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Negociações avançam e paralisação de servidores é cancelada

Por Daniel Rocha
Agentes comunitários de saúde realizaram na  quarta-feira, 07 de março, na porta da Prefeitura (Hotel Caraípe) uma paralisação dos trabalhos da categoria e obteve como resultado a abertura de uma nova perspectiva na negociação para o recebimento de uma premiação em dinheiro concedido pelo ministério de saúde o PMAQ – Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, referentes aos períodos avaliados (2014/2015 e 2015/2016) já repassado ao município.
Após um ininterrupto apitaço realizado pelos trabalhadores presentes em frente ao prédio da prefeitura a equipe do SINDACESB foi convidada pelo secretário de saúde Max Almeida e o secretário de Administração Prof. João Carlos para retomar as negociações encerradas na tarde da terça-feira, 06 de março, quando não houve nenhuma proposta resolutiva apresentada pela administração como havia sido, outrora, prometido.
Na reunião que contou também com a presença do chefe de gabinete Hebert Fernandes Chagas e , no segundo momento, com o Procurador do município Paulo Américo, ficou mantido a proposta de pagamento dos Períodos (2014/2015 e 2015/2016) e estabelecido um prazo de 48hs para que o jurídico da administração dê um parecer sobre a legalidade do pagamento, uma vez que segundo o secretário Max Almeida foi a condição exigida pelo prefeito Timóteo Brito (PSD) para deliberar o pagamento.
Após esse prazo será marcado para o dia 13 de Março uma reunião na sede da secretaria de administração e planejamento do município com os secretários Prof. João Carlos e Max Almeida, para a deliberação de datas para o pagamento da premiação por todos esperada.
 Ainda durante a negociação o coordenador José Félix solicitou uma data limite para o pagamento e após muita discussão entre as partes ficou estabelecida que o dia 10 de abril é a data final para o pagamento da primeira parcela. A equipe de negociação da administração municipal lembrou que o prefeito vai surpreender a todos pois o interesse dele é acertar o quanto antes o que nos é devido.  Diante dos acordos firmados a paralisação  foi cancelada.
Sobre a reunião assim se pronunciou o coordenador geral do SINDACESB, José Félix: O papel por sí só não nos garante a Lei, mas a Luta, essa sim, faz valer a Lei. Desta forma, vale mais uma vez reforçar a importância e valorizar cada Guerreiro e cada Guerreira que se fizeram presentes na Luta de hoje. Também ressaltar os ganhos, que foram: primeiro de garantirmos junto à Gestão uma data máxima (10 de abril). Pois antes não tínhamos e certamente essa situação nos deixava desmotivados em certos momentos. Mas agora não. Temos uma data e a garantia de recebimento dos dois períodos, bem como, o parcelamento em no máximo 3 Parcelas por Períodos (2014/2015) e (2015/2016).
 Outro ganho é a confirmação de que não há nenhum problema legal por parte da Procuradoria do Município através de parecer em tempo Record. Grande Vitória de nossas categorias ACS e ACE, demais servidores das Unidades Básicas de Saúde nessas negociações.

Mulher a frente da luta

Por Daniel Rocha

Não apenas por fazer parte da comissão de coordenação da CUT do Extremo Sul baiano e ocupar o cargo de primeira secretária do Sindicato intermunicipal dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia(SINDACESB), mas por ser uma mulher cheias de  vivências que entrevistamos Cris Oliveira.

 

01 – Como mãe, chefe de família agente comunitária de saúde como  pensa que está se saindo como Sindicalista?

Como sindicalista tem crescido muito, ainda estou em fase de aprendizagem, mas com muita vontade de aprender mais e mais, cada luta além de ser uma vitória é também um aprendizado. Fazer sindicalismo não é uma tarefa fácil, mas é prazeroso!

 

02 – A SINDACESB tem um expressiva participação feminina em seu quadro, você pensa que esse fato possibilita a outras mulheres se conscientizarem sobre a importância de se fazer presente nas instâncias decisórias das entidades sindicais?

