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Palestra aberta a comunidade será nesta sexta-feira

Quais são as dimensões da crise econômica no Brasil? Como ela atinge a saúde pública? Como podemos responder a esses desafios?

O Sindacesb (Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Combates as Endemias do extremo sul da Bahia) em parceria com o Conselho Municipal de Saúde de Teixeira de Freitas e associação de História e Revitalização do Patrimônio cultural (AHRC) realiza amanhã, 15/07, às 08H00 a palestra “Crise da Saúde e Desafios”.

A palestra será ministrada por Silvia Fernandes – assistente social pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em saúde mental e coletiva pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal) na câmara Municipal de Teixeira de Freitas.

De acordo com o presidente do sindicato dos agentes comunitários de saúde do extremo sul da Bahia, José Félix, o momento político do país sucinta questionamentos, como os acima expostos, que merecem ser pensado pela categoria e todos os cidadão usuários ou não dos serviços público.

Realça Aílton Agente de saúde que também é conselheiro municipal de saúde de Teixeira de Freitas, mobilizações se fazem necessárias para defesa do SUS público, universal e de qualidade nesses tempos de crise, uma vez que a saúde pública vem sendo ameaçada de extinção devido à insuficiência de recursos e financiamento.

A palestra terá duração de duas horas e iniciará às 8hs. O evento é aberto a toda comunidade e conta também com o apoio do Conselho Municipal em defesa dos direitos da Mulher.

Sem água não há vida

Em tempos de reuniões entre líderes de governos, em Paris, para firmarem, entre si, acordos na Conferência do Clima, de discursos de educação ambiental e, até mesmo, de encontrar água em Marte, o que se observa é o despertar da consciência do homem (pelo menos é o que aparentar ser), para a real necessidade de cuidar do meio ambiente.

Nota-se que os dias são cada vez mais quentes, derretimentos de geleiras constantes, as fontes de água potável cada vez mais agredidas, e muita gente sentindo a falta d’água, diariamente, em suas torneiras, quando não são aqueles esquecidos nordestinos, por exemplo, que apelam meses, a São José, para que uma gota de água caia do céu.

Vivemos num período de crise hídrica? É inegável que sim. Afinal, a terra da garoa, São Paulo, tem os seus reservatórios o mínimo de água para abastecer a maior população da América do Sul. As populações que vivem no percurso do Rio Doce (um dos maiores rios do Brasil) viram, em novembro, o rio ser inutilizado e sofreram com a falta de água.

Em nossa região o efeito da escassez, já é sentido com rios secando e a água que deveria sair pela torneira, não sai todas as horas do dia. A falta de abastecimento é uma triste realidade, até mesmo em uma potência hídrica como o Brasil.

Sem água não há vida. O desmatamento e o uso inadequado do solo estão entre os fatores que contribuem para diminuir o volume de água em nosso país. Muitas são as pessoas que já se conscientizaram para esta questão da água e seu uso racional, o que tem gerado alguns esforços para que o recurso hídrico, pronto para o consumo, não se esgote.

Entretanto, na contramão da consciência e dos esforços de garantir nossa qualidade de vida e, claro, de nossa permanência, aqui, em Teixeira de Freitas, o Secretário de Meio Ambiente de Teixeira de Freitas, o Senhor Arnaldo Ribeiro decidiu aterrar uma nascente. Caro leitor, trata-se de um ato administrativo, no mínimo, incoerente e irracional, para não afirmemos sê-la criminosa. Nem a alegação da falta de habilidade técnica do secretário justificaria a absurda decisão. Até o desinformado cidadão tem ciência do dever de proteger e preservar as nascentes.

É irresponsável o ato e lesivo ao meio ambiente e, sem dúvidas, com a população teixeirense, praticado por quem deveria defendê-lo.

Não tem, se levado à serio a coisa pública, são tantos os desmandos, desvios e denúncias que inesgotável parece ser a fonte que brota tantos “desmandos”.

Deveria tampar a fonte dos interesses escusos que permeiam as ações de tantos e a pretensão à candidatura de muitos.

Haja água, também, para lavar tanta sujeira.

Músico Endoser em Teixeira de Freitas

Por Marcos Marcelo*

Endoser* A partir do momento em que um fabricante ou importador se dispõe a patrocinar, apoiar  com equipamento de trabalho a um profissional de música, áudio ou produção musical, espera-se uma contrapartida por parte deste profissional (endorser). Este retorno acontece em trabalhos fonográficos, shows ao vivo, gravações de DVDs, workshop e aulas, através da exposição da marca em meios de comunicação de massa como jornais, revistas especializadas, sites e programas de TV. Claro, dependendo dos recursos que cada um disponha.
A nossa região também tem profissionais na lista dos endosers, o professor de bateria Jusceli Norberto que é patrocinado pelas marcas GRETSCH- (baterias), SPANKING-(baquetas) SOULTONE CYMBALS – (Pratos de bateria) E KICK PORT- (Acessários) SONOTEC (Distribuidora autorizada nas marcas de bateria Grestsch e pratos Soultone).

