Arquivo da categoria: Destaque

Categoria que haverá os destaques da semna

Abbey Road – O Studio Mais Famoso do Mundo

Por (Marcos Marcelo)

Fundado pela EMI em Novembro de 1931, o estúdio é o mais  conceituado do mundo, em 25 de junho de 1967 os “The Beatles” utilizaram para a gravação ao vivo da canção All You Need Is Love, no que foi a primeira transmissão Mundial ao vivo via-satélite. Abbey Road Studios é o nome do estúdio em Londres, localizado na Abbey Road (o nome da rua). Neste estúdio foram gravados discos famosos de bandas conceituadas, como os próprios The Beatles, Pink Floyd, Duran Duran e Oasis e a cantora Adele com o single Skyfall (canção).

Um dos fatores mais importantes  para a sua fama se tornar mundial, se firmou com a capa do disco dos Beatles, Abbey Road, que mostra os quatro integrantes do grupo atravessando a propriamente dita rua, na faixa de pedestre, em frente ao estúdio. Em 2010, faixa de pedestres dos estúdios Abbey Road vira patrimônio inglês. ‘É a cereja do bolo de um grande ano’, disse o ex-Beatle Paul McCartney.

abbey-road-studios

 

Os nossos artistas brasileiros também tiveram seus trabalhos mixados e masterizados pela Abbey Road, artistas como a bandaRoupa Nova em 2009 gravou o CD/DVD Roupa Nova em Londres nas dependências do estúdio. O álbum faturou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro neste mesmo ano, banda cover Beatles, paulista “All You Need is Love”  já esteve em fevereiro de 2013 na Inglaterra e as bandas SkankKiara Rocks e Cachorro Grande, e os músicos Lobão, Ritchie, Hebert Neri e Júpiter MaçãA banda Splippleman teve seu álbum de estreia, Welcome to the Magic Room – Splippleman at Abbey Road, totalmente produzido no Estúdio 2 do Abbey Road.
 
Acompanhe ao vivo a Rua Abbey Road aqui nesse link:
 
fontes:
http://www.abbeyroad.com, https://en.wikipedia.org/wiki/Abbey_Road
 

Marcos Marcelo é Assistente Social, Pesquisador, Músico Freelancer, Produtor Musical, Compositor e Publicitário.

A VERDADE ESTÁ LÁ FORA

Por: Adriana Oz

O que é a verdade? Por onde anda? Em que recorte de um todo se perdeu? Em que língua sincera foi contada? Quem de fato apreendeu? O mestre dos mestres disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Onde buscar a verdade? Será que aguentaremos seu peso quando chegar?

A verdade se revela nos pequenos detalhes da vida, nas camuflagens que usamos para não sermos desnudados diante dela, a verdade se dispersa nos diversos pontos de vista, cada posição um registro, um aspecto e um lado.

Quem resolver buscar a verdade de um acontecimento ficará com diversos pontos que muitas retinas registraram. Então teremos a certeza, está sim é nossa verdade, resultado da aceitação de alguns pontos dos fatos.

Por aqui, o povo foi ensinado que vale a pena acreditar; e a verdade é o que parecer ser.  Onde está a verdadeira verdade? Escondida em cofres públicos a 13 chaves. Perdeu-se nas intenções de muitos, nas ações de tantos e na indignação de poucos. Por entre licitações, contribuições e terceirizações a verdade foi se esvaindo.

Acabou-se a fé pública, até os bens comuns se esgotaram, os sentidos foram privados, e “res publica” em “res principis” se confundiu. O patrimônio público não é mais comunitário, são tantas as mãos que lesam nossos cofres e levam nosso dinheiro, que este se tornou público sem ser do povo.

Veja também:

Vem de berço!

Rumo à 15ª Conferência de Saúde

Por (Daniel Rocha)

Ainda este ano acontece em Brasília a 15ª conferência nacional de saúde, com o objetivo de avaliar e propor diretrizes de aperfeiçoamento das políticas de saúde. Discute-se direitos em saúde e a garantia da qualidade de acesso.

