Arquivo da categoria: Destaque

Categoria que haverá os destaques da semna

Solicitação atendida pela Secretaria Municipal de Saúde

Por (Ailton Agente de Saúde)
Mais uma conquista para a Saúde em Teixeira de Freitas, O prefeito Dr. João Bosco e o secretário Municipal de Saúde Eujácio Dantas, atende à solicitação do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e inicia a construção de salas para promoção de saúde coletiva, o trabalho inicia-se pela UBS (Unidade Básica de saúde) do bairro Jerusalém.

Para enfrentar a crise, Teixeirense volta pedalar

Por (Daniel Rocha)

Da mesma forma que o aumento dos congestionamentos é reflexo do bom momento econômico do país, a ausência deles sinaliza o oposto. Substituta natural dos automóveis, as bicicletas, estão voltando à ativa.

 

Conversando com a recepcionista Lúcia Nunes, de 40 anos, Observamos que voltou a crescer na cidade o número de pessoas, que como ela, estão utilizando a bicicleta como meio de transporte principal.

 

Há quatro meses ela saia de sua casa no bairro São Lourenço às 7h50min para chegar ao trabalho 8hs em ponto. Dizia ela: “Com a moto eu ganhava mais tempo”.

 

Nas últimas semanas essa rotina teve que ser modificada, para chegar ao trabalho, no centro da cidade, ela tem que sair do bairro, onde mora, faltando 20 minutos.

 

O pior é no horário de almoço somando os vintes que gasta para chegar a casa, com mais vinte que gasta para regressar ao trabalho, ela está perdendo 40 minutos que eram muito bem aproveitados para o descanso.

 

“As coisas estão aumentando, o combustível está caro e há outros custos fixo que não tenho como cortar, por isso a única saída é deixar a moto na garagem, como a passagem de ônibus também subiu tive que voltar a utilizar a bicicleta”.

 

Outras causas já são bem conhecidas, a crise, aumento no custo de vida e dos alimentos e o reajuste recente da outra opção, o transporte coletivo cuja passagem saltou de R$ 2,50 para R$ 2,80.

 

Para se a ter uma ideia do que ela fala, basta lançar um rápido olhar na principal avenida da cidade, Presidente Getúlio Vargas, para perceber que onde nos últimos dias, esta tem ganhado mais ciclistas.

 

Enquanto isso Lúcia Nunes vai experimentando à volta ao velho habito. “Já havia me esquecido o quanto era bom andar de bicicleta, tem suas desvantagens como o risco no transito; completa Lúcia Nunes: “é bom, que exercita”“.

Dez dias depois

 

Dez dias depois de conversar com Lúcia, e uma semana depois de escrever este texto, encontrei-a no centro da cidade, desta vez fazendo uso  da  motocicleta.
Notando meu espanto, ela nem esperou pelo meu questionamento, foi logo avisando que não resistiu à correria e o transito ruim, com isso voltou a utilizar o transporte de antes (motocicleta): “Tem dia que a correria é maior”.

Relatos sobre os anos 80 em Teixeira de Freitas: O reisado de Dona Boló

Por (Daniel Rocha)

 

O Reisado ou Folia dos Reis é uma tradição católica que consiste em um grupo de cantores e instrumentistas fantasiados que prestam homenagem aos três Reis Magos e ao menino Jesus. No Brasil apresenta-se sob diversos aspectos.

Em Teixeira de Freitas a tradição e anterior a formação do povoado  na década de 1950. No presente a não realização está associada às mudanças de comportamento  ocorridas nas últimas décadas na cidade e no país.

No bairro Bela Vista, ao que tudo indica, a tradição foi mantida por algum tempo,1978-1983, pela moradora Maria da Ressurreição Manuel natural da comunidade rural  Serrinha onde nasceu no ano de 1940.

A serrinha é uma comunidade rural formada inicialmente por famílias negras localizada às margens da BA-290, próxima à entrada do aeroporto 9 maio. Até a década de 1980 a comunidade pertencia ao município de Alcobaça, no presente faz parte do município de Teixeira de Freitas.

