Por Daniel Rocha

Em 2012, Teixeira de Freitas viveu um daqueles momentos de euforia coletiva. A notícia se espalhou rápido: a cidade poderia ganhar não apenas um, mas dois shoppings. Era o sinal de crescimento, de modernidade chegando com força ao extremo sul da Bahia.

De um lado, o projeto do Shopping Jequitibá, liderado pelo Manoel Chaves Neto, com investimento anunciado de R$ 70 milhões, mais de 100 lojas, cinema, praça de alimentação e uma proposta de atender toda a região. Do outro, o já comentado projeto do Pátio Mix, que também se colocava como parte desse novo ciclo econômico da cidade.

A divulgação teve repercussão tanto na imprensa local quanto na nacional

A promessa era concreta: obras previstas para começar em novembro, inauguração marcada para 5 de maio de 2014. Local definido, projeto apresentado, parceiros envolvidos. Parecia questão de tempo.

Mas não foi. Entre expectativas e anúncios, o Shopping Jequitibá de Teixeira de Freitas ficou pelo caminho. O projeto acabou não se viabilizando, sob a justificativa de inviabilidade econômica naquele momento — especialmente diante da consolidação do empreendimento concorrente que começou sa construção em 2013.

Projeto do shopping. Divulgação

Enquanto isso, o Pátio Mix seguiu adiante e saiu do papel. Hoje, o “shopping que não veio” permanece como uma memória curiosa de um tempo em que a cidade sonhou dobrado. Um projeto que mobilizou expectativas, movimentou conversas e desenhou, ainda que por pouco tempo, um futuro que não chegou a existir.

Daniel Rocha da Silva
Historiador graduado e pós-graduado em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.
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Fonte: www.bnews.com.br

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