Teixeira de Freitas 34 anos: frases sobre a cidade I

Em comemoração aos trinta 34 anos de emancipação de Teixeira de Freitas o site tirabanha preparou uma seleção especial com  algumas frases ditas por pessoas, conhecidas ou não, que revelam o cotidiano, as transformações e a admiração de moradores, autoridades e artistas pela cidade. Você confere aqui em primeira mão.

“O humilde povoado formado inicialmente por famílias negras, conhecido às vezes pelo nome de Mandiocal ou Comércio dos Pretos, não apresentava perspectiva de crescer.”


Jeová Franklin de Queiroz, justificando a ausência do povoado de Teixeira de Freitas na lista elaborada pela enciclopédia dos municípios de 1958 editada pelo IBGE, 1985.

“Hoje estou feliz, encontrando uma população de 30.000 habitantes…Aqui, prometo, colocarei a luz de Paulo Afonso!” 


Governador Antônio Carlos Magalhães na segunda visita ao povoado de Teixeira de Freitas. Ano de 1974.

“Vou logo perguntar a quem me contratou quando ele vai me trazer de volta, porque não dá pra ficar muito tempo sem ver vocês.”


 Ivete Sangalo durante show realizado  no parque de exposição de Teixeira de Freitas em 2012.

“Estou visitando aqui, pela primeira vez, e achei a cidade linda. Estamos em reunião de patriotas e falaremos de costumes, desenvolvimento, cultura, esporte. Estamos unidos, não só de sangue, como culturalmente. Nosso intercâmbio é de coração, de amor e fraternidade.”


Toshio Watanabe, Cônsul Geral do Japão, em visita especial à colônia japonesa da cidade no ano de 2009.


“Esse é um projeto inovador que vai beneficiar todo o extremo sul. É um templo de cidadania e dignidade para nossa juventude.”

Governador Jaques Wagner (PT) após assinar o termo de cooperação técnica que possibilitou a implantação na cidade da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)


“Hoje eu tenho um filho de leite que é rico e não vem mais me visitar, dei leite para ele porque a mãe estava com o peito seco e mandou me buscar. Eu não cobrava porque leite de peito não pode vender, tem que dar, dei durante uma semana, a mãe foi botando no peito até poder dar.”

Vitória lemos, 80 anos, foi ama de leite durante a década de 1970 em Teixeira de Freitas falando sobre o ofício.

“Quero agradecer ao prefeito deste município pela estrutura do hospital, pelos recursos, que apesar de ser uma cidade pequena, dispõe de uma aparelhagem excelente, e há equipe médica que atenderam as vítimas e deram o melhor de si por eles.”

Coronel do Exercito Brasileiro, Heitor Leite, na solenidade de agradecimento ao prefeito municipal Padre Aparecido Rodrigues, em virtude do atendimento aos alunos da Escola de Formação Complementar do Exército Brasileiro (EsFCEx), após o acidente com o ônibus que transportava os alunos da escola, na BR-101 em 2011.

“Quem iria imaginar que Teixeira de Freitas crescesse tanto? Quando chequei aqui era tudo mata em roda. As onças faziam tocaia. Chegamos a matar surucucu no meio da rua, aqui na praça, onde está o jardim.” 

Pedro Guerra, em entrevista a publicação do Banco do Nordeste, 1985.

Veio Manoel de Telvina e botou um boteco entre onde hoje é a padaria Shirley e a Casa Moberck e ficou ali vendendo sua cachacinha. O povo foi fazendo casinha dum lado e de outro”.

Sr. Servídio do Nascimento Correia em entrevista a revista Regional Sul em 1992.

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X. Latees.

Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com

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O extremo sul da Bahia e o Dia internacional dos Trabalhadores de 1988

Por Daniel Rocha

No Brasil, o 1º de maio é o “Dia internacional dos Trabalhadores e trabalhadoras”. Dia de celebrar vitórias e conquistas favoráveis aos trabalhadores do campo e da cidade. Em 1988 trabalhadores do extremo – sul da Bahia, por exemplo, aproveitou a data para manifestar e exigir uma sociedade mais justa, igualitária e cidadã.

