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Terror ‘Invocação do Mal 2’ em cartaz

Por Daniel Rocha

O filme Invocação do Mal 2 (EUA, 2016) faz um bom uso do enredo família em apuros em uma casa mal-assombrada  por espírito e demônios.

 

Os fãs de filmes clássicos vão aprovar o clima e os cenários que lembram outros medalhões do gênero como Poltergeist (1982) e o Exorcista (1974), por que não  por acaso à película é ambientada nos anos de 1970.

 

No filme, Sete anos após os eventos de Invocação do Mal (2013), Lorraine (Vera Farmiga) eEd Warren (Patrick Wilson) desembarcam na Inglaterra para ajudar uma família atormentada por uma manifestação Poltergeist na filha.

 

A saga da família segue e desafia a cartilha do gênero tirando sarros e até rompendo com os clichês de sempre.

 

Por exemplo especialistas e policiais são chamados para investigar os espíritos que, ao contrário dos clássicos do gênero, não temem se expor perante os visitantes.

 

Todos esses detalhes fazem da fita mais do que “o filme de terror da temporada” é uma boa experiencia que incomoda e arranca gritos com cenas tensas que vão fazer você, fã ou não do enredo clássico, pular na poltrona do início ao fim.

 

Cine Teixeira Mall

18:15

20:45

 

Cinesercla Pátio Mix *

14:45

17:45

20:45

Informações Adicionais:

Classificação: 14 anos

Gênero: Terror

Duração: 2h14min

Dublado

*Programação sujeita alterações.

 

Teixeira de Freitas ganha Academia de Letras

Por Daniel Rocha

Teixeira de Freitas, a maior cidade do extremo sul da Bahia, ganhou na noite deste sábado (04/06)  a  Academia Teixeirense de Letras Castro Alves (  ATL ) em uma disputada cerimonia realizada na câmara municipal.

A entidade congregará poetas e escritores dos diversos segmentos das letras da cidade, como a poetisa Cássia Oz que tem   tem prestigiado a todos com a divulgação de sua arte aqui no site Tirabanha.

A academia que tem como o escrito e poeta Almir Zarfeg como presidente e o jornalista e  escritor Athylla Borborema como Vice-Presidente, nasce com o objetivo de difundir as letras nacionais e incentivar a produção literária em Teixeira de Freitas e  todo Território de Identidade do Extremo Sul.

 

A atividade contou com a participação de artistas, jornalistas, educadores, estudantes ,universitários,blogueiros, poetas , políticos e representantes da sociedade civil organizada que declaram ter boas expectativas em relação à fundação da instituição de letras.

De acordo com Marcos Marcelo do blog Teixeiramusical, à academia abre novas oportunidades para a produção e divulgação da literatura regional. “Era o que faltava a capital do extremo sul.”

Bairro Caminho do Mar ganha nova unidade de saúde

Por Daniel Rocha

O Prefeito Dr. João Bosco, inaugurou ontem (31 de maio) a unidade de Saúde do bairro Caminho do Mar – Maria de Lurdes, em uma cerimônia que contou também com a participação de familiares da Parteira Maria de Lurdes Cajueiro Correia homenageada da noite.

Um projeto moderno, arrojado, a altura dos melhores do estado e digno de estar situado num das regiões mais povoada da cidade, que vai beneficiar a comunidade habitada em sua maioria por trabalhadores comuns que contribui de forma positiva para o desenvolvimento econômico da região.

Segundo Ailton Agente de Saúde: “Não faltam motivos para comemorar, é uma unidade planejada para atender a comunidade em suas necessidades. Comunidade que conheço muito bem, pois tive a oportunidade de atuar como Agente Comunitário de Saúde e sei da importância desta obra para toda gente que me presenteou com o carinho de sempre, atendendo nossa convocação para prestigiar a inauguração, um povo honesto que nunca se curvou perante as dificuldades.”

