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GOVERNO MUNICIPAL INAUGURA CALÇADAS PADRONIZADAS NO CENTRO

Por (Daniel Rocha)

Foi na Avenida Marechal Castelo Branco, na altura da Praça dos Leões, que o negro pioneiro Manuel de Etelvina e outros comerciantes abriram, no ano de 1950, as primeiras casas comerciais, na época, chamadas de “vendas” pela população.  

A partir disso, houve, então, o surgimento do pequeno povoado do Comércio dos Pretos. Este, que mais tarde, foi apelidado de “Tira-Banha” e, tempos depois, oficialmente chamado de Teixeira de Freitas.

Em meio ao aglomerado de “vendas”, surgiu a Praça dos Leões. Este espaço, com o tempo, foi usado, aos domingos, por comerciantes autônomos e feirantes, os quais eram exprimidos entre ruas abertas clandestinamente, sujas com frutas podres e estrume dos animais de cargas.

Neste caótico cenário, alguns imóveis foram construídos e ruas abertas às pressas de forma não planejada e eficiente. Quanto mais a concentração de construções ia se expandindo em direção ao norte, mais as ruas iam ficando apertadas e desordenadas.

Essa desordem, até pouco tempo, permanecia preservada nos traçados irregulares dos passeios escondidos e, estes, com iluminação inexistente.

Assim, a urbanização desordenada daqueles idos anos 50, do século passado, permitiu, neste início de século XXI, que se fizesse presente, onde hoje é o centro comercial de Teixeira de Freitas, um trânsito caótico e calçadas apertadas, resultando, na Avenida Marechal Castelo Branco, tanto nas calçadas quanto na via de tráfego de veículos, uma deficiente mobilidade urbana.

Sete administrações depois da emancipação de Teixeira de Freitas, a gestão de João Bosco iniciou em 2015, uma verdadeira revolução, no que diz respeito à melhoria da mobilidade urbana, da principal avenida comercial da cidade.

Tal modificação consistiu na padronização, desobstrução, iluminação, além de outras intervenções, das calçadas da Avenida Marechal Castelo Branco. O intuito da intervenção foi a de garantir espaço democratizado do ir e do vir de qualquer cidadão e cidadã.

As novas calçadas foram inauguradas na tarde desta sexta-feira, 22 de janeiro de 2015. Elas possuem guias demarcadas para deficientes, contém rampas para o acesso de cadeirantes, jardinagem e nova iluminação.

Aílton Agente de Saúde afirmou que a democratização das vias é importante não só para as pessoas que vão às compras e que transitam intensamente pelas calçadas da Avenida Marechal Castelo Branco, como também favorece significativamente aos comerciantes.

 

O Conjunto Penal De Teixeira De Freitas – Parte 02

Por Daniel Rocha

Dando continuidade à série iniciada no texto anterior.. Após inauguração em 2001, a sociedade teixeirense continuou a protestar contra instalação do conjunto penal na cidade. Se antes as manifestações eram motivadas pelo fato do mesmo estar situado no perímetro urbano, depois de tudo foi à sucessão de fugas e as constantes formação de motins que assombrou mais ainda a população, temia reviver o caos anunciado.

Conclui-se isso, tendo como fontes periódicas locais e nacionais sobre a ocorrência deste tipo de situação no presidio estadual. Como por exemplo, o editorial do jornal Extremo Sul de setembro de 2004 que, tal como outros, reproduziram os questionamentos de uma sociedade assustada como o que vinha ocorrendo:

“ Não sabemos dizer o número de fugas, desconhecemos as estatísticas dos recapturados. admitimos, perdemos a conta, confundimos os parâmetros. Uma coisa nós sabemos, notícias de fuga no conjunto penal de Teixeira de Freitas deixou de ser novidade. Neste momento, sabe-se da fuga de dezesseis. Procurando amenizar o tema, autoridades divulgaram que dois são de alta periculosidade. Como saber da índole do restante, alguém põe a mão no fogo por eles?”

Os questionamentos expressos no editorial eram condizente com a realidade vivenciada pelo Conjunto Penal, de acordo com os dados da SAP-SJDH-BA, só em 2003 houve dezesseis tentativas de fugas das quais três obtiveram êxitos, não havendo  registros de rebelião ou motim.

Só que na contra mão desta afirmação, o jornal paulista O estado de São Paulo, noticiou que houve naquele ano um motim onde os presos reivindicaram “sala para visita íntima, televisão e revisão de penas”.

 A negação do motim noticiado pode está relacionada ao medo da opinião pública assustada com essa questão desde o ano da inauguração ocorrido na década de 2000.

