Suburbanos – Volume II

Por Daniel Rocha

O que acontece com os heróis do nosso dia-a-dia em um país como o Brasil que oferece um desafio a cada esquina? E o que dizer dos guerreiros cariocas em uma  das mais populosas metrópoles do mundo? Essa parece ser a proposta de Suburbanos – Volume II (44 páginas, HQ em preto e branco) que será lançada em maio pela Companhia de Quadrinhos Independentes.

Com roteiros e desenhos de Paulo Chacon, Suburbanos – Volume II promete uma edição totalmente dedicada aos maiores heróis do subúrbio carioca: Melecman, Broto Maravilha, Capitão Bangu, Camelô Prodígio, Pingaman e Garota do Flamengo. A HQ é uma continuação de Suburbanos -Volume I (publicação indicada em três categorias no troféu HQMIX de 2015).

“As pessoas que acompanham o trabalho da CQI sempre me perguntavam sobre isso. “Quando vai sair o segundo volume de Suburbanos?” E eu, todo enrolando com outras HQs e meu trabalho, dizia: “tá no forno, lançaremos em breve,” mas do jeito que as coisas estavam parecia mais que estava era na geladeira. Jorge Ventura, meu amigo e editor da CQI, também cobrava: “você precisa fazer um segundo volume, tem muita gente que se amarra nessas tiras”. Porém, em 2016, aconteceu a indicação da Companhia de Quadrinhos Independentes ao troféu HQMIX(Suburbanos foi indicado em três categorias e O reverso do Morcego, de autoria do Jorge Ventura, foi indicado em quatro categorias). No fim não levamos o troféu, mas isso me motivou a escrever o segundo volume. E aperfeiçoar o que fosse necessário. A arte, o roteiro, o acabamento, enfim, eu acredito que sempre podemos melhorar nossos trabalhos. O leitor merece isso”. Revelou Paulo Cheacom.

 

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A HQ Suburbanos – Volume  II tem data de lançamento confirmada para maio e  poderá ser adquirida   diretamente com o autor via Facebook ou pelo endereço de correio eletrônico chacon92@bol.com.br 

Leia e descubra porque os heróis do cotidiano são os verdadeiros embaixadores da cultura popular brasileira. Os únicos capazes de sobressair e derrotar os vilões da rotina, a cada esquina.

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Cotidiano: o desejo social pela paz

 

Por Daniel Rocha

No dia 25/03/18 diversas pessoas tomaram a principal avenida da cidade em uma marcha pela paz.  A manifestação foi convocada pela Diocese de Teixeira de Freitas/Caravelas. Evangélicos e entidades da sociedade civil organizada como, associações, ONGs, sindicatos e cidadãos comuns também participaram do evento que  evidenciou, dentre outras coisas, a aspiração dos moradores de viver juntos e em paz.

Os participantes também aproveitaram para reivindicar outras necessidades e urgências como mais atenção a saúde pública. Diante desses fatos convém lembrar que não foi a primeira vez que os teixeirenses se organizaram em movimentos reivindicatórios. No passado a união dos moradores e instituição permitiu a realização de manifestações por causas diversas.

 

Em 1999, por exemplo, diversos setores da sociedade  civil organizada, associações de moradores, movimentos estudantis, CDL, OAB, maçonaria, sindicato dos bancários e comerciários, C.D.D.H, UNEB – Universidade do Estado da Bahia, pastoral da juventude, pastoral da família juntarão forças para  protestar contra a implantação do presídio de segurança máxima na cidade.

Para os organizadores do movimento o presídio, recusado por outras cidades da região, iria contribuir para o aumento da criminalidade, uma vez que infratores de todo extremo sul seriam aqui encarcerados e que, consequentemente, ficariam para morar durante e depois da condicional.

O movimento atraiu um número elevado de pessoas dos quais muitos estudantes. Embora não tenha conseguido atingir o seu objetivo inicial, que era o de impedir a construção do presídio, à passeata chamou a atenção de todos para o tema.

