Por Daniel Rocha

Na quinta-feira da semana passada, 07/04, o desligamento do sistema de transmissão na subestação da companhia Hidroelétrica do São Francisco resultou em um apagão que afetou diversas cidades da região, como Eunápolis e Teixeira de Freitas. O blecaute durou cerca de duas horas e paralisou semáforos, elevadores e deixou a cidade sem internet e outros meios de comunicação. 

Porém o pequeno apagão não chegou nem perto de outros tantos que já atingiram a cidade, como o do réveillon de 1991 que deixou a região por mais de 48hs sem eletricidade em um contexto parecido com o presente.

Segundo noticiou um jornal da época, o apagão foi causado pela forte chuva, seguida por uma ventania, que deixou a cidade e os municípios vizinhos, Alcobaça, Itamaraju e Nova Viçosa, por mais de 48 horas sem energia elétrica. 

A ausência de eletricidade gerou enormes prejuízos ao comércio local e também do litoral que naturalmente esperava lucrar com as tradicionais festas de fim de ano. Comerciantes que estavam com as geladeiras e freezers abastecidos perderam tudo que não podia ficar sem refrigeração.  

Dias depois do acontecimento, os comerciantes cobraram publicamente nas emissoras locais de rádio, a estatal baiana Coelba, o ressarcimento de seus prejuízos. 

No contexto, segundo dados do período, as estatais sofriam com a pressão do Governo Federal que deixava as empresas públicas sucateadas, através do corte de investimentos, para facilitar sua privatização. 

Em abril de 1991, a Associação dos Empregados de Furnas, em nota publicada no Jornal do Brasil, diante dos riscos de apagões no Sudeste, denunciou a falta de investimentos no setor: “A população deve exigir um basta a tamanha entreguismo e responsabilidade.”  

Daniel Rocha*

Historiador graduado e Pós-graduado em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.

Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com

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Imagem: DR. Fortunato. Departamento de cultura 2015.

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