No dia 1º de maio de 1988, nos municípios de Teixeira de Freitas, Itanhém, Itamaraju  , Eunápolis e Guaratinga manifestações populares tomaram as ruas e praças dessas cidades dando voz aos trabalhadores indignados e oprimidos pela miséria, remuneração ruim e política econômica desfavorável a geração de empregos, seguridade social e aos mais pobres.

As manifestações, nos diversos municípios, concretizaram-se de várias formas, ora através de passeatas, atos públicos, encenações teatrais, música, palavras de ordem e discursos proferidos por lideranças de várias entidades sindicais presentes nos atos.

Durante as manifestações os trabalhadores lançaram mão de toda a sua criatividade e organização para mostrar o repúdio dos trabalhadores a incompetência do então presidente José Sarney (PSDB) com os trabalhadores e trabalhadoras da região e do país.

“Nas ruas e praças públicas, todo o seu repúdio à incompetência e desinteresse do governo da ” Nova República” para com a classe trabalhadora. Mostraram, também, todo o anseio desta mesma classe em poder governar melhor este país e tirá-lo da miséria em que ele se encontra”, destacou o Jornal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

As manifestações reuniu no mesmo lugar trabalhadores do movimento Sem Terra, Bancários, professores, estudantes, comerciários, eletricitários, Movimento de Mulheres, representantes do centro de Defesa dos Direitos Humanos, Comissão de Justiça e Paz, Central Única dos trabalhadores ,CUT, e  partidos de esquerda, PT e PSB, pessoas do campo e a cidade.

Com reivindicações diversas o trabalhador ao sair às ruas não estava apenas manifestando contra a política do governo, mas também se organizando para lutar por uma constituição de fato cidadã, que estava sendo elaborada pela Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, instalada no Congresso Nacional, em Brasília, com a finalidade de elaborar uma Constituição democrática para o Brasil.

Tal qual que os temas relacionados aos direitos, melhoria dos salários das trabalhadoras, aposentadoria e saúde, moradia e o protagonismo das mulheres nos sindicatos, dentre outros, foram debatidos no 1º encontro de Trabalhadores Rurais do município de Teixeira de Freitas, realizado 14 dias depois das manifestações, 15 de maio, com a presença de 53 mulheres de todas as delegacias sindicais rurais do município.

A nova constituição da República Federativa do Brasil, foi aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 22 de setembro de 1988 e promulgada em 5 de outubro de 1988 e ficou conhecida como “Constituição Cidadã” e não apenas restaurou a democracia interrompida pelo golpe Militar de 1964, como também garantiu que alguns direitos sociais relegados a poucos fossem socializados.

Com a nova Constituição segmentos da sociedade historicamente ignorados como; os negros, indígenas, pessoas com deficiências, idosos, mulheres, adolescentes, crianças e trabalhadores comuns, passaram a ser alcançados por programas sociais e leis específicas de proteção, alguns já perdidos com a “reforma” trabalhista de 2017, outros seguem ameaçados pela proposta de reforma da previdência de 2019.

Fontes:

Baianos vão às ruas. Jornal dos Sem Terra, nº 73. Maio de 1988.

Organizar para luta. Jornal dos Sem Terra, nº 73. Maio de 1988.

. 12 Pontos em que o trabalhador foi prejudicado pela reforma trabalhista.Jefferson Ricardo de Brito. – Veja mais em: https://direito24hs.jusbrasil.com.br/artigos/490163939/12-pontos-em-que-o-trabalhador-foi-prejudicado-pela-reforma-trabalhista

Nova Previdência dificulta acesso e pode aumentar pobreza, diz economista… – Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/21/especialistas-avaliam-reforma-previdencia.htm?cmpid=copiaecola

Reforma da Previdência de Bolsonaro prejudica mais as mulheres, diz Dieese… – Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/08/dieese-reforma-da-previdencia-mulheres.htm?cmpid=copiaecola

BATISTUTE, Jossan. Direito e Legislação Social. PARANÁ. Londrina: editora Unopar, 2009.

Foto. Manifestação de lavradores em Itamaraju.  Abril de 1988. Jornal dos Sem Terra, nº 83. Maio de 1989.

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X. Latees.