Com certeza sim, o fato de termos mulheres participando do SINDACESB  influencia e muito as outras mulheres a estarem a frente na luta. Fato esse que, a cada dia mais mulheres têm aderido aos movimentos sociais. Tem procurado o seu lugar frente às entidades sindicais.

 

03 – Na sua opinião os sindicatos regionais têm valorizado o protagonismo feminino e tem buscado evidenciar e compreender que são as mulheres portadoras de rotinas específicas que moldam seu engajamento?

Ainda temos muito a melhorar em relação à valorização das mulheres nas entidades sindicais. Mas, comparando a décadas anteriores avançamos bastante. As mulheres têm o seu potencial, são guerreiras, inteligentes e fortes. Por mais que sejamos portadoras de rotinas diferenciadas somos capazes de exercer sempre algo a mais.Discutem muito a questão da Paridade mas, na prática não ocorre. É lamentável, mas, é fato! De uma coisa tenho  certeza às mulheres têm potencial para liderar, pra dirigir, pra se pronunciar, enfim, está à frente caso seja necessário. É preciso apenas que nos permitam!

 

04 – Grande parte do mercado empregador , regional, ainda considera a mulher como uma simples prestadora de serviço e não como uma trabalhadora com variações sociais, culturais e familiares, na sua opinião qual caminho para mudar essa realidade?

A mulher já demonstrou que é capaz. Acredito que para mudar essa realidade é preciso que o machismo seja exterminado. Vivemos em uma sociedade extremamente machista. Infelizmente, o que impede a mulher de avançar, ou melhor, o que faz com que sejamos comparadas de tal forma é essa cultura machista que vem predominando de geração em geração. NÃO AO MACHISMO!

 

05 – O movimento sindical tem contribuído para ampliar ainda mais a visão sobre a importância da solidariedade entre os trabalhadores especialmente em relação às mulheres, nos últimos tempos temos tidos avanços ou retrocessos?

O movimento sindical tem avançado nos últimos tempos em relação ao empenho para ampliar essa visão sobre a importância da mulher. E é um papel nosso como sindicalista dar continuidade incentivando a solidariedade entre os trabalhadores e as trabalhadoras.

 

06- Do seu ponto de vista sobre a mídia, por  qual razão a TV brasileira não destaca em seus jornais e novelas mulheres sindicalistas?

A mídia é gerenciada por homens poderosos, brancos, e de grande poder aquisitivo.  Onde o machismo predomina e isso faz com que a discriminação da mulher aconteça de um modo geral. Se for negra, pobre e sindicalista ainda mais. Não é interessante para a mídia divulgar o potencial das mulheres sindicalistas que lutam pelos seus direitos e pelos direitos de um povo que necessitam ser respeitados.

 

07 – Que recado você gostaria de deixar para as mulheres  trabalhadoras do Extremo Sul da Bahia neste dia internacional da Mulher?

Que lute pelos seus direitos e ideais. Que não aceite ser inferiorizada. Que Valorize os seus potenciais, pois, toda mulher independente de cor ou raça ou crença merece ser respeitada e valorizada! Ocupe o seu espaço, conquiste seus sonhos e avance sempre!

 

 

 

A verdadeira face do carnaval

Por Erivan Santana

O desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti na Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro, no domingo (11/2), está sendo considerado um dos mais politizados dos últimos anos, revelando o que é o verdadeiro carnaval: contestação e subversão.

A escola simplesmente retratou o atual contexto social e político do país, conquistando o povo pela sua coragem e originalidade. Com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, foram percorridos séculos de nossa história, mostrando que a escravidão somente mudou a forma, mas continua sendo exercida através de reformas trabalhistas enganosas e golpes modernos, apoiados por muitos setores da mídia hegemônica e outros tantos setores do Judiciário.

O afrodescendente continua sendo explorado, os mais pobres continuam sendo massacrados em guetos e favelas, enquanto uma elite encastelada no Executivo, Legislativo e Judiciário se locupletam de vantagens e benesses que envergonham o mais humilde trabalhador brasileiro.