Em 22/04/1991, estima-se, que mais de dez mil pessoas participou de um culto ecumênico proferido por padres católicos e pastores evangélicos realizado na Praça Caravelas em razão do desaparecimento do Jornalista Ivan Rocha que denunciava em seu programa os problemas da política local, foi sequestrado e supostamente assassinado.

O evento evidenciou a insatisfação da população com a violência e e o desejo de todos de viver juntos e em paz com justiça . A notícia da realização dessas manifestações também sugere que as diferenças e crenças não impedem a expressão do sonho coletivo de uma maior fraternidade, tal como foi possível perceber na caminhada realizada no dia 24 de março na principal avenida da cidade.

 

 

Imagem: PASCOM/ Diocese

A cultura de prevenção

Por Daniel Rocha

A equipe de saúde da família do Wilson Brito, localizado no centro da cidade de Teixeira de Freitas, retomou um projeto desenvolvido por eles  2015 denominado  “Caixas de Preservativos”, a fim de promover a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis, como HIV/AIDS e sífilis disponibilizando preservativos masculinos e femininos nos chamados “Pontos de distribuição popular” em diferentes partes da área de cobertura da unidade, previamente identificados pelos Agentes Comunitários de Saúde.

As caixas contendo os preservativos foram colocados antes das festividades do carnaval deste ano e continuam até o fim  por conta dos índices de registros de ISTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) que vem assustando o município  de Teixeira de Freitas nos últimos meses.

“Nossa meta é prevenir as infecções sexualmente transmissíveis, por isso estamos empenhados em levar para mais perto de todos os preservativos.” Lembrou o enfermeiro Rômulo Rangel durante a fixação de caixa de retirada de preservativo em ponto de coleta da área de abrangência.

 

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A atividade envolve toda equipe da unidade, médico, enfermeiro, NASF( Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família)  e conta com o apoio do CTA ( Centro de Testagem e Aconselhamento). Palestras sobre o assunto, DSTs, vem sendo realizadas em diversos pontos  do centro da cidade afim de fortalecer a cultura da prevençaõ vem obtendo êxito.

 

 

 

Teixeira de Freitas Secreta : A igreja subterrânea

Por Daniel Rocha

Quem poderia adivinhar que no centro de Teixeira de Freitas, próximo à Avenida Presidente Getúlio Vargas, uma das mais movimentadas do extremo sul baiano, existe uma antiga igreja subterrânea que por muitos anos teve por perto a primeira cruz erguida oficialmente pela igreja católica na cidade?  

Construída no ano de 1973, a igreja subterrânea, popularmente conhecida entre católicos por “Igrejinha subterrânea”, fica localizada na Rua do Rotary Club ao lado do antigo fórum, de frente da unidade municipal Materno Infantil (HUMI) e da residência paroquial da São Francisco. 

Presente em uma das áreas de maior movimento a igrejinha, que raramente é percebida por quem passa, tem uma estrutura simples acessada via porta frontal e uma escadaria de 17 degraus que leva a um pequeno salão abaixo de aproximadamente 225 metros quadrados e um antigo altar construído no estilo anos 1970, hoje sem adornos religiosos.  

Não há no lugar nenhum luxo arquitetônico, somente um vitral muito pequeno e circular no teto faz lembrar que o visitante está a alguns metros abaixo do nível do solo e  que revela sutilmente uma certa influência europeia na arquitetura.  

Uma pequenina placa de mármore na entrada de uma das salas que compõem o espaço indica que foi ali que nasceu o movimento carismático, fé conservadora, na cidade. Já o piso, a julgar pelo desgaste que apresenta, leva a concluir que nunca foi trocado desde a construção.  

De acordo com  holandês Frei Elias (em memória) em um vídeo publicado no site da diocese, aquela seria a fundação do projeto original de uma igreja franciscana não concluída completamente em 1973. Do meu ponto de vista o alto crescimento populacional obrigou a igreja planejar algo maior para um povoado que crescia com status de cidade, embora com graves problemas sociais. 