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Teixeira de Freitas 34 anos: O Policial Rodoviário da cidade

Por Daniel Rocha

A BR -101 rodovias federal que corta a cidade, inaugurada em 1973, permitiu uma série de mudanças na estrutura econômica da região do extremo sul da Bahia e na cidade de Teixeira de Freitas. Com ela saímos de uma economia exclusivamente agrária e extrativista para um comércio ligado à dinâmica dos negócios do sudeste do país.

Alguns moradores pertencentes a famílias nativas e tradicionalmente ligadas à agricultura e ao comércio local, caminho natural para os descendentes, mudaram o rumo de suas histórias permitindo aos filhos galgar por caminhos nunca antes percorridos por um membro da família.

Isael de Freitas Correia e Maria de Lourdes Cajueiro

Nosso colaborador, memorialista Domingos Cajueiro Correia, por exemplo, que é filho de pais pioneiros, Isael de Freitas Correia e Maria de Lurdes Cajueiro Correia, parteira de muitos afilhados por toda Teixeira de Freitas, ilustra bem o que estamos falando.

Embora nascido e criado no universo rural  do então povoado Domingos Cajueiro Correia, Cajueiro como é mais conhecido, foi o primeiro teixeirense aprovado em concurso público para policial rodoviário realizado depois da abertura da BR-101 para a cidade em 1977.

Um grande feito de quem começou a estudar aos 08 anos de idade em uma escolinha do povoado  e que por volta dos seus 11 anos trabalhava transportando do trevo da BR 101 (próximo ao Batalhão da Polícia Militar de Teixeira de Freitas) até o centro da cidade o leite que era vendido no centro do povoado.

Domingos Cajueiro Correia

Após concluir o primário no então povoado de Teixeira de Freitas Cajueiro foi obrigado a migrar para a cidade de Caravelas em 1969, para cursar o ginásio, que corresponde hoje ao ensino fundamental, no Ginásio Santo Antônio,  uma tradicional instituição de Ensino, que contava com a contribuição de famílias de alunos que podiam pagar e o incentivo do poder municipal para quem não podia, poucos tinham acesso.

Após concluir o ginásio, Domingos Cajueiro retornou a cidade apenas em 1971 quando o lugar já disponha de escola de segundo grau fundada por membros da Igreja Católica e moradores locais, dentre eles o seu pai Israel de Freitas Correia.

Em 1976, Domingos Cajueiro concluiu o curso de contabilidade no Centro Educacional Professor Rômulo Galvão (CEPROG), como aluno da primeira turma de formandos de Teixeira de Freitas. Um ano depois, 1977, fez a inscrição e foi aprovado para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e foi admitido em 01 de outubro de 1979, tornando-se o primeiro policial rodoviário federal nativo de Teixeira de Freitas, profissão que continua e exercendo até os dias atuais.

Domingos Cajueiro, centro, e amigos

Durante os 40 anos na corporação federal, Domingos acompanhou a circulação de mercadorias e pessoas vindas de várias partes que se instalaram como moradores e comerciantes e as tragédias e alegrias do infinito vai e vem de carros. Elemento que ainda hoje desenha a relação econômica da região e as trocas comerciais do município que no presente, comparando com o passado, é um oásis de oportunidades para todos.

“Sinto que Teixeira uma grande referência para as outras cidades circunvizinhas…. Houve uma enorme evolução na saúde, educação na segurança pública, comércio, moradia e infraestrutura. Bem diferente da Teixeira que conheci no passado. Expressou Cajueiro em um bate-papo informal.

Homenageado pela câmara Municipal de Teixeira de Freitas no último dia 24 Abril com a “Moção de Profissional de Segurança Pública Destaque”, Domingos Cajueiro aproveitou a oportunidade para agradecer e lembrar seus companheiros de trabalhos e familiares, que em torno dele fez lembrar a importância e doação para história e construção da cidade.

Família Cajueiro Correia

“Este é um momento único para todos que compõe esta gloriosa instituição PRF… Quis o destino que eu fosse o escolhido pelos meus pares, a minha gratidão a Chefe da Delegacia Inspetora Neila Cardoso … Quero agradecer em primeiro lugar a Deus, minha família (esposa, filhos, irmãos), compartilhar essa homenagem a minha falecida mãe Maria de Lourdes e ao meu falecido pai Isael de Freitas Correia que fora pessoas de maior valor na história de Teixeira… Meu pai um dos fundadores e quem melhor descreveram a cultura negra quando a cidade ainda era povoado”.