 

 

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Ailton Agente de Saúde,a direita, e moradores do bairro

 

Dificuldades  que foram por muito tempo encaradas pela parteira Maria de Lurdes natural de Juerana, distrito de Caravelas, que faleceu no ano de 2005 na cidade de Teixeira de Freitas.

Mãe de treze filhos chegou em Teixeira de Freitas quando ainda era um povoado conhecido por Mandiocal e foi a responsável pela realização de muitos partos em toda região, no bairro Nova América e Caminho do Mar, entre as décadas de 60 e 70, quando não havia médicos e nem hospitais na cidade. Está foi uma justa homenagem prestada. Parabéns!

 

 

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Parteira Maria de Lurdes Cajueiro Correia

 

 

A esperança de tempos melhores

Por (Ailton Agente de Saúde)
Na manhã do dia 19/05 a população teixeirense presente nas principais avenidas presenciaram a passagem da tocha dos jogos olímpicos Rio 2016 pela cidade.

O fogo sagrado que Prometeu confiou aos homens acende os corações daqueles, que no esporte, enxergam uma oportunidade de transformar vidas. A competição Olímpica é um dos principais eventos culturais da humanidade e seu alcance perpassa os limites do esporte.

Atletas de todos os cantos do planeta lutando para representar seu povo com honra e coragem, sentimentos inerentes aos campeões. Hoje, nossa querida Teixeira de Freitas teve a honrosa missão de manter acesa a chama olímpica.

Estamos enfrentando momentos de incerteza ; a corrupção e o descaso trouxe desânimo, medo e desconfiança. Que a tocha olímpica ascenda a esperança de tempos melhores.

‪#‎SejamosTodosCampeoe

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas IV: Moradores prestigiam o revezamento

 

Por (Daniel Rocha)

O feriado desta Quinta – Feira ,19/05/16,  comemorativo aos 31 anos de  emancipação politica da cidade, permitiu que milhares de pessoas lotassem as principais avenidas da cidade para ver de perto o revezamento da tocha Olímpica dos jogos  Rio 2016.

 

O evento foi prestigiado por moradores, movimentos organizados , alunos de escolas públicas , privadas e vendedores ambulantes que  lucraram um pouco mais com o evento.

 

Garante Maria Senhora Freitas Rodrigues,55 anos, moradora do bairro São Lourenço, que veio morar  na cidade depois que  os pais  abandonaram a cidade natal , Medeiros Neto , devastada por uma grande enchente em  1968.

 

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Maria  que trabalha com a  venda de brasinhas ,geladinhos, e brinquedos em   uma bicicleta cargueira estilizada,  disse  ter ficado encantada com a passagem da tocha pela Avenida Presidente Getúlio Vargas.

 

“Achei muito bonito e  importante para cidade porque tirou o pessoal de dentro de casa, todo mundo  saiu pra rua para  prestigiar”.

 

Ainda de acordo Maria Senhora com o bom movimento  deu para lucrar um pouco mais com a venda de seus  produtos e que o  evento trouxe a esperança de dias melhores para o país e para ela que pretende comprar uma casa nova e rever a mãe que hoje mora no estado de São Paulo.

 

Mirla Kleille do movimento negro  “Crespas e Cacheadas”,  disse  ter ficado muito feliz enquanto mulher  e  teixeirense por presenciar este acontecimento histórico e positivo para  cidade e moradores.

“Espero que essa festa e união se repita em outros momentos porque nossas crianças precisam ver  e participar de coisas diferentes, precisam de cultura e não só vislumbrar os eventos pela TV. Espero que as autoridades melhore a nossa cultura e nossas vidas sobretudo das nossas crianças que é o nosso futuro”.

Já o estudante Joanilton da   Escola Municipal Clelia das Graças Figueiredo Pinto, que fica no Centro da cidade, diz que a passagem da tocha foi tranquila e divertida para todos ali presentes.

De acordo com o estudante a passagem chama a atenção para os valores dos jogos, união e confraternização, que já  será  trabalhado na escola onde estuda através da realização de vários torneios esportivos. Finalizou dizendo que tem esperança que no futuro Teixeira   seja uma cidade mais pacífica e menos violenta.