Nos anos de 1970, devido a alta exclusão social verificada nos dois últimos presidentes militares, os franciscanos e a igreja atuava fortemente para dar assistências aos pobres, fé social, tanto que a maioria das igrejas católicas aberta na cidade eram também escolas e centro comunitário, exigindo espaços maiores. 

 

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Na época o que restou do antigo projeto da Igreja foi transformado na Igreja Subterrânea de São Francisco que tinha próxima a sua área uma cruz de Jacarandá, a mesma colocada na primeira capela construída no centro da cidade, Praça dos Leões, dedicada a Santo Antônio. 

A cruz que ficava na esquina do terreno, voltada para a avenida Getúlio Vargas tinha registrado no muro de sustentação o seguinte texto: “Sob este signo vencerás”. Esse cruzeiro marca a história de Teixeira de Freitas ela foi colocada em frente à capelinha antiga em 1954 e na igreja São Pedro em 1979 e fixada em 1984 neste templo cristão”.   

De 1981 à 1983 a “Igrejinha subterrânea” foi local de missas e o ponto de encontro da primeira formação do movimento da renovação Carismática Católica ( RCC) do extremo sul da Bahia.  

O grupo de RCC denominado Emanuel cresceu rapidamente e ganhou força exigindo mais espaço e ,por essa razão, os organizadores percebendo a necessidade transferiu os encontros para a Igreja São Pedro, como já dito, em 1984.   

 

 

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Estima – se que, a “Igrejinha Subterrânea” ficou em atividade até os anos de 1988 e 1989, funcionando ocasionalmente até meados dos anos de 1990. Nos anos 2000 ficou praticamente abandonada e em alguns momentos restrita até o ano de 2011, quando foi restaurada e aberta em 2014 para receber a visita da imagem pelegrina de Nossa Senhora Aparecida. 

Atualmente no endereço funciona o grupo “23 de maio” dos Alcoólicos Anônimos (AA) cujas reuniões às quartas-feiras e aos sábados das 19 às 21 horas, são abertas ao público. O lugar está sob responsabilidade do grupo que a mais de 20 anos vem resgatando do vício milhares de pessoas da cidade.  

A igrejinha é um lugar de memória, pois nela está registrada a marca da presença franciscana na região. Sobretudo das freiras e  padres holandeses que dedicaram suas vidas a evangelização e a educação da sociedade.  

Importa ainda dizer que em uma cidade como Teixeira de Freitas onde construções do passado são modificadas e destruídas com regularidade é interessante recordar a igreja, conhecer e preservar o lugar que não conta, mas permite estabelecer conexões com a história e a memória religiosa local.  

Para que no futuro não ocorra o mesmo que aconteceu com a pioneira Cruz de Jacarandá que terminou esquecida e deteriorada pelo tempo, em uma das avenidas mais movimentadas do extremo sul baiano. 

 

Fontes Referências 

HOOIJ, Frei Elias. Os desbravadores do Extremo sul da Bahia. História da presença franciscana nesta região – Raízes e frutos, Belo Horizonte, 2011. 

Entrevista com os Frei Elias Hooij, Marcos Monteiro e Lourenço  Tollenaar. Revista dos Franciscanos. Província Santa Cruz, Edição – nº 02 de Abril/junho de 2011. 