Ao longo dos anos no novo milênio, diversos casos de fugas causaram mal-estar na população teixeirense, habitantes que aos poucos foram se calando perante a situação, tanto no conjunto penal quanto no Complexo Policial, construídos para pôr fim às fugas e rebeliões que assustavam a comunidade.

Outros dados evidenciam que os problemas da superlotação não foram resolvidos por completo com a construção do míni-presídio em 2008. Segundo Costa em 2013 havia ali, entre provisórios e julgados, 700 internos para 316 vagas.

Ainda de acordo com o estudo de Costa, em 2011, foram registrados um homicídio no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas e dois na 8ª Coorpin, fatos que realça a existência de problemas  relacionados  a lotação.

 Inter-relacionado a isso, em janeiro de 2015 uma violenta rebelião no conjunto penal chamou a atenção da imprensa baiana. De acordo o site Primeiro Jornal “Os detentos tomaram conta do pátio e atearam fogo em colchões”.

Em conformidade com o site, durante a rebelião o clima predominante  no local era de tensão. Tanto que para manter a ordem entre os internos o reforço policial foi acionado como também uma ambulância de atendimento móvel.

Já de acordo com o site do jornal A tarde a rebelião foi motivada por uma briga de grupos rivais que já vinham sendo monitorados. Paralelo a isso, como um bipolar que sai de um extremo ao outro sem coerência e  razão, a sociedade se calava.

Se antes para cada fuga havia manifestações calorosas da opinião pública, hoje apenas se espera que as instabilidades sejam resolvidas com a interferência de forças policiais.

Todos esses problemas demonstram que não havia, e não há, nessas situações, nenhuma preocupação por parte da sociedade com a situação dos encarcerados. Não há interesse expressivo sobre o respeito à garantia dos direitos fundamentais e a integridade física e moral dos condenados.

Referencias

CABRAL, Sandro. Além das Grades: Uma análise comparada das modalidades de gestão do sistema prisional. 2006. 293 f. Tese (Doutorado em Administração) – Escola de Administração, Universidade Federal da Bahia, Bahia. 2006.

jornalsportnews.blogspot.com.br/2009/07/teixeira-de-freitas-presos-se-rebelam.html

liberdadenews.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3279:teixeira-de-freitas-vive-onda-de-violencia-desenfreada&catid=1:policia&Itemid=2

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O causo do nó da mortalha

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A PRAINHA NO RIO ITANHÉM

 
Por Daniel Rocha  Na década de 1960, agricultores vindos de outras regiões da Bahia e do país adquiriram terras no povoado de Teixeira de Freitas, próximas ao Rio Itanhém, hoje bairro Colina Verde, para investir em agricultura e pecuária.
 
Conforme as memórias do morador Santos Almeida, 65 anos, ao adquirir as terras na região norte da cidade, os migrantes criaram dificuldades aos trabalhadores habituados a transitar e acessar o Rio Itanhém para pesca e banho.
 
“Tem um morador conhecido na cidade que tem a fama ruim até hoje por causa disso, o vaqueiro dele perseguia quem passava a cerca da fazenda para pescar no rio, ele tomava a rede do pessoal não deixava ninguém pescar”, conta Santos.
 
A mineira  Rodrigues Aguiar, que chegou no povoado na década de 1960, confirma a versão contada sobre os capangas dos grandes proprietários que proibiam, de fato, o acesso de alguns trabalhadores ao rio.
 
“Batia nos moradores que ultrapassavam a cerca da propriedade. Além do ato de violência deixava sem roupa os flagrados tomando banho no rio. Estes com medo de apanhar fugiam para a mata. Ficavam escondidos até a noite cair e depois voltar com segurança para a casa.”
 
Já o morador Matos  Silva, 66 anos, discorda dessas versões. Segundo ouviu dizer, os proprietários pediam para que os visitantes evitassem retirar frutos de plantações e deixar a cerca aberta para não causar a fuga de animais. Como os pedidos não foram atendidos os proprietários tomaram outras providências como proibir o acesso as margens do rio.
 
Diante dessa dificuldade de acesso à margem esquerda do Rio Itanhém, onde atualmente está o bairro Colina Verde, supõem-se que os frequentadores, obrigados pelas circunstâncias, foram procurar locais onde pudessem frequentar livremente, logo chegaram a uma região da fazenda Nova América conhecida como Prainha. 
 
A Prainha é um trecho do rio que fica as margens da BR- 101, ao lado da ponte que,  provavelmente, recebeu essa alcunha por conta do  areial em sua volta que lembra uma praia.
 
