Por Daniel Rocha

Na noite da sexta-feira (28), a UNEB-X deu adeus à VI edição do Colóquio de História, um encontro que transformou o campus em território vivo de cultura, diálogo e celebração. Entre 26 e 28 de novembro, estudantes, professores, artistas e a comunidade se reuniram sob o tema “Vozes Democráticas do Conversê CineClube”, em homenagem aos 18 anos do projeto que ensinou a região a ver o audiovisual como ponte, como encontro, como cidadania.

Convidados na Roda

Com sua história iniciada em 2007, o Conversê CineClube mostrou mais uma vez porque é referência regional: um espaço que aproxima universidade e cidade, que faz do cinema um instrumento de memória, crítica e participação democrática. E esta edição reforçou esse legado com brilho.

Sob a coordenação dos professores Liliane Maria F. C. Gomes, Joelson P. de Sousa e Guilhermina Elisa Bessa da Costa, o evento apresentou uma programação dinâmica e plural: conferências, mostras, oficinas, intervenções artísticas e rodas de conversa que movimentaram a UNEB-X do início ao fim.

Convidados na Roda

O ápice da noite de encerramento foi a roda de conversa “O traçar de cineclubes na cidade de Teixeira de Freitas e região”, reunindo nomes que fizeram — e ainda fazem — o cineclubismo pulsar:
Danilo Oliveira, Liliane Fernandes Cordeiro, Daniel Rocha (site Tirabanha), Victor Lage Pena, Tamires Persan (Coletivo Motirô e Cine Sala na Pipoca) e Eduarda Pires (Cine Gonzaga). Uma mesa forte, plural e profundamente conectada à história que se celebra.

Antes do debate, o público foi presenteado com o Momento Cultural, trazendo a potência do poema “Coloniza, Colonizador”, apresentado por Iza Germano, discente do DEDC X e integrante do Cine Gonzaga — um lembrete vibrante do papel da arte na construção da consciência coletiva.

Poema “Coloniza, Colonizador”

A conversa final abriu espaço para memórias e histórias que moldaram o Conversê: a escolha do nome, as exibições itinerantes, os desafios dos primeiros anos, o impacto no curso de História, a curadoria cuidadosa, o público formado ao longo do tempo, o trabalho dos cineclubes parceiros e até a reinvenção durante a pandemia, quando o cinema encontrou novas telas para continuar existindo.

No fim, o colóquio reafirmou aquilo que a UNEB-X defende todos os dias: cultura é direito, memória é força e formar espectadores críticos é construir democracia.

E como todo grande evento merece um grande final, a noite se encerrou com música, dança e energia coletiva ao som contagiante de Gabriel Santana, embalando o campus e celebrando mais uma página da história cultural da região.

VI Colóquio de História da UNEB-X — porque quando cultura, cinema e democracia se encontram, a cidade inteira ganha voz.

Compartilhar: