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Juízo final

Seguem os senhores da guerra
construindo muros entre
pessoas, povos e nações,
destituindo direitos
de indefesos presos
à lei do mais forte,
na sombria selva do capital.
Eis que virá o dia então,
em que o mais corajoso
dentre os valentes fugirá nu
naquele dia, oráculo de Javé,
e a estrela d’alva aguardará
triunfante o sol nascer
para entregar um novo
e promissor amanhecer!

Erivan Augusto Santana

 

 

Veja também: 

A carta

Fim de tarde

O ensaio de Maitê

 Imagem: “A liberdade guiando o povo” (Eugene Delacroix)

A carta

A carta se perdeu

nas areias do tempo…

De Bandeira a Drummond,

Rimbaud a Verlaine,

Cecília a Clarice,

registros, letras e

marcas atemporais…

Ontem, a grafia,

a página escrita

com devoção;

hoje, a fria letra impessoal

na tela digital,

a refletir o inadmirável

mundo novo!

Erivan Augusto Santana

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Fim de tarde

O ensaio de Maitê

Fim de tarde

No poente,

o sol alaranjado

anuncia o fim da tarde.

Na mesa, o chá e o pão,

os sabiás se despedem do dia,

as andorinhas buscam

o refúgio da noite,

enquanto na igreja,

badalam os sinos.

Lá fora, jovens retornam da escola…

Na instabilidade das horas,

na impermanência do tempo,

que futuro os aguardam!?

Erivan Augusto Santana

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O ensaio de Maitê