Conforme lembra  Matos Silva dois fatores contribuíram para a grande procura pela “Prainha” como destino de lazer: a popularização da bicicleta e a abertura da rodovia BR-101, que facilitou o acesso ao local.
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Antes da ponte sobre o Rio Itanhém, na BR-101, a rodovia passava no meio, do que um dia, foi uma rocha. Segundo o  hipótese  do senhor  Matos Silva,  foi a partir da abertura deste caminho sobre a pedra e  da Avenida Getúlio Vargas que o acesso ao local foi facilitado.
 
Atualmente, o lugar ainda é muito procurado por moradores do entorno, para atividades de recreação e lazer, principalmente durante o verão, quando é possível notar um grande número de pessoas.
 
Porém, a crescente aglomeração de populares ás margens do rio, é vista com preocupação pelas autoridades, porque  o registro de óbitos por afogamento oscila a cada ano.
 
Em 2012, foram registrados dez óbitos por afogamento em pontos diferente  do rio que corta a cidade do início ao fim.  Diante destes números, no início do ano 2013 a defesa civil da cidade de Teixeira de Freitas lançou a campanha preventiva “Verão Sem Afogamentos”.
 
Em 2015, o Subcomandante do Corpo de Bombeiros, Tenente Raimundo Rodrigues de Oliveira, em uma entrevista ao site de notícias liberdade News, destacou que a campanha reduziu pela metade a média de afogamentos, de 10 em 2012, para 05 em 2015.
 
Notícias recentes, dão conta que o local situado na região do bairro Colina Verde, voltou a ser frequentado por banhistas e moradores. O número de afogamentos registrados naquela região também tem aumentado de forma significativa.

Fontes:

Conversa informal; Santos Almeida em 2013, Rodrigues Aguiar 2012, Silva Matos em 2014. Os mesmos pediram para que os primeiros nomes não fossem divulgados porque o caso faz referência a um influente político da cidade.

Corpo de bombeiros realiza campanha de prevenção a acidentes por afogamentos. Disponível em :http://liberdadenews.com.br/index.php/policia/11188-corpo-de-bombeiros-realiza-campanha-de-prevencao-a-acidentes-por-afogamento

Jovem morre afogada no dia em que comemorava 6 meses de casada em Teixeira de Freitas:

http://bahiaextremosul.com/noticia/jovem_morre_afogada_no_dia_em_que_comemorava_06_meses_

de_casada_em_teixeira_de_freitas

Os dois últimos corpos dos irmãos mortos no rio Itanhaém são encontrados.

http://www.sulbahianews.com.br/policia/os-dois-ultimos-corpos-dos-irmaos-mortos-no-rio-itanhem-sao-encontrados

 

Veja também:

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Especial Teixeira de Freitas 30 anos:

Mosaico de histórias

 

 

*Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

E-mail: tirabanha@tirabanha.com.br
Fone: (73) 98128-7315

Contatos do WhatsApp: (73) 998118769

 

Abbey Road – O Studio Mais Famoso do Mundo

Por (Marcos Marcelo)

Fundado pela EMI em Novembro de 1931, o estúdio é o mais  conceituado do mundo, em 25 de junho de 1967 os “The Beatles” utilizaram para a gravação ao vivo da canção All You Need Is Love, no que foi a primeira transmissão Mundial ao vivo via-satélite. Abbey Road Studios é o nome do estúdio em Londres, localizado na Abbey Road (o nome da rua). Neste estúdio foram gravados discos famosos de bandas conceituadas, como os próprios The Beatles, Pink Floyd, Duran Duran e Oasis e a cantora Adele com o single Skyfall (canção).

Um dos fatores mais importantes  para a sua fama se tornar mundial, se firmou com a capa do disco dos Beatles, Abbey Road, que mostra os quatro integrantes do grupo atravessando a propriamente dita rua, na faixa de pedestre, em frente ao estúdio. Em 2010, faixa de pedestres dos estúdios Abbey Road vira patrimônio inglês. ‘É a cereja do bolo de um grande ano’, disse o ex-Beatle Paul McCartney.

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Os nossos artistas brasileiros também tiveram seus trabalhos mixados e masterizados pela Abbey Road, artistas como a bandaRoupa Nova em 2009 gravou o CD/DVD Roupa Nova em Londres nas dependências do estúdio. O álbum faturou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro neste mesmo ano, banda cover Beatles, paulista “All You Need is Love”  já esteve em fevereiro de 2013 na Inglaterra e as bandas SkankKiara Rocks e Cachorro Grande, e os músicos Lobão, Ritchie, Hebert Neri e Júpiter MaçãA banda Splippleman teve seu álbum de estreia, Welcome to the Magic Room – Splippleman at Abbey Road, totalmente produzido no Estúdio 2 do Abbey Road.
 