Shcerer, Karine Pagliosa. A renovação Carismática Católica na condição Pós-Moderna e na Hipermodernidade. As características do seus sujeitos ante as novas tendências dos tempos atuais. Consultado em 02/02/18. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/1912/1/Karine%20Pagliosa%20Scherer.pdf  

Igreja subterrânea recebe a imagem peregrina de nossa senhora aparecida. Consultado em 12/12/15. http://saofranciscotx.com/home/igreja-subterranea-recebe-a-imagem-peregrina-de-nossa-senhora-aparecida 
Segundo dia  do tríduo de 24 anos da paróquia São Francisco. Consultado em 2016  

http://saofranciscotx.com/home/segundo-dia-do-triduo-de-24-anos-da-paroquia/ 
RCC História. Consultado em 03/ 08 /17/ 2017. Dísponivel em:  http://rccteixeira.com.br/historia/ 

Entrevista Frei Elias Hooij: Entrevista concedida a Câmara Municipal de Teixeira de Freitas-BA – 26 de Janeiro de 2016. Acessado em 2017. Dísponivel em: https://www.youtube.com/watch?v=gPChWhyu8Fo&t=76s 

Colaboraram: 

Roselane Neves, relatos orais. 

Marielson Ribas, transporte e cálculos. 

Julian Rigo ( coordenadora da Pastoral da Comunicação Diocesana) via email. 

Imagens: 

Foto da igreja:  

Google 

Foto da Cruz de Jacarandá: 

Extraída da Revista .As origens. Teixeira de Freitas, Fortaleza – Ceará. P.05-07, Janeiro 1986. 

 Grupo de RCC década de 1980

Extraida do site rccteixeira.com.br
 

Se você chegou até aqui parabéns! Tens o hábito da leitura.

 

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Documentário “A Luta do Século” tem pré-estreia em Salvador

Por SecultBA

Dois pugilistas. Dois nordestinos. Dois rivais no boxe. Um baiano, ex-estivador do Porto de Salvador. O outro, pernambucano, ex-jardineiro. Pobres, chegam ao auge da carreira no Brasil na década de 1990, tornam-se rivais no ringue, ganham dinheiro, fama, mas acabam voltando à realidade do lugar de onde despontaram para o estrelato – a extrema pobreza vivida nas periferias das capitais de seus respectivos estados.

Este é o mote do documentário A Luta do Século, protagonizado pelos boxeadores Reginaldo Holyfield, baiano, e Luciano “Todo Duro”, pernambucano. O filme, de 78 minutos, do diretor Sergio Machado, entra no circuito comercial do País no próximo dia 15, já premiado pelo júri oficial do Festival do Rio 2016 como Melhor Documentário.Pré-estreia – Produzido com recursos do Governo do Estado, que financiou R$ 547 mil, através de edital do Fundo de Cultura da Bahia, o longa tem pré-estreia na próxima segunda-feira (12) no circuito UCI Orient do Shopping da Bahia. Às 10h30, será apresentado a jornalistas e formadores de opinião, e às 21h, duas sessões estão previstas. Uma delas para convidados, e a outra sessão destinada ao por meio da venda de ingressos, que já está aberta. O filme ainda terá pré-estreia em Recife na terça (13) e na quinta (15) na cidade de Fortaleza. Também no dia 15, ganha em Salvador a sua estreia oficial. O trailer oficial do documentário já pode ser conferido no endereço: https://youtu.be/xZE7J3uAYkA.

A Luta do Século narra a trajetória dos pugilistas Reginaldo Holyfield e Luciano Todo Duro, que encontraram no boxe uma maneira de escapar da miséria. Tornam-se dois dos maiores ídolos do esporte nordestino. A rivalidade entre eles colocou em pé de guerra a Bahia e Pernambuco nos anos 90. Durante mais de vinte anos, os dois se odiaram tanto que não podiam dividir o mesmo espaço sem se agredir.

O enfrentamento ocorreu seis vezes, com três vitórias para cada lado. Durante as filmagens, os rivais, já com mais de 50 anos, resolveram se enfrentar pela última vez. A produção de A Luta do Século é da Lata Filmes, Mar Filmes, Mar Grande Produções, Muiraquitã Filmes e Ondina Filmes. A coprodução é do Canal Brasil e a distribuição realizada pela Vitrine Filmes.

