Mulher a frente da luta

Por Daniel Rocha

Não apenas por fazer parte da comissão de coordenação da CUT do Extremo Sul baiano e ocupar o cargo de primeira secretária do Sindicato intermunicipal dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia(SINDACESB), mas por ser uma mulher cheias de  vivências que entrevistamos Cris Oliveira.

 

01 – Como mãe, chefe de família agente comunitária de saúde como  pensa que está se saindo como Sindicalista?

Como sindicalista tem crescido muito, ainda estou em fase de aprendizagem, mas com muita vontade de aprender mais e mais, cada luta além de ser uma vitória é também um aprendizado. Fazer sindicalismo não é uma tarefa fácil, mas é prazeroso!

 

02 – A SINDACESB tem um expressiva participação feminina em seu quadro, você pensa que esse fato possibilita a outras mulheres se conscientizarem sobre a importância de se fazer presente nas instâncias decisórias das entidades sindicais?

Com certeza sim, o fato de termos mulheres participando do SINDACESB  influencia e muito as outras mulheres a estarem a frente na luta. Fato esse que, a cada dia mais mulheres têm aderido aos movimentos sociais. Tem procurado o seu lugar frente às entidades sindicais.

 

03 – Na sua opinião os sindicatos regionais têm valorizado o protagonismo feminino e tem buscado evidenciar e compreender que são as mulheres portadoras de rotinas específicas que moldam seu engajamento?

Ainda temos muito a melhorar em relação à valorização das mulheres nas entidades sindicais. Mas, comparando a décadas anteriores avançamos bastante. As mulheres têm o seu potencial, são guerreiras, inteligentes e fortes. Por mais que sejamos portadoras de rotinas diferenciadas somos capazes de exercer sempre algo a mais.Discutem muito a questão da Paridade mas, na prática não ocorre. É lamentável, mas, é fato! De uma coisa tenho  certeza às mulheres têm potencial para liderar, pra dirigir, pra se pronunciar, enfim, está à frente caso seja necessário. É preciso apenas que nos permitam!

 

04 – Grande parte do mercado empregador , regional, ainda considera a mulher como uma simples prestadora de serviço e não como uma trabalhadora com variações sociais, culturais e familiares, na sua opinião qual caminho para mudar essa realidade?

A mulher já demonstrou que é capaz. Acredito que para mudar essa realidade é preciso que o machismo seja exterminado. Vivemos em uma sociedade extremamente machista. Infelizmente, o que impede a mulher de avançar, ou melhor, o que faz com que sejamos comparadas de tal forma é essa cultura machista que vem predominando de geração em geração. NÃO AO MACHISMO!

 

05 – O movimento sindical tem contribuído para ampliar ainda mais a visão sobre a importância da solidariedade entre os trabalhadores especialmente em relação às mulheres, nos últimos tempos temos tidos avanços ou retrocessos?

O movimento sindical tem avançado nos últimos tempos em relação ao empenho para ampliar essa visão sobre a importância da mulher. E é um papel nosso como sindicalista dar continuidade incentivando a solidariedade entre os trabalhadores e as trabalhadoras.

 

06- Do seu ponto de vista sobre a mídia, por  qual razão a TV brasileira não destaca em seus jornais e novelas mulheres sindicalistas?

A mídia é gerenciada por homens poderosos, brancos, e de grande poder aquisitivo.  Onde o machismo predomina e isso faz com que a discriminação da mulher aconteça de um modo geral. Se for negra, pobre e sindicalista ainda mais. Não é interessante para a mídia divulgar o potencial das mulheres sindicalistas que lutam pelos seus direitos e pelos direitos de um povo que necessitam ser respeitados.

 

07 – Que recado você gostaria de deixar para as mulheres  trabalhadoras do Extremo Sul da Bahia neste dia internacional da Mulher?

Que lute pelos seus direitos e ideais. Que não aceite ser inferiorizada. Que Valorize os seus potenciais, pois, toda mulher independente de cor ou raça ou crença merece ser respeitada e valorizada! Ocupe o seu espaço, conquiste seus sonhos e avance sempre!

 

 

 

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