A diferenciada Rádio Câmara

Por Daniel Rocha

A pouco mais de um ano ar a rádio Câmara de Teixeira de Freitas ( 90,9 FM), Bahia, tem permitido aos ouvintes locais expandir a visão pessoal sobre a política municipal e conhecer mais sobre o trabalho do legislativo.

Estatal gerida pela câmara municipal a emissora é democrática e vem atuando sem o maniqueísmo e o partidarismo que marcou a história de algumas emissoras de rádio da cidade.

A rádio tem possibilitado aos ouvintes à oportunidade de ter acesso a conteúdos locais e nacionais produzidos sob outros olhares e perspectivas, uma vez que quebra um padrão estabelecido e consolidado de programas que faz da prestação de serviços e denúncias, com viés, sua marca mais forte.

Esse padrão tem suas raízes no contexto do início e meados dos anos 1980, quando em volta de dificuldades sociais e estruturais o povoado de Teixeira de Freitas, em processo de emancipação, ganhou a primeira emissora de rádio, a Alvorada AM, em 1983, fundada por grupos empresariais e políticos quando o país experimentava o fim da censura e discutia uma constituinte.

Contexto que fortaleceu todo e qualquer espaço de difusão e manifestação democrática e os que assim se definiam. Padrão não mais observado em alguns programas da Rádio Câmara que segue na contramão do padrão oferecendo programas como “A voz do cidadão” e “Câmara em Debate” , que colaboram, dentre outras coisas, para que o cidadão perceba a influência da ordem política no seu dia a dia. 

Em Junho de 2018, durante as comemorações do primeiro ano da emissora de Brasília a jornalista Alessandra Anselmo, diretora nacional da Rede Legislativa de TV e Rádio Câmara, festejou o 1º ano de existência da Rádio Câmara destacando que a estação é a voz do cidadão e se estabelece a serviço da sociedade e para divulgar os atos do Poder Legislativo que tem uma grade de programação toda diferenciada das emissoras comerciais e que a Rádio Câmara tem a missão de preservar a educação, a cultura, o meio ambiente, a língua portuguesa, a literatura e assegurar as garantias constitucionais do cidadão por meio do seu jornalismo.

Fonte:  www.camaratf.ba.gov.br

 

TEMPO É DINHEIRO

Por Erivan Santana*

O estudo da semântica é um dos campos mais valiosos da Linguística, ciência que a cada dia ganha mais importância nos meios acadêmicos, passando por constante modernização e aperfeiçoamento.

Isto porque o sentido dos signos linguísticos podem ocultar significados muitas vezes imperceptíveis para o leitor mais desatento. Um bom exemplo é a famosa frase “Tempo é dinheiro”, que se analisada com um pouco mais de exame e atenção é carregada de um sentido extremamente político. Quanto a isso, nos alerta o filósofo francês Michel Foucault: “Tudo é político, tudo pode tornar-se politizável”.

Isto posto, observa-se que a frase desumaniza o homem, pois se o tempo é um dos bens que nos são mais preciosos, ele é colocado inteiramente a serviço do interesse econômico, desconsiderando outros interesses da vida em sociedade.

A partir da revolução industrial e do advento do capitalismo moderno, a questão da produtividade – colocada como um bem maior, acima mesmo de outras necessidades humanas, passou a ser regra básica. Uma das maiores críticas já realizadas a esta ideologia, pode ser vista numa das mais notáveis produções da história do cinema, “Tempos Modernos” do genial e inesquecível Charles Chaplin.

Não é de se estranhar que a depressão e outras doenças do mundo moderno cresçam de forma avassaladora, quando os reais valores que hoje se privilegia são a produtividade extremada e o consumismo cada vez mais crescente, o que tem levado a comunidade científica internacional e os ecologistas, a constantes alertas sobre o impacto de tudo isto sobre o meio ambiente e o equilíbrio dos ecossistemas.

O planeta já não suporta níveis tão elevados de extração mineral, vegetal e animal, para atender às demandas crescentes do consumismo em escala global, quando apenas o lucro e o crescimento econômico são levados em consideração.

É chegada a hora de cuidarmos da vida, do homem e da natureza, antes que seja tarde demais, pois a instabilidade e a insegurança são as marcas mais visíveis da “modernidade líquida”, usando termos de Baumam.