Na avaliação do superintendente de Promoção da Cultura da SecultBA, Alexandre Simões, o Fundo de Cultura tem sido um instrumento fundamental para incentivar e fomentar as produções artístico-culturais da Bahia. “Apesar da crise econômica do país e da limitação dos recursos públicos, a Bahia tem sido pioneira na busca por alternativas para promover as atividades artístico-culturais em nosso estado, principalmente para os projetos que encontram pouca receptividade da iniciativa privada. O Fundo de Cultura é um deles”, diz Simões.

O diretor de A Luta do Século, Sérgio Machado, já é um antigo conhecido dos amantes do cinema brasileiro. Com diversos prêmios conquistados ao longo de sua carreira, sagrou-se com o primeiro longa de ficção que dirigiu, “Cidade Baixa”, ambientado na capital baiana. Este filme lhe rendeu 30 prêmios, entre eles o da Juventude no Festival de Cannes e melhor filme nos festivais do Rio e Huelva, na Espanha.


Ficha Técnica

Produção: Lata Filmes, Mar Filmes, Mar Grande Produções, Muiraquitã Filmes e Ondina Filmes.
Coprodução: Canal Brasil
Distribuição: Vitrine Filmes
Direção: Sérgio Machado
Produtores: Diana Gurgel, Eliane Ferreira, Joana Mariani, Lázaro Ramos, Tânia Rocha
Produção Executiva: Eliane Ferreira
Trilha Sonora: Beto Villares, com colaboração de Jorge du Peixe, Russo Passapusso e Siba
Direção de Fotografia: Breno Cesar e Jeronimo Soffer
Montagem: Hélio Vilela e Quito Ribeiro
Desenho de Som: Beto Ferraz
Mixagem: André Tadeu
Som Direto: Kleber Morais e Lucas Ramalho
Direção de Produção: Chica Mendonça e Fabíola Aquino
Roteiro: Sérgio Machado e Eli Ramos
Design Gráfico: Daniel Wildberger

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias de Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br 

Negociações avançam e paralisação de servidores é cancelada

Por Daniel Rocha
Agentes comunitários de saúde realizaram na  quarta-feira, 07 de março, na porta da Prefeitura (Hotel Caraípe) uma paralisação dos trabalhos da categoria e obteve como resultado a abertura de uma nova perspectiva na negociação para o recebimento de uma premiação em dinheiro concedido pelo ministério de saúde o PMAQ – Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, referentes aos períodos avaliados (2014/2015 e 2015/2016) já repassado ao município.
Após um ininterrupto apitaço realizado pelos trabalhadores presentes em frente ao prédio da prefeitura a equipe do SINDACESB foi convidada pelo secretário de saúde Max Almeida e o secretário de Administração Prof. João Carlos para retomar as negociações encerradas na tarde da terça-feira, 06 de março, quando não houve nenhuma proposta resolutiva apresentada pela administração como havia sido, outrora, prometido.
Na reunião que contou também com a presença do chefe de gabinete Hebert Fernandes Chagas e , no segundo momento, com o Procurador do município Paulo Américo, ficou mantido a proposta de pagamento dos Períodos (2014/2015 e 2015/2016) e estabelecido um prazo de 48hs para que o jurídico da administração dê um parecer sobre a legalidade do pagamento, uma vez que segundo o secretário Max Almeida foi a condição exigida pelo prefeito Timóteo Brito (PSD) para deliberar o pagamento.
Após esse prazo será marcado para o dia 13 de Março uma reunião na sede da secretaria de administração e planejamento do município com os secretários Prof. João Carlos e Max Almeida, para a deliberação de datas para o pagamento da premiação por todos esperada.
 Ainda durante a negociação o coordenador José Félix solicitou uma data limite para o pagamento e após muita discussão entre as partes ficou estabelecida que o dia 10 de abril é a data final para o pagamento da primeira parcela. A equipe de negociação da administração municipal lembrou que o prefeito vai surpreender a todos pois o interesse dele é acertar o quanto antes o que nos é devido.  Diante dos acordos firmados a paralisação  foi cancelada.
Sobre a reunião assim se pronunciou o coordenador geral do SINDACESB, José Félix: O papel por sí só não nos garante a Lei, mas a Luta, essa sim, faz valer a Lei. Desta forma, vale mais uma vez reforçar a importância e valorizar cada Guerreiro e cada Guerreira que se fizeram presentes na Luta de hoje. Também ressaltar os ganhos, que foram: primeiro de garantirmos junto à Gestão uma data máxima (10 de abril). Pois antes não tínhamos e certamente essa situação nos deixava desmotivados em certos momentos. Mas agora não. Temos uma data e a garantia de recebimento dos dois períodos, bem como, o parcelamento em no máximo 3 Parcelas por Períodos (2014/2015) e (2015/2016).
 Outro ganho é a confirmação de que não há nenhum problema legal por parte da Procuradoria do Município através de parecer em tempo Record. Grande Vitória de nossas categorias ACS e ACE, demais servidores das Unidades Básicas de Saúde nessas negociações.