Esse debate tem papel fundamental na afirmação do Sistema Único de Saúde (SUS), como principal politica de inclusão social. Esse sistema se saúde pública, gratuíta e para todos é fruto de lutas e sacrifícios. Durante as décadas de 1970  de 1980, mobilizações sociais e manifestações populares foram organizadas em diversas partes do país contra a ditadura e a favor da democracia e da saúde.

Em razão das manifestações e organizações populares pró-saúde em 1986 foi realizada a 8ª conferência nacional de saúde, pela primeira vez, aberta a  participação popular.

As propostas de reforma sanitarista e a democratização da saúde pública brasileira discutida na 8ª conferência foram reconhecidas e influenciaram  a construção do pacto social estabelecido pela constituição cidadã de 1988 que declarou:

“A saúde Direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença, agravos e ao acesso universal e igualitário as ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Porém, a criação do Sistema Único de Saúde em 1988 não resultou na sua aplicação de imediato, foi necessário  negociar com setores diversos da sociedade, a fim de assegurar a aplicação de leis e mecanismos de fiscalização e controle.

Ao longo dos anos, diversos debates foram realizados através das conferências buscando aperfeiçoar, expandir e melhorar a conquista popular.

 Vinte e oito anos depois da oitava conferência, o Brasil caminha para a realização da 15ª conferência nacional de saúde que será realizada após as conferências municipais e estaduais.

Em julho de 2015, Teixeira de Freitas realizou a 5ª conferência municipal de saúde, com a presença do Deputado Federal e ex – secretário de saúde do estado, Dr. Jorge Solla e diversos representantes da sociedade civil organizada.  A conferência  foi organizada pelo Conselho Municipal de Saúde   ( CMS) e Secretaria; teve como objetivo analisar as prioridades locais de saúde, formular propostas de políticas públicas e eleger delegados para 9ª conferência estadual.

Aílton Agente de saúde esteve à frente da organização da  5ª conferência municipal, contou ainda com a colaboração de José Félix, membro do CMS e presidente do sindicato dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias do   extremo sul da Bahia –Sindacesb. Ailton destacou a importância da participação dos diversos segmentos da sociedade teixeirense, que na oportunidade discutiu, avaliou e elaborou propostas norteadoras para consolidação da politica de saúde no mosso município.

Ressaltou ainda que, a mobilização de uma frente popular se faz necessário, em defesa do SUS público, universal e de qualidade, uma vez que este vem sofrendo ameaças até de extinção, dentre elas a  insufieciência de recursos e financiamentos. Questionado sobre alguma solução para esses problemas, o mesmo citou a taxação das grandes fortunas como saída para a situação emblemática, acrescentando que, deste modo, a justiça social estaria de fato sendo feita.

O Causo do Casamento na Nova América

Por Daniel Rocha.

Como foi descrito no texto anterior, na fazenda Nova América que pertencia a cidade de Alcobaça havia  a capela de São Benedito. Nesta capela de seis e seis meses o padre franciscano Olavo Timmers comparecia para a realização de cerimônias coletivas de casamentos e batizados.

Foi em uma dessas cerimônias que ,na década de 1940, o senhor Isidro Alves conheceu a sua esposa Maria Silva. Ela moradora da fazenda Araras  estava de visita na fazenda Nova América para assistir uma missa com a família quando teve o primeiro contato visual do futuro marido.Conta Isidro:

“Eu a vi de longe, ela morava na fazenda Araras e eu nas proximidades da Nova América. Um dia depois  mandei lembrança por uma amiga dizendo que a achei bonita. Ela me respondeu com malcriação dizendo, defunto que não conheço nem rezo nem ofereço. Mas não desistir, mandei uma carta e fui atrás dela até conquistar o  amor”

Anos depois do primeiro encontro os dois se casaram em uma cerimônia simples realizada por um frei Franciscano. Conta Isidro que na época ouviu diversas histórias de casamentos que não foram concretizados por conta da recusa do padre ,o holandês frei Olavo, em casar pessoas que não estavam de acordo com as leis da igreja, presenciou também uma briga por conta disto na fazenda Nova América .