*Erivan Santana

Professor, escritor e poeta

Crônica publicada originalmente no jornal A Tarde, Salvador, 5/9/18

Veja também: 

 

Roda de Conversa “Violência contra a mulher e representatividade nos espaços de poder

Reuniram-se na sexta-feira, 24 de agosto, na sede FUNPAJ- fundação padre José Koopmans, na cidade de Teixeira de Freitas, militantes de diversos movimentos sociais: ambientalistas, sindicalistas, secundaristas, feministas para uma Roda de Conversa tendo como tema “violência contra Mulher  e representatividade nos espaços de poder”.

 

A atividade contou com a presença de Isadora Salomão, candidata a Deputada Estadual pelo PSOL e foi organizada pelo Núcleo de Mulheres do partido em razão dos altos índices de violência contra a mulher registrados no estado da Bahia e região e da necessidade de abordar a temática como parte do movimento Agosto Lilás, campanha realizada anualmente, durante o mês de agosto, em alusão à data de sanção da Lei Maria da Penha.

 

Lei que trouxe avanços, mas que não assegura a inserção da mulher nos espaços de poder para que essa transformação continue ocorrendo de forma sólida. “Quando falamos em representatividade e de uma nova proposta política é imprescindível pensar na participação da juventude e da mulher como construtora e agente dessa transformação. Só assim conseguiremos uma maior participação popular nos espaços de poder”. Destacou Laís Assunção, uma das organizadoras da atividade.

 

Um relato sobre a “Gangue da Lagoa” de Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha

Em meados da década de 1990 causos e narrativas sobre a “atuação violenta” da “Gangue da Lagoa” aterrorizava moradores e estudantes de Teixeira de Freitas, cidade do extremo sul da Bahia. Um antigo membro conta detalhes da formação e fim do grupo juvenil.

Se não todos, pelo menos a maioria dos teixeirenses que foram estudante na década de 1990 ouviram falar da “Gangue da Lagoa” que era formada por moradores, adolescentes de 14 a 17 anos, da comunidade localizada no centro da cidade popularmente conhecida como “Bairro da Lagoa”. O nome faz referência ao antigo lago existente no lugar.

A extinta “gangue” atuava em defesa dos moradores e do território localizado entre as avenidas Presidente Getúlio Vargas e AV. Marechal Castelo Branco, centro da cidade, que no passado serviu de refúgio para famílias de trabalhadores pobres e tinha parte de sua área coberta pela lagoa, posteriormente soterrada pelo pó de serra, oriundas de uma serraria, e a construção do Shopping Teixeira Mall.

 

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Mapa da cidade de 1977 evidencia a lagoa no centro do bairro

 

Mesmo sendo algo que povoa o imaginário popular durante dois anos (2015 e 2016) conversando informalmente com alguns dos moradores residentes na comunidade não encontrei alguém com disposição para falar sobre a “gangue”, seus integrantes, causas ou narrativas da suposta atuação violenta da mesma.

Diante das dificuldades encontradas a busca estava centrada no silêncio, até que nos últimos meses o estudante do curso de Humanas da UFSB – Lucian Salviano me procurou em busca de algumas informações sobre a violência na cidade.

A princípio interessava ao estudante compreender o contexto que antecedeu a instalação do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas no ano de 2001 e o histórico da violência em Teixeira de Freitas. Sobre compartilhei textos e documentos e durante uma conversa informal relatei os casos de violências associados a “Gangue da Lagoa” e as dificuldades encontradas para gerar registros.

Ocorre que o estudante é morador criado na comunidade da Lagoa e já estava a coletar informações sobre o grupo com fácil acesso a antigos membros da gangue, diante disso ele disponibilizou algumas informações sobre a formação e atuação dos juvenis anotadas durante uma conversa realizada com Abel Nascimento, um dos participantes do grupo, que concordou com a divulgação.

 

A Gangue da Lagoa por Abel Nascimento

Morador da comunidade a mais de 40 anos Abel, que tem aproximadamente essa idade, conta que a princípio os jovens que formaram o grupo na década de 1990 se conheceram e criaram afinidades brincando e jogando futebol nas imediações do pó de serra, rejeitado, pela Serraria Ronimar que ficava na extremidade norte do bairro posteriormente ocupado e tomado por outros empreendimentos comerciais.