Filha de Maria José da Conceição e “pai aventureiro” Maria da Conceição,(foto 02) que é mais conhecida pelos moradores do bairro Bela Vista como Dona Boló  narrou , durante uma conversa informal no ano de 2014, o seu envolvimento no reisado.

Conta que se interessou pela tradição porque cresceu encantada pelas apresentações de reisados realizados naquela comunidade por uma mulher conhecida como Tia Joana.

Quando já estava “crescida” passou a fazer parte da turma e assumiu o cargo de pastora. Tempos depois assumiu o cargo de mestre cujo a função era organizar e puxar o grupo entoando cânticos.

Após alguns anos sem participar, período de casamentos e filhos, mudou-se para o povoado de Teixeira de Freitas no ano de 1978, onde enfim, com a ajuda dos amigos das antigas Turbidez (foto 03) , Caboclo e Bituca, formou um grupo de reisado aos moldes da Serrinha.

O grupo era formado por doze pessoas, homens e mulheres, divididas em dois cordões, filas, com três pastoras e dois marujos cuidadosamente fantasiados além de um guia.

Segundo Isidro Nascimento que recebeu o grupo em sua casa em algumas ocasiões,  no grupo também havia o Boi iaiá (foto 01) que também acompanhava o grupo . “Tinha como função assustar  crianças desobedientes.”

O Reis começava em 06 de janeiro e terminava em três de fevereiro sempre animados com instrumentos como o pandeiro. O grupo saía por volta das 19h cantando pelas ruas do bairro em duas filas separadas, seis marujos de cada lado e cinco pastoras guiados pelo capitão responsável pelo estandarte.

No início a atuação do grupo ficou restrita ao bairro Bela Vista mas diante de diversos pedidos o grupo passou a visitar outros moradores de bairros próximos.

“A gente ia onde era convidado, por isso fizemos várias ruas do bairro, chegamos ir ao Jerusalém e Recanto do Lago na casa de Isidro, a gente passava nas casas brincando até meia-noite… Tinha xote, manjuba, apito e a coreografia dos marujos.”

Sobre a origem do costume na Serrinha Boló recorda que a tradição chegou trazida pelos negros Dona Júlia e Turbides da fazenda Jerusalém, hoje onde o bairro de mesmo nome.

“Foi trazida pelos antigos… naquela época faziam por promessa mas eu sempre fiz por divertimento”.

Apesar da alegria ao recordar o passado uma frustração machuca o coração de Dona Boló, com a saída de Turbidez por problemas de saúde ela não conseguiu terminar o que havia começado.

Isso porque a tradição pede que quem começar um reisado o realize por seis vezes para então passar a outro grupo.

“Faltou apenas uma…Tenho vontade de juntar um grupo para terminar o Reisado que comecei, mas tenho medo da criminalidade e dos malandros. A violência de hoje me assusta, não dar para fazer em lugar fechado tem que ser na rua e elas estão bem movimentadas”.

As recordações da senhora Boló revelam em pequena escala que a população rural ao migrar para zona urbana do povoado ,ainda  que por um tempo, manteve como referências as tradições coletivas da vida no campo. Referências que aos poucos foi sendo reprimida sobre a pressão do espaço delimitado das cidades  e um estilo de vida pautada no individualismo.

Fontes:

Conversa informal com Maria da Ressurreição Manuel 2014.

conversa informal com Isidro Nascimento 2014.

Colaborou com a pesquisa: Domingos Cajueiro Correia

 

Veja também:

Relatos Sobre Os Anos 90 Em Teixeira De Freitas: Parte 02

Praça da prefeitura

O causo do Tatu papa -defunto.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

História do Cine Brasil

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

 

Daniel Rocha

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BANHAR O DEFUNTO

Por Adriana Oz

Temos um costume antigo de banhar o defunto, vestimos-lhe a melhor roupa, cobrimos-lhe a palidez e a feiura da morte com maquiagem e penteamos-lhe como se a uma festas fosse e ficamos a dançar com o defunto a última valsa triste à luz de velas.