Acompanhe ao vivo a Rua Abbey Road aqui nesse link:
 
fontes:
http://www.abbeyroad.com, https://en.wikipedia.org/wiki/Abbey_Road
 

Marcos Marcelo é Assistente Social, Pesquisador, Músico Freelancer, Produtor Musical, Compositor e Publicitário.

O SANEAMENTO BÁSICO NA HISTÓRIA DE TEIXEIRA DE FREITAS: PARTE 04

Por Daniel Rocha

Em 1970, estimou-se em 54% o percentual de população urbana com abastecimento de água no Brasil. Em 1971 o governo federal criou o PLANASA – Plano Nacional de saneamento. O PLANASA foi a primeira iniciativa federal no sentido de instalar serviços de água e esgoto em cidades que experimentavam franco crescimento no Brasil.

Como parte do plano em 11 de maio de 1971 a Bahia ,como outros estados do Nordeste, adere ao programa e cria a estatal EMBASA – Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A para desenvolver projetos, construir, ampliar e reformar diversos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todo o estado.

Em 1974 o então povoado de Teixeira de Freitas passou a contar com os serviços de água encanada ofertado pela EMBASA. Porém mesmo depois da oferta do serviço ,e anos depois disto, alguns moradores precisavam recorrer a rios, lagos, minadouros para realizar os afazeres domésticos.

 Diante destes fatos surge a pergunta: por que  com o serviço de água encanada  disponível os moradores faziam uso de outras fontes para o abastecimento?

Infelizmente as dimensões deste espaço não nos permite ir além das evidências e suposições de uma questão tão complexa.

A primeira suposição e de que o sistema de distribuição já foi inaugurado com uma capacidade insuficiente. Suponho isso de acordo com a entrevista do médico Jacob Muniz Medeiros a revista Teixeira de Freitas, 1985.

Segundo Jacob o sistema de distribuição inaugurado em meados da década de 1970, para atender a população até o ano de 1990, já se mostrava deficitário no dia da inauguração.

Destaca o médico ouvido pelo repórter Flakin de Queiroz em 1985 que o sistema era formado por dois reservatórios com capacidade de 500 mil litros, que no total atendia a 6.212 ligações domiciliares.

Com base nesta curta afirmação e na fala de populares suponho que mesmo tendo a cidade um sistema de tratamento de água em operação, na prática era como se não houvesse por conta da ineficiência do sistema.

A segunda suposição é que o gosto ruim desencorajava o consumo da água . Conta Vitória Lemos, 70 anos, que trabalhou do final da década de 1970 a meados da década de 1990 como “aguadeira”, pessoa encarregada de pegar água em minadouros em troca de dinheiro.

 Alegre e sorridente dona Vitória contou em uma conversa informal que criou os filhos trabalhando duro,  levantando cedo todos os dias para pegar com uma lata na cabeça água de uma bica que fica no fundo do Clube Jacarandá.

 A clientela era formada por algumas famílias da classe alta do bairro Recanto do Lago onde exerceu ofício até  meados de 1994. Ainda de acordo com a moradora os moradores vinham de lugares já “desenvolvidos” que ofertava água de boa qualidade.

Considerei a possibilidade do possível custo afastar os mais humildes do consumo da água encanada, mas logo descartei a suposição ao ouvir de moradores que a taxa era e irrisória. Por fim, suponho, que a oferta ineficiente e a qualidade da água levava os moradores a procurar fontes alternativas.

No ano de 1995, o sistema de distribuição foi ampliado melhorando a qualidade da oferta de água encanada no município que sofria com constantes interrupções do serviço sempre justificados como sendo provocadas por quebra de peças que demorava chegar de Salvador.

Em 31/03/1997, o município de Teixeira de Freitas delegou a empresa Baiana de Saneamento (EMBASA), por meio de contrato de concessão, a exploração dos serviços públicos de abastecimento de água e de coleta, remoção e tratamento de esgoto sanitário com validade de 20 anos, devendo ser substituído pelo plano municipal de saneamento básico em 2017.

Nos últimos anos a EMBASA foi alvo de muitas críticas e reclamações ,em redes sociais, devido a qualidade e a falta de água em diversos bairros da cidade que no presente  conta com córregos e minadouros poluídos ao extremo.

