Para enfrentar a crise, Teixeirense volta pedalar

Por (Daniel Rocha)

Da mesma forma que o aumento dos congestionamentos é reflexo do bom momento econômico do país, a ausência deles sinaliza o oposto. Substituta natural dos automóveis, as bicicletas, estão voltando à ativa.

 

Conversando com a recepcionista Lúcia Nunes, de 40 anos, Observamos que voltou a crescer na cidade o número de pessoas, que como ela, estão utilizando a bicicleta como meio de transporte principal.

 

Há quatro meses ela saia de sua casa no bairro São Lourenço às 7h50min para chegar ao trabalho 8hs em ponto. Dizia ela: “Com a moto eu ganhava mais tempo”.

 

Nas últimas semanas essa rotina teve que ser modificada, para chegar ao trabalho, no centro da cidade, ela tem que sair do bairro, onde mora, faltando 20 minutos.

 

O pior é no horário de almoço somando os vintes que gasta para chegar a casa, com mais vinte que gasta para regressar ao trabalho, ela está perdendo 40 minutos que eram muito bem aproveitados para o descanso.

 

“As coisas estão aumentando, o combustível está caro e há outros custos fixo que não tenho como cortar, por isso a única saída é deixar a moto na garagem, como a passagem de ônibus também subiu tive que voltar a utilizar a bicicleta”.

 

Outras causas já são bem conhecidas, a crise, aumento no custo de vida e dos alimentos e o reajuste recente da outra opção, o transporte coletivo cuja passagem saltou de R$ 2,50 para R$ 2,80.

 

Para se a ter uma ideia do que ela fala, basta lançar um rápido olhar na principal avenida da cidade, Presidente Getúlio Vargas, para perceber que onde nos últimos dias, esta tem ganhado mais ciclistas.

 

Enquanto isso Lúcia Nunes vai experimentando à volta ao velho habito. “Já havia me esquecido o quanto era bom andar de bicicleta, tem suas desvantagens como o risco no transito; completa Lúcia Nunes: “é bom, que exercita”“.

Dez dias depois

 

Dez dias depois de conversar com Lúcia, e uma semana depois de escrever este texto, encontrei-a no centro da cidade, desta vez fazendo uso  da  motocicleta.
Notando meu espanto, ela nem esperou pelo meu questionamento, foi logo avisando que não resistiu à correria e o transito ruim, com isso voltou a utilizar o transporte de antes (motocicleta): “Tem dia que a correria é maior”.

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