Todos os posts de Daniel Rocha da Silva

Vejo vocês em breve

Muito obrigado por ter visitado esse site durante o ano de 2013. Nós esforçamo-nos constantemente para melhorar o nosso portal e conteúdo disponibilizado.

Em 2014, o Tirabanha vai continuar a crescer (tanto quanto possível, esperamos). Temos muitos projetos para melhorar e você deve vê-los em breve. Vamos dar uma pequena pausa e voltamos em forma em 15 de janeiro de 2014.

Vejo vocês em breve! Feliz ano novo.

Daniel Rocha.

Cineclube exibe : O Estranho Mundo de Jack

 Exibição cancelada , AGUARDEM NOVA DATA!

cineclube Sal na Pipoca exibe a animação O Estranho Mundo de Jack, 1994, dirigido pelo diretor do diretor Tim Burton.

Jack Skellington (Chris Sarandon) é um ser fantástico que vive na Cidade do Halloween, um local cercado por criaturas fantásticas. Lá todos passam o ano organizando o Halloween do ano seguinte mas, após mais um Halloween, Jack se mostra cansado de fazer aquilo todos os anos. Assim ele deixa os limites da Cidade do Halloween e vagueia pela floresta. Por acaso acha alguns portais, sendo que cada um leva até um tipo festividade. Jack acaba atravessando o portal do Natal, onde vê demonstrações do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween, sem ter compreendido o que viu, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel (Edward Ivory) e fazerem seu próprio Natal. Apesar de argumentos fortes de sua leal namorada Sally (Catherine O’Hara) contra o projeto, o Papai Noel é capturado. Mas os fatos mostrarão que Sally estava totalmente certa.

Exibição cancelada , AGUARDEM NOVA DATA!

 

 

Cineclube exibe Orfeu Negro

Terça dia 10/12/13,  o cineclube Sal na Pipoca exibe o clássico ‘Orfeu Negro’  dirigido pelo diretor francês Marcel Camus.

Vencedor do festival de  Cannes em 1959. O filme conta a história de Orfeu (Breno Mello), condutor de bonde e sambista do morro, se apaixona por Eurídice (Marpessa Dawn), uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro fugindo de um estranho fantasiado de Morte (Ademar da Silva) durante o carnaval. O belo amor de Orfeu por Eurídice, no entanto, desperta a ira da ex-noiva do galã, Mira (Lourdes de Oliveira), e a Morte continua por perto.

A exibição será no Departamento de Cultura de Teixeira de Freitas, Rua Prudente de Moraes 147 – Centro, às 19:30 .

A sessão é gratuita.

Exploração Madeireira em Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha.

A cidade de Teixeira de Freitas  cresceu com a abertura da BR-101 e se desenvolveu economicamente com a exploração da madeira, que resultou na devastação da mata atlântica do extremo sul baiano.

Nas décadas de,1950, 1960 e 1970, quando o desmatamento era sinônimo de desenvolvimento, as serrarias chegaram ao povoado de Teixeira de Freitas, atraindo migrantes de varias parte da região e dos estados vizinhos.

Quem são estas pessoas? O que dizem sobre este período? Quando começou e terminou a exploração? Contribuiu para o crescimento da cidade? As respostas que serão aqui colocadas vão estar de acordo com as perspectivas e as definições das fontes consultadas. Este e o primeiro texto de uma série de três  sobre o assunto.

Quando começa  e termina exploração da madeira?

Embora a retirada seletiva da madeira venha sendo praticada há mais de 500 anos no Brasil, na Bahia ela se tornou especialmente intensa nos últimos 30 anos (Mesquita Leopodino,1999). Particularmente com a mudança de companhias madeireiras para ao sul da Bahia, vindas do devastado norte do Espírito Santo.

Para Monforte (1977) A partir de 1947, o Norte do Espírito  Santo começou a perder sua floresta nativa. Jacarandas, cedros, Jatobás, macanaíbas, ipês, passaram a ser exportados em grandes quantidades, até sua total extinção (…) a exploração devastou toda a floresta capixaba e levou os madeireiros para o sul da Bahia. E nessa caminhada, estradas foram abertas, povoados fundados.

Segundo Sant´Anna (2007),apud Sant´Anna 2009:

“É a partir da década de 1950, que  impulsionado principalmente pelos incentivos do recém-criado Banco do Nordeste, começa um processo de desmatamento sistemático na região para a criação de gado e lavoura.

Porém, é no início dos anos 1970, com a inauguração, em 22 de abril de 1973, do trecho que liga Vitória no Espírito Santo a Salvador na Bahia, da rodovia BR-101, que a extração de madeira ganha uma escala avassaladora.”

A abundância de madeiras consideradas nobres, aliada aos incentivos fiscais, atraiu para a região grande madeireiros do norte de Minas Gerais e, principalmente, do Espirito Santo. A primeira serraria de Teixeira de Freitas, chegou em 1950, vinda do estado de Minas Gerais e se chamava Santa Luzia. Com a atuação o ritmo das cidades vizinhas mudou, a primeira estrada de rodagem aberta pela madeireira pioneira, favoreceu o crescimento econômico do povoado de Teixeira de Freitas.

A empresa retirava à madeira e enviava para a cidade de Viçosa Minas Gerais de propriedade do senhor Eleozzípio Cunha. Esta trouxe a região mineiros de cidades próximas, como Nanuque e Almenara.