Fontes:

 BANCO DO NORDESTE.  As origens. Teixeira de Freitas, Fortaleza – Ceará. Janeiro 1986

http://www.embasa.ba.gov.br/institucional/embasa/historia.  Acessado em 15/08/15

http://www.bvsde.paho.org/bvsacg/e/fulltext/planasa/planasa.pdf.  Acessado em 15/08/15

http://radar101.com.br/2014/12/embasa-de-teixeira-de-freitas-e-alvo-de-muitas-reclamacoes-nas-redes-sociais/.  Acessado em 01/08/15

 

Fonte Oral.

Vitória lemos. 25/07/2014

http://liberdadenews.com.br/index.php/politica/9793-governo-municipal-cobra-da-embasa-melhor-abastecimento-de-agua-na-cidade


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Saneamento na história de Teixeira de Freitas Parte 02

Saneamento na história de Teixeira de Freitas Parte 03

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A VERDADE ESTÁ LÁ FORA

Por: Adriana Oz

O que é a verdade? Por onde anda? Em que recorte de um todo se perdeu? Em que língua sincera foi contada? Quem de fato apreendeu? O mestre dos mestres disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Onde buscar a verdade? Será que aguentaremos seu peso quando chegar?

A verdade se revela nos pequenos detalhes da vida, nas camuflagens que usamos para não sermos desnudados diante dela, a verdade se dispersa nos diversos pontos de vista, cada posição um registro, um aspecto e um lado.

Quem resolver buscar a verdade de um acontecimento ficará com diversos pontos que muitas retinas registraram. Então teremos a certeza, está sim é nossa verdade, resultado da aceitação de alguns pontos dos fatos.

Por aqui, o povo foi ensinado que vale a pena acreditar; e a verdade é o que parecer ser.  Onde está a verdadeira verdade? Escondida em cofres públicos a 13 chaves. Perdeu-se nas intenções de muitos, nas ações de tantos e na indignação de poucos. Por entre licitações, contribuições e terceirizações a verdade foi se esvaindo.

Acabou-se a fé pública, até os bens comuns se esgotaram, os sentidos foram privados, e “res publica” em “res principis” se confundiu. O patrimônio público não é mais comunitário, são tantas as mãos que lesam nossos cofres e levam nosso dinheiro, que este se tornou público sem ser do povo.

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Vem de berço!

Rumo à 15ª Conferência de Saúde

Por (Daniel Rocha)

Ainda este ano acontece em Brasília a 15ª conferência nacional de saúde, com o objetivo de avaliar e propor diretrizes de aperfeiçoamento das políticas de saúde. Discute-se direitos em saúde e a garantia da qualidade de acesso.

Esse debate tem papel fundamental na afirmação do Sistema Único de Saúde (SUS), como principal politica de inclusão social. Esse sistema se saúde pública, gratuíta e para todos é fruto de lutas e sacrifícios. Durante as décadas de 1970  de 1980, mobilizações sociais e manifestações populares foram organizadas em diversas partes do país contra a ditadura e a favor da democracia e da saúde.

Em razão das manifestações e organizações populares pró-saúde em 1986 foi realizada a 8ª conferência nacional de saúde, pela primeira vez, aberta a  participação popular.

As propostas de reforma sanitarista e a democratização da saúde pública brasileira discutida na 8ª conferência foram reconhecidas e influenciaram  a construção do pacto social estabelecido pela constituição cidadã de 1988 que declarou:

“A saúde Direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença, agravos e ao acesso universal e igualitário as ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Porém, a criação do Sistema Único de Saúde em 1988 não resultou na sua aplicação de imediato, foi necessário  negociar com setores diversos da sociedade, a fim de assegurar a aplicação de leis e mecanismos de fiscalização e controle.

Ao longo dos anos, diversos debates foram realizados através das conferências buscando aperfeiçoar, expandir e melhorar a conquista popular.

 Vinte e oito anos depois da oitava conferência, o Brasil caminha para a realização da 15ª conferência nacional de saúde que será realizada após as conferências municipais e estaduais.

Em julho de 2015, Teixeira de Freitas realizou a 5ª conferência municipal de saúde, com a presença do Deputado Federal e ex – secretário de saúde do estado, Dr. Jorge Solla e diversos representantes da sociedade civil organizada.  A conferência  foi organizada pelo Conselho Municipal de Saúde   ( CMS) e Secretaria; teve como objetivo analisar as prioridades locais de saúde, formular propostas de políticas públicas e eleger delegados para 9ª conferência estadual.

Aílton Agente de saúde esteve à frente da organização da  5ª conferência municipal, contou ainda com a colaboração de José Félix, membro do CMS e presidente do sindicato dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias do   extremo sul da Bahia –Sindacesb. Ailton destacou a importância da participação dos diversos segmentos da sociedade teixeirense, que na oportunidade discutiu, avaliou e elaborou propostas norteadoras para consolidação da politica de saúde no mosso município.