“Era rigoroso, não casava ninguém que tivesse uma mancha de parentesco, menor de idade ou que já vivia amasiado com outra mulher. Uma vez presenciei uma discussão na fazenda Nova América.. .. havia um pessoal que  queria casar  mas por conta disto não pôde, o padre era bravo e não aceitou.”

Sobre o rigor do franciscano conta Ivanildo Ivo,morador da fazenda nova América, que de fato ele  não gostava de  casar   menores de idade e nem parentes de sangue.

Aproveitei a descontração da visita para infonar que há registros que dão conta que era um costume antigo casar parentes. Diante da afirmação Ivanildo Ivo revelou que na família dele há vários casos de primos casados desde muito tempo.

Se havia primos casados então o frei casava? Ou não casava?

“Ele não gostava mas realizava. Ele sempre dizia vocês têm que casar sua filha com a filha do vizinho, a cuia não pode ser do mesmo pau para a enxada trabalhar. Ele mesmo condenava e ao mesmo tempo abria exceções. Ele também dizia que casando com o vizinho não haveria muitas desavenças por causa de terra na hora do casamento.”

A briga presenciada por Isidro Alves também foi testemunhada por Walfrido Correia e Ivanildo Ivo. Segundo contam o desentendimento começou pela manhã de um dia na década de 1940 quando o frei não quis realizar um dos casamentos marcados para cerimônia coletiva.

Alguém avisou para o frei que o noivo já era amasiado com outra mulher, o frei então pediu para o casal se retirar do altar porque ele não iria celebrar o casamento deles. Após a saída o frei ordenou que as portas fossem fechadas, pois as famílias dos nubentes insistiam ao ponto de não permitir a realização de outros casamentos.

Por conta disso, fora da igreja, os familiares dos noivos começaram uma violenta briga que deixou até feridos, conta Ivanildo Ivo:

“Só que naquela época quando tinha briga o pessoal usava como arma facão e pau, percebendo que tal revolta poderia terminar em um grande massacre, o frei pediu para abrir a porta, pegou o cajado e partiu para o meio da briga.

Devagar, bem devagar foi tomando de um por um os facões e dando ao meu avô José Felix Correia. Era muita gente brigando, os caras vinham para o acertar   mas habilidosamente ele   batia com a madeira tomando suas armas das mãos . Assim  acabou a briga por casamento , fechou a porta da Igreja e deu prosseguimento a cerimônia.”

O franciscano Frei Olavo Timmers deixou o nome registrado no imaginário popular e na história das cidades de Alcobaça e Teixeira de Freitas no extremo sul da Bahia. Ele faleceu no dia 22/04/1990 e sua passagem por essa terra prevalece viva na memória e no coração de muitos moradores da região.

Fontes

HOOIJ, ELIAS. Os Desbravadores do Extremo Sul da Bahia: historia da presença franciscana nessa região – raízes e frutos. Belo Horizonte: Província Santa Cruz, 2011.

KOOPMANS, José. Além do eucalipto: o papel do Extremo Sul. 2. ed. rev. atual. Teixeira de Freitas: Centro de Defesa dos Direitos Humanos, 2005.

THOMPSON, E. P. Costumes em Comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

SAID.Fabio M.História de Alcobaça – Bahia (1772-1958). São Paulo 2010. Edição do Autor.

OFM.ORG – HISTÓRIA: Paróquia de São Bernado.http://www.ofm.org.br/default.  Acessado 22/08/14

Fontes Orais.

Ivanildo Ivo do Nascimento Correia . Agosto de 2014

Isidrio Alves . 2012

Foto: Ilustrativa.

Contribuiu para a realização deste trabalho.

Domingos Cajueiro Correia

Vejam também:

O causo do Batizado

O causo do vinho em Helvécia

Futebol em Teixeira de Freitas: Parte 01.