Vingadores: Ultimato tem público online

Por Daniel Rocha

Finalmente a saga está finalizada, Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019) em cartaz nos principais cinemas do país e da cidade, é uma excelente conclusão dos 11 anos e 24 filmes do Universo Cinematográfico da Marvel Estúdios/Disney.

Como um bom filme pipoca, popular e de grande apelo comercial, o longa alterna entre humor, frases de efeito e momentos de grande emoção para segurar a atenção do público adolescente sempre atentos aos smartfone onde trocam mensagens e fazem selfies.

Parte da experiência atual, o aparelho é um companheiro inseparável do público jovem, maioria nesse tipo de filme, que participam antes e depois do espetáculo de forma online enviando imagens e pequenos vídeos da tela para os amigos  e consumindo horas a finco de conteúdos relacionado pela plataforma YouTuber.

A fixação do público atual com o aparelho é tanta que, para se ter uma ideia, desde 2016 a maior rede americana de cinemas AMC Entertainment decidiu criar sessões para quem não consegue deixar de usar o seu smartphone durante o filme. Segundo o presidente da rede Adam Aron, a proibição não era possível porque “não é assim que os jovens vivem”.

Até no filme o tratamento e os diálogos de alguns personagens conhecidos ,como o Hulk e o Thor, parecem até que foram feitos para ser compartilhados em formas de memes pelo público com esse perfil.

Por fim, uma coisa é certa: Vingadores: Ultimato é um sucesso comercial que entrega a maior batalha da história de uma saga cinematográfica mundial. Uma narrativa que se conecta, antes e depois, com as emoções e hábitos transcendentes do público da nova era do cinema.




O LIVRO DE POESIA DE BRUNO CALIMAN

Por Daniel Rocha

Lançado pelo próprio autor Bruno Caliman em 2016, o livro de poesia Me fala isso por favor (2015) proporciona ao leitor a impressão de ter recebido  em mãos o caderno de anotações responsável pelas maiores composições dos últimos anos no Brasil.

O livro traz pequenas poesias que contém e revelam o olhar e a ternura  do compositor baiano nascido em Itamaraju e criado em Teixeira de Freitas que vem encantando o Brasil com composições românticas e populares como “Domingo de Manhã”. Para além das entre linhas linhas poéticas é possível também conhecer a luta, os dramas e as preocupações do pai e cidadão Bruno Caliman.

São 216 páginas que ligam histórias às ilustrações, do que parecem ser páginas de cadernos de anotações, ou de qualquer outra coisa de que Bruno poderia ter feito uso no exato instante em que lhe veio a inspiração nos repentes de maior criação.

Se você ainda não conhece o livro vale a pena conhecer e conferir um pouco do o imaginário deste artista que hoje canta e encanta todo o cenário musical brasileiro emplacando diversos sucessos na voz de interpretes famosos como Marcos e Belutti, Luan Santana e tantos outros.  Aliás, o prefácio do livro de Bruno Caliman leva a assinatura do astro Luan Santana.

A Companhia de Quadrinhos Independentes vai lançar o livro BATMANIA ANIMATED

Por Daniel Rocha

Batman: A Série Animada, transmitida no Brasil em 1994 pelo SBT, ainda hoje possui uma sólida popularidade entre os fãs do homem-morcego no país e no mundo. O livro Batman Animated, que será lançado em maio pela companhia de Quadrinhos independentes, junta tudo que você precisa saber sobre o charmoso desenho animado em um só lugar.

Criada no embalo do sucesso do filme “Batman” de Tim Burton, a animação noir não só criou estilos como deu presente ao universo do morcego tramas envolventes, traços únicos, personagens marcantes, como Arlequina, e um excelente trabalho de dublagem nacional.

Desenvolvida em várias mídias e plataforma a série segue cultuada pelos Batmaníacos brasileiros como os quadrinistas, e fãs confessos, Jorge Ventura e Paulo Chacon que lançam em maio o Rio e São Paulo o livro em comemoração aos 25 anos da série.

