de um reporter. Salvador; Jotanesi. 1990Isolda participa de programa de rádio. 
Foto publicada por Cley Brito no Museu Virtual de Teixeira de FreitasFoto Teixeira de Freitas Inicio da década de 1990. Acervo Departametno de Cultura 2016.