Memória Estudantil

 

 

 

 

 

 

Bandas da Cidade na Década de 90

Por Marcos Marcelo*

Gostaríamos de lembrar aos nossos leitores, que esse texto é apenas uma lembrança histórica musical da cidade, narrada por Ivan Souza (baterista) pedimos desculpas pelos músicos e bandas não citadas. O espaço está aberto para você contar a sua história, entre em contato com a nossa equipe.

 

No final dos anos 80 e início dos anos 90, o cenário musical de Teixeira de Freitas lançou grandes nomes da música em nossa região. Nessa época não havia grupos “Tecla voz” como existe hoje em dia, grupos formados por um tecladista, um guitarrista e o vocalista. Um dos pioneiros da nossa região nesse estilo pelo o que consta foi o ROBÉRIO E SEUS TECLADOS, que atualmente mora é e sucesso nos salões de São Paulo. A lista é imensa, é o que podemos perceber que muitas dessas bandas surgiram na mesma época e já não existe mais.

Segundo Ivan Souza (Batera) entre as bandas pioneiras em Teixeira de Freitas foi a Banda A BANDA CORES VIVAS, formada por Saulo que em relatos conta que o seu pai foi em Salvador, comprou todos os instrumentos inclusive um ônibus. A banda, no início ainda nos anos 80 era formada por músicos de fora, tempos depois os músicos teixeirenses foram se despontando, e em sua formação esteve Orlando no contrabaixo, Welligtom na guitarra, Ivam Souza na bateria, Rodolfo na Flauta, Wilson Salomão no violão e vocal, Saulo nos teclados e Carlinhos Souza na mixagem e percussão. Em seu histórico a participação do carnaval de 88 em Belmonte e na região. No Festival da Canção no início dos anos 90 no colégio Rômulo Galvão, Rancho Gool e no parque de Exposição.

BANDA FORÇA MAIOR fundada pelo popular “Tó” no início dos anos 90, a banda que passou grandes músicos como Leidinho no Contrabaixo, Ivan Souza na bateria, Zezinho do leite na guitarra, Cacau e Maverique nos vocais, entre outros como Tiago e Orlando. Inclusive tivemos a informação que o Robério e Seus Teclados também fez parte dessa formação. Atuou em muitos carnavais fora e aqui da região.

A inesquecível BANDA POWER fundada em 1989 por “Valtinho da Power Som” atualmente reside em Posto da Mata e continua trabalhando com sonorização e que trouxe talentos de outras regiões como alguns músicos que ainda residem em Teixeira de Freitas como Fofão que na atualidade trabalha em projetos sociais, ligado ao PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e o baterista Dudú, que continua seguindo carreira na música trabalhando como freelancer em algumas bandas da cidade e da região. Também fazendo parte dessa formação Xandy no contrabaixo, Paulão na guitarra, Pretinho (Ivan) nos teclados, Pato e Ratinho nos vocais. A banda foi muito requisitada na época tocando em vários lugares e continua em evidência, em Fortaleza no estado do CE.

BANDA PULSAÇÃO fundada em 1993 por Dudu batera, Fofão e Wando, que além de mixador é empresário no ramo de sonorização. A banda por muitos anos trabalhou na Barraca Barramares em Porto Seguro, atuando na quinta e domingo e foi uma das pioneiras aqui na cidade em colocar dançarinas profissionais da barraca Tôa a Tôa. Uma das bandas da cidade que mais trabalhou em outros estados adquirindo respeito e admiração por todos sendo referência na época até por músicos da cidade de Eunápolis, que sempre foi forte em questão de musicalidade. A banda era formada por Dudu na bateria, kinha do contrabaixo, Moisés na guitarra, Fábio Campêllo nos Teclados Fábio Campêllo que atualmente mora em Vila Velha no ES, Fofão na percussão e nos vocais grandes nomes como Dé, Paulinho, Marcio Barney e Jorginho da Bahia. E se desfez em meados de 1996.