Por isso, a Tuiuti nos revela que o carnaval pertence ao povo, manifestando suas alegrias, dores e tristezas. Mas foi constrangedor perceber a parcialidade da principal emissora de tv do país, com os seus apresentadores e jornalistas limitando ao máximo seus comentários acerca do que viam.

Esta parcialidade percebida em muitos setores da imprensa brasileira, também conhecida como quinto poder, é visível, assim como este fenômeno é percebido em outros poderes, como o Judiciário, que deveria se pautar pela absoluta imparcialidade.

Ademais, o carnaval apresentado por esta escola de samba recupera a crença nos valores da espontaneidade, criatividade e criticidade tão presentes no nosso povo, sendo que o samba e as marchinhas de carnaval são veículos perfeitos para esta representação.

Estas reflexões se tornam extremamente relevantes, num momento em que se discute o verdadeiro papel e função da arte. Obrigado, Paraíso do Tuiuiti por nos representar. Viva o Brasil! Viva o povo brasileiro!

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“A reforma trabalhista e seus impactos” foi o tema de palestra na UNEB

 

Por Daniel Rocha

Quando somos informados pela mídia sobre a reforma trabalhista o que ouvimos e vemos? A maioria divulgou que ela representa a modernização de uma lei arcaica que reformada vai contribuir para o crescimento econômico do país.

Porém não é o que se conclui quando a lei que permitiu a reforma é analisada por especialistas da área trabalhista e pelos representantes das instituições voltadas para defesa dos trabalhadores que ,em sua maioria, encontra-se, ainda, sem entender a gravidade da mudança na CLT.

Por esse motivo, e a fim de contribuir para o melhor esclarecimento sobre o assunto, o SINDIBANCÁRIOS, sindicatos dos bancários, e a AFES  organizou na noite da última quarta-feira (22/11) no auditório da UNEB Campus -X, palestra com o tema: A Reforma trabalhista e seus impactos.  

A palestra foi ministrada pelos jurisconsultos: Cláudio Andrade, advogado do Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia e Augusto Vasconcelos, presidente do Seeb da Bahia. O vereador Jonathan Molar (Solidariedade) também fez parte da atividade.

 

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Durante quatro horas os convidados expuseram aos trabalhadores, estudantes e sindicalistas e convidados, fatos e informações que geralmente não são destacados em alguns dos telejornais mais populares do país. A primeira palestra foi conduzida por Augusto Vasconcelos que destacou:

“Evidentemente que para tratar da reforma trabalhista levaria bastante tempo porque foram 127 artigos alterados na CLT (…) Não foi uma alteração qualquer. Não foi uma mudança cosmética (…) foi uma alteração profunda que já impacta na vida de todos as pessoas inclusive dos donos de empresas que sofrerão os danos da redução da massa salarial do país que já conta com mais pessoas ganhando e consumindo menos (…). Consequentemente essa queda da renda vai provocar a diminuição da venda e da saída dos estoques. A reforma trabalhista é um círculo vicioso que não resolve a crise do país, muito pelo contrário, agrava”.

A segunda palestra foi ministrada pelo  advogado Cláudio Andrade que de forma clara e simples denunciou:  

“Não vamos falar da repercussão da mídia que é grande, e nem da política que também é enorme, o  que devemos nos preocupar é  com a repercussão que a reforma  vai provocar no dia a dia do sujeito que sai de casa e passa a maior parte do seu dia dedicando sua energia e seu tempo ao trabalho (…) Trabalhadores que na maioria dos casos sobrevivem com salários sofríveis e tem que fazer malabarismo para garantir o pão e o feijão na mesa sem o conforto que deveria ter.”

 

Ao expressar preocupação com o famigerado discurso liberal e os recentes ataques aos direitos sociais e individuais dos trabalhadores Brasileiros, informou Cláudio:  

“A constituição de 1988 tem como objetivos a redução da pobreza e das desigualdades sociais, construir uma sociedade justa e igualitária (…) o legislador que votou pela reforma observou isso? Não (…). O objetivo da atual reforma não é reduzir a pobreza mais reduzir o custo para as empresas (…). Com a reforma essas negociações e os direitos dos trabalhadores serão flexibilizados, reduzidos ou suprimidos”.