Primeiro livro nacional dedicado exclusivamente a melhor adaptação do Batman fora dos quadrinhos, o livro da Companhia  traz entrevistas com os dubladores brasileiros: Márcio Seixas (Batman), Isaac Bardavid (comissário Gordon), Marlene Costa (Mulher-Gato) e Elcio Romar (Charada), guia de colecionáveis, episódios comentados, curiosidades e muito mais. O  prefácio do livro fica por conta de Márcio Seixas, a voz do Batman no Brasil!

O lançamento está agendado, confira locais e datas:  Em São Paulo, dia 3 de maio, às 19h, na UGRAPRESS, rua Augusta, nº 1371, loja 116, Consolação, São Paulo-SP. Lançamento no Rio de Janeiro, dia 4 de maio, às 15h, no BARTMAN, rua Buarque de Macedo, nº 83, Catete, Rio de Janeiro-RJ.

Criada em 2015 a companhia tem como  proposta apresentar trabalhos autênticos e independentes, tais como histórias em quadrinhos e estudos jornalísticos. Atualmente conta com os talentos de Paulo Chacon (escritor e ilustrador), Jorge Ventura (editor e escritor) e Diogo Oliveira (social media e escritor).

Constam no hall de publicações da CQI os seguintes títulos: Suburbanos volume I (2015), De Olhos Fechados (2015), O Reverso do Morcego (2015), Contos volume I (2016), Sock! Pow! Crash! 2 (2017), Batmania O Retorno (2017), Suburbanos volume II (2018) e agora Batmania Animated (2019).

BATMANIA ANIMATED, 132 páginas, capa colorida em papel triplex 250, miolo pb em papel offset 90, formato 21,5x28cm, tiragem: 200 exemplares. Companhia de Quadrinhos Independentes 2019.

Vingadores: Ultimato gera expectativas na cidade

Por Daniel Rocha

A poucos dias da estreia mundial, 25/04, o filme mais aguardado do ano, Vingadores: Ultimato (2019), conclusão culminante da saga dos heróis Marvel, fãs da cidade de Teixeira de Freitas, Bahia, vem movimentando as redes sociais, e dessa forma, aumentando ainda mais as expectativas dos praticantes de uma das atividades culturais mais frequentes na história da cidade: ir ao cinema.

Em tempos de revelações antecipadas, spoilers, assistir na estreia é a melhor pedida para quem quer aproveitar ao máximo o espetáculo americano que em números, cerca de 900 sessões esgotadas em todo país,  melhor abertura de pré-venda da história, já é o maior dessa década confirmando a expectativa de lucro dos estúdios Marvel/Disney.

Se para os estúdios a expectativa de lucro é grande para os cinemas da cidade ,Cinesercla e Cine Teixeira, que já esgotaram  os ingressos para primeira sessão, não deve ser diferente. Isso porque filmes com super-heróis costumam atrair público recorde na cidade.

Só para constar em 2004 o filme “Homem-Aranha 02 (2004)” superou o fenômeno “A Paixão de Cristo (2004)” que mobilizou o público religioso da cidade. Lançado em Janeiro deste ano o pop mitológico Aquaman (2019) Alcançou a marca de 5.000 ingressos vendidos.

Mas porque o público gosta tanto das produções do MCU, Universo compartilhado Marvel?  “É a narrativa bem amarrada e a possibilidade de ver diversos heróis em ação no mesmo filme”. Revela o estudante Maurílio o Mello, 15 anos, que participa com os amigos de um grupo de Whatsapp sobre o filme e que já garantiu o ingresso da estreia no pré – venda para poder mergulhar  fundo na produção norte americana.

Obviamente que se tratando de cinema americano há sempre um viés ideológico e discurso nas entrelinhas das “narrativas bem amarradas” que vão muito além da exposição de sua bandeira em cenas de maior impacto.

Ao longo dos 21 filmes da primeira, segunda e terceira fase do Universo Marvel, discursos, mitos e crenças antigas foram reformulados e recontados sob um viés ideológico de que os Estados Unidos é o topo do mundo, enquanto outras nações e culturas são periféricas e protegidas por eles.

Um ponto de vista maniqueísta onde a política americana assume o papel de quem define qual é “do mal” ou “do bem”. Algo conveniente aos seus interesses comerciais

Seja como for… O filme “Vingadores : Ultimato”  já é um fenômeno e deve atrair um grande número de teixeirenses para a prática de uma das atividades culturais mais frequentes na história da cidade: ir ao cinema.

Daniel Rocha da Silva*

Daniel Rocha da Silva* Historiador graduado e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com

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No curso de retrospectiva animada avançado você aprenderá os mais incríveis efeitos usados nas retrospectivas de casamento e aniversario. Você aprenderá:
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Além de tudo isso terá total suporte para todas as suas dúvidas e acesso vitalicio ao curso e todas as suas atualizações ! Tá todo mundo se escrevendo não perca tempo!

O Bispo líder contra a Ditadura Militar em Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha*

Obviamente destacar apenas acertos de uma pessoa nos aproxima do idealismo, mas quando esses acertos estão relacionados com um combate social falamos não apenas de um homem, mas também da luta de uma classe.

Dom Filipe Tiago Broers, Bispo de Caravelas, entre os anos de 1962 a 1983, e sua militância em favor dos mais fracos é um exemplo disso que estamos falando. Sua atitude e postura diante dos confrontos e disputas de terra no Extremo Sul da Bahia entre as décadas de 1970 e 1980 é uma mostra de um justo posicionamento.

No período final da Ditadura Militar no Brasil, 1979 – 1985, que em sua totalidade abarcou os anos de 1964 – 1985, a Igreja Católica no Extremo Sul da Bahia se posicionou em favor dos pequenos proprietários de terras e posseiros ante a truculência dos grileiros e agentes do Estado denunciando aos jornais e através do Informativo/Boletim diocesano a repressão ocorrida em Teixeira de Freitas e região.

Como a denúncia da prisão de 37 lavradores na cadeia do povoado de Itabatã em decorrência da disputa pela terra no Córrego das Ostras em Mucuri e a invasão da residência dos padres em Teixeira de Freitas em 1980.

Os fatos relacionados acima foram pesquisados pelos historiadores, Liliane Maria Fernandes Cordeiro Gomes, Leonardo do Amaral Alves e Leonardo Dantas D’icarahy e mostram que o posicionamento da igreja e do bispo está relacionado às intenções do governo militar e baiano em promover a expansão agrícola da região de forma predatória e violenta.

Na dissertação Experiências forjadas a ferro e fogo: religiosidade, organicidade e luta pela terra no Extremo Sul da Bahia no contexto da Ditadura Civil-Militar (1978-1985),o historiador Leonardo Amaral observa que essa expansão buscava atender a ampliação das fronteiras agrícolas, viabilizar os empreendimentos agroindustriais e empresas que combinavam capital público e privado através da prática da grilagem, de uso excessivo da força contra os posseiros e pequenos proprietários.

Como já dito, pelos motivos citados o bispo, através da Diocese de Caravelas, fez uso de sua posição institucional para denunciar através de cartas enviadas a alguns dos principais jornais da Bahia e do Brasil como o Jornal do Brasil, Jornal da Bahia, A tarde e do Informativo / Boletim Diocesano o que vinha ocorrendo na região.

Segundo Leonardo Dantas, na dissertação O Sonho da Terra: Trabalhadores Rurais e o Surgimento do MST na Bahia (1975-1989) o Boletim Diocesano era distribuído de porta em porta no então povoado de Teixeira de Freitas. Provavelmente por pessoas da comunidade. O fato incomodou um dos grileiros, um mineiro recém-chegado à cidade e que reivindicava a posse da terra do Córrego das Ostras e tentava retirar os posseiros de muitos anos estabelecidos no lugar alegando ser o dono.

Como já dito, outro meio escrito de denúncia utilizado pelo Bispo eram as cartas enviadas a diferentes autoridades dentro e fora do país, além de jornais. Em uma carta publicada no Jornal do Brasil de 27/10/1980, por exemplo, ele destacou a violência da polícia e dos grileiros contra 37 trabalhadores, gente humilde, cujas terras se encontravam em litígio, através de “Prisões ilegais e maus tratos” e uma funesta caçada humana.