Mulher a frente da luta

Por Daniel Rocha

Não apenas por fazer parte da comissão de coordenação da CUT do Extremo Sul baiano e ocupar o cargo de primeira secretária do Sindicato intermunicipal dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia(SINDACESB), mas por ser uma mulher cheias de  vivências que entrevistamos Cris Oliveira.

 

01 – Como mãe, chefe de família agente comunitária de saúde como  pensa que está se saindo como Sindicalista?

Como sindicalista tem crescido muito, ainda estou em fase de aprendizagem, mas com muita vontade de aprender mais e mais, cada luta além de ser uma vitória é também um aprendizado. Fazer sindicalismo não é uma tarefa fácil, mas é prazeroso!

 

02 – A SINDACESB tem um expressiva participação feminina em seu quadro, você pensa que esse fato possibilita a outras mulheres se conscientizarem sobre a importância de se fazer presente nas instâncias decisórias das entidades sindicais?

Com certeza sim, o fato de termos mulheres participando do SINDACESB  influencia e muito as outras mulheres a estarem a frente na luta. Fato esse que, a cada dia mais mulheres têm aderido aos movimentos sociais. Tem procurado o seu lugar frente às entidades sindicais.

 

03 – Na sua opinião os sindicatos regionais têm valorizado o protagonismo feminino e tem buscado evidenciar e compreender que são as mulheres portadoras de rotinas específicas que moldam seu engajamento?

Ainda temos muito a melhorar em relação à valorização das mulheres nas entidades sindicais. Mas, comparando a décadas anteriores avançamos bastante. As mulheres têm o seu potencial, são guerreiras, inteligentes e fortes. Por mais que sejamos portadoras de rotinas diferenciadas somos capazes de exercer sempre algo a mais.Discutem muito a questão da Paridade mas, na prática não ocorre. É lamentável, mas, é fato! De uma coisa tenho  certeza às mulheres têm potencial para liderar, pra dirigir, pra se pronunciar, enfim, está à frente caso seja necessário. É preciso apenas que nos permitam!

 

04 – Grande parte do mercado empregador , regional, ainda considera a mulher como uma simples prestadora de serviço e não como uma trabalhadora com variações sociais, culturais e familiares, na sua opinião qual caminho para mudar essa realidade?

A mulher já demonstrou que é capaz. Acredito que para mudar essa realidade é preciso que o machismo seja exterminado. Vivemos em uma sociedade extremamente machista. Infelizmente, o que impede a mulher de avançar, ou melhor, o que faz com que sejamos comparadas de tal forma é essa cultura machista que vem predominando de geração em geração. NÃO AO MACHISMO!

 

05 – O movimento sindical tem contribuído para ampliar ainda mais a visão sobre a importância da solidariedade entre os trabalhadores especialmente em relação às mulheres, nos últimos tempos temos tidos avanços ou retrocessos?