 

Ao fim das exposições houve abertura para perguntas e debate das afirmações expostas que possibilitou novas leituras e olhares sobre a questão cujo entendimento geral aparenta contaminado pela perspectiva de alguns produtos da grande mídia, que geralmente pauta e interfere em tudo que se vê e ouve sobre o assunto.

 

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Juntos fazemos a diferença

Por Daniel Rocha
Os agentes de combate as endemias do município de Teixeira de Freitas participaram na manhã da sexta-feira (27/10) da Semana Nacional de Mobilização dos setores de Educação, Assistência social e Saúde para o combate ao Aedes Aegypti.
A mobilização teve como objetivo alertar a população sobre a importância de combater o mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya antes do verão, época de maior incidência e reprodução do mosquito.

Na ocasião os agentes de endemias distribuíram panfletos e chamaram a atenção de quem passava pelas avenidas próximas a  praça da prefeitura. Visitaram instalações comerciais, órgãos públicos e privados próximos para fazer o alerta.

 
O Agente de endemias Jefferson, também conhecido como “Jefinho”, lembrou durante a ação que os moradores têm que fazer a sua parte porque juntos fazemos a diferença. “ Investir cerca de dez minutos por dia no controle, dentro e fora de casa, para afastar o perigo do vetor das doenças que fora de controle causa mortes e sequelas graves”.
Da mesma forma enfatizou Rutiléia Pinho Paixão Coimbra, coordenadora do núcleo permanente do Programa Nacional de Controle da Dengue, que os espaços comuns como praças, ruas e outros estão sob constante vigilância dos agentes de endemias da cidade que realizam visitas a cada dois meses nas residências, mas que é preciso que a população também faça sua parte.
“Se o morador tirar 5 minutos do seu tempo duas vezes por semana para verificar o quintal não vamos ter grandes índices. Assim não vamos superlotar os hospitais. A prevenção faz a diferença”.
A coordenadora municipal também destacou que a questão tem atenção constante da equipe da secretaria de saúde e da prefeitura. Sobre o trabalho expressou grande satisfação com a dedicação dos 76 agentes de endemias da cidade que tem mantido o município longe das estatísticas negativas.

Governador promete um Centro de Cultura à altura de Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha

O governador do estado Rui Costa (PT) autorizou a construção ou aquisição de um lugar adequado já existente para o espaço de Cultura da cidade. A ordem foi dada durante a inauguração da pavimentação da Avenida São Paulo realizada no sábado dia 21/10/17.

O anúncio fez vibrar o prefeito Temóteo Brito (PSD) e diversos artistas do departamento de cultura e o  público presente. Se concretizada a promessa o governador vai atender uma reivindicação antiga da cultura local que é ter um espaço adequado  para o teatro, dança, capoeira, música e outros.

Porém é preciso lembrar que não é a primeira vez que os governantes prometem solucionar o problema com a construção de um lugar apropriado diante do uso constante da classe artística de espaços não adequados.

Na década de 1960, 1970, 1980, por exemplo, os cinemas de ruas, Cine Brasil, Cine Horizonte e Cine Elizabeth, serviam como espaços para apresentações teatrais, shows e outros.

Com o fim dos cinemas de rua na década de 1990 a comunidade passou a reivindicar espaços. Em 1992 foi cogitado por deputados estaduais da cidade, ligados ao governo do estado, diante das reivindicações, a construção de um ginásio de esportes que fosse útil também como espaço de cultura, a ideia não vingou.

Em 2001 o governador César Borges, ao inaugurar o novo prédio do centro educacional Rômulo Galvão, o CEPROG, anunciou a construção de um espaço de cultura para cidade, na época reivindicada pelo  prefeito Wagner Mendonça. O projeto nunca saiu do papel.

