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Vocês conhecem a festa BATEKOO?

Por Ícaro Jorge Da Silva Santana *

Batekoo é uma festa que entrou para o centro cultural soteropolitano enaltecendo os ritmos black estrangeiros e nacionais,organizada por Mauricio Sacramento,  se tornando um dos maiores “points” da noite de Salvador.  

 

A festa que começou como uma comemoração de aniversário,vem se tornando cada vez mais conhecida no Brasil. Iniciada em Salvador, a Batekoo tem como diferencial,em comparação com as outras da cidade,a sua execução musical,reproduzindo apenas ritmos negros, desde o hip hop americano ao pagodão baiano. Ritmos, que historicamente sempre foram colocados como baixa cultura ou cultura de massa, por ser produzido nas periferias e favelas.  

 

A possibilidade de consumir cultura e música, sempre foi negada para aqueles e aquelas das periferias devido ao alto valor que se é cobrado nas entradas de determinados shows e festas. Diante disso,o valor da entrada é acessível para todos os públicos, apenas 10 reais. Por conta disso, é mais fácil a popularização da festa e a acessibilidade em relação àqueles que não possuem muitos recursos.  

 

Enfim,a Batekoo é uma festa que vem fazendo muito sucesso em Salvador, principalmente para os jovens da cidade. É um ponto de encontro de fácil acesso para enaltecer os trabalhos dos negros e negras, libertando os corpos.  Além disso, o cunho político e social da festa é evidente e respeitado.

No mais, a festa está ficando famosa no Brasil, com edições em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, o que demonstra o significado da mesma.   E vocês, já decidiram se vão comparecer na próxima?

 

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ÍcaroJorge Da Silva Santana

Blogger eYoutuber(Ocupa Preto )

Social Media e Estudante do Bacharelado Interdisciplinar de Humanidades Na UFBA

 

 

 

Notícias de um encontro particular

Por Daniel Rocha

Em algum lugar do universo, dois cometas com trajetórias contrárias se encontram e a luz produzida, por esse momento, viaja pelo espaço até ser visualizado por um observador qualquer, anos depois do fenomenal encontro.

Essa foi a sensação que eu tive depois de ler o A menina do céu cor-de-rosa (De Athylla Borborema; PERSE ;144 PÁGS) que traz na íntegra uma série de entrevistas realizada pelo jornalista com a menor MSC no início da década de 1990.

O livro que mistura acontecimentos reais com fatos fictícios, narra a história de uma menor que fugindo da violência domestica praticada pelo pai no Espírito Santos, acaba na rota de prostituição do Extremo Sul da Bahia.

O primeiro encontro entre os dois ocorre na Rua Mauá, zona de baixo meretrício de Teixeira de Freitas, onde a personagem MSC se torna uma mulher prostituta com sonhos e lembranças.

Interessante é que os encontros entre o entrevistador e a adolescente não ocorrem apenas uma vez e nem no mesmo lugar. A cada nova entrevista, um detalhe, um fato novo traz à tona revelações e narrativas que provocam o juízo de valor do leitor.

Apesar de não ser o foco do livro, falta à obra um pouco mais sobre o momento vivido pela região do extremo sul da Bahia, local onde a menor recorrem à ao vasto mundo da prostituição para sobreviver.

Por exemplo, o “booom” das cidades litorâneas na década de 1990 que atraía turistas de todas as partes do Brasil e do mundo em busca de prazer e sexualidade, principalmente em Porto Seguro e suas praias.

Um bom negócio para os cafetões do ramo que aproveitavam da fragilidade dos menores e do recém criado Estatuto da criança e adolescente para lucrar com a venda de sexo aos turistas.

Mas nada ofusca as luzes do grande encontro, um estudante de jornalismo do Extremo Sul da Bahia e uma menina prostituída que sobrevive marcada pelas lembranças do passado.

Duas almas em rotas opostas separadas pelas expectativas de dias melhores que, diante da cruel realidade testemunhada e vivida, se desmancha entre um encontro e outro.

O livro pode ser adquirido pelo site : PERCE
Outros livros de escritores locais : Me fala isso por favor (2015) . Bruno Calimam

Relatos sobre os anos 80 em Teixeira de Freitas: A Malhação do Judas

Por Daniel Rocha*

No Brasil, há o sábado entre a semana santa e o domingo de páscoa que na tradição católica é chamado de sábado de aleluia. Dia de lembrar a ressurreição de Jesus e a traição cometida pelo seu discípulo, Judas Iscariotes. Momento, segundo a tradição, para queimar o traidor dos ensinamentos de Cristo representado por um boneco confeccionado por moradores de uma comunidade ou de uma rua específica.