A BANDA AGITO fundada em 1994, passaram grandes músicos como Cleber Camargo nos teclados, Claudinho guitarra e vocal, Metaches na bateria, Eliel no contrabaixo entre outros. E afirma o dono da banda o Saulo, o mesmo da banda Cores Vivas que o pai do axé Luiz Caldas esteve na região nos anos 80 tocando em sua banda, e tempos depois seguiu carreira solo e ganhou o Brasil.

A BANDA EMPACTO fundada em 1994 por Tiago que atualmente continua fazendo barzinhos e atuando em festas particulares pela cidade. Embalaram grandes carnavais da região participando de grandes eventos políticos e festas particulares. Tivemos a informação que passou pela banda o professor de bateria Wilham Batera, o saudoso Gilberto nos teclados, Fábio Campêllo no contrabaixo, e no vocal Fagner.

A BANDA TRAÇOS também no mesmo ano fundada pelo baterista Ivan Souza, o narrador desta história, a banda tinha Fábio Campêllo nos teclados, jean Gomes na guitarra, o saudoso Gilberto no contrabaixo, na percussão Charles (Charlinho mixador) e nos vocais, Marcio Barney, Mayla  e Jorginho da Bahia.

A BANDA 90 GRAUS, Uma das pioneiras em trazer músicos de fora para a cidade, fundada nos anos 90 pelo empresário Bené, dono do trio Meusa. Passaram alguns músicos como Ailson (Boneco) de caravelas na guitarra, Eloyno no contrabaixo que atualmente é proprietário do grupo Carro de Playboy, Jânio no vocal, e outros. A banda atuou em carnavais, bailes, formaturas e outros eventos.

A BANDA AIPIM COM SAL fundado em 1993 pelo empresário Paulão que continua atuando e trabalhando com aluguel de palcos, sonorização e carros. A banda foi idealizada, devido o sucesso estrondoso do TRIO XODÓ de Medeiros Neto, que era muito presente na cidade. A lista de músicos que passaram pela banda é imensa, entre eles o baixista Gil Barbosa que atualmente mora em Goiania e trabalha com o cantor sertanejo Thiago Brava, Tikão na bateria e saíram grandes nomes como os compositores Ed Lemos da banda Love Beat e o guitarrista Dinho com sucessos emplacados com os Garanhões. Banda Embalava os bailes da cidade e da região.

 Quem não se lembra da BANDA CHAMEGO EXPRESS? Que foi referência em toda região, que surgiu também na década de 90. O proprietário da Banda Alemão do grupo Os Garanhões, até hoje se recorda e se emociona dessa grande máquina musical teixeirense. A Chamego Express foi referência por muitos anos se desfez no inicio dos anos 2000 e deixou saudades por onde passou. Atuou em carnavais fora e da região, bailes, formaturas e comícios que nessa época era muito forte esse tipo de festa política, o chamado showmício. A banda teve em sua formação Rei Mendes na bateria, Aderlândio (Del Ribeiro) no contrabaixo que atualmente reside em Colatina – ES proprietário de uma loja de instrumentos musicais, Clériston (Kell) nos teclados, jean Gomes na guitarra, , Charlinho na percussão,  Welcon Sales, Elson Vinny  Vocais entre outros também como Jânio.

O cenário musical teixeirense tem uma participação importantíssima na história da cidade, muitas bandas não foram citadas, foram perdendo referência, os empresários mudaram de ramo, os músicos que já não moram mais aqui na cidade.

Alguns nomes como BANDA PRA ABALÁ, BANDA AMANHECER, CONSEQUÊNCIA DO FORRÓ, BANDA EPIDEMIA, BANDA ZIRIGUIDUM, PASSARAM POR AQUI DANY RABELLO, BANDA ATÔA, TRIBAL BAND, BANDA FUZZUÊ E BANDA VENDAVAL, também ganham o nosso respeito pela contribuição histórica musical em Teixeira de Freitas.