Ressaltou ainda que, a mobilização de uma frente popular se faz necessário, em defesa do SUS público, universal e de qualidade, uma vez que este vem sofrendo ameaças até de extinção, dentre elas a  insufieciência de recursos e financiamentos. Questionado sobre alguma solução para esses problemas, o mesmo citou a taxação das grandes fortunas como saída para a situação emblemática, acrescentando que, deste modo, a justiça social estaria de fato sendo feita.

O Causo do Casamento na Nova América

Por Daniel Rocha.

Como foi descrito no texto anterior, na fazenda Nova América que pertencia a cidade de Alcobaça havia  a capela de São Benedito. Nesta capela de seis e seis meses o padre franciscano Olavo Timmers comparecia para a realização de cerimônias coletivas de casamentos e batizados.

Foi em uma dessas cerimônias que ,na década de 1940, o senhor Isidro Alves conheceu a sua esposa Maria Silva. Ela moradora da fazenda Araras  estava de visita na fazenda Nova América para assistir uma missa com a família quando teve o primeiro contato visual do futuro marido.Conta Isidro:

“Eu a vi de longe, ela morava na fazenda Araras e eu nas proximidades da Nova América. Um dia depois  mandei lembrança por uma amiga dizendo que a achei bonita. Ela me respondeu com malcriação dizendo, defunto que não conheço nem rezo nem ofereço. Mas não desistir, mandei uma carta e fui atrás dela até conquistar o  amor”

Anos depois do primeiro encontro os dois se casaram em uma cerimônia simples realizada por um frei Franciscano. Conta Isidro que na época ouviu diversas histórias de casamentos que não foram concretizados por conta da recusa do padre ,o holandês frei Olavo, em casar pessoas que não estavam de acordo com as leis da igreja, presenciou também uma briga por conta disto na fazenda Nova América .

“Era rigoroso, não casava ninguém que tivesse uma mancha de parentesco, menor de idade ou que já vivia amasiado com outra mulher. Uma vez presenciei uma discussão na fazenda Nova América.. .. havia um pessoal que  queria casar  mas por conta disto não pôde, o padre era bravo e não aceitou.”

Sobre o rigor do franciscano conta Ivanildo Ivo,morador da fazenda nova América, que de fato ele  não gostava de  casar   menores de idade e nem parentes de sangue.

Aproveitei a descontração da visita para infonar que há registros que dão conta que era um costume antigo casar parentes. Diante da afirmação Ivanildo Ivo revelou que na família dele há vários casos de primos casados desde muito tempo.

Se havia primos casados então o frei casava? Ou não casava?

“Ele não gostava mas realizava. Ele sempre dizia vocês têm que casar sua filha com a filha do vizinho, a cuia não pode ser do mesmo pau para a enxada trabalhar. Ele mesmo condenava e ao mesmo tempo abria exceções. Ele também dizia que casando com o vizinho não haveria muitas desavenças por causa de terra na hora do casamento.”

A briga presenciada por Isidro Alves também foi testemunhada por Walfrido Correia e Ivanildo Ivo. Segundo contam o desentendimento começou pela manhã de um dia na década de 1940 quando o frei não quis realizar um dos casamentos marcados para cerimônia coletiva.

Alguém avisou para o frei que o noivo já era amasiado com outra mulher, o frei então pediu para o casal se retirar do altar porque ele não iria celebrar o casamento deles. Após a saída o frei ordenou que as portas fossem fechadas, pois as famílias dos nubentes insistiam ao ponto de não permitir a realização de outros casamentos.

Por conta disso, fora da igreja, os familiares dos noivos começaram uma violenta briga que deixou até feridos, conta Ivanildo Ivo:

“Só que naquela época quando tinha briga o pessoal usava como arma facão e pau, percebendo que tal revolta poderia terminar em um grande massacre, o frei pediu para abrir a porta, pegou o cajado e partiu para o meio da briga.

Devagar, bem devagar foi tomando de um por um os facões e dando ao meu avô José Felix Correia. Era muita gente brigando, os caras vinham para o acertar   mas habilidosamente ele   batia com a madeira tomando suas armas das mãos . Assim  acabou a briga por casamento , fechou a porta da Igreja e deu prosseguimento a cerimônia.”

O franciscano Frei Olavo Timmers deixou o nome registrado no imaginário popular e na história das cidades de Alcobaça e Teixeira de Freitas no extremo sul da Bahia. Ele faleceu no dia 22/04/1990 e sua passagem por essa terra prevalece viva na memória e no coração de muitos moradores da região.