Assim também fazemos quando morre um amor, uma amizade ou outro sentimento… maquiamos, disfarçamos os ferimentos, cobrimos a falta de vida e vestimos o falecido, assim a morte nos parece menos feia.

Depois que a vida se foi, não resta mais nada. Fechamos o caixão e jogamos o último punhado de terra e colocamos uma lápide com os dizeres:
“Aqui jaz o meu tempo perdido”.

 

O imaginário de um artista. Bruno Caliman lança livro de poesia

Por Daniel Rocha

 

Lançado recentemente pelo próprio autor Bruno Caliman, o livro de poesia Me fala isso por favor (2015) proporciona ao leitor a impressão de ter recebido  em mãos o caderno de anotações que gerou  as maiores composições dos últimos anos no Brasil.

 

São pequenas poesias que contém e revelam o olhar e a ternura  do compositor que vem encantando o Brasil com composições românticas e populares. Nas linhas poéticas é possível também conhecer a luta, os dramas e as preocupações do pai e cidadão e baiano da fronteira Bruno Caliman.

 

São 216 páginas que ligam histórias às ilustrações, do que parecem ser páginas de cadernos de anotações, ou de qualquer outra coisa de que Bruno poderia ter feito uso no exato instante em que lhe veio a inspiração, naquele repente de maior criação.

 

Vale a pena conferir e conhecer o imaginário deste artista que hoje canta e encanta o cenário musical brasileiro, emplacando sucessos com intérpretes como Marcos e Belutti, Luan Santana e tantos outros.  Aliás, o prefácio do livro de Bruno Caliman tem a assinatura do astro Luan Santana.

 

 O livro estará disponível a partir do 20 de dezembro e pode ser adquirido pelo site : http://www.mefalaissoporfavor.com.br/

Obras das creches modelo serão concluídas ainda este ano

As creches modelo Proinfância do que estão sendo construídas em Teixeira de Freitas, serão concluídas ainda esse ano. A confirmação veio diretamente do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Antônio Idilvan, na manhã desta quinta-feira, 21, durante reunião, com o prefeito João Bosco, Governador Rui Costa e demais prefeitos no prédio da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador.

A Prefeitura de Teixeira de Freitas já inaugurou uma unidade neste modelo no bairro Jerusalém, enquanto que nos bairros João Mendonça e Colina Verde as obras estão em fase de conclusão. Ao todo, serão oito unidades como estas no município, com estrutura para atender crianças desde o maternal, até a idade pré-escolar.

O prefeito João Bosco comemorou e destacou a importância do diálogo entre entes federativos, que possibilitam investimentos maiores em benefício dos cidadãos, a exemplo das unidades Proinfância com área coberta, área externa, fraldário, banheiros adaptados para autonomia das crianças, cozinhas industriais, refeitórios e toda a infraestrutura necessária para estimular a formação das crianças.

“Os estímulos iniciais, chamados pelos especialistas de fase de desenvolvimento cognitivo da criança, são muito importantes e precisam ser conduzidos por pessoas capacitadas para isso. São diversos os estímulos que as crianças recebem dentro da creche, com brinquedos, desenhos e músicas, por exemplo”, disse Rui Costa.

Departamento de Imprensa da Prefeitura de Teixeira de Freitas

GOVERNO MUNICIPAL INAUGURA CALÇADAS PADRONIZADAS NO CENTRO

Por (Daniel Rocha)

Foi na Avenida Marechal Castelo Branco, na altura da Praça dos Leões, que o negro pioneiro Manuel de Etelvina e outros comerciantes abriram, no ano de 1950, as primeiras casas comerciais, na época, chamadas de “vendas” pela população.  

A partir disso, houve, então, o surgimento do pequeno povoado do Comércio dos Pretos. Este, que mais tarde, foi apelidado de “Tira-Banha” e, tempos depois, oficialmente chamado de Teixeira de Freitas.

