Arquivo da tag: poesia do extremo sul da bahia

A carta

A carta se perdeu

nas areias do tempo…

De Bandeira a Drummond,

Rimbaud a Verlaine,

Cecília a Clarice,

registros, letras e

marcas atemporais…

Ontem, a grafia,

a página escrita

com devoção;

hoje, a fria letra impessoal

na tela digital,

a refletir o inadmirável

mundo novo!

Erivan Augusto Santana

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Fim de tarde

O ensaio de Maitê

O saxofonista no telhado

Em busca do tempo perdido

Procurando Marília


A estrela d’alva e o sol

O sol não quis ficar

com a estrela d’alva,

que abriu a manhã.

Mas a chuva que persistia,

ofuscou o sol.

A lua a tudo assistia

e sorria, esperando

a noite chegar.

Em Amaralina,

Maria ria, iluminando

o meu dia!

Erivan Augusto Santana

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Juízo final

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Fim de tarde

O ensaio de Maitê

A carta

A carta se perdeu

nas areias do tempo…

De Bandeira a Drummond,

Rimbaud a Verlaine,

Cecília a Clarice,

registros, letras e

marcas atemporais…

Ontem, a grafia,

a página escrita

com devoção;

hoje, a fria letra impessoal

na tela digital,

a refletir o inadmirável

mundo novo!

Erivan Augusto Santana

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Fim de tarde

O ensaio de Maitê

Fim de tarde

No poente,

o sol alaranjado

anuncia o fim da tarde.

Na mesa, o chá e o pão,

os sabiás se despedem do dia,

as andorinhas buscam

o refúgio da noite,

enquanto na igreja,

badalam os sinos.

Lá fora, jovens retornam da escola…

Na instabilidade das horas,

na impermanência do tempo,

que futuro os aguardam!?

Erivan Augusto Santana

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