Fontes

HOOIJ, ELIAS. Os Desbravadores do Extremo Sul da Bahia: historia da presença franciscana nessa região – raízes e frutos. Belo Horizonte: Província Santa Cruz, 2011.

KOOPMANS, José. Além do eucalipto: o papel do Extremo Sul. 2. ed. rev. atual. Teixeira de Freitas: Centro de Defesa dos Direitos Humanos, 2005.

THOMPSON, E. P. Costumes em Comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

SAID.Fabio M.História de Alcobaça – Bahia (1772-1958). São Paulo 2010. Edição do Autor.

OFM.ORG – HISTÓRIA: Paróquia de São Bernado.http://www.ofm.org.br/default.  Acessado 22/08/14

Fontes Orais.

Ivanildo Ivo do Nascimento Correia . Agosto de 2014

Isidrio Alves . 2012

Foto: Ilustrativa.

Contribuiu para a realização deste trabalho.

Domingos Cajueiro Correia

Vejam também:

O causo do Batizado

O causo do vinho em Helvécia

Futebol em Teixeira de Freitas: Parte 01.

Memória Estudantil

 

 

 

 

 

 

Bandas da Cidade na Década de 90

Por Marcos Marcelo*

Gostaríamos de lembrar aos nossos leitores, que esse texto é apenas uma lembrança histórica musical da cidade, narrada por Ivan Souza (baterista) pedimos desculpas pelos músicos e bandas não citadas. O espaço está aberto para você contar a sua história, entre em contato com a nossa equipe.

 

No final dos anos 80 e início dos anos 90, o cenário musical de Teixeira de Freitas lançou grandes nomes da música em nossa região. Nessa época não havia grupos “Tecla voz” como existe hoje em dia, grupos formados por um tecladista, um guitarrista e o vocalista. Um dos pioneiros da nossa região nesse estilo pelo o que consta foi o ROBÉRIO E SEUS TECLADOS, que atualmente mora é e sucesso nos salões de São Paulo. A lista é imensa, é o que podemos perceber que muitas dessas bandas surgiram na mesma época e já não existe mais.

Segundo Ivan Souza (Batera) entre as bandas pioneiras em Teixeira de Freitas foi a Banda A BANDA CORES VIVAS, formada por Saulo que em relatos conta que o seu pai foi em Salvador, comprou todos os instrumentos inclusive um ônibus. A banda, no início ainda nos anos 80 era formada por músicos de fora, tempos depois os músicos teixeirenses foram se despontando, e em sua formação esteve Orlando no contrabaixo, Welligtom na guitarra, Ivam Souza na bateria, Rodolfo na Flauta, Wilson Salomão no violão e vocal, Saulo nos teclados e Carlinhos Souza na mixagem e percussão. Em seu histórico a participação do carnaval de 88 em Belmonte e na região. No Festival da Canção no início dos anos 90 no colégio Rômulo Galvão, Rancho Gool e no parque de Exposição.

BANDA FORÇA MAIOR fundada pelo popular “Tó” no início dos anos 90, a banda que passou grandes músicos como Leidinho no Contrabaixo, Ivan Souza na bateria, Zezinho do leite na guitarra, Cacau e Maverique nos vocais, entre outros como Tiago e Orlando. Inclusive tivemos a informação que o Robério e Seus Teclados também fez parte dessa formação. Atuou em muitos carnavais fora e aqui da região.

A inesquecível BANDA POWER fundada em 1989 por “Valtinho da Power Som” atualmente reside em Posto da Mata e continua trabalhando com sonorização e que trouxe talentos de outras regiões como alguns músicos que ainda residem em Teixeira de Freitas como Fofão que na atualidade trabalha em projetos sociais, ligado ao PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e o baterista Dudú, que continua seguindo carreira na música trabalhando como freelancer em algumas bandas da cidade e da região. Também fazendo parte dessa formação Xandy no contrabaixo, Paulão na guitarra, Pretinho (Ivan) nos teclados, Pato e Ratinho nos vocais. A banda foi muito requisitada na época tocando em vários lugares e continua em evidência, em Fortaleza no estado do CE.