No final de 2012 o prefeito Apparecido Staut tentou adquirir os Cenários Eventos para ser a casa de cultura municipal, porém uma decisão da justiça local impediu as negociações avançadas entre as partes, a pedido da APLB sindicato que questionou a origem do dinheiro. Segundo a instituição a verba tinha outra finalidade de acordo com a lei.

Durante o governo João Bosco (PT) o “Barracão da Cultura”, uma garagem locada no centro da cidade, no governo do Padre aparecido, seguiu sendo o endereço da cultura local.

Porém com a realização dos Salões de Artes Visuais da Bahia no município, em 2013, o espaço foi reformado e sofreu alterações que permitiram uma adaptação do lugar que foi o que melhor atendeu a classe artística ,mesmo assim, carente de um centro local.

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Com a venda do espaço no final de 2016 o departamento migrou para o prédio ocupado pela Biblioteca Municipal ao lado do antigo “barracão” ficando por lá até então com dificuldades que leva os artistas e a administração local solicitar do atento governador a construção ou aquisição de um lugar apropriado.

“Uma Cidade de 180 mil habitantes… Chegou a hora de construir uma Casa de Cultura para o povo. Eu vou conversar com o prefeito para ver se tem um local que pode ser transformado em casa de cultura se não tiver vamos ver um projeto e construir uma casa adequada para a música , dança e teatro para o povo de Teixeira de Freitas …. Para os artistas que gostam de se apresentar e para a plateia que gosta de aplaudir as belas artes.” Declarou o governador Rui Costa durante discurso de inauguração da avenida.

Vamos torcer para que dessa vez um espaço que possibilite o desenvolvimento de atividades culturais, comunitárias e outras ações de cooperação artísticas seja de fato construído ou adquirido para elevar ainda mais o  pujante movimento cultural  teixeirense, que sonha com um lugar  à altura da cidade.

Foto: Twitter do governador.

Exposição de Teixeira de Freitas: Uma festa de 43 anos

Por Daniel Rocha

Exposição Agropecuária de Teixeira de Freitas, realizada entre os dias 18 e 22 de outubro no parque de Exposição Timóteo Alves de Brito, chegou a sua 35º edição consolidada como uma festa de diversão e distração para o povo e um bom negócio para os agropecuaristas, empresários e políticos do município.

Organizada pela primeira vez no ano de 1974, a exatos 43 anos, a primeira exposição agropecuária foi uma iniciativa dos ruralistas do então povoado de Teixeira de Freitas, cujo economia girava em torno da exploração da madeira e da agricultura.

Com o intuito de inserir a cidade na rota do agronegócio nacional que estava em expansão no país e reafirmar discursos políticos, da época, o evento chamou a atenção do extremo sul da Bahia e consagrou o modelo de intervenção elitista que a anos vinha dominando a região que, desassistida pelo poder público, corria para os braços do empresariado local que investia e promovia obras eventos de acordo com os seus interesses.

No presente, em uma cidade cada dia mais comercial e universitária,  os produtores buscaram com a realização do evento assegurar suas posições e garantir  o  protagonismo político no lugar.

Aliás, a mistura festa e política é algo que nasceu com a exposição. Na primeira edição, por exemplo, o evento recebeu a visita de Alysson Paolinelli, ministro da Agricultura do governo militar Geisel em 1974, do governador João Durval em 1986 e Rui Costa esse ano de 2017.

Além dos políticos e seus interesses outras autoridades ligadas à política e a instituições financeiras oficiais e particulares circularam pela festa a fim de promover produtos e negócios durante os leilões das melhores e diferentes raças de gado, corte e leite, da região.

Ao povo restou contemplar as várias propostas de entretenimento, vaquejada, parque de diversão, o show do Cabaré, artistas locais, comidas típicas e outras distrações. Para os populares a festa durou cinco dias, para o agronegócio já dura  mais de 43 anos.

“Precisamos nos unir para o bem de todos” diz Cedro Costa

 

Por Daniel Rocha

Cedro Costa e Silva, presidente da CUT-Bahia, esteve na cidade de Itamaraju no dia 18/10/17, onde participou de uma plenária regional  com os sindicatos cutistas do extremo sul da Bahia. Através de análises críticas, troca de ideias, opiniões e sugestões na plenária, realizada na sede dos SINDIBANCÁRIOS, as representações observaram a atual conjuntura política do país e o processo organizativo.

