Por Luiz Oss

Segundo informações, as Forças Armadas enviaram um recado a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Gilmar Mendes e Edson Fachin, informando que não pretendem realizar intervenções em caso de crise institucional ou de um cenário de intervenção estrangeira.

Esse relato de bastidores, às vésperas da eleição, reforça um cenário de incertezas e preocupação. Simultaneamente, houve o encerramento das atividades de diversas embaixadas e consulados em solo brasileiro, o que reforça o clima de paranoia.

O que chama a atenção é a inércia dos militares diante de uma potencial intervenção americana. O famoso slogan das Forças Armadas, “braço forte e mão amiga”, soa mais como “braço frouxo e mão omissa”.

No caso de uma convulsão social decorrente do resultado eleitoral, somada à suposta inoperância das Forças Armadas, desenha-se um cenário que poderia ser interpretado como orquestrado por serviços de inteligência estrangeiros. A hipótese de uma “revolução colorida”, expressão usada para descrever movimentos de protesto que, segundo determinadas interpretações, podem contar com apoio ou financiamento externo, não pode ser simplesmente descartada.

O futuro é incerto, mas uma coisa parece certa: podemos confiar plenamente nas Forças Armadas para pintar o meio-fio com total eficiência e dedicação.

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