BANDA PULSAÇÃO fundada em 1993 por Dudu batera, Fofão e Wando, que além de mixador é empresário no ramo de sonorização. A banda por muitos anos trabalhou na Barraca Barramares em Porto Seguro, atuando na quinta e domingo e foi uma das pioneiras aqui na cidade em colocar dançarinas profissionais da barraca Tôa a Tôa. Uma das bandas da cidade que mais trabalhou em outros estados adquirindo respeito e admiração por todos sendo referência na época até por músicos da cidade de Eunápolis, que sempre foi forte em questão de musicalidade. A banda era formada por Dudu na bateria, kinha do contrabaixo, Moisés na guitarra, Fábio Campêllo nos Teclados Fábio Campêllo que atualmente mora em Vila Velha no ES, Fofão na percussão e nos vocais grandes nomes como Dé, Paulinho, Marcio Barney e Jorginho da Bahia. E se desfez em meados de 1996.

A BANDA AGITO fundada em 1994, passaram grandes músicos como Cleber Camargo nos teclados, Claudinho guitarra e vocal, Metaches na bateria, Eliel no contrabaixo entre outros. E afirma o dono da banda o Saulo, o mesmo da banda Cores Vivas que o pai do axé Luiz Caldas esteve na região nos anos 80 tocando em sua banda, e tempos depois seguiu carreira solo e ganhou o Brasil.

A BANDA EMPACTO fundada em 1994 por Tiago que atualmente continua fazendo barzinhos e atuando em festas particulares pela cidade. Embalaram grandes carnavais da região participando de grandes eventos políticos e festas particulares. Tivemos a informação que passou pela banda o professor de bateria Wilham Batera, o saudoso Gilberto nos teclados, Fábio Campêllo no contrabaixo, e no vocal Fagner.

A BANDA TRAÇOS também no mesmo ano fundada pelo baterista Ivan Souza, o narrador desta história, a banda tinha Fábio Campêllo nos teclados, jean Gomes na guitarra, o saudoso Gilberto no contrabaixo, na percussão Charles (Charlinho mixador) e nos vocais, Marcio Barney, Mayla  e Jorginho da Bahia.

A BANDA 90 GRAUS, Uma das pioneiras em trazer músicos de fora para a cidade, fundada nos anos 90 pelo empresário Bené, dono do trio Meusa. Passaram alguns músicos como Ailson (Boneco) de caravelas na guitarra, Eloyno no contrabaixo que atualmente é proprietário do grupo Carro de Playboy, Jânio no vocal, e outros. A banda atuou em carnavais, bailes, formaturas e outros eventos.

A BANDA AIPIM COM SAL fundado em 1993 pelo empresário Paulão que continua atuando e trabalhando com aluguel de palcos, sonorização e carros. A banda foi idealizada, devido o sucesso estrondoso do TRIO XODÓ de Medeiros Neto, que era muito presente na cidade. A lista de músicos que passaram pela banda é imensa, entre eles o baixista Gil Barbosa que atualmente mora em Goiania e trabalha com o cantor sertanejo Thiago Brava, Tikão na bateria e saíram grandes nomes como os compositores Ed Lemos da banda Love Beat e o guitarrista Dinho com sucessos emplacados com os Garanhões. Banda Embalava os bailes da cidade e da região.

 Quem não se lembra da BANDA CHAMEGO EXPRESS? Que foi referência em toda região, que surgiu também na década de 90. O proprietário da Banda Alemão do grupo Os Garanhões, até hoje se recorda e se emociona dessa grande máquina musical teixeirense. A Chamego Express foi referência por muitos anos se desfez no inicio dos anos 2000 e deixou saudades por onde passou. Atuou em carnavais fora e da região, bailes, formaturas e comícios que nessa época era muito forte esse tipo de festa política, o chamado showmício. A banda teve em sua formação Rei Mendes na bateria, Aderlândio (Del Ribeiro) no contrabaixo que atualmente reside em Colatina – ES proprietário de uma loja de instrumentos musicais, Clériston (Kell) nos teclados, jean Gomes na guitarra, , Charlinho na percussão,  Welcon Sales, Elson Vinny  Vocais entre outros também como Jânio.

O cenário musical teixeirense tem uma participação importantíssima na história da cidade, muitas bandas não foram citadas, foram perdendo referência, os empresários mudaram de ramo, os músicos que já não moram mais aqui na cidade.

Alguns nomes como BANDA PRA ABALÁ, BANDA AMANHECER, CONSEQUÊNCIA DO FORRÓ, BANDA EPIDEMIA, BANDA ZIRIGUIDUM, PASSARAM POR AQUI DANY RABELLO, BANDA ATÔA, TRIBAL BAND, BANDA FUZZUÊ E BANDA VENDAVAL, também ganham o nosso respeito pela contribuição histórica musical em Teixeira de Freitas.

Marcos Marcelo

Assistente Social, Pesquisador, Músico Freelancer, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.