Na oportunidade os sindicatos foram apresentados a campanha nacional “Anula a Reforma”. Campanha do projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que visa anular a Reforma Trabalhista através da coleta de mais de um milhão de assinaturas. Conversamos com Cedro Costa sobre o movimento sindical e reforma trabalhista.

Como o senhor avalia a situação dos trabalhadores brasileiros um ano depois do golpe?

O trabalhador nessa atual conjuntura vive o pior momento da sua vida devido o retrocesso provocado pelo golpe dado na presidenta Dilma e a aprovação de leis que chamamos de “contra reforma” que permite a retirada de direitos da classe trabalhadora, porém pouco a pouco os trabalhadores estão compreendendo o que aconteceu e estão reagindo. Não vamos aceitar esse retrocesso e nem perda de direitos, vamos continuar lutando.

Como pensa que vai reagir os trabalhadores quando a nova lei trabalhista entrar em vigor?

Os trabalhadores já estão reagindo e o pior momento será quando os efeitos desta lei começar a serem sentidos pelos trabalhadores que vão trabalhar mais e ganhar menos com as piores condições de saúde e segurança no posto de trabalho.

Vai ser uma inconformidade geral e os trabalhadores terão que dialogar mais com os sindicatos e informar os problemas que estão acontecendo e juntos fazer a reação. Portanto eu imagino que os trabalhadores vão se rebelar porque o que está colocado aí pela nova lei é o retorno ao regime de escravidão.

Além da anulação da reforma o que esperam alcançar com a campanha “Anule a Reforma”?

 

Primeiro a campanha é um momento de um grande debate da classe trabalhadora sobre a nova lei que foi aprovada. Em segundo é evidenciar através de um conjunto de um milhão e trezentas assinaturas que a população não aprova a nova lei que foi construída à revelia dos trabalhadores, logo antidemocrática e ilegítima.

Como o trabalhador sindicalizado ou não pode atuar nessa campanha?

O trabalhador e trabalhadoras, sindicalizado ou não, precisa entrar no site da CUT – BA, anulareforma.cut.org.br, baixar o formulário, colocar o nome, RG,CPF e o número do título de eleitor, e entregar em qualquer sindicato. Levar o formulário para o seu ambiente de trabalho, coletar assinaturas dos seus colegas, levar para igreja, para faculdade, para fila do mercado e para o ponto do ônibus… Os trabalhadores e trabalhadoras precisam se unir para o bem de todos.

Como o senhor avalia o movimento sindical do extremo sul da Bahia?

O movimento sindical do extremo sul da Bahia é um dos melhores movimentos sindical do estado e do Brasil por ser formado por grandes lideranças que têm um amplo conhecimento sobre as questões dos trabalhadores e das  trabalhadoras. Pra mim é o maior prazer, sempre que me convidam a região eu venho e encontro avanços e melhorias na organização (…). Por isso essa regional daqui do extremo sul é uma regional que orgulha a CUT-BA e a CUT nacional.

Algum outro comentário presidente?

Quero agradecer às lideranças sindicais do SINDACESB – Sindicato dos  Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia , do SINTRASPESB – Sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos Municipais do extremo Sul da Bahia , do STR – Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Teixeira de Freitas, do SINDBANCÁRIOS  – Sindicatos dos Bancários, do SINTREXBEM – Sindicato dos trabalhadores na silvicultura, no plantio, nos tratos culturais, extração e beneficiamento da madeira em atividades florestais e industriais moveleiras no extremo sul da Bahia, do SINDICELPA – Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias de Celulose e Papel do Estado da Bahia e do SINDIACSCER – Sindicato Intermunicipal dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias de Eunápolis. Todos vocês que fazem a luta dos trabalhadores.