Em entrevista ao documentário da TV Sul Bahia, Retrospectiva histórica de Teixeira de Freitas de 1996, José Koopmans, afirmou que as madeireiras nunca tiveram interesse nas terras do extremo sul, o único interesse era de fato a extração de madeiras.

“ Por isso o primeiro passo foi entrar com a pecuária,  que acelerou o processo de mudança na agricultura que até os anos de 1950, era familiar voltada para o consumo local”

No ano de 1990, o governo federal baniu a retirada de madeira da Mata Atlântica. Entretanto, as empresas madeireiras influenciaram, com sucesso, o governo para serem autorizadas a continuar operando se adotassem planos de sustentabilidade, mas não seguiram necessariamente o processo técnico recomendado (Mesquita, 2001).

Empresas madeireiras extraíram 225.000 mde madeira do sul da Bahia em 1994, quase 75% de forma ilegal (IESB, 1997). Naquele ano, todas as empresas madeireiras autorizadas da região estavam operando em áreas que abrigavam primatas ameaçados (Mesquita, 1997).

Em 2001, um comitê especializado avaliou 315 planos de manejo aprovados, e apenas 32 foram considerados adequados. Apesar da proteção legal, a taxa de desmatamento no Sul da Bahia foi maior no início dos anos 90  que nos anos 80 (CAPOBIANCO, 2001), e as empresas madeireiras legais ou não, continuam ativas na região.

A imagem que ilustra o texto e de uma propaganda da Mercedes – Benz de 1959. Pode se notar que não havia no Brasil uma consciência ecológica, tanto que a empresa fabricante de caminhão  associava o produto a este tipo de atividade.

No próximo texto, vamos conhecer o que os migrantes desta época falam sobre este período e das motivações de sua vinda para o extremo sul.

Referências

CAPOBIANCO,J. P. R. (ed.). 2001. Dossiê Mata Atlântica 2001: Projeto Monitoramento Sócio ambiental, Sociedade Nordestina de Ecologia.  

 

MESQUITA, C. A. B. 1997. Serrarias fazem festa no sul da Bahia. Revista Parabólicas 33.

Mesquita, no prelo; Rede de ONGs da Mata Atlântica, 2001.

SANT´ANNA, A.G. O papel do Cluster madeireiro no desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia. 2007.80 f. Dissertação (mestrado em Economia empresarial – Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro, 2007).

RETROSPECTIVA Histórica de Teixeira de Freitas.Direção Geral:Alberto Silva e Zé da Baiana.Produção: Magnólia Ellias Galvão e Ady Regina Munix. Suporte: DVD (45min).Ano:1996.

MONFORTE. Carlos. A pose inlegal de terras provocas mortes.Maio – 1977.11º caderno.O estado de São Paulo.

 

Veja também:

A exploração madeireira parte 02

O rio Itanhém parte 01

O rio Itanhém parte 02

A exploração da Madeira parte 01

Medicina oficial em Teixeira de Freitas.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 03

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Mulheres parteiras parte 02.

Praça da prefeitura

O causo do Tatu papa -defunto.

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

 

 

O causo do Noivo e Noivado

Daniel Rocha*

Nos chamados “anos de antigamente, lá pelos idos de 1968″, havia uma feira onde hoje é a Praça dos Leões, centro da cidade de Teixeira de Freitas. Foi naquela região que instalou a primeira grande loja da povoado, Casa Bom Jesus, de propriedade do senhor Caitano, Pernambucano de Caruaru, que já trabalhava com a venda de roupas e tecidos e resolveu investir no povoado carente de lojas do ramo.

Próximo ao local, todo domingo, era realizada uma feira que atrai agricultores motivados a vender suas produções. Dentre estes o senhor Natalino A. Santo que no ano de 1968 ainda era um morador da Vila Marinha que regularmente vinha para a feira do então povoado de Teixeira de Freitas ,de canoa pelo rio Itanhém, para vender produtos que eram produzidas na terra do pai.

Porém quem pensa que ele só vinha ao povoado de Teixeira de Freitas, para vender o excedente agrícola está enganado pois junto com o irmão Jesuíno, Natalino formava uma dupla de violeiros chamada Noivo e Noivado.

A primeira apresentação da dupla foi na inauguração da famosa loja Bom Jesus, que ficava exatamente onde hoje está o Banco Bradesco. Por conta disso ficaram conhecidos por todos os moradores do lugar e da região circunvizinha como a dupla de moda de viola Noivo e Noivado.

Conta que “naquele tempo, o pessoal saía de Alcobaça, Caravelas e Juerana para comprar na feira da praça. Todos paravam para ver a gente tocando. O povo não tinha malvadeza, jogava o dinheiro dentro do violão. Era o dia todo cantando, juntava muita gente”.

Recorda que certa vez quando a feira funcionou por uns tempos onde hoje é a praça da Bíblia, houve uma festa onde diversas duplas regionais se apresentaram em um palco improvisado na carroceria de um caminhão.

O evento gerou uma grande expectativa, pois uma conhecida dupla da cidade de Nanuque, MG, ia se apresentar no encontro. Segundo Natalino a dupla esperada chamava se Diogo e Dioguinho.

Porém, apesar das expectativas, durante a apresentação, a tão falada dupla mineira não agradou o público presente com suas modas e violas. Diante do fato o povo exigiu; “tira Diogo e Dioguinho e coloca Noivo e Noivado para cantar. A Gente gosta mais deles cantando do que estes que estão aí.” Depois disso não teve pra ninguém, só Noivo e Noiva a moda das Casas Bom Jesus.

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X. Latees.

Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com

Veja também:

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