O movimento sindical tem avançado nos últimos tempos em relação ao empenho para ampliar essa visão sobre a importância da mulher. E é um papel nosso como sindicalista dar continuidade incentivando a solidariedade entre os trabalhadores e as trabalhadoras.

 

06- Do seu ponto de vista sobre a mídia, por  qual razão a TV brasileira não destaca em seus jornais e novelas mulheres sindicalistas?

A mídia é gerenciada por homens poderosos, brancos, e de grande poder aquisitivo.  Onde o machismo predomina e isso faz com que a discriminação da mulher aconteça de um modo geral. Se for negra, pobre e sindicalista ainda mais. Não é interessante para a mídia divulgar o potencial das mulheres sindicalistas que lutam pelos seus direitos e pelos direitos de um povo que necessitam ser respeitados.

 

07 – Que recado você gostaria de deixar para as mulheres  trabalhadoras do Extremo Sul da Bahia neste dia internacional da Mulher?

Que lute pelos seus direitos e ideais. Que não aceite ser inferiorizada. Que Valorize os seus potenciais, pois, toda mulher independente de cor ou raça ou crença merece ser respeitada e valorizada! Ocupe o seu espaço, conquiste seus sonhos e avance sempre!

 

 

 

SecultBA abre inscrições do Programa Fazcultura

As inscrições de projetos culturais no programa de incentivo podem ser feitas até 01 de dezembro de 2018

 

Por  SecultBA*

Estão abertas a partir de sexta-feira, 02 de março de 2018, as inscrições para propostas culturais a serem apoiadas pelo Fazcultura – Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural. As inscrições podem ser feitas até 01 de dezembro deste ano, pelo Sistema de Informações e Indicadores em Cultura (SIIC), disponível no endereço http://siic.cultura.ba.gov.br. Com base no Orçamento Estadual, o Governador da Bahia, Rui Costa, assegurou para o Fazcultura, em 2018, R$ 15 milhões. A legislação do Fazcultura autoriza propostas de qualquer segmento cultural, podendo se inscrever pessoas físicas ou jurídicas, sediadas no estado da Bahia.

O Fazcultura tem efetivamente contribuído para a dinamização cultural na Bahia apoiando projetos em vários segmentos e práticas culturais. Sua principal finalidade é patrocinar, via isenção fiscal, projetos e atividades culturais que se enquadrem na Política Cultural do Estado, a partir da Lei Orgânica de Cultura da Bahia (Lei 12.365/2011), ao tempo que possibilita empresas patrocinadoras apostarem na cena cultural do estado, valorizando a marca e a responsabilidade social da empresa.

Inscrições – Para se cadastrar, deve ser feito o login no SIIC, em Inscrições Abertas – Linha de Apoio “Fazcultura”- em seguida “Inscrever-se”. O Sistema é simples e auto-explicativo. Após a inscrição o proponente receberá um e-mail automático, certificando a inscrição.

O Fazcultura, através de incentivo fiscal concedido pela Lei n° 7.015, de 09/12/1996, tem por objetivo promover as atividades culturais mediante parceria entre o poder público estadual – que disponibiliza até 80% dos recursos advindos da renúncia fiscal do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) – e a iniciativa privada – empresas que investem recursos próprios a partir de 20% do custo total do projeto. A gestão do Programa é compartilhada entre a Secretaria de Cultura (SecultBA) e a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) do Estado.

No site da SecultBA (http://www.cultura.ba.gov.br) estão disponíveis ainda a legislação, o Guia de Orientação ao Proponente e ao Patrocinador, o Passo a Passo de tramitação e a lista de projetos patrocinados. Para obter mais informações sobre o patrocínio via Fazcultura, propostas inscritas e aprovadas, o contato pode ser feito por telefone (71) 3103 3494 ou e-mail: patrocinio@cultura.ba.gov.br.

 *Assessoria de Comunicação – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia