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lançamento do livro “Caminho para Texas”

Por Daniel Rocha

Qual tipo de literatura mais te interessa? As de simples lazer e entretenimento? Ou populares, novas e plurais, que tem algo a dizer sobre o nosso cotidiano e vivência?

Independente de qual seja sua resposta, uma boa oportunidade para conhecer os sabores do cotidiano de uma parte do fronteiriço extremo sul da Bahia será apresentada no dia 13 dezembro quando o alcobacense Marciel Cordeiro irá lançar o livro “Caminho para Texas” (Editora Cousa), 2019, que entretém ao narrar uma multiplicidade de situações vivenciadas na região.

Segundo divulgação, o livro traz personagens ambulantes imersos em um caos onde a cidade de Teixeira de Freitas torna-se o ponto de partida e chegada de vários desses vultos, mesclados com narrativas plurais recheadas de sexo, sangue e humor.

O autor, Marciel Cordeiro, nasceu no povoado de Rancho Queimado, zona rural do Município de Alcobaça, trabalhou na lavoura e com a criação de gados e hoje vive na Região Metropolitana da Grande Vitória. É escritor e fotógrafo.

O lançamento do Livro “Caminho para Texas” ocorrerá no Bar e Distribuidora Ritão, espaço popular e plural, localizado na Avenida Getúlio Vargas, 804, na Sexta-feira, 13 de dezembro, das 19:00 as 21:00. O evento é aberto a todos.

CONVERSANDO COM GILBERTO GIL

Quando a noite cai juntamente 

Com as recordações a serem esquecidas

O som ao redor nos chama para

Requentar e repartir o pão

Observando as estrelas, enternecidos

Com as percas, pessoas que eram

O que poderiam ter sido

Nos vemos uns aos outros

Como reflexos no espelho

Dizendo não chores mais!

ERIVAN SANTANA

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VIDAS CRUZADAS

A CARTA

Fim de tarde

O ensaio de Maitê

O saxofonista no telhado

Em busca do tempo perdido

Procurando Marília

A carta

A carta se perdeu

nas areias do tempo…

De Bandeira a Drummond,

Rimbaud a Verlaine,

Cecília a Clarice,

registros, letras e

marcas atemporais…

Ontem, a grafia,

a página escrita

com devoção;

hoje, a fria letra impessoal

na tela digital,

a refletir o inadmirável

mundo novo!

Erivan Augusto Santana

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Fim de tarde

O ensaio de Maitê

O saxofonista no telhado

Em busca do tempo perdido

Procurando Marília


VIDAS CRUZADAS

Amanhece na Princesa do Extremo Sul,

Os estudantes vão para a escola

Despertos com a luz dos

Primeiros raios de sol.

Nas fronteiras destinos que se cruzam,

Se identificam, se realizam

Em Vereda, Nova Viçosa,

Itanhém e Alcobaça.

No centro, o comércio fervilha,

Em incomensuráveis trocas

E a agricultura floresce

Na semeadura do progresso.

Na Academia os confrades

Celebram a vida

E cantam o seu hino

Em brados e célebres versos.

Nas colunas da colina

Ana, Clara, Carolina desfilam

Seus colares de coral,

Fazendo reais suas rimas.

Na catedral de São Pedro

Badalam os sinos

Da Ave Maria, louvando

O crepúsculo de mais um dia!

ERIVAN SANTANA

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REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

A ESTRELA D’ALVA E O SOL

JUÍZO FINAL

A CARTA

FIM DE TARDE

O ENSAIO DE MAITÊ

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EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

PROCURANDO MARÍLIA

MAIO DE 68

Na Champs-Élysées, uma multidão

Empunha a liberdade guiando o povo,

Ao som de canções a iluminar a noite.

O delírio é palpável,

Como a utopia tomando o poder.

Um século de história

Revividos na intensidade

Daquele instante: éramos Maio de 68.

Onde está tudo isso agora?

Erivan Santana

 

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Revolução dos cravos

A estrela d’alva e o sol

Juízo final

A carta

Fim de tarde

O ensaio de Maitê

Revolução dos cravos

 

Ao romper a manhã, 

o povo ocupa as ruas 

na Cinquentenário, 

na Paulista, 

na Candelária, 

no Farol da Barra. 

 

Na esquina do café, 

uma moça entrega  

uma rosa ao soldado, 

e logo várias rosas 

são entregues em 

meio à multidão. 

 

Na tv, Bethânia recita 

Castro Alves e Pessoa; 

e no muro está escrito:  

rEVOLution! 

Erivan Augusto Santana 

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A estrela d’alva e o sol

Juízo final

A carta

Fim de tarde

O ensaio de Maitê

A estrela d’alva e o sol

O sol não quis ficar

com a estrela d’alva,

que abriu a manhã.

Mas a chuva que persistia,

ofuscou o sol.

A lua a tudo assistia

e sorria, esperando

a noite chegar.

Em Amaralina,

Maria ria, iluminando

o meu dia!

Erivan Augusto Santana

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Juízo final

A carta

Fim de tarde

O ensaio de Maitê

Juízo final

Seguem os senhores da guerra
construindo muros entre
pessoas, povos e nações,
destituindo direitos
de indefesos presos
à lei do mais forte,
na sombria selva do capital.
Eis que virá o dia então,
em que o mais corajoso
dentre os valentes fugirá nu
naquele dia, oráculo de Javé,
e a estrela d’alva aguardará
triunfante o sol nascer
para entregar um novo
e promissor amanhecer!