Jusceli é natural de Caravelas – BA que atualmente reside em nossa cidade e nus conta sobre sua trajetória musical e o seu entusiasmo por ser o primeiro músico endoser da região.

*Eu tinha 10 anos e tudo começou com a influência de João Barone (baterista dos Paralamas do Sucesso) na minha carreira.

O contato mesmo com o instrumento só foi acontecer anos mais tarde, em Teixeira de Freitas no ano de 1992 já com 14 anos. Desde então não parou mais. Em 1995 mudou-se para Vitória-ES onde iniciou as aulas com o professor (músico da PM), Luciano Félix e teoria musical (Leitura) com Mauricélio pianista e saxofonista. Participou em várias bandas na capital do ES e uma marcante em sua carreira foi uma banda cover dos Mamonas Assassinas em 1997.

Em 1998 começou a lecionar ainda no Espírito Santo. Em 2002 trabalhou com a banda Alicerce (Gospel). Em 2004, de volta à Bahia entrou para a escola de Música Vila Lobos, como titular da cadeira de baterista onde atuou como professor durante 4 anos. Foi o idealizador do projeto “Workshop de Baterias” em 2005, o primeiro Workshop de Bateria da Região.

No ano de 2007 realizou o encontro de bateristas o projeto “Bateras 100% Teixeira”, na praça da bíblia, o maior evento de bateristas do extremo sul da Bahia, onde tocaram juntos 28 bateristas, evento que marcou a nossa cidade. Neste mesmo ano, devido ao sucesso de críticas, recebeu um o convite para trabalhar com nos shows do  “Roupa Nova” pela região, “Foi um sonho realizado, algo que jamais passou pela minha cabeça. Imagine você estando lado a lado com uma das melhores Bandas do país.”

Em 2008 abriu a sua escola de bateria com metodologia própria, onde lecionar prática e leitura. É especialista em ritmos brasileiros e latinos. Muitos de seus alunos já estão atuando por aí.  Atualmente, a escola conta com mais de 60 alunos, e é um dos integrantes do trio de música instrumental – “O Trio Nosso de Cada Dia”.

 

Escola de Bateria Jusceli Norberto

Av: Kaikan 310, Jardim Caraípe

Fone: 73 8114- 6911

juscelibaterabatera@hotmail.com

Parceiros: STUDIO TRILHAMIX (Patrick Junior), GRETSCH- (baterias), SPANKING-(baquetas) SOULTONE CYMBALS – (Pratos de bateria) E KICK PORT- (Acessários) SONOTEC (Distribuidora autorizada nas marcas de bateria Grestsch e pratos Soultone).

 

Fonte: http://www.backstage.com.br/newsite/ed_ant/materias/178/Endorsement,%20Endorser%20e%20Endorsee.htm

http://www.sonotec.com.br/endorsers/endorsers_j.php

http://www.soultonecymbals.com/artist/jusceli-norberto

http://www.spanking.com.br/bateras.htm

http://www.sonotec.com.br

 

Marcos Marcelo

Assistente Social, Pesquisador, Músico, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

 

Curso de corte e costura

 

Com o crescimento do povoado de Teixeira de Freitas, na década de 1960 , a comunidade em alguns aspectos sofreu transformações, como por exemplo, abertura de novos postos do trabalho e mudança no papel desempenhando pela mulher.

Recorda Maria Gomes, aluna do curso de corte e costura do Instituto Visconde de Mauá, o primeiro do povoado em 1968, que a oferta do curso foi uma grande novidade para as garotas da época. As aulas eram ministradas em um barracão improvisado na Praça dos Leões, onde também eram realizadas as missas da igreja São Pedro que estava em reforma.

De acordo o diploma da ex-aluna o curso era uma iniciativa do Instituto Industrial Visconde de Mauá, da capital Salvador. O conteúdo expresso pelo documento informa que a formatura ocorreu no dia 24/04/1969.

As aulas foram ministradas por uma moradora da cidade a senhora “Gilca de Deusdete”. Lembra Maria que a maioria das alunas estava noivas ou em idade de casamento. O curso era visto como mais uma prenda preciosa altamente prezada pelos pretendentes, com ele a mulher poderia trabalhar em casa e ajudar nas despesas.

Conforme suas memórias, Maria diz que a mulher tinha pouca liberdade e mesmo comprometida não podia  sair muito com um noivo, “só voltinhas pela praça, ir ao cinema e à igreja”.