 

De acordo registro feito por Salvino na adolescência o grupo passou a frequentar o clube do lugar, Cabana Nova Onda, conhecido pelos bailes e os concorridos concurso de ritmos dançantes. Segundo Abel a badalada cabana começou a atrair grupos organizados de outros bairros, provocando neles a necessidade de marcar o território por conta de questões relacionadas a relacionamentos amorosos  e tensões com outros grupos.

Por essas razões, segundo Abel, o grupo foi formado é denominado “Gangue da Lagoa” ao qual faz questão de afirmar que não se tratava de um grupo organizado como denota a classificação e nem tinha no primeiro momento outro objetivos a não ser o de defender o bairro da invasão dos de fora  e medir forças, sendo esse o motivo principal.

Contudo havia uma estrutura hierárquica uma vez que o mesmo informa que havia um líder. A gangue costumava fazer uso da praça dos Leões como ponto de encontro e também tinha o Beco do Belo, localizado no bairro, como referência.

 

Texeira final

 

Acrescenta que só em meados dos anos de 1990 (1994 a 1996) a rivalidade do grupo, formado por homens e mulheres, extrapolou a delimitação do bairro e começou a ser respondido com troca de agressões e violência na porta das escolas causada pelos mesmo motivos e tensão vivida na comunidade.

Nesse período a gangue cresceu de forma assustadora e “introduziu” o uso de armas de fogo, fato que fez aumentar os casos de confrontos, reações violentas e incidentes fatais que custaram “a vida de alguns”, o que levou a sociedade a exigir uma “repressão maior do grupo” por parte das autoridades.

Relatou que o grupo passou dos limites quando em confronto com outra gangue, provavelmente a do Castelinho, na Exposição Agropecuária de Teixeira de Freitas, se envolveu em uma arriscada troca de tiros.

Tal fato, segundo conta, levou a polícia, dias depois, intervir na situação detendo 170 pessoas, homens e mulheres, para atividades socioeducativas no batalhão da cidade, algo que segundo disse foi fundamental para o amadurecimento de todos e para o processo de extinção da gangue.

O morte de uma pessoa querida e o fim da gangue

O outro fator por ele apontado como uma das causas que levou o fim da formação além da intervenção policial foi a morte de uma pessoa querida no grupo o “Helinho” que ao fazer “uma bobagem” fora executado com 17 tiros aos 17 anos em uma área dominado por outra gangue na região do Mercado Caravelas. Fato que assustou e serviu de alerta para maioria dos membros.

Ainda sobre o período de atuação do grupo, informou que a gangue teve seu auge nos anos de 1991 e 1992 e o declínio ocorreu entre os anos de 1995 e 1996. Sobre o presente diz sentir que ainda existem receios quanto ao bairro, mas tudo não passa de um velho preconceito uma vez que os antigos participantes e moradores do lugar são pessoas comuns, trabalhadoras e do bem.

 Através dos relatos é possível perceber que os jovens da Lagoa viram na formação do grupo uma forma de adquirir um reconhecimento que não tinham socialmente, dedicando a defesa do território. Espaço que ao ter sua geografia natural alterada por empreendimentos comerciais, fez emergir questões relacionadas ao baixo desenvolvimento social existente na cidade, pobreza, falta de oportunidade e marginalização, entendido por alguns como uma causa e não uma consequência. Como um caso de polícia.

 

 

Anos 80 em Teixeira de Freitas e o reisado de Dona Boló

Por (Daniel Rocha)

O Reisado ou Folia dos Reis é uma tradição católica que consiste em um grupo de cantores e instrumentistas fantasiados que prestam homenagem aos três Reis Magos e ao menino Jesus. No Brasil apresenta-se sob diversos aspectos.

Em Teixeira de Freitas a tradição e anterior a formação do povoado  na década de 1950. No presente a não realização está associada às mudanças de comportamento  ocorridas nas últimas décadas na cidade e no país.

No bairro Bela Vista, ao que tudo indica, a tradição foi mantida por algum tempo,1978-1983, pela moradora Maria da Ressurreição Manuel natural da comunidade rural  Serrinha onde nasceu no ano de 1940.

A serrinha é uma comunidade rural formada inicialmente por famílias negras localizada às margens da BA-290, próxima à entrada do aeroporto 9 maio. Até a década de 1980 a comunidade pertencia ao município de Alcobaça, no presente faz parte do município de Teixeira de Freitas.