Em Teixeira de Freitas no presente alguns moradores relataram a realização desta brincadeira tradicional em alguns locais da cidade  durante as décadas de 1960, 1970 e 1980. No decorrer desses anos a encenação foi editada de diferentes maneiras em alguns bairros da cidade como Wilson Brito, Teixeirinha e Vila Vargas.

Por exemplo recorda Maria de Fátima Leite, 55 anos, natural de Águas Formosas, MG, que chegou para morar no povoado no ano de 1969 quando o pai ,funcionário do DERBA, foi transferido de Salvador para o povoado de Teixeira de Freitas com a família, que no bairro Wilson Brito, nas proximidades da Avenida Castelo Branco, um antigo morador conhecido como Paulo realizava na madrugada do sábado de aleluia a queima do traidor representado por um boneco.

Ainda de acordo com a moradora o boneco do ritual realizado pelo morador nada mais era que uma estrutura de madeira ,tipo cruz, vestido com uma mortalha preenchida com pólvora e palha que tinha uma aparência de um espantalho. Destaca que tudo partia da iniciativa do morador que não contava com ajuda de ninguém da comunidade que comparecia em peso na apresentação durante a noite.

Ainda de acordo o acordo com a ilustre a “malhação do boneco” começava às três horas da manhã com a queima da imagem aos gritos e vaias de uma multidão de locais formada por inúmeras crianças e adultos que a apedrejava o boneco  “sem dó e nem piedade.”

Cabe lembrar que a construção narrativa da moradora Maria de Fátima está inserido na década de 1960, período onde não havia energia elétrica no povoado de Teixeira de Freitas, o que me leva a supor que a escuridão  da madrugada acrescentava ao evento da queima um efeito desejado para o ritual simbólico.

Ainda convém dizer que na percepção de Maria de Fátima a encenação era realizada em parte por moradores recém saído do campo conservadores de costumes e hábitos rurais revividos através de cânticos e palavras de ordem relacionada ao feito. Com bem lembra outra moradora, Ricardina Maria.

“Eu não participava porque eu era muito novinha, meu pai não deixava ir para o meio da meninada na rua. Antes de ser queimado o boneco era arrastado pelo bairro puxado por um jegue e por vezes era deixado na porta de um morador ao som de rimas e cantigas que faziam referência ao dono da casa …. Diziam assim …Esse judas não come farinha vai pra casa de seu Farias.”

Diz Ricardina Maria,54 anos, natural da zona rural de Nova Viçosa, que chegou para morar no povoado com sete anos de idade com o pai Ricardino José dos Santos, que morava nas proximidades do antigo campo de futebol do bairro Teixeirinha, onde hoje fica o ginásio de esportes ao  narrar a malhação.

Ainda falando de memória, detalhou que o boneco era confeccionado nos moldes do bairro Wilson Brito e a queima era muito festejada por moradores nativos e migrantes chegados de toda parte para trabalhar ou morar no então povoado teixeirense que apesar de dividido entre dois municípios, Alcobaça e Caravelas, mantinha essa tradição única, embora lembrado de formas diferentes.

Já o  capixaba, Elcilande Ferreira, natural da cidade de Pinheiros (ES), que segundo conta chegou com a família em Teixeira de Freitas em 1978 em busca de trabalho,  narra ter participado da organização da queima dos judas no final da década de 1980 no bairro Vila Vargas onde passou toda infância e adolescência.

Recorda que no bairro a queima era realizada na Rua Aurelino J. de Oliveira e o ritual começava dois dias antes com a busca entre os vizinhos de doações de roupas velhas para confeccionar o boneco. No dia de malhar o judas, preenchido com roupas e jornais, o boneco era colocado em uma carroça, puxado e lixado pelas ruas do bairro enquanto a sentença  a ser aplicada era anunciada como o um último grande ato da semana santa.

No entanto a encenação, apesar de fazer parte dos ritos da semana Santa não era naquele bairro compreendido como um ritual religioso e sim como um mero costume, uma brincadeira. A afirmação foi feita por Elcilande em resposta ao questionamento; Na sua opinião era ou não um ritual ritual orientado pela igreja?.

