Por Daniel Rocha

Fiz apenas os ajustes necessários de gramática, concordância, clareza e fluidez, preservando o conteúdo e o estilo original.

Muito antes da Rádio Box do Mercado Municipal ocupar os sábados e os demais dias da semana com músicas, notícias, propagandas e recados, a antiga feira livre da “Pauzoeira” já tinha sua própria maneira de fazer o som chegar a quem passava por ali.

Segundo relatos de antigos frequentadores, no meio da feira havia um poste equipado com duas grandes bocas de alto-falante. O equipamento chamava a atenção e fazia parte da paisagem da feira, espalhando música enquanto compradores circulavam e os vendedores negociavam suas mercadorias.

Mas quem controlava aquele som? De acordo com o senhor Edevaldo S. Silva, de 57 anos, antigo trabalhador da “Pauzoeira”, os alto-falantes estavam ligados a um sistema conhecido como “Voz da Cidade”.

Imagem orginal sem alterações por IA.

E não era apenas a voz dos vendedores que ecoava pelo espaço. Entre uma negociação e outra, as músicas também faziam parte da rotina. Nas lembranças dos antigos frequentadores aparecem nomes como Sérgio Reis, Amado Batista e Luiz Caldas, entre outros artistas que embalavam o movimento da feira.

Ou seja, a antiga “Pauzoeira” tinha muito mais do que bancas, mercadorias e compradores. Tinha uma verdadeira trilha sonora.

Mas a história não termina aí. Segundo Edevaldo, que conta também ter sido praticamente criado trabalhando na feira antes de migrar para São Paulo, em 1989, com o tempo, os antigos alto-falantes acabaram sendo substituídos por caixas de som.

Ainda de acordo com ele, foi então que surgiu um problema. Como os equipamentos tinham valor naquela época, passaram a ser alvo de furtos durante a noite. A situação teria levado o município a fixar guardas municipais para proteger as caixas de som.

IMAGEM POR IA

No presente, quem frequenta a feira talvez veja apenas o mercado e o movimento dos sábados. Mas, por trás desse cenário, existe uma história que continua sendo reconstruída pelas lembranças de quem viveu aquele período.

Por meio desses relatos, é possível saber que a “Pauzoeira” tinha cheiro, movimento, comércio, encontros e, como agora sabemos, também tinha som o dia todo. E talvez seja justamente esse detalhe que torne essas lembranças tão especiais.


Daniel Rocha da Silva
Historiador graduado e pós-graduado em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.
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Foto – Feira da Pauzoeira. Fonte: Museu Virtual de Teixeira de Freitas.

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