Erivan Augusto Santana

 

 

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A carta

Fim de tarde

O ensaio de Maitê

 Imagem: “A liberdade guiando o povo” (Eugene Delacroix)

Saudades da infância!

Por Paulo Alves  

Gosto do tempo de infância, onde a militância era ser criança. Criança sem malícia ruim, sem maldade, onde a única alegria era brincar, fazer de conta e criar!

Recordo que em um passado tão breve, vivia grandes momentos simples, lindos, bonitos e divertidos. Sem dor, rancor e desamor. Sorria, gargalhava, cantarolava e dançava sem um som ou simplesmente quando o vento assoviava, era simples, isso vinha do nada.

Nossa! Como é bom relembrar os momentos forasteiros em meio aos grãos da areia, quando a luz solar refletida nas águas agitadas do mar, assim as ondas vinham cantando e com um som angelical me pedia pra te beijar.

Ah! Que saudades de lá, que saudades do tempo da chuva que fazíamos questão debaixo dela brincar. Saudade do amor amado nas camas alheias, onde nós olhávamos pelas frestas da porta o desejo ardente do casal, nos carros arranjados, nas estradas, na rua, no mato e no mais requintado lugar, nossa travessura era espiar.

Ah! Que saudade de lá, da infância vivida, corrida, livre, aberta e com um respeitar apenas por um olhar. Poxa! Como é bom sentir a doce saudade de um tempo passado que só vem para me fazer sorrir, me fazer viajar num sentimento que jamais passará.

Sentimento de liberdade, cumplicidade, amigos tão sinceros que, até uma única bala doce dividia-se em 5 pedaços, tudo para manter um amigo feliz e mais animado.

Pois é, estou simplesmente expressando o que uma simples saudade inspira e me faz recordar. Deu saudades de voltar, ah se pudéssemos agir como nos filmes, voltar ao passado, poder como no conto ou como a varinha mágica, tocar e as coisas tristes e ruins mudar.

Fazer diferente, repetir aquelas recordações que tanto nos fazia viajar numa alegria tão intensa, intensidade vivida pelos simples brinquedos inventados, uma cantiga de roda, quem não se lembra das brincadeiras riscadas no chão, quem nunca brincou de caí no poço, bandeirinha, guarda meu anelzinho, gude e tantas outras.

Sentir saudade da infância é recordar um tempo de paz, amizade, amor, e total liberdade. Onde as brigas eram resolvidas após o término, onde todos voltavam a brincar, não havia drogas, armas ou qualquer coisa do tipo exposto entre os amigos.

Que a saudade de lá, venha sempre em nossa memória para nos fazer refletirmos o quanto é bom sermos como criança nesse mundo adulto e tão contaminado pela maldade. Tempo de infância é sentir a saudade de ser criança. Um forte abraço.

 

Vejam também:

Paixão e amor ou amor e paixão?

Mulher!

Mulher!

Por Paulo Alves.

Mulher, sinônimo de tudo de bom e melhor. Mulher, nunca foi e nunca será sexo frágil. Mulher é para doar e estocar força, sabedoria e sentimento.

Começou sendo criada em um lugar perfeito, no jardim de Deus. Uma majestosa criação, de início mostrou-nos uma grande lição, que o erro não compensa e, que jogar a própria culpa nos outros não nos tira das consequências da mesma.

Mulher, não é para ser presa ou guardada numa gaiola hipócrita e suja, não é para ser maltratada com um egoísmo machista e sensacionalista.

Mulher, não merece porrada ou palavras cantadas em músicas podres e sem noção, tais músicas são aberrações, que por pessoas sem o mínimo de senso crítico e anti- mulher as aplaudem. Elas merecem versos regidos às pétalas das mais finas flores.

Mulher é como uma rosa, linda, sensível de uma essência fenomenal, no entanto, quando ameaçada logo mostra suas forças, suas garras, sutilmente os cravos a defendem sem precisar descer do salto ou perder o seu humor astral.

Se eu pudesse ou se pudéssemos entender o valor e a verdadeira composição dessa espécie  tão boa, gostosa, linda e desejada, jamais as deixaríamos cair ou pisar onde não exista um vermelho de veludo chamado tapete.

Elas nascem, crescem, se reproduzem, dar o primeiro alimento da nossa vida, nos protege, cuida, trabalha, batalha, em casa na rua. É  mãe, pai, avó e outras qualidades e, no fim do dia ainda se embeleza e se envaidece para agradar um certo senhor que muitas vezes não lhe dar o seu grande valor.

Mulher é uma criação mais perfeita e humilde de Deus. Pois quando a formou naquele lindo gesto, quis nos dizer; filhos, essa beldade é para ser sempre cuidada com um exemplo muito carinhoso, é para ser guardada onde existe amor, vida, paz e muita dedicação,  guarde-a somente em seu coração.

Mulher é, para todos nós deixá-la sempre protegida debaixo dos nossos braços, sendo acarinhada e resguardada de todos os males. Amar uma mulher é amar a si mesmo. Sentir o prazer de uma mulher é provar o mais doce néctar para nunca mais esquecer.

Enfim, você mulher é a formosura mais formosa de todas as feituras do universo. Você é realmente um verdadeiro tesouro, uma verdadeira preciosidade que infelizmente  a maioria dos homens não soube ou sabem valorizar.

Parabéns guerreiras, ilustres e preciosas mulheres, que o universo seja a sua grande conquista, mostrando aos mais conservadores do machismo que a sua verdadeira força está em suas grandes conquistas. Um forte abraço.

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Foto: Google Imagens. blog.libero