 

Especial passagem da tocha olimpica em Teixeira de Freitas :

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas I: Vamos manter essa chama acesa?

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas II : Teixeirense pretende levar o Rugby para todas as escolas do município

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas III A luta para manter o futebol nos bairros

 

Foto: Lidiane Anunciação

Foto 01: Mirla Kleille do movimento negro  “Crespas e Cacheadas”.

02  Maria Senhora Freitas Rodrigues

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas II : Teixeirense pretende levar o Rugby para todas as escolas do município

Em breve todos os estudantes do município de Teixeira de Freitas e da Costa das Baleias vão poder jogar Rugby, esporte de origem inglesa, na própria escola. É o que promete o teixeirense Diego Hamilton Reis, 30 anos, fundador do primeiro time de Rugby de Porto Seguro -BA, em entrevista exclusiva para o site tirabanha.com. Confira!

 

Morou em Teixeira por quantos anos antes de migrar para Porto Seguro? Morei até o final de 2002, quando me mudei para Porto Seguro para fazer faculdade de Administração. Estudei no IFA (Colégio das Irmãs) do maternal até o 3º ano do Ensino Médio. Foi lá que através do Professor de Educação Física, Luíz (conhecido como Luizão, hoje é árbitro de Tênis) que entrei na equipe de Handebol da escola. Participei de diversos jogos inter-colegiais, onde a rivalidade entre as escolas era real e nos levava a competir de uma maneira mais intensa.

Em Teixeira de Freitas que esporte praticou e que time jogou?

Em Teixeira de Freitas fui atleta do Jacarandá Country Club na Natação, onde representei de 1997 a 2002 a equipe principal da cidade. Em 1999 entrei para seleção de Handebol de Teixeira de Freitas, onde fui treinado pelo Professor Cláudio (já falecido) e por Marco Antônio. Joguei pela seleção de Teixeira até 2002, pois a partir daí passei a jogar pela seleção de Porto Seguro. Também joguei na seleção juvenil de Basquete entre 2000 e 2001. Mas foi no Handedol que mais me dediquei e me destaquei.

Alguma conquista em especial?

Na natação sempre cheguei às finais ou às semifinais e conquistei muitas medalhas. Já no Handebol, naquela época as equipes eram muito equilibradas, fizemos verdadeiros clássicos contra as equipes de Prado, Itamaraju, Eunápolis, Guaratinga, Ibirapuã, Itabuna, Ilhéus, Feira de Santana… Contra esse último é que conquistamos nossa maior glória. Foi no JAMA (Jogos Abertos da Mata Atlântica) em Ilhéus ano 2000. Estávamos na chave mais difícil do torneio e logo de cara pegaríamos uma das equipes mais fortes da Bahia. Nosso treinador não pode ir e no lugar foi o Gleydson (Iceberg) jogador veterano que apostou no time e em mim também, ao me colocar de titular, eu com apenas 15 anos. Ganhamos o jogo no final e foi a surpresa do torneio. Acabamos ficando na semifinal, mas aquele jogo foi inesquecível!

 

Como e quando conheceu o Rugby? O Rugby entrou na minha vida em 2007 quando eu assisti pela televisão à Copa do Mundo de Rugby. Mas só em 2012 que resolvi criar uma equipe de Rugby aqui em Porto Seguro e me aposentar do Handebol.

 

Como surgiu a ideia de montar um time de Rugby em Porto Seguro?

Eu já estava triste e desanimado com o rumo do Handebol aqui em Porto Seguro e em toda a Bahia. Não havia (e ainda não há) organização. Então o Rugby veio aparecendo, fui acompanhando e estudando, até que um dia vi que o Brasil havia marcado contra uma seleção de alto nível e que vencera a Argentina (uma das potências do esporte) numa das maiores zebras do esporte, quebrando um tabu de 72 anos.

Fui entendendo um pouco do esporte e percebi que era tudo o que eu queria, pois tudo no Rugby é baseado nos seus 5 Valores: Respeito, Disciplina, Integridade, Solidariedade e Paixão.