Para além disso informou que a queima era realizada no período da tarde pouco antes do anoitecer, com presença de grande público. Ainda de acordo Elcilandi não havia outra queima realizada na Vila Vargas, sabia por ouvir dizer  na época de um outro realizado no bairro vizinho, o São Lourenço.

Talvez a queima que “ouviu dizer” se refere a malhação realizada com entusiasmo na rua da feira, no bairro São Lourenço, testemunhada em algumas ocasiões por Flaviana Santos na segunda metade da década de 1980.

Sobre o boneco Flaviana recorda que antes de ser queimado pela manhã ele era confeccionado pelos residentes com roupa e sapatos “de gente” doados por moradores da referida rua. Que depois de pronto a figura do boneco era colocado com cuidado em um “pau” , estilo poste de madeira, no meio da rua para ser admirado e zombado pelos passantes que buscavam saber o horário do castigo.

No dia seguinte, pela manhã, o ritual começava com o apedrejamento, agressões. O boneco era chutado por homens e meninos antes da condenação final com  o fogo o consumindo em poucos minutos. A encenação era muito violenta e segundo Flaviana; “Aterrorizava muito as crianças menores porque o boneco tinha uma fisionomia muito próxima à humana”.

Ainda de acordo a testemunha, é provável que a queima deixou de ser realizada na década de 1990, período pós emancipação da cidade, quando o boneco passou, como em outras lugares do país, ser associado a figuras  políticas.

Apesar de não me aprofundar no contexto em minha concepção preliminar pressuponho que a manifestação cumpria bem seu objetivo de recordar a ressurreição de Jesus e a traição cometida pelo seu discípulo Judas, mensagem facilmente assimilada pela comunidade que não encontrava dificuldade em modificar o rito de acordo a necessidade prática.

Referência Bibliográfica

HOBSBAWM, Eric. “Introdução” In: HOBSBAWM, Eric. RANGER, Terence. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984, p. 9-23.

Fontes Orais

Conversa informal com

Flaviana Santos               Dezembro de 2015

Elcilandi Ferreira .          Dezembro  de 2015

Maria de Fátima Leite   Maio de 2016

Ricardina Maria.             Maio de 2016

Veja também:

Relatos sobre os anos 80 em Teixeira de Freitas : O reisado de Dona Boló

Relatos Sobre Os Anos 90 Em Teixeira De Freitas: Parte 02

Praça da prefeitura

O causo do Tatu papa -defunto.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

História do Cine Brasil

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

Daniel Rocha

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O mês junino começa com muitos fogos vermelhos, de VITÓRIA

Por Ícaro Jorge*

O mês de junho começou com uma vitória para toda a população brasileira, depois de muita articulação feita pela Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate àsEndemias(CONACS), foi suspendidos os efeitos da portaria 958/2016 que seria responsável pela substituição dos agentes de saúde por técnicos de enfermagem na composição das Equipes de Atenção Básica e da definição do valor do incentivo de custeio referente ao acréscimo de profissionais nas equipes do Saúde da Família.

“Vamos encontrar uma saída justa e legítima em defesa desses trabalhadores e trabalhadoras que defendem em todos os estados da Nação essa atividade tão próxima à população”, disse adeputada Conceição Sampaio (PP/AM) comemorando a decisão do ministério, durante a sessão da Comissão de Seguridade Social e Família realizada nessa quarta na Câmara Federal.

O trabalho dos agentes de saúde é de grande importância para a população brasileira, pois são eles que lidam como linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo as famílias necessitadas nas residências e melhorando a vida daqueles que necessitam dos seus respectivos trabalhos.

Diante disso,o deputado federal Odorico Monteiro (PROS/CE) protocolou requerimento de audiência pública na Comissão da Câmara para discutiras consequências dessa portaria. Tudo indica que essa audiência pública acontecerá dia 8 de junho de 2016, com a presença de todos os envolvidos.

É evidente a instabilidade do atual governo pós-golpe e a sua política contra os trabalhadores. Durante as discussões, Ailton Agende de saúde ressaltou a importância dos agentes de saúde e abriu discussões sobre as demandas e as necessidades da classe.

Enfim, o atual governo golpista está tentando de todas as formas deslegitimarem as lutas dos trabalhadores e retirar os direitos dos mesmos. Entretanto, a luta contra as instalações dos golpistas é eminente e forte. É com orgulho que digo que mais uma vitória foi alcançada.