Filha de Maria José da Conceição e “pai aventureiro” Maria da Conceição,(foto 02) que é mais conhecida pelos moradores do bairro Bela Vista como Dona Boló  narrou , durante uma conversa informal no ano de 2014, o seu envolvimento no reisado.

Conta que se interessou pela tradição porque cresceu encantada pelas apresentações de reisados realizados naquela comunidade por uma mulher conhecida como Tia Joana.

Quando já estava “crescida” passou a fazer parte da turma e assumiu o cargo de pastora. Tempos depois assumiu o cargo de mestre cujo a função era organizar e puxar o grupo entoando cânticos.

Após alguns anos sem participar, período de casamentos e filhos, mudou-se para o povoado de Teixeira de Freitas no ano de 1978, onde enfim, com a ajuda dos amigos das antigas Turbidez (foto 03) , Caboclo e Bituca, formou um grupo de reisado aos moldes da Serrinha.

O grupo era formado por doze pessoas, homens e mulheres, divididas em dois cordões, filas, com três pastoras e dois marujos cuidadosamente fantasiados além de um guia.

Segundo Isidro Nascimento que recebeu o grupo em sua casa em algumas ocasiões,  no grupo também havia o Boi iaiá (foto 01) que também acompanhava o grupo . “Tinha como função assustar  crianças desobedientes.”

O Reis começava em 06 de janeiro e terminava em três de fevereiro sempre animados com instrumentos como o pandeiro. O grupo saía por volta das 19h cantando pelas ruas do bairro em duas filas separadas, seis marujos de cada lado e cinco pastoras guiados pelo capitão responsável pelo estandarte.

No início a atuação do grupo ficou restrita ao bairro Bela Vista mas diante de diversos pedidos o grupo passou a visitar outros moradores de bairros próximos.

“A gente ia onde era convidado, por isso fizemos várias ruas do bairro, chegamos ir ao Jerusalém e Recanto do Lago na casa de Isidro, a gente passava nas casas brincando até meia-noite… Tinha xote, manjuba, apito e a coreografia dos marujos.”

Sobre a origem do costume na Serrinha Boló recorda que a tradição chegou trazida pelos negros Dona Júlia e Turbides da fazenda Jerusalém, hoje onde o bairro de mesmo nome.

“Foi trazida pelos antigos… naquela época faziam por promessa mas eu sempre fiz por divertimento”.

Apesar da alegria ao recordar o passado uma frustração machuca o coração de Dona Boló, com a saída de Turbidez por problemas de saúde ela não conseguiu terminar o que havia começado.

Isso porque a tradição pede que quem começar um reisado o realize por seis vezes para então passar a outro grupo.

“Faltou apenas uma…Tenho vontade de juntar um grupo para terminar o Reisado que comecei, mas tenho medo da criminalidade e dos malandros. A violência de hoje me assusta, não dar para fazer em lugar fechado tem que ser na rua e elas estão bem movimentadas”.

As recordações da senhora Boló revelam em pequena escala que a população rural ao migrar para zona urbana do povoado ,ainda  que por um tempo, manteve como referências as tradições coletivas da vida no campo. Referências que aos poucos foi sendo reprimida sobre a pressão do espaço delimitado das cidades  e um estilo de vida pautada no individualismo.

Fontes:

Conversa informal com Maria da Ressurreição Manuel 2014.

conversa informal com Isidro Nascimento 2014.

Colaborou com a pesquisa: Domingos Cajueiro Correia

 

Veja também:

Relatos Sobre Os Anos 90 Em Teixeira De Freitas: Parte 02

Praça da prefeitura

O causo do Tatu papa -defunto.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

História do Cine Brasil

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

Em 1973 um caravelense agitou “a capital do extremo sul da Bahia”

Por Daniel Rocha

Com uma aposta de 8,00 cruzeiros, o que na moeda atual equivale aproximadamente 10 reais, o tabelião caravelense Odorico Lopes, na época com 67 anos, dono de um cartório na cidade de Caravelas, e de uma fazenda em Nanuque, MG, acertou sozinho na antiga “Loteria Esportiva” um prêmio de 13 milhões, apontado , até então, como o maior já pago no mundo.

O cartão do vencedor foi perfurado na cidade vizinha de Nanuque, cidade mineira próxima à fronteira entre os dois estados, onde o tabelião tinha uma fazenda de criação de gado, por essa razão as primeiras notícias sugeriram que o ganhador poderia ser  um  nanuquense.