Marcos Marcelo

Assistente Social, Pesquisador, Músico Freelancer, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

O comércio em Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha*

A cidade de Teixeira de Freitas não surgiu por obra do acaso. Nasceu, sim, de uma série de transformações na política do estado, do país e das rotas de comerciais que tanto favoreceram a posição central da cidade. Quais são os principais fatos que contribuíram para o crescimento do comércio em  Teixeira de Freitas  maior cidade do extremo sul da Bahia?

Até 1950 o extremo sul  ,da cidade do  Prado a cidade de  Mucuri , negociava mais com os estados do sudeste do que com qualquer outra cidade baiana. Em 25 de dezembro de 1947  após viagem de reconhecimento da região o deputado Ramiro Herbert de Castro relatou, em  carta, essa situação  para o então governador da Bahia Otávio Mangabeira:

“Infelizmente, quando se fala na zona do extremo sul do nosso estado, pensa se logo em uma faixa litorânea, cujas condições econômicas – sociais se encontram pouco além daquelas da era do descobrimento. De fato esta é a primeira impressão do visitante apressado. É de estarrecer, porém, afirma – se que a grande atividade econômica nesses municípios, que se expandem a trinta, quarenta, e até cinquenta léguas, no sentido das regiões progressistas das lindas mineiras, é exercida, sobretudo, por mineiros ali localizados.”

Porém não se reduzia apenas a isso, o extremo sul era uma extensão da cidade mineira quando o assunto era comércio. Para melhor entender vamos analisar o papel central da fazenda Cascata no interior no município de Alcobaça,  que no presente pertence o município de Teixeira de Freitas.

Neste período de 1930 a 1950, a fazenda destacava como um importante interposto comercial para as pequenas fazendas vizinhas, fato que é lembrado até hoje por antigos moradores da região, como o senhor Isidro Alves do Nascimento.

De acordo com o velho morador  a fazenda Cascata ocupava uma posição central  porque ofertava meios para escoamento e abastecimento das população dos arredores, que apesar da fartura de produtos naturais, necessitavam também dos industrializados.

Na Cascata havia além da farinheira, a casa do proprietário Joaquim Muniz e outra mais distante próxima ao rio Itanhém. Também  uma venda onde era possível adquirir  os produtos industrializados, uma espécie de mercearia que vendia de tudo.

Conta Isidrio Alves que o proprietário Joaquim Muniz adquiria os produtos produzidos nas roças e vendia em Alcobaça.  Na venda os moradores compravam produtos diversos, “tudo no caderninho, no fiado para quem não podia pagar no momento” um grande favor que o torna grato até hoje:

“Na venda tinha açúcar, óleo, querosene, sabão, sal, aí o povo comprava. O proprietário Quincas Neto  também emprestava canoa para quem preferia ir vender suas safras na Alcobaça, lá os comerciantes ficavam no porto esperando para comprar.”

Segundo Evandro Virgulino ,71 anos,  a fazenda Itaitinga, onde morou quando criança com a família  na zona rural de  Alcobaça, foi uma grande produtora de farinha. Recorda que toda produção era  destinada  ao comércio da  rua do Porto em Caravelas.

Lá mesmo em Caravelas gastava a renda, comprando produtos vindos de Minas como açúcar, tecidos, e a carne Jabá. Destaca que o lucro com a venda da farinha era pequeno, “fica tudo no armazém, quem ganhava mesmo era os comerciantes que compravam a farinha para vender a de Minas Gerais.”

A cidade Mineira de Nanuque por sua vez, era abastecida pelas únicas transportadoras atuantes naquela parte do estado a Renato e Ramos que cobrava uma taxa altíssima para alimentar o comércio da maior cidade do extremo nordeste de Minas.

Através da estrada de ferro Bahia – Minas  os comerciantes mineiros compravam e vendiam no mercado de Caravelas que também abastecia as vizinhas, por conta disto as cidades baianas pagavam um preço altíssimo por produtos como açúcar, querosene, e a carne jabá. Suponho, apenas, que o preço ficava ainda mais abusivo no balcão das vendas do interior  como a da fazenda Cascata.