Sempre gostei das coisas certas, sempre fui muito sério e é assim no Rugby. Então foi como se eu já estivesse pronto para o Rugby, só faltava começar. Aí surgiu a ideia de montar um time, pois em Porto Seguro não havia treinador, jogador, nada… comecei tudo do zero.

Comprei 3 bolas e comecei a estudar. Entrei em contato com treinadores e dirigentes de vários clubes do Brasil, e todos eles dedicaram seu tempo em me ajudar. Na Bahia a Federação e seu presidente à época me deram total apoio. Aí eu só me certificava que tinha feito a escolha correta.

 

Quais dificuldades tiveram que superar?

No início foi a falta de praticantes, de locais adequados para treino, recursos para logística de competições… mas estamos superando tudo isso. A vida nos ensina a persistir no sonho, e estamos em busca do sucesso. Levar o Rugby e seus valores para o máximo de pessoas, promover a saúde através do esporte e gerar atividades sócio-educativas para a sociedade, são nossos objetivos.

 

Quantos anos de fundação têm o time Toruks ?

Em agosto de 2012 iniciei o planejamento, para só em março de 2013 começar com o primeiro treino. Temos 3 anos do primeiro treino.

 

Em 2015  Toruks se tornou campeão baiano ao vencer o Orixás por 44 a 12. Foi a primeira grande conquista do time?

Foi a grande conquista com certeza. Haja vista que o Orixás de Salvador nunca havia perdido uma partida sequer para um time baiano. Mas tudo foi fruto de muito trabalho e muita dedicação. O Rugby é um estilo de vida ao qual eu vivo diariamente. O ano de 2015 foi realmente especial, fomos campeões baianos de Rugby de Praia (Beach Rugby), campeões baianos de Rugby XV (modalidade do Rugby jogada com 15 atletas em cada time e a mais praticada no mundo todo), fomos vice-campeões Capixaba em Vitória-ES no Rugby Sevens (modalidade olímpica e jogada com 7 jogadores em cada time), e ficamos em 3º lugar no Torneio Internacional de Beach Rugby, onde ganhamos o troféu de Destaque da Competição, pois vencemos duas equipes estrangeiras que eram candidatas ao título. Além de iniciarmos a equipe feminina que já está nos dando muitos títulos e alegrias. Sim, as mulheres jogam Rugby e jogam muito bem.

 

O que esse título significou para o time?

Significou a maturidade e superação de cada um, foram grandes batalhas que os atletas passaram para conquistar de forma categórica aquele título. O Toruks Rugby entrou para o cenário do Rugby nacional ao se tornar campeão baiano em cima do poderoso Orixás de Salvador.

Pretendes voltar para Teixeira de Freitas e montar um time aqui?

Não só pretendo como já temos um projeto em andamento junto com a FRB (Federação de Rugby da Bahia – www.bahiarugby.com.br) que levará o Rugby para as escolas de Teixeira de Freitas e de toda a Costa das Baleias e Extremo Sul baiano. Ainda no 1º semestre faremos capacitações com os professores de Educação Física das escolas para ensinarmos à eles como eles podem ensinar Rugby nas escolas. Eu inclusive faço parte do grupo de facilitadores da Federação (TreinaBahia) que aplica e ministra os cursos de Rugby para iniciantes e professores de Educação Física interessados em levar o Rugby para sua escola. Esse é o primeiro passo. Logo em seguida vem a criação de clube de Rugby em Teixeira de Freitas. Estou ansioso para este dia chegar e podem contar que será uma equipe vitoriosa e que dará muitas alegrias ao Teixeirense.

 

Para você a realização das olimpíadas no Brasil tende a despertar o interesse pelo esporte? Sim, a entrada do Rugby Sevens nas Olimpíadas só fez crescer o Rugby no Brasil e na Bahia também. Muitas pessoas já querem jogar Rugby ao invés dos esportes tradicionais no Brasil e isso é muito bom. Já pensou todos eles com os valores do Rugby em suas vidas? A sociedade ficaria mais justa e mais respeitada.

