Ofícios dos trabalhadores e trabalhadoras na história de Teixeira de Freitas II

Continuação do texto anterior….

06 – MODISTA: Modista era o nome que se dava aos alfaiates que trabalhava com  a encomenda de roupas, calça, ternos, vestidos e roupas para festas. Geralmente trabalhavam em casa e com máquinas movida por força humana. Atendia todos os tipos de classe. Também atendia encomendas de roupas fúnebres, mortalhas, e religiosas, casamentos e batizados. Em Teixeira de Freitas vários exerceram e exercem esse ofício, aqui vamos lembrar  do Cabo Marques e Dona Guiomar que atuaram nas décadas de 1950 e 1960 no centro do povoado de Teixeira de Freitas em uma época que havia pouca ou quase nenhuma loja de roupa. O tecido para confecção eram adquiridos nos armazéns nas cidades de Alcobaça, Caravelas, Nanuque, Medeiros Neto e Teófilo Otoni ou nas miscelâneas da fazenda Nova América e Cascata.

08 – FABRICANTE DE REDES E TARRAFAS: As redes e tarrafas geralmente era feito por trabalhadores ligados ao ramo da pesca que além da venda de peixes dedicavam à fabricação dos instrumentos necessários. No povoado de Teixeira de Freitas nas décadas de 1950 e 1960, Antônio de Roxa e João Serafim são os mais lembrados pelos moradores que viveram essa época como Ivo Nascimento Correia, anda hoje residente da histórica fazenda Nova  America.

09 –  PADEIRO –   Um dos padeiros mais lembrados da cidade é o João Palmeira Guerra ao qual é atribuído o título de pioneiro do ramo, tendo instalado sua padaria nas mediações da Praça dos Leões onde atuou aproximadamente até a década de 1970. Além dos tradicionais pães de sal e doce, também comercializa biscoitos de goma e chimango.

10 – FAZEDOR DE CAIXÕES FUNERÁRIOS: Nas décadas de 1950 até as décadas de 1960,1970 não havia casas que comercializavam caixões funerários por perto. Diante dessa realidade entrava em cena os fazedores de caixões, pessoas da comunidade que dominavam a arte da carpintaria, talhar madeira e construção do utensílio mortuário. Na construção era considerado alguns aspectos como distância a ser percorrida até o cemitério, geralmente era levado apenas por homens, e a madeira adequado, leve e resistente. Nesse parte da antiga delimitação dos municípios de Alcobaça e Caravelas de onde se originou o povoado e mais tarde cidade de Teixeira de Freitas, o sanfoneiro Pedro Lopes, o especialista em cortes “Baduca” e embaixador da festa de São Sebastião “Chicão” eram os mais requisitados da região.

10 – CURTIDOR – e o profissional perito na arte de curtir, converter peles de animais em couros. Na década de 1960 a atividade foi praticada de forma intensa na Fazenda Nova América, onde hoje é possível ver  ruínas do antigo curtume de Clodoaldo Freitas Correia. A pele curtida era adquirida dos caçadores locais depois couro de gado do matadouro da Fazenda Cascata. Os trabalhadores eram em sua maioria homens que aproveitavam as correntes do Rio Itanhém para limpar e curtir o produto que era exportado  pelo Isael de Freitas Correia para Caravelas, ou vendido para os artesãos de Juerana “Cajá” especialista em calçados e bolsas femininas e o artesão “Cadete” especialista em arreios para animais.

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X. Latees.

Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com

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Foto: Praça da Prefeitura inicio da década de 1970. Dias produções.

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