Agitação que chegou a provocar um desmaio e muito movimento na porta da Prefeitura, que precisou de proteção especial para conter a multidão que horas mais tarde acalmou o movimento quando foi divulgado que o ganhador era na verdade  um caravelense.

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O apostador Odorico Lopes

O episódio  faz lembrar algo que é bem conhecido entre os estudiosos da história da região, até a década de 1970 essa parte do extremo sul da Bahia tinha como “capital” a cidade mineira de Nanuque, que era assim chamada  por ser o centro de referência de compras para o vale do Mucuri e as cidades do Extremo Sul da Bahia e norte do Espírito Santo.

Influência construída pelo trânsito constante de mineiros e baianos nos dois lados da fronteira, movimento que por muitos anos foi favorecido pela estrada de ferro Bahia -Minas  (EFBM) linha ferroviária implantada em 1882 que ligava o nordeste de Minas Gerais ao sul da Bahia, desativada em 1966 em detrimento da abertura de novas estradas como a BR-101, que subordinou a região a influências dos estados do sudeste do país e da capital Salvador.

Por fim a Bahia e Minas foi mais do que um canal de trocas comerciais, foi também um lugar de intercâmbio cultural e de costumes, tal como expressa o caso do apostador caravelense e outros relatos de acontecências que ligam os dois povos  que ainda hoje, independente das delimitações oficiais das fronteiras entre os dois estados,  possuem culturas autonômicas.

Fontes:

ELEUTÉRIO,  Arysbure Batista. Estrada de Ferro Bahia e Minas “A Ferrovia do Adeus”.

NETO, Sebastião Pinheiro Gonçalves de Cerqueira. Contribuição ao estudo Geográfico do município de Nanuque. 2001.

Jornal O Globo, março de 1973

Correio Manhã Abril de 1974

Foto principal: Cidade de Nanuque

Veja também:

Em 1981 crítica à ditadura animou o Carnaval em Caravelas

O comércio em Teixeira de Freitas

Missão: Impossível – Efeito Fallout em cartaz

Por Daniel Rocha

Os olhos dos fãs de filmes de ação brilham quando o tema principal do filme Missão Impossível toca na tela do cinema.  É o sinal que mais uma aventura recheada com cenas de ação vai começar tendo a frente o ator Tom Cruise interpretando o agente Ethan Hunt.

No filme Missão: Impossível – Efeito Fallout (sinopse), Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe do IMF (Alec Baldwin, Simon Pegg, Ving Rhames), na companhia de aliados conhecidos (Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan), estão em uma corrida contra o tempo depois que uma missão dá errado.

Mesmo com essa proposta a premissa  do sexto filme se assemelha a dos outros cinco, Ethan recebe um pacote com uma missão perigosa, chama sua equipe e bota pra quebrar em cenas espetaculares e envolventes.

Bem realizado o sexto  capitulo da franquia conta ainda com uma ótima afinação do elenco que  traz de volta ,também, o clima e o estilo perdido da primeira produção de 1996, dirigido pelo diretor Brian de Palma. Vale o ingresso.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Cine Teixeira
Sessões:
17:30H
20:30H

Cinesercla PátioMix Teixeira de Freitas

Sessões:

Dublado em português
3D
20:30
Dublado em português
Padrão
20:45

Informações Adicionais:
Classificação: 12 anos 
Gênero: AÇÃO
Duração: 2h30min
Dublado

 

 

O domínio e a influência da TV

Por Daniel Rocha

Já é consenso entre os estudiosos e intelectuais da comunicação o fato de que a mídia de massa, televisão, jornais e alguns sites da internet, tem exercido uma grande influência na formação de opinião da população brasileira e mundial, de modo que no Brasil a TV continua sendo a principal fonte de informação para maioria. Fortemente influenciada por ela.

Mas porque isso acontece? Na minha perspectiva isso ocorre devido à falta de um marco regulatório e o fato de que os meios de comunicação de massa não abordam, dentre outras coisas, pesquisas, estudos e informações sobre os males causados pela sua influência no ambiente macro social e político do país em seus programas e reportagens. Produções enviesadas que estimula a bestialização e a derrubada de governos democraticamente eleitos.