Em meio ao aglomerado de “vendas”, surgiu a Praça dos Leões. Este espaço, com o tempo, foi usado, aos domingos, por comerciantes autônomos e feirantes, os quais eram exprimidos entre ruas abertas clandestinamente, sujas com frutas podres e estrume dos animais de cargas.

Neste caótico cenário, alguns imóveis foram construídos e ruas abertas às pressas de forma não planejada e eficiente. Quanto mais a concentração de construções ia se expandindo em direção ao norte, mais as ruas iam ficando apertadas e desordenadas.

Essa desordem, até pouco tempo, permanecia preservada nos traçados irregulares dos passeios escondidos e, estes, com iluminação inexistente.

Assim, a urbanização desordenada daqueles idos anos 50, do século passado, permitiu, neste início de século XXI, que se fizesse presente, onde hoje é o centro comercial de Teixeira de Freitas, um trânsito caótico e calçadas apertadas, resultando, na Avenida Marechal Castelo Branco, tanto nas calçadas quanto na via de tráfego de veículos, uma deficiente mobilidade urbana.

Sete administrações depois da emancipação de Teixeira de Freitas, a gestão de João Bosco iniciou em 2015, uma verdadeira revolução, no que diz respeito à melhoria da mobilidade urbana, da principal avenida comercial da cidade.

Tal modificação consistiu na padronização, desobstrução, iluminação, além de outras intervenções, das calçadas da Avenida Marechal Castelo Branco. O intuito da intervenção foi a de garantir espaço democratizado do ir e do vir de qualquer cidadão e cidadã.

As novas calçadas foram inauguradas na tarde desta sexta-feira, 22 de janeiro de 2015. Elas possuem guias demarcadas para deficientes, contém rampas para o acesso de cadeirantes, jardinagem e nova iluminação.

Aílton Agente de Saúde afirmou que a democratização das vias é importante não só para as pessoas que vão às compras e que transitam intensamente pelas calçadas da Avenida Marechal Castelo Branco, como também favorece significativamente aos comerciantes.

 

O Conjunto Penal De Teixeira De Freitas – Parte 02

Por Daniel Rocha

Dando continuidade à série iniciada no texto anterior.. Após inauguração em 2001, a sociedade teixeirense continuou a protestar contra instalação do conjunto penal na cidade. Se antes as manifestações eram motivadas pelo fato do mesmo estar situado no perímetro urbano, depois de tudo foi à sucessão de fugas e as constantes formação de motins que assombrou mais ainda a população, temia reviver o caos anunciado.

Conclui-se isso, tendo como fontes periódicas locais e nacionais sobre a ocorrência deste tipo de situação no presidio estadual. Como por exemplo, o editorial do jornal Extremo Sul de setembro de 2004 que, tal como outros, reproduziram os questionamentos de uma sociedade assustada como o que vinha ocorrendo:

“ Não sabemos dizer o número de fugas, desconhecemos as estatísticas dos recapturados. admitimos, perdemos a conta, confundimos os parâmetros. Uma coisa nós sabemos, notícias de fuga no conjunto penal de Teixeira de Freitas deixou de ser novidade. Neste momento, sabe-se da fuga de dezesseis. Procurando amenizar o tema, autoridades divulgaram que dois são de alta periculosidade. Como saber da índole do restante, alguém põe a mão no fogo por eles?”

Os questionamentos expressos no editorial eram condizente com a realidade vivenciada pelo Conjunto Penal, de acordo com os dados da SAP-SJDH-BA, só em 2003 houve dezesseis tentativas de fugas das quais três obtiveram êxitos, não havendo  registros de rebelião ou motim.

Só que na contra mão desta afirmação, o jornal paulista O estado de São Paulo, noticiou que houve naquele ano um motim onde os presos reivindicaram “sala para visita íntima, televisão e revisão de penas”.

 A negação do motim noticiado pode está relacionada ao medo da opinião pública assustada com essa questão desde o ano da inauguração ocorrido na década de 2000.