 

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Passeio na Lagoa – Cultura e Saúde

Por Daniel Rocha

No final do mês de setembro a Equipe de Saúde da Família do Wilson Brito, realizou em parceria com a secretaria de saúde de Teixeira de Freitas, departamento de atenção básica do município e equipe do NASF – Norte a ação educativa e cultural “Passeio na Lagoa”.

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O passeio teve como finalidade a socialização, prevenção de doenças e promoção da saúde. O objetivo da atividade foi o de proporcionar um momento de lazer a alguns pacientes das comunidades atendidas pela ESF, previamente selecionados pelos Agentes de Saúde que seguiram as orientações do enfermeiro da unidade Rômulo Rangel.

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Além do passeio houve um momento de práticas corporais com fisioterapeuta e um bate-papo com a psicóloga, ambos da equipe do NASF – Norte. A programação cultural ficou por conta da Dupla de Viola Primo e Sobrinho que alegrou ainda mais o passeio e desta forma possibilitou um diálogo construtivo entre a cultura popular e a promoção da saúde comunitária.

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A lagoa do João Barreto fica localizada na BA 290, sentido Aeroporto, funciona Sábado, Domingo e feriados. Um ambiente familiar, bonito, aconchegante e cheio de novidades o que propicia descanso e interações saudáveis, fatores estes que são indispensáveis ao bem – estar mental.

Sindicato esteve em Brasília contra PNAB

 

Por Daniel Rocha

O SINDACESB – Sindicato dos Agentes comunitário de saúde e endemias do extremo sul da Bahia esteve durante a semana na capital federal, Brasília, onde participou de importantes eventos organizado pela Confederação Nacional dos Agentes de Saúde (Conacs)  contra a “nova” PNAB (Política Nacional da Atenção Básica) e  em defesa do SUS.

Um dos pontos mais críticos da PNAB 2017 é a atribuição, aos agentes de Saúde, de atividades asseguradas por lei aos técnicos de enfermagem, descaracterizando  desta forma a natureza  da profissão e o modelo preventivo.

No dia 03/10  os sindicalistas do  SINDACESB  estiveram presentes no  1º Seminário Nacional da Revisão da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e o papel do Agente Comunitário de Saúde e de Combate às Endemias (ACS/ACE), organizado pela Confederação Nacional dos Agentes de Saúde (Conacs) em Brasília. O evento foi realizado no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados onde dezenas de ACS/ACE   cobraram mudanças na PNAB editada.

 

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No dia seguinte, 04/10, enfrentando uma realidade dissonante da sonhada por todos, longas filas e espera os representantes sindicais conseguiram chamar a atenção dos deputados para o retrocesso que representa a “nova” Política Nacional de Atenção Básica – PNAB, durante a sessão solene pela celebração do dia nacional do Agente Comunitário de Saúde e Agentes de Combates às Endemia realizada no no Plenário Ulysses Guimarães.

 

Como resultado das mobilizações e protestos houve uma reunião com o Ministro da saúde Ricardo Barros agendado para a próxima semana, quarta-feira (11/10). A expectativa da categoria é que através do diálogo com os representantes da CONACS os pontos contrários da portaria, que ameaça a saúde básica como um todo, sejam revistos.

 

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“Foi um momento marcante para nossa história, pois encabeçamos a Luta pela queda da PNAB (Política Nacional da Atenção Básica) aprovada no último dia 21 de setembro do corrente ano, através da Portaria 2436/17. Conseguimos somar forças com diversos segmentos e entidades representativas e também defensoras do SUS (Sistema Único de Saúde). Onde outros profissionais ligados às U.B.S’s (Unidades Básicas de Saúde), compreenderam que esta nova Política da Atenção Básica, traz sérios prejuízos às todas as categorias e ferem diretamente os princípios do SUS, principalmente quanto a garantia da Equidade. Provamos mais uma vez que nossas mobilizações não se resumem tão somente na luta por nossos Direitos, mas sim, por um sistema único de saúde mais forte e uma Atenção Básica mais resolutiva”. Frisou o coordenador Geral da SINDACESB, José Félix, sobre a presença em Brasília.