Por APLB-Sindicato

Os trabalhadores em educação da rede pública municipal de Teixeira de Freitas, paralisaram as suas atividades na manhã da quinta-feira (10/03) para reivindicar condições de volta às aulas presenciais, tendo em vista que as escolas não foram reformadas.

Além disso, os protocolos de biossegurança não estão sendo cumpridos, por fim, a categoria luta pelo cumprimento do reajuste de acordo com a Lei Federal nº11.738/2008 de 33,24%.

A categoria dos profissionais em educação já vem sofrendo perdas consideráveis no que compete ao percentual de reajuste do Piso Salarial do Magistério.

O último reajuste foi em 2018. Mas foi parcial e 4,4% não foi cumprido. Em 2019, as perdas foram no valor de 4,17%. Em 2020, chegou a 12,84%. E mesmo o reajuste de 2022 no valor de 33,24% não foi até a presente data cumprido pelo prefeito Marcelo Belitardo (DEM). No total, a categoria amarga 54,65% de perdas. 

Professores na luta

 E não é apenas a questão salarial que piorou drasticamente com a chegada do prefeito Marcelo Belitardo (DEM) ao poder. Até mesmo o retorno das aulas presenciais ocorreu por via judicial emitida pelo Ministério Público. Mesmo assim, não foi realizada em toda a rede pública. 

“Os professores e coordenadores lutam por condições de retorno às aulas presenciais, pois durante a pandemia custearam, a energia elétrica, a internet, usaram seus celulares, seus computadores etc. E mesmo assim, o governo municipal não forneceu nenhuma ajuda de custo. Lutamos para o retorno presencial, pois tudo foi e continua sendo custeado pelos trabalhadores e o governo não entra com uma contrapartida. Mas infelizmente não tem como isso ocorrer, pois através da pesquisa realizada pela APLB- Sindicato, chegamos a conclusão que apenas uma minoria das unidades estavam em condições do funcionamento. E mesmo nessas os protocolos de biossegurança não estavam sendo cumpridos e nem sequer cobrados” – declarou a professora Brasília Marques a nossa equipe de reportagem. 

Os problemas nessa gestão vêm se agravando. O principal deles é a falta de diálogo e ausência de propostas para recomposição salarial. Nunca passamos por um momento tão difícil no que compete a gestão apresentar uma proposta de recomposição para a categoria. O governo parece perdido. Pública atos que ele mesmo revoga. Estamos orientando que nas próximas eleições para deputados, senadores, governador do Estado e presidente da república que os eleitores não votem em um projeto que ignora os educadores e a educação pública. Com essa (im)postura o prefeito retira os votos dos seus apoiadores. Afinal, não vamos votar em “chapas” de prefeitos que não cumprem o Piso e são inimigos da educação” – finalizou a professora Brasília Marques a equipe de reportagem.

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