Nesse sentido, a título de ilustração, é possível aprofundar sobre o exposto na reportagem “Mídia brasileira, monopólio e manipulação política” veiculada originalmente no Programa The Listening Post da rede de tv Al Jazeera, que abordou o monopólio da mídia brasileira e as consequências desse acúmulo de poder econômico e midiático para a política e a sociedade brasileira, vídeo disponível no YouTube no canal do Mídia Ninja. Confira!

 

O cineclubismo em Teixeira de Freitas


Por Daniel Rocha

Os cineclubes além de oportunizar a exibição de filmes que geralmente não chegam ao circuito comercial também busca desenvolver a sensibilidade e a consciência crítica do público através de conversas e debates, em Teixeira de Freitas dois vem se destacando ao realizar esse trabalho, o Conversê Cineclube e o Cineclube Sal na Pipoca.

Criado pela motivação de pessoas que apreciam exibir filmes para debate, de forma gratuita e popular, os cineclubes  tem dentre outras coisas chamado à atenção de quem comparece as sessões para os detalhes que são evidenciados ou silenciados na construção  narrativa das produções.

 

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Cartaz de divulgação da sessão de maio do Conversê

 

Um bom exemplo dessa motivação e trabalho e o Conversê Cineclub, o primeiro da cidade, fundado em setembro de 2007, resultado de um projeto de extensão do curso de história da UNEB-X,  coordenado pela professora Liliane Fernandes em parceria com acadêmicos da primeira turma do curso de história.

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Josias Pires na exibição realizada no espaço Cultural da Paz. Foto: Jasmim Lima

Além de exibições especiais de filmes e a realização de debates, no formato roda de conversa, o cineclube, que no mês de maio deste ano de 2018 exibiu com destaque, em parceria com o Espaço Cultural da Paz, o documentário baiano “Quilombo dos Macacos” com a presença do diretor Josias Pires, busca através de exibições no espaço acadêmico ou comunitário interagir com a comunidade e discutir as conexões entre a arte e a realidade.

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Exibição do Sal na Pipoca no CSU

Outro bom exemplo é o do Cineclube Sal na Pipoca que na última semana ( 17/07) realizou no CSU (Centro Social Urbano) a exibição do filme “Nise – O coração da loucura” , a mediação ficou por conta do radialista Ramiro Guedes e outros convidados. O cineclube que faz parte do Coletivo das Artes Mutirô também tem como proposta exibir filmes fora do circuito comercial e promover com ajuda de convidados conversas e debates sobre os aspectos dos filmes exibidos.

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Ramiro Guedes mediação e exposição

Conversas e debates que são bem – vindos em uma cidade que conta com seis salas comerciais, duas no Cine Teixeira, Shopping Teixeira Mall e quatro no Cine Cinesercla, Shopping Pátio Mix. Empreendimentos que anseia pela manutenção da cinefilia da massa que para os cineclubistas podem e devem ter um olhar mais conscientes e atento ao que é exibido na tela.

Quer participar? Fique atento nos principais sites de notícias da cidade onde a programação é sempre divulgada, ou aqui no site tirabanha.com.

Agentes Comunitários e de Combate às Endemias conquistam reajuste do Piso Nacional

Por Daniel Rocha

No dia 11 de Julho de 2018, o SINDACESB, Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias do Extremo Sul da Bahia, esteve em Brasília, atendendo a uma convocação de urgência,  por parte da Confederação nacional da categoria (CONACS).

Assim, pois pode testemunhar o adicionar deste dia para  a lista dos dias históricos na vida dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias que  conseguiram garantir a aprovação do reajuste do Piso Salarial Nacional, aprovado na Câmara e no Senado.

Depois de longos quase cinco (5) anos, lutando incessantemente na Capital Federal, através de nossa CONACS (Confederação Nacional dos ACS’s e ACE’s), os trabalhadores  conquistaram novamente o direito básico de ter o salário atualizado anualmente, como é comum para todos as outras categorias.

“Sabemos quantas dificuldades passamos e quantos esforços fizemos, sejam Financeiros ou Físicos, para hoje alcançarmos nossos objetivos. Sempre com fé, força e muita determinação de todas as nossas lideranças. E mais uma vez, o SINDACESB de forma direta participa e contribui para essas Grandes Conquistas, mostrando que é uma Entidade ativa e que Luta pelos seus filiados ou não filiados, pois esses também são beneficiados com essas conquistas”. Declarou o coordenador geral do SINDACESB, José Felix.

 

História, Recordações, Relatos, Causos e Memória