O comércio então era dominado pelos mineiros pelo fato de que não havia outra rota de escoamento pelo norte em direção a capital Salvador, como observou o deputado no final da carta escrita ao governador, explicando as razões desta dependência da cidade Mineira:

(…) Tudo isso governador, tem uma explicação simples.A faixa litorânea daqueles municípios baianos, até 12 léguas de fundo, está em completo atraso, sendo suas povoações sujeitas á vida primitiva da exploração de culturas pouco rendosas e da pesca, padecendo horrivelmente da carência de qualquer espécie de transporte, não só entre as sedes das comunas, mas também para o interior e a capital de estado.”( Koopmans, 2005. pg 36).

Essa dependência comercial  também foi observada por Matias Arrudão,  jornalista do jornal  O estado de São Paulo, em 1945, durante passagem pela cidade de Caravelas em 1945 quando  avião em que  voava  pousou para ajustes no aeroporto da cidade.

“Caravelas não têm grande expressão urbana. E toda via um porto de certo movimento,por onde e escoa os artigos produzidos pelo extremo sul da Bahia e oeste de minas, zona de Teófilo Otoni, A.E.F, Bahia-Minas, parte de Caravelas e comunica – se com o Jequitinhonha, em “Arassuae”, num percurso de mais de quinhentos quilômetros em dois dias de viagem.” (ESTADO DE SÃO PAULO, 1945).

Segundo Koopmans (2005) a partir da década de 50, iniciou se a construção de uma estrutura que mais tarde tomaria conta da região. No próximo texto da série  vamos analisar como o fim da Bahia – Minas e a abertura das primeiras estradas, mudaram as rotas de comércio influenciando o surgimento e crescimento do Comercinho dos Pretos, que mais tarde originou o povoado de Tira-banha e Teixeira de Freitas. (Ferreira, 2010).

 

 Atualizado 05/05/15

Referências:

KOOPMANS. Padre JoséAlém do Eucalipto: O papel do Extremo Sul. 2005.

MELLO, João Manuel Cardoso; NOVAIS, Fernando A. Capitalismo tardio e sociabilidade moderna: Companhia das Letras.SAID, Fabio Medeiros. História de Alcobaça – Bahia (1772-1958). São Paulo.

www.fazendacascata.com.br/site/a-fazenda/

FERREIRA, Susana. A vida privada de negros pioneiros no povoamento de Teixeira de Freitas na década de 1960. Uneb campus- x. Teixeira de Freitas BA, 2010.

Arrudão. Matias. A boa Terra. O estado de S. Paulo, 16/02/1945. Página 03.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

Veja também:

O rio Itanhém parte 01

O rio Itanhém parte 02

O rio Itanhém parte 03

O rio Itanhém parte 04

A exploração da Madeira parte 01

Medicina oficial em Teixeira de Freitas.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 03

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Mulheres parteiras parte 02.

Praça da prefeitura

O causo do Tatu papa -defunto.

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

 

 

 

Os leões de Bagdá

Por (Daniel Rocha)

Foi -se o tempo que história em quadrinhos era coisa só para crianças, hoje diversos títulos adultos no mercado diversas obras se destacam pelo conteúdo. Um bom exemplo é a revista Os leões de Bagdá lançado no Brasil em 2007.

No ano de 2003, os norte – americanos promovem um bombardeio a capital do Iraque, vitima deste ataque um bando de Leões escampam do Zoológico da Metrópole . Perdidos, confusos, famintos e finalmente livres, os quatros leões perambularam pelas ruas destruídas da cidade numa luta desesperada para salvar suas vidas.

Ao documentar a situação dos leões, a questões sobre o verdadeiro significado da liberdade e posto: é melhor morrer livre do que viver a vida em cativeiro? Baseado em uma história verdadeira, os autores Vaughan e Henrichon criaram uma janela única e comovente sobre à vida e a guerra.

 

Editora: Panini Brasil.
Daniel Rocha