Ao longo dos anos no novo milênio, diversos casos de fugas causaram mal-estar na população teixeirense, habitantes que aos poucos foram se calando perante a situação, tanto no conjunto penal quanto no Complexo Policial, construídos para pôr fim às fugas e rebeliões que assustavam a comunidade.

Outros dados evidenciam que os problemas da superlotação não foram resolvidos por completo com a construção do míni-presídio em 2008. Segundo Costa em 2013 havia ali, entre provisórios e julgados, 700 internos para 316 vagas.

Ainda de acordo com o estudo de Costa, em 2011, foram registrados um homicídio no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas e dois na 8ª Coorpin, fatos que realça a existência de problemas  relacionados  a lotação.

 Inter-relacionado a isso, em janeiro de 2015 uma violenta rebelião no conjunto penal chamou a atenção da imprensa baiana. De acordo o site Primeiro Jornal “Os detentos tomaram conta do pátio e atearam fogo em colchões”.

Em conformidade com o site, durante a rebelião o clima predominante  no local era de tensão. Tanto que para manter a ordem entre os internos o reforço policial foi acionado como também uma ambulância de atendimento móvel.

Já de acordo com o site do jornal A tarde a rebelião foi motivada por uma briga de grupos rivais que já vinham sendo monitorados. Paralelo a isso, como um bipolar que sai de um extremo ao outro sem coerência e  razão, a sociedade se calava.

Se antes para cada fuga havia manifestações calorosas da opinião pública, hoje apenas se espera que as instabilidades sejam resolvidas com a interferência de forças policiais.

Todos esses problemas demonstram que não havia, e não há, nessas situações, nenhuma preocupação por parte da sociedade com a situação dos encarcerados. Não há interesse expressivo sobre o respeito à garantia dos direitos fundamentais e a integridade física e moral dos condenados.

Referencias

CABRAL, Sandro. Além das Grades: Uma análise comparada das modalidades de gestão do sistema prisional. 2006. 293 f. Tese (Doutorado em Administração) – Escola de Administração, Universidade Federal da Bahia, Bahia. 2006.

jornalsportnews.blogspot.com.br/2009/07/teixeira-de-freitas-presos-se-rebelam.html

liberdadenews.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3279:teixeira-de-freitas-vive-onda-de-violencia-desenfreada&catid=1:policia&Itemid=2

Veja também:

Conjunto penal de Teixeira de Freitas: parte 01

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O causo do Tatu papa -defunto.

Mulheres parteiras parte 02.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

História do Cine Brasil

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

 

 

 

A PRAINHA NO RIO ITANHÉM

 
Por Daniel Rocha  Na década de 1960, agricultores vindos de outras regiões da Bahia e do país adquiriram terras no povoado de Teixeira de Freitas, próximas ao Rio Itanhém, hoje bairro Colina Verde, para investir em agricultura e pecuária.
 
Conforme as memórias do morador Santos Almeida, 65 anos, ao adquirir as terras na região norte da cidade, os migrantes criaram dificuldades aos trabalhadores habituados a transitar e acessar o Rio Itanhém para pesca e banho.
 
“Tem um morador conhecido na cidade que tem a fama ruim até hoje por causa disso, o vaqueiro dele perseguia quem passava a cerca da fazenda para pescar no rio, ele tomava a rede do pessoal não deixava ninguém pescar”, conta Santos.
 
A mineira  Rodrigues Aguiar, que chegou no povoado na década de 1960, confirma a versão contada sobre os capangas dos grandes proprietários que proibiam, de fato, o acesso de alguns trabalhadores ao rio.
 
“Batia nos moradores que ultrapassavam a cerca da propriedade. Além do ato de violência deixava sem roupa os flagrados tomando banho no rio. Estes com medo de apanhar fugiam para a mata. Ficavam escondidos até a noite cair e depois voltar com segurança para a casa.”
 
Já o morador Matos  Silva, 66 anos, discorda dessas versões. Segundo ouviu dizer, os proprietários pediam para que os visitantes evitassem retirar frutos de plantações e deixar a cerca aberta para não causar a fuga de animais. Como os pedidos não foram atendidos os proprietários tomaram outras providências como proibir o acesso as margens do rio.
 