 

*Ícaro Jorge (Estudante do BI em Humanidades na UFBA,youtubere social media)

 

Foto: Agentes comunitários de Teixeira de Freitas  durante manifestação para revogação da portaria 958/2016 no dia 18/05/16

Terror ‘Invocação do Mal 2’ em cartaz

Por Daniel Rocha

O filme Invocação do Mal 2 (EUA, 2016) faz um bom uso do enredo família em apuros em uma casa mal-assombrada  por espírito e demônios.

 

Os fãs de filmes clássicos vão aprovar o clima e os cenários que lembram outros medalhões do gênero como Poltergeist (1982) e o Exorcista (1974), por que não  por acaso à película é ambientada nos anos de 1970.

 

No filme, Sete anos após os eventos de Invocação do Mal (2013), Lorraine (Vera Farmiga) eEd Warren (Patrick Wilson) desembarcam na Inglaterra para ajudar uma família atormentada por uma manifestação Poltergeist na filha.

 

A saga da família segue e desafia a cartilha do gênero tirando sarros e até rompendo com os clichês de sempre.

 

Por exemplo especialistas e policiais são chamados para investigar os espíritos que, ao contrário dos clássicos do gênero, não temem se expor perante os visitantes.

 

Todos esses detalhes fazem da fita mais do que “o filme de terror da temporada” é uma boa experiencia que incomoda e arranca gritos com cenas tensas que vão fazer você, fã ou não do enredo clássico, pular na poltrona do início ao fim.

 

Cine Teixeira Mall

18:15

20:45

 

Cinesercla Pátio Mix *

14:45

17:45

20:45

Informações Adicionais:

Classificação: 14 anos

Gênero: Terror

Duração: 2h14min

Dublado

*Programação sujeita alterações.

 

Teixeira de Freitas ganha Academia de Letras

Por Daniel Rocha

Teixeira de Freitas, a maior cidade do extremo sul da Bahia, ganhou na noite deste sábado (04/06)  a  Academia Teixeirense de Letras Castro Alves (  ATL ) em uma disputada cerimonia realizada na câmara municipal.

A entidade congregará poetas e escritores dos diversos segmentos das letras da cidade, como a poetisa Cássia Oz que tem   tem prestigiado a todos com a divulgação de sua arte aqui no site Tirabanha.

A academia que tem como o escrito e poeta Almir Zarfeg como presidente e o jornalista e  escritor Athylla Borborema como Vice-Presidente, nasce com o objetivo de difundir as letras nacionais e incentivar a produção literária em Teixeira de Freitas e  todo Território de Identidade do Extremo Sul.

 

A atividade contou com a participação de artistas, jornalistas, educadores, estudantes ,universitários,blogueiros, poetas , políticos e representantes da sociedade civil organizada que declaram ter boas expectativas em relação à fundação da instituição de letras.

De acordo com Marcos Marcelo do blog Teixeiramusical, à academia abre novas oportunidades para a produção e divulgação da literatura regional. “Era o que faltava a capital do extremo sul.”

Bairro Caminho do Mar ganha nova unidade de saúde

Por Daniel Rocha

O Prefeito Dr. João Bosco, inaugurou ontem (31 de maio) a unidade de Saúde do bairro Caminho do Mar – Maria de Lurdes, em uma cerimônia que contou também com a participação de familiares da Parteira Maria de Lurdes Cajueiro Correia homenageada da noite.

Um projeto moderno, arrojado, a altura dos melhores do estado e digno de estar situado num das regiões mais povoada da cidade, que vai beneficiar a comunidade habitada em sua maioria por trabalhadores comuns que contribui de forma positiva para o desenvolvimento econômico da região.

Segundo Ailton Agente de Saúde: “Não faltam motivos para comemorar, é uma unidade planejada para atender a comunidade em suas necessidades. Comunidade que conheço muito bem, pois tive a oportunidade de atuar como Agente Comunitário de Saúde e sei da importância desta obra para toda gente que me presenteou com o carinho de sempre, atendendo nossa convocação para prestigiar a inauguração, um povo honesto que nunca se curvou perante as dificuldades.”

 

 

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Ailton Agente de Saúde,a direita, e moradores do bairro

 

Dificuldades  que foram por muito tempo encaradas pela parteira Maria de Lurdes natural de Juerana, distrito de Caravelas, que faleceu no ano de 2005 na cidade de Teixeira de Freitas.