 

Para um atleta como você, qual o significado da passagem da tocha olímpica pela região onde o Brasil começou? Será algo grandioso no qual o Rugby irá participar. A Prefeitura,Porto Seguro, já nos contatou e deveremos participar de algum evento público em relação à Tocha. Isso é muito importante, pois daremos a chance de muitas pessoas conhecerem nosso esporte e saber que não é só de futebol que vive o brasileiro.

 

Você gostaria de participar do revezamento ? Sinceramente gostaria, pois seria uma oportunidade ímpar em representar o esporte que escolhi, não apenas para ser jogador, mas sim para seguir um estilo de vida.

Qual a mensagem deixa para os jovens atletas da cidade de Teixeira de Freitas?

Jovens e adultos, homens e mulheres, estejam prontos e fiquem ligados, em breve o Rugby chegará com tudo em Teixeira de Freitas e faremos história. O Rugby ensinará muitas lições de vida e será um desafio importante na vida de cada um participante. É um esporte de muita disciplina e muito respeito, e se é isso que você busca para sua vida e para a vida dos seus filhos, venha para o Rugby, faça parte dessa Irmandade!

Algum outro comentário?

Sim, quero dar os parabéns ao seu trabalho Daniel, é algo louvável e fico muito feliz em saber que ainda existem ótimas pessoas como você, uma pessoa que se preocupa com a história das suas raízes e da nossa trajetória. Continue com esse belo trabalho e tenha certeza que o Rugby será parte dessa linda história de Teixeira de Freitas!

 

Diego  Hamilton Reis  foto : 3º agachado  direita p esquerda

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Os evangélicos Teixeirenses : A religião dos migrantes

 
Por (Daniel Rocha)

 Na metade da década de 1950, uma série de transformações econômicas sociais e políticas originaram na fronteira dos municípios de Alcobaça e Caravelas o povoado de Teixeira de Freitas no extremo sul da Bahia.  

Em meados da década de 1960, uma onda migratória fez o pequeno povoado formado por famílias negras, já residente das redondezas, em sua maioria católica, crescer de forma continua e assustadora.  

Esses migrantes vindos de todas as partes do país trouxeram sua cultura religiosa que depois de um tempo conquistou outros migrantes e moradores do local que também contribuíram para expansão da nova cultura religiosa na futura cidade.  

Constata-se no levantamento realizado pela igreja católica no ano de 1979, seis anos antes da emancipação, por exemplo, que já havia no então povoado de Teixeira de Freitas 13 igrejas evangélicas e 7 católicas. Tais números já evidenciavam a expansão significativa dos protestantes no povoado.  

O contexto no qual acontece esse crescimento está diretamente ligado a expansão do protestantismo no Brasil que foi favorecido pelos movimentos nacional e internacional pela liberdade de culto e a política conservadora do regime militar.  

De acordo com a historiadora e professora do município, Valdênia Machado, em trabalho monográfico, “A presença dos Batistas no cotidiano urbano da cidade de Teixeira de Freitas no extremo sul da Bahia”, um dos primeiros cultos foi realizado em casas de migrantes batistas recém chegados na década de 1960.  

Dentre esses a da senhora Lelita Rodrigues de Almeida ,77 anos, conhecida pela alcunha Bisa. Natural da cidade de Nova Canaã, ela morou em Ibirapuã – BA antes de migrar com a família de agricultores para o povoado de Teixeira de Freitas em 1963.  

Para Valdênia Machado a pioneira Lelita Rodrigues contou que em Ibirapuã ela era frequente na Igreja, por isso quando obrigada pelas circunstâncias ao povoado a primeira coisa que fez foi procurar por uma representação local, porém não encontrou.  

Juntando forças ela e a família organizaram então reuniões domiciliares para estudo bíblico e pregações, que logo se tornaram referência para os protestantes que, independente da denominação, chegavam ao povoado.  