“Nessas condições desumanas ao extremo, alguns dos lavradores adoeceram e foram retirados da cela e jogados no corredor. Um deles estava com muitas queimaduras, pois a polícia, oficial de justiça e os grileiros o cercaram de fogo para prendê-lo, dizendo que assim caçavam o coelho. Assim queimando e com muita febre, ficou preso sem nenhuma assistência das autoridades e dos policiais (…). Que tomem medidas para a solução desses graves problemas. Que a situação dessas terras seja definida e ,sendo devolutas, se destinem aos posseiros e as famílias mais necessitadas. Que toda pessoa receba um tratamento justo mesmo na cadeia.”

Como traz  a historiadora Liliane Maria Fernandes Cordeiro Gomes no artigo, Diferentes Frentes de atuação no campo social da diocese Teixeira de Freitas/Caravelas no Extremo Sul da Bahia  – 1952/1985 ,ao citar e analisar a carta, o Bispo  não repudiou apenas o modo que os detidos eram tratados,  mas também a invasão da residência dos padres em Teixeira de Freitas ocorrida no dia 07 de outubro de 1980.

Segundo cita Gomes, a invasão da residência, que fica ao lado da “Igrejinha Subterrânea,”  foi feita por grileiros e policiais “armados com ostentação” que entraram sem pedir licença e sem nenhuma consideração e respeito pelos moradores e donos da casa, obrigando um animador da comunidade e da igreja assinar declarações e acusações numa folha em branco. “Um  acontecimento que vinham ocorrendo de forma corriqueira em toda região do Extremo Sul da Bahia, segundo Dom Felipe”.

A atuação do bispo incomodou não apenas os poderosos da cidade e da região, mas também os militares que ocupavam o poder. Segundo Leonardo Amaral a partir da análise dos documentos da espionagem do Serviço Nacional de Informações (SNI) o bispo foi acompanhado e monitorado por agentes do regime atentos ao trabalho desenvolvido na diocese junto aos movimentos sociais e trabalhadores.

“D. FELIPE é radicalmente contra o governo brasileiro, aproveitando os sermões para fazer críticas contundentes, inclusive incitando a população a subverter a ordem […] O Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cuja criação será oficializada em 19 Abr 79, praticamente já tem seu primeiro presidente indicado por D. FELIPE. Haverá tão somente uma eleição para homologação do candidato único […]”. Diz parte do documento confidencial de 1979 citado por Leonardo  do Amaral.

Convém lembrar que como um defensor da democracia, igualitário, o Bispo Filipe Broers era contra a  Ditadura Militar e não contra o país e que diante da situação imposta: defender os direitos humanos, o Bispo, se portou como um bem-aventurado que não se intimidou ,mesmo sob ameaça de homens armados, para defender aqueles que só tinham como fonte de renda seus pequenos cultivos.

Fontes e créditos

ALVES. Leonardo Amaral.  Experiências forjadas a ferro e fogo: religiosidade, organicidade e luta pela terra no Extremo Sul da Bahia no contexto da Ditadura Civil-Militar (1978-1985). Dissertação ( Mestrado em História) –  Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana. Bahia. 2017.

D’ICARAHY. Leonardo Dantas.  O Sonho da Terra: Trabalhadores Rurais e o Surgimento do MST na Bahia (1975-1989). Dissertação ( Mestrado em História) – Universidade Federal da Bahia.  Salvador. Bahia. 2018.

GOMES, Liliane Maria Fernandes Cordeiro Gomes.Diferentes Frentes de Atuação no Campo Social da Diocese de Teixeira de Freitas/ Caravelas no Extremo Sul da Bahia – 1962 – 1985. In : AÇÃO COLETIVA E TERRITORIALIDADE: dinâmicas, práticas, significados e abordagens. Agripino Souza Coêlho Neto: Celia Basconzuelo e María Virginia Quironga ( Org). – Salvador: EDUBEB, 2016.

Bispo de Caravelas faz denúncia de violência contra posseiros baianos. Jornal do Brasil. 27/10/1980. Salvador

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X. Latees.

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O “Elefante Branco” de Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha*

Você sempre perguntou, mas nunca obteve uma resposta: o que é mesmo aquele enorme galpão localizado em frente ao cemitério Jardim da saudade em Teixeira de Freitas? Quando foi construído? Para qual finalidade?  

