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Em Teixeira de Freitas, movimentos sindicais já protestam contra reforma da previdência

Por Daniel Rocha

No “Dia Internacional da Mulher” foi realizado na Câmara Municipal de Teixeira de Freitas solenidade comemorativa com a entrega de flores e certificado de agradecimento para algumas mulheres, convidadas, da comunidade.

Na ocasião sindicalistas presentes no local discretamente chamavam a atenção dos convidados para o fato que o projeto de Reforma da Previdência, proposta pelo governo Michel Temer (PMDB), irá prejudicar a todos, mais ainda as mulheres.

Fixando faixas e banners de protesto na entrada da câmara e distribuindo discretamente cartilhas com esclarecimentos sobre o assunto, os conscientiza dores ligados a centrais CUT, FORÇA, UGT, CTB alertavam os presentes sobre as consequências de uma eventual aprovação da reforma.

Na vigência atual a idade mínima exigida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para concessão do benefício é de 60 anos para as mulheres. Com a reforma homens e mulheres terão de trabalhar até os 65 anos, e contribuir por 45 anos, para requerer a aposentadoria.

Aos trabalhadores da da zona rural a mudança vai acrescentar  mais cinco anos de trabalho e  um maior tempo de contribuição para homens e mulheres que tal como as trabalhadoras urbanas também terão a idade mínima exigida igualadas. De acordo com Cleiliane dos Santos Salvino ,da associação dos pequenos produtores rurais de Teixeira de Freitas e do grupo que protestou na câmara:

“A proposta do governo atual não considera a dupla jornada de trabalho da mulher que, além de trabalhar fora, ainda é responsável com os serviços de casa. A questão de gênero deve fazer parte das discussões para evitar um aprofundamento das desigualdades existentes entre homens e mulheres. Por isso esperamos estar mobilizadas para a manifestação do dia 15.”

A mobilização que fala Cleiliane será realizado dia quinze de março  na Praça dos Leões, a partir das 8hs, e contará com a participação dos principais sindicatos locais. Espera-se, os sindicalistas, que milhares de cidadãos compareçam em massa para dizer não a reforma previdenciária que, dentre outras coisas, vai retirar, sobretudo das mulheres, direitos adquiridos.

Antes do fim do evento os manifestantes deixaram a câmara, as faixas de protestos permaneceram afixadas no local.