Além da afirmação de Lelita há uma outra citação sobre as reuniões Batistas feita pelo migrante de Salvador Júlio Bispo, na revista “Nossa História Assembleia de Deus 2011”, que afirma que ao chegar ao povoado em 1964 frequentou cultos batistas antes de realizar “o primeiro culto Assembleiano” em sua residência, em 20 de janeiro de 1965.  

Com relação ao grupo ecumênico, relatou Lelita, as reuniões eram também frequentadas por outros migrantes chegados sendo “Três senhoras adventistas, duas da Assembleia de Deus.” Frequentadores que, supõem-se, em um momento propício fundaram os primeiros templos do povoado.  

A saber : Assembleia de Deus , 1965, da antiga Rua Nova no centro da cidade, que depois da inauguração do templo central no bairro Bela Vista torna-se a Congregação Marquês de Barbacena. Primeira Igreja Batista , 1966. Adventistas, 1970, Presbiteriana, 1977 e a Igreja Luterana, fundada por migrantes capixabas em 1974, dentre outras.  

No próximo texto: depois da fundação das primeiras igrejas para se diferenciar do pluralismo cultural existentes, os evangélicos teixeirenses criaram estratégias para conquistar novos adeptos, firmar tradições e costumes.

 

Fontes: 

MACHADO DA SILVA. Valdênia. A presença dos batistas no cotidiano urbano da cidade de Teixeira de Freitas no extremo sul da Bahia. Uneb campus -X. Teixeira de Freitas, 2010.

ALVES PEREIRA.Jader.Introdução à história dos Batistas no Extremo Sul Baiano. Teixeira de Freitas BA. 2003.

HOOIJ, Frei Elias. Os desbravadores do Extremo sul da Bahia, Belo Horizonte, 2011.

Nossa história Assembléia de Deus. Publicação: Jornal Boas Novas. ED I. Ano 2011.

NASHLA. Dahás.Evangelização à brasileira. Acessado em 01/11/15:.Disponível em:http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/evangelizacao-a-brasileira

Histórico  da igreja luterana em Teixeira de Freitas.  Disponível em http://luterana-txdefreitas.blogspot.com.br/

 Assembleia de Deus Bairro Bela Vista década 70. Foto extraida da Revista Nossa história
Assembléia de Deus

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Emancipação: História e memória

*Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

E-mail: tirabanha@tirabanha.com.br
Fone: (73) 98128-7315

Contatos do WhatsApp: (73) 998118769

 

Tocha olímpica em Teixeira de Freitas I: Vamos manter essa chama acesa?

Por (Daniel Rocha)

Em ano de olimpíadas no Brasil, Teixeira de Freitas está entre as 329 cidades do país que e revezará a Tocha Olímpica. Será a primeira cidade do estado da Bahia a receber a tocha em solenidade marcada para acontecer no dia 19 de maio.

A passagem da tocha pela cidade e a transmissão diária na TV dos jogos ,a partir de agosto, deve  despertar o interesse dos jovens para à prática das diversas modalidades esportivas.

Diante desses fatos pergunta-se: o que vem sendo feito pela administração municipal para manter acesa a chama do espírito olímpico após a passagem da tocha  e a realização dos jogos no país?

No dia 06/04/16 estive na inauguração da quadra poliesportiva da escola municipal Geni Abutrabe Guerra Pessoa, no bairro Colina Verde, onde após cerimônia formal conversei com o prefeito João Bosco e o secretário de  educação ,Ariosvaldo Gomes, sobre à inauguração da quadra e o que vem sendo feito para manter o espírito olímpico aceso na cidade após passagem da tocha pela cidade.

De acordo com o prefeito o município tem investido sistematicamente no esporte. “Quando assumiu havia apenas uma quadra pública coberta, ginásio de esportes, hoje já são 05 e a previsão e que até o fim do ano mais 10 sejam entregues. “

Ainda de acordo com o prefeito as quadras inauguradas permitiram a realização de jogos escolares e  de lazer que vão integrar melhor a comunidade e contribuir fortemente para a prática esportiva.

