Por Daniel Rocha

Nascido em 27 de maio de 1973, em Teixeira de Freitas, Alessandro Andrade de Oliveira, o inesquecível Alessandro Cambalhota, construiu uma trajetória que o levou dos campos da cidade aos grandes estádios do Brasil e do exterior, alcançando o ponto mais alto da carreira com a convocação para a Seleção Brasileira.

Em 1999, vivendo grande fase no Santos Futebol Clube, após conquistar o Torneio Rio-São Paulo e ser eleito o melhor jogador da competição, Alessandro foi convocado pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo para integrar a Seleção Brasileira de futebol.

Alessandro na Seleção – camisa 20

Sua estreia aconteceu em 28 de março daquele ano, em um amistoso contra a Coreia do Sul. Alessandro entrou aos 20 minutos do segundo tempo, substituindo Juninho Pernambucano. 

Naquele instante, passava a fazer parte não apenas da história do futebol brasileiro, mas também da história esportiva de Teixeira de Freitas, tornando-se o primeiro jogador nascido no município a defender a equipe principal do Brasil.

O excelente momento vivido pelo atacante foi destacado pela revista Placar. A publicação registrou que o valor de seu passe havia saltado de cerca de 400 mil dólares, em 1996, para impressionantes 10 milhões de dólares após sua convocação para a Seleção Brasileira.

Alessandro na Seleção

A reportagem também revelou aspectos curiosos de sua trajetória, como os cinco anos dedicados à prática da capoeira em Teixeira de Freitas, a popularidade que o fazia distribuir cerca de 100 autógrafos por dia e sua fama de driblador. 

Ainda de acordo com a revista, Alessandro chegava a realizar aproximadamente 60 dribles por partida para escapar da marcação adversária, característica que encantava torcedores e ajudou a consolidar sua imagem como um atacante habilidoso e imprevisível.

Conhecido nacionalmente pelo apelido de Cambalhota, devido aos saltos mortais que realizava para comemorar seus gols, Alessandro construiu uma carreira de destaque em importantes clubes do Brasil e do exterior. 

Além de Novorizontino e Santos, atuou por Vasco da Gama, Porto, Fluminense, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Corinthians, São Caetano e Figueirense, além de equipes do Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Turquia.

Em 2012, Alessandro voltou ao Novorizontino, o clube que abriu as portas para sua carreira. Ali encerrou sua trajetória como jogador e passou a atuar nos bastidores, ajudando no processo de reconstrução da equipe.

Placar Magazine – Abril 1999

Dessa forma, passados mais de vinte anos daquela convocação histórica, Alessandro Cambalhota continua sendo motivo de orgulho para Teixeira de Freitas. Até hoje, nenhum outro teixeirense conseguiu repetir esse feito. Por isso, seu nome segue vivo na memória dos torcedores e ocupa um lugar de destaque na história do esporte do município.

Daniel Rocha da Silva
Historiador graduado e pós-graduado em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.
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