A vigilância da família era constante. A obediência ao pai era transferida ao marido depois do casamento. Após concluir o curso, Maria casou se com o namorado, hoje separada não exerce a profissão de costureira.

Outra moradora, Nelzuita Conceição, em entrevista ao trabalho monográfico de Ferreira (2010), esclarece que também foi aluna deste curso, não concluiu porque o casamento estava demorando de ocorrer.

O pai havia comprado uma máquina de costura no Rio de Janeiro para a filha aprender costurar, só que o noivo tinha pressa, então o patriarca pediu que deixasse  o curso.

Diferentemente do que se imagina, nem todas as moças tinham o privilégio de ser mantidas pelo pai até o casamento. Em alguns casos, ainda solteira a mulher trabalhava para ajudar a família, como relata Izabel Rodrigues que em 1960, trabalhou como passadeira para a uma senhora que era a lavanderia do dormitório da serraria “Eliosippio Cunha”:

“Eu consegui trabalho com uma mulher que lavava roupa para o dormitório da  empresa Eliosippio Cunha, ela lavava e eu passava com o ferro de brasa, tinha dia que vinha 80 lençóis eu passava  todos, eu ganhava cinco mil réis. Neste alojamento quando tinha pouco homem era 50 todos vinham de fora para extrair madeira.”

O mercado de trabalho para mulher estava relacionado aos afazeres domésticos, como passar, lavar, cuidar, e ensinar. É importante ressaltar a existência de pequenas exceções, temos como exemplo, Creusa Medeiros Nascimento, a primeira telefonista da cidade.

Referencias e Bibliografia

DEL PRIORE, Mary. História do amor no Brasil. 2ª ed. – São Paulo: Contexto, 2005.

BANCO DO NORDESTE, As origens. Teixeira de Freitas, Fortaleza – Ceará. P.05-07, Janeiro 1986.

FERREIRA, Susana Teodoro. A vida privada de negros pioneiros no povoamento de Teixeira de Freitas na década de 1960. UNEB, Campus X, Teixeira de Freitas- BA, 2010.

ROCHA. Daniel; OLIVEIRA. Danilo. Cinema – Contribuições no Processo de Formação da Sociedade de Teixeira de Freitas nos anos de 1960, 1970 e 1980. UNEB – Campus X, Teixeira de Freitas-BA.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

Elefante Branco

Não é só o cinema brasileiro que está passado por uma boa fase, os nossos vizinhos de continente também, basta conferir a lista de lançamentos do mês para ver que o cinema latino tem se destacado e chegado ao nosso mercado de vídeo.

 

Além do chileno NO (2012) que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, temos o lançamento do argentino, Elefante Branco (2012), já disponível nas locadoras da cidade. Diferente de seus Hermanos, o diretor Pablo Trapero busca mostrar uma realidade que pouco ou nunca é mostrada pelas produções daquele país, as favelas da cidade de Buenos Aires.

 

Na película, os Padres Julián e Nicolas, junto com a assistente social Luciana, lutam para solucionar os problemas sociais da favela Villa Virgem em Buenos Aires. Porém, seus esforços entrarão em conflito com os interesses da igreja, governo, narcotráfico e polícia.

 

O local é um antro de violência e miséria. A polícia corrupta e os sacerdotes da igreja nada fazem para mudar essa realidade e dois padres terão de por suas próprias vidas em risco para continuar ao lado dos mais pobres.

 

Em alguns momentos o filme lembra um documentário, os problemas retratados mostram que as questões sociais do país vizinho são bem próximas daquelas que estamos acostumados a enfrentar por aqui, dentre as quais, a ineficiência dos governantes, que abandonam e não concluem as obras públicas.

 

Os desabafos dos assistidos, padres e os profissionais envolvidos com o projeto social na favela, revelam que em um universo de causas das desgraças sociais, as atitudes tomadas por pessoas comuns poderiam ter partido de você se vivesse em um universo parecido.

 

O nome Elefante Branco faz alusão a uma construção abandonada que foi projetada para ser o maior hospital da America Latina, entre golpes e troca de governo, nunca foi concluída, tornando-se ponto de tráfico e droga na belíssima cidade portenha. O estilo documental lembra a produção brasileira Cidade de Deus.

 

A cena em que os moradores participam de um grupo de discussão com o padre sobre como é viver na favela, mostra que não exploraram apenas o cenário, mas também a forma de pensar dos moradores locais.

 

A produção argentina interessa por este olhar sobre sua realidade desconhecida por aqui. No mais o ritmo é lento e tímido, portanto, pode não agradar ao espectador acostumado com os ritmos atuais dos Blockbuster americanos.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.