O prefeito fez lembrar que além dos investimentos nas escolas mantém um centro esportivo que oferta regulamente aulas de zumba, natação e outras modalidades para todas as idades. Destacou também a construção do  Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) no bairro São Lourenço.

Para Ariosvaldo Gomes todo esse investimento vai possibilitar as escolas desenvolver trabalhos e projetos como a olimpíada municipal e a realização de campeonatos  de futsal, vôlei e outros esportes.

“Eventos que não só reacenderá a chama olímpica como vai manter ativo na cidade os trabalhos voltados para o esporte e o lazer. “

Segundo Aílton agente de saúde, que chegou a cidade no ano de 2001, cresceu a olhos vistos os investimentos em esporte na cidade de Teixeira de Freitas. “Não só no centro, como era costume de outras administrações, mais também nas periferias mais carentes.”

Assim sendo, a cidade  nunca esteve em melhor condição, como agora, para manter  o interesse dos jovens pelo esporte que ,naturalmente, será maior depois da passagem da tocha olímpica pela cidade e a realização dos jogos olímpicos no país.

 

Solicitação atendida pela Secretaria Municipal de Saúde

Por (Ailton Agente de Saúde)
Mais uma conquista para a Saúde em Teixeira de Freitas, O prefeito Dr. João Bosco e o secretário Municipal de Saúde Eujácio Dantas, atende à solicitação do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e inicia a construção de salas para promoção de saúde coletiva, o trabalho inicia-se pela UBS (Unidade Básica de saúde) do bairro Jerusalém.

Para enfrentar a crise, Teixeirense volta pedalar

Por (Daniel Rocha)

Da mesma forma que o aumento dos congestionamentos é reflexo do bom momento econômico do país, a ausência deles sinaliza o oposto. Substituta natural dos automóveis, as bicicletas, estão voltando à ativa.

 

Conversando com a recepcionista Lúcia Nunes, de 40 anos, Observamos que voltou a crescer na cidade o número de pessoas, que como ela, estão utilizando a bicicleta como meio de transporte principal.

 

Há quatro meses ela saia de sua casa no bairro São Lourenço às 7h50min para chegar ao trabalho 8hs em ponto. Dizia ela: “Com a moto eu ganhava mais tempo”.

 

Nas últimas semanas essa rotina teve que ser modificada, para chegar ao trabalho, no centro da cidade, ela tem que sair do bairro, onde mora, faltando 20 minutos.

 

O pior é no horário de almoço somando os vintes que gasta para chegar a casa, com mais vinte que gasta para regressar ao trabalho, ela está perdendo 40 minutos que eram muito bem aproveitados para o descanso.

 

“As coisas estão aumentando, o combustível está caro e há outros custos fixo que não tenho como cortar, por isso a única saída é deixar a moto na garagem, como a passagem de ônibus também subiu tive que voltar a utilizar a bicicleta”.

 

Outras causas já são bem conhecidas, a crise, aumento no custo de vida e dos alimentos e o reajuste recente da outra opção, o transporte coletivo cuja passagem saltou de R$ 2,50 para R$ 2,80.

 

Para se a ter uma ideia do que ela fala, basta lançar um rápido olhar na principal avenida da cidade, Presidente Getúlio Vargas, para perceber que onde nos últimos dias, esta tem ganhado mais ciclistas.

 

Enquanto isso Lúcia Nunes vai experimentando à volta ao velho habito. “Já havia me esquecido o quanto era bom andar de bicicleta, tem suas desvantagens como o risco no transito; completa Lúcia Nunes: “é bom, que exercita”“.

Dez dias depois

 

Dez dias depois de conversar com Lúcia, e uma semana depois de escrever este texto, encontrei-a no centro da cidade, desta vez fazendo uso  da  motocicleta.
Notando meu espanto, ela nem esperou pelo meu questionamento, foi logo avisando que não resistiu à correria e o transito ruim, com isso voltou a utilizar o transporte de antes (motocicleta): “Tem dia que a correria é maior”.