Diante dessa dificuldade de acesso à margem esquerda do Rio Itanhém, onde atualmente está o bairro Colina Verde, supõem-se que os frequentadores, obrigados pelas circunstâncias, foram procurar locais onde pudessem frequentar livremente, logo chegaram a uma região da fazenda Nova América conhecida como Prainha. 
 
A Prainha é um trecho do rio que fica as margens da BR- 101, ao lado da ponte que,  provavelmente, recebeu essa alcunha por conta do  areial em sua volta que lembra uma praia.
 
Conforme lembra  Matos Silva dois fatores contribuíram para a grande procura pela “Prainha” como destino de lazer: a popularização da bicicleta e a abertura da rodovia BR-101, que facilitou o acesso ao local.
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Antes da ponte sobre o Rio Itanhém, na BR-101, a rodovia passava no meio, do que um dia, foi uma rocha. Segundo o  hipótese  do senhor  Matos Silva,  foi a partir da abertura deste caminho sobre a pedra e  da Avenida Getúlio Vargas que o acesso ao local foi facilitado.
 
Atualmente, o lugar ainda é muito procurado por moradores do entorno, para atividades de recreação e lazer, principalmente durante o verão, quando é possível notar um grande número de pessoas.
 
Porém, a crescente aglomeração de populares ás margens do rio, é vista com preocupação pelas autoridades, porque  o registro de óbitos por afogamento oscila a cada ano.
 
Em 2012, foram registrados dez óbitos por afogamento em pontos diferente  do rio que corta a cidade do início ao fim.  Diante destes números, no início do ano 2013 a defesa civil da cidade de Teixeira de Freitas lançou a campanha preventiva “Verão Sem Afogamentos”.
 
Em 2015, o Subcomandante do Corpo de Bombeiros, Tenente Raimundo Rodrigues de Oliveira, em uma entrevista ao site de notícias liberdade News, destacou que a campanha reduziu pela metade a média de afogamentos, de 10 em 2012, para 05 em 2015.
 
Notícias recentes, dão conta que o local situado na região do bairro Colina Verde, voltou a ser frequentado por banhistas e moradores. O número de afogamentos registrados naquela região também tem aumentado de forma significativa.

Fontes:

Conversa informal; Santos Almeida em 2013, Rodrigues Aguiar 2012, Silva Matos em 2014. Os mesmos pediram para que os primeiros nomes não fossem divulgados porque o caso faz referência a um influente político da cidade.

Corpo de bombeiros realiza campanha de prevenção a acidentes por afogamentos. Disponível em :http://liberdadenews.com.br/index.php/policia/11188-corpo-de-bombeiros-realiza-campanha-de-prevencao-a-acidentes-por-afogamento

Jovem morre afogada no dia em que comemorava 6 meses de casada em Teixeira de Freitas:

http://bahiaextremosul.com/noticia/jovem_morre_afogada_no_dia_em_que_comemorava_06_meses_

de_casada_em_teixeira_de_freitas

Os dois últimos corpos dos irmãos mortos no rio Itanhaém são encontrados.

http://www.sulbahianews.com.br/policia/os-dois-ultimos-corpos-dos-irmaos-mortos-no-rio-itanhem-sao-encontrados

 

Veja também:

Relatos sobre os anos 90 em Teixeira de Freitas: Os farofeiros

Relatos sobre os anos 90 em Teixeira de Freitas: Bingos

O causo da Rua do Brega: Parte 01

O Saneamento Básico na História de Teixeira de Freitas parte 1

O causo do Batizado

O causo do vinho em Helvécia

O causo do caruru no Duque de Caxias

Futebol em Teixeira de Freitas: Parte 01.

Memória Estudantil


Especial Teixeira de Freitas 30 anos:

Mosaico de histórias

 

 

*Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

E-mail: tirabanha@tirabanha.com.br
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