Obviamente que estamos falando do Armazém da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estatal criada em 1991 a partir da fusão das extintas Companhia Brasileira de Alimentos (COBAL) e Companhia ‘Brasileira de Armazenamento (CIBRAZEM) erguido entre 1986 e 1987 com a finalidade de armazenar os grãos oriundos da agricultura local .

Construído durante o governo de José Sarney (PMDB) o armazém que fica localizado na Avenida Euclides da Cunha nº 270 – no bairro Nova Teixeira é chamado popularmente por alguns de “Elefante Branco” (obra públicas sem utilidade).

Segundo noticiou o jornal o Estado de São Paulo de outubro de 1987, pairam suspeitas sobre o processo de licitação e construção do galpão, em um só dia a empresa recebeu a oferta, analisou, aprovou comprou e pagou dois armazéns no valor de 100 Milhões de cruzeiros para os municípios baianos de Teixeira de Freitas e Ribeira do Pombal. Destacou:

“Preocupada com a aproximação da safra, a empresa dispensou a concorrência pública, conforme lhe faculta a lei quando se trata de uma aquisição de urgência. (…) As duas unidade  com área suficiente para armazenar 2 mil toneladas de grãos. Especialistas em construção civil sustentam que os dois armazéns poderiam ter ficado pela metade do preço se fossem construídas em alvenaria”.  Sublinhou o jornal

No título da notícia, CIBRAZEM: elogio à “eficiência”, é plausível a ironia do periódico que por alguma razão não cita os nomes dos políticos ou ruralistas envolvidos no processo de reivindicação ou liberação. Carregado de silêncios o assunto é tratado apenas como um acontecimento relevante para o conhecimento do público.

O galpão foi construído no mesmo período em que a “Máfia dos Grãos” formada por ruralistas e políticos foi formada “através da liberação de subsídios dados a correligionários políticos de ministros e do presidente da república para a construção dos Armazéns” sob o argumento que era preciso diante das expectativas das super safras agrícolas de 1986 a 1988 ”. Denunciou reportagem do Diário do Congresso Nacional de 18 de junho de 1994.  

Na época em Teixeira de Freitas à política e o agronegócio “andavam juntos”, contudo foi encontrado documentos que associa a construção do armazém em Teixeira de Freitas às denúncias do CTU sobre a chamada Máfia dos Grãos, nesse sentido qualquer aproximação deve ser compreendida como mera suposição.  

O que é factível e que em 1987 a região enfrentou uma estiagem sem precedentes e que no período de 1986 a 1990 a expansão agrícola diminuiu sob o avanço do negócio do Eucalipto na região, ou seja, um cenário não favorável as grandes safras agrícolas e consequentemente um retorno possível do investimento feito na construção do Armazém, considerado “antigo” por um político local, cinco anos depois da construção.  

Em 1992 foi cogitado converter o lugar em um ginásio de esportes ,reivindicação dos jovens da cidade, e também transformar o lugar em um centro de distribuição da estatal estadual Cesta do Povo, nenhuma das alternativas foram concretizadas.  

No presente, abandonada em plena área urbana, o armazém que pertence ao governo federal não serve nem para ponto de referência ,já que o cemitério cumpre bem essa função, foi transformado em um lugar público sem utilidade, ou seja, em um grande “Elefante Branco”.  

Fontes :

Informações sobre o processo de licitação

Cibrazem: elogio à “eficiência” O estado de São Paulo. 15 de outubro de 1987. Agência estado. DF

Informações sobre a Máfia dos grãos

COSTA. Raimundo. Alimentos desviados do governo seriam suficientes para alimentar 40 milhões de pessoas por um ano. Diário do Congresso Nacional. Seção I, Ano XLII,  18 DE JUNHO DE 1994. DF.

Informação sobre a queda da expansão agrícola 1985-1990.

KOOPMANS. Padre José. Além do Eucalipto: O papel do Extremo Sul. 2005.

Informação sobre a consideração de fazer uso do espaço como depósito da Cesta do Povo e ginásio de esportes.

Revista Regional Sul. Teixeira de Freitas – Bahia. Março de 1992.

Estiagem que prejudicou a safra agrícola.

LIMA, Evandro. Estiagem preocupa agricultores. Jornal A tarde. 28/10/1987.

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X. Latees.

Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769  e-mail: samuithi@hotmail.com

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