Se você já olhou para o calendário e pensou que o dia de folga passa mais rápido que promoção de supermercado, saiba que não está sozinho. A escala 6×1, velha conhecida de milhões de trabalhadores brasileiros, pode estar com os dias contados.

E Teixeira de Freitas não ficou de fora dessa conversa. No dia 29 de abril de 2026, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Teixeira de Freitas (SINDEC), Gilvane dos Santos Dias, o popular Gil do Sindec, reuniu-se com Marcelo Carvalho Lavigne, presidente da União Geral dos Trabalhadores da Bahia (UGT-BA), para fortalecer a campanha em defesa do Projeto de Lei nº 1.838/2026.

A proposta, enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional em regime de urgência constitucional, promete mexer na rotina de muita gente. O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado por semana e ainda proíbe qualquer redução salarial. Traduzindo para o português do trabalhador: mais descanso, mais tempo para a família e o mesmo salário no fim do mês.

Na prática, a medida coloca a escala 6×1 na fila da aposentadoria. E não estamos falando de pouca gente. Cerca de 14,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada seriam beneficiados diretamente. Somando o impacto nas famílias e na sociedade, o número pode chegar a aproximadamente 37 milhões de brasileiros.

Durante a reunião, Gil do Sindec reforçou a necessidade de mobilizar a categoria e buscar apoio dos deputados baianos para que a proposta avance no Congresso. Afinal, ninguém conhece melhor o valor de uma folga do que quem passa seis dias esperando por ela.

Enquanto isso, em Brasília, o deputado federal Léo Prates, relator da proposta na comissão especial da Câmara dos Deputados, marcou para o dia 26 de maio a votação do parecer. Se o texto for aprovado, seguirá para o plenário da Câmara, aproximando ainda mais a possibilidade de uma mudança histórica.

Em Teixeira de Freitas, um dos maiores centros comerciais do Extremo Sul da Bahia, a discussão interessa diretamente a milhares de comerciários. E não é difícil entender o motivo. Quem trabalha o dia inteiro sonha com mais tempo para viver, descansar, estudar, passear ou simplesmente fazer aquilo que a correria da semana não permite.

Por isso, a campanha pelo fim da escala 6×1 continua ganhando força. E se depender da mobilização dos trabalhadores, o famoso “seis dias de luta por um de descanso” poderá virar apenas uma lembrança das antigas, daquelas que a gente conta para os mais jovens e eles perguntam: “Mas vocês trabalhavam tudo isso mesmo?”

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