Por Iara Pereira*

Em algum momento da vida nos deparamos com o fim de alguns ciclos que naturalmente se modificam. Normalmente, viver o período do luto dos “términos” seria o ideal para que momentos como esses fossem menos agressivos a saúde mental dos envolvidos, no entanto, no cenário atual das dependências, essa é uma das mais difíceis de lidar e por isso requer uma atenção especial no campo das competências psicológicas.  

Considerando o aumento relevante de casos de ansiedade, depressão e suicídio, a dependência emocional pode ser considerada altamente perigosa, uma vez que a mesma tem o poder de convencer os indivíduos a criarem afetos imaginários e materializarem esses sentimentos em ações que não são mais correspondidas.

Quando o indivíduo passa por um período de carência, a necessidade de conexão e afeto pode o levar a idealizar em pessoas, cenários que não correspondem com à realidade que ele está inserido e essa idealização pode acontecer por diversas razões, como por exemplo, com o fim de um relacionamento, a perda de um ente querido ou amizades que se acabam, e é daí que surge a necessidade da procura do preenchimento desse vazio emocional, com a criação da fantasia de obter um amor perfeito.

O risco de tudo isso é que ao criar afetos imaginários, estamos projetando nossas próprias necessidades e desejos na outra pessoa, sem levar em conta quem ela realmente é. Isso pode levar a uma enaltecimento irrealista, onde ignoramos os defeitos e falhas do outro, e daí só enxergamos aquilo que queremos ver. E quando a realidade não corresponde às nossas expectativas, podemos ficar desapontados, frustrados e até mesmo deprimidos.

Para além disso, criar afetos imaginários pode nos impedir de buscar conexões reais e saudáveis. Ao ficarmos presos em nossas fantasias, podemos perder a oportunidade de conhecer pessoas que realmente se encaixam com nossos valores e objetivos de vida. E isso pode nos deixar ainda mais solitários e desconectados, aumentando os mais altos níveis de estresse e ansiedade.

Esse é o momento da virada de chave, onde o nosso olhar deve ser mais criterioso e cuidadoso, para que possamos procurar a ajuda de um profissional para nos orientar e nos ajudar naquilo que sozinhos não podemos resolver.

Vale ressaltar que é essencial compreender que cada passo em direção ao futuro oferece uma oportunidade única de crescimento autêntico. Ao nos libertarmos dos fardos do passado, abrimos espaço para que novas possibilidades e experiências transformadoras aconteçam. Os finais felizes são conquistados quando permitimos nosso próprio desenvolvimento, enquanto os necessários nos ensinam lições valiosas e fortalecem nossa jornada. Mantenha a confiança em si mesmo, experimente com experiência rumo a um futuro satisfeito de atraentes superações. Acredite em seu potencial e no poder de transformar sua vida.

*Iara Pereira de Jesus, discente do 8° semestre do curso de Letras Português e Literatura da Universidade Estadual da Bahia – UNEB X. Curiosa, observadora,  pensamento crítico e livre, aberta às discussões e boas oportunidades da vida.

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