Mãe de treze filhos chegou em Teixeira de Freitas quando ainda era um povoado conhecido por Mandiocal e foi a responsável pela realização de muitos partos em toda região, no bairro Nova América e Caminho do Mar, entre as décadas de 60 e 70, quando não havia médicos e nem hospitais na cidade. Está foi uma justa homenagem prestada. Parabéns!

 

 

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Parteira Maria de Lurdes Cajueiro Correia

 

 

A esperança de tempos melhores

Por (Ailton Agente de Saúde)
Na manhã do dia 19/05 a população teixeirense presente nas principais avenidas presenciaram a passagem da tocha dos jogos olímpicos Rio 2016 pela cidade.

O fogo sagrado que Prometeu confiou aos homens acende os corações daqueles, que no esporte, enxergam uma oportunidade de transformar vidas. A competição Olímpica é um dos principais eventos culturais da humanidade e seu alcance perpassa os limites do esporte.

Atletas de todos os cantos do planeta lutando para representar seu povo com honra e coragem, sentimentos inerentes aos campeões. Hoje, nossa querida Teixeira de Freitas teve a honrosa missão de manter acesa a chama olímpica.

Estamos enfrentando momentos de incerteza ; a corrupção e o descaso trouxe desânimo, medo e desconfiança. Que a tocha olímpica ascenda a esperança de tempos melhores.

‪#‎SejamosTodosCampeoe

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas IV: Moradores prestigiam o revezamento

 

Por (Daniel Rocha)

O feriado desta Quinta – Feira ,19/05/16,  comemorativo aos 31 anos de  emancipação politica da cidade, permitiu que milhares de pessoas lotassem as principais avenidas da cidade para ver de perto o revezamento da tocha Olímpica dos jogos  Rio 2016.

 

O evento foi prestigiado por moradores, movimentos organizados , alunos de escolas públicas , privadas e vendedores ambulantes que  lucraram um pouco mais com o evento.

 

Garante Maria Senhora Freitas Rodrigues,55 anos, moradora do bairro São Lourenço, que veio morar  na cidade depois que  os pais  abandonaram a cidade natal , Medeiros Neto , devastada por uma grande enchente em  1968.

 

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Maria  que trabalha com a  venda de brasinhas ,geladinhos, e brinquedos em   uma bicicleta cargueira estilizada,  disse  ter ficado encantada com a passagem da tocha pela Avenida Presidente Getúlio Vargas.

 

“Achei muito bonito e  importante para cidade porque tirou o pessoal de dentro de casa, todo mundo  saiu pra rua para  prestigiar”.

 

Ainda de acordo Maria Senhora com o bom movimento  deu para lucrar um pouco mais com a venda de seus  produtos e que o  evento trouxe a esperança de dias melhores para o país e para ela que pretende comprar uma casa nova e rever a mãe que hoje mora no estado de São Paulo.

 

Mirla Kleille do movimento negro  “Crespas e Cacheadas”,  disse  ter ficado muito feliz enquanto mulher  e  teixeirense por presenciar este acontecimento histórico e positivo para  cidade e moradores.

“Espero que essa festa e união se repita em outros momentos porque nossas crianças precisam ver  e participar de coisas diferentes, precisam de cultura e não só vislumbrar os eventos pela TV. Espero que as autoridades melhore a nossa cultura e nossas vidas sobretudo das nossas crianças que é o nosso futuro”.

Já o estudante Joanilton da   Escola Municipal Clelia das Graças Figueiredo Pinto, que fica no Centro da cidade, diz que a passagem da tocha foi tranquila e divertida para todos ali presentes.

De acordo com o estudante a passagem chama a atenção para os valores dos jogos, união e confraternização, que já  será  trabalhado na escola onde estuda através da realização de vários torneios esportivos. Finalizou dizendo que tem esperança que no futuro Teixeira   seja uma cidade mais pacífica e menos violenta.

 

Especial passagem da tocha olimpica em Teixeira de Freitas :

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas I: Vamos manter essa chama acesa?

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas II : Teixeirense pretende levar o Rugby para todas as escolas do município

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas III A luta para manter o futebol nos bairros

 

Foto: Lidiane Anunciação

Foto 01: Mirla Kleille do movimento negro  “Crespas e Cacheadas”.

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