Por Daniel Rocha
A 35ª Exposição Agropecuária de Teixeira de Freitas-BA, realizada entre 18 e 22 de outubro no Parque de Exposições Timóteo Alves de Brito, consolidou-se como um evento de grande importância, tanto no lazer para o público quanto como uma relevante oportunidade de negócios para agropecuaristas, empresários e políticos da região.
Com raízes que remontam a 1974, a exposição teve sua primeira edição organizada pelos ruralistas do então povoado de Teixeira de Freitas. Na época, a iniciativa foi uma resposta ao cenário econômico local, dominado pela exploração de madeira e pela agricultura, com o objetivo de inserir a cidade no promissor mercado do agronegócio nacional.
Desde o início, o evento desempenhou um papel fundamental na política local, reforçando discursos e atraindo a atenção da região do extremo sul da Bahia, além de consolidar um modelo de poder elitista. Sem apoio governamental, o empresariado local assumiu a liderança na promoção de obras e eventos, moldando-os conforme seus próprios interesses.
Atualmente, mesmo com o crescente foco de Teixeira de Freitas no comércio e na educação superior, os produtores rurais continuam a usar a exposição como uma plataforma para fortalecer sua influência e manter o protagonismo político.
A conexão entre o evento e a política permanece evidente desde sua criação. A primeira edição contou com a presença de Alysson Paolinelli, Ministro da Agricultura no governo militar de Ernesto Geisel. Em 1986, o governador João Durval esteve presente, e, em 2017, foi a vez de Rui Costa marcar presença no evento.
Além dos políticos, a exposição atrai a participação de autoridades e representantes de instituições financeiras, tanto públicas quanto privadas, que aproveitam a ocasião para promover produtos e fechar negócios, especialmente nos leilões de gado de corte e leiteiro das mais renomadas raças.
Para o público, o evento oferece uma ampla gama de atrações, como vaquejada, parque de diversões, shows, apresentações de artistas locais, comidas típicas e outras opções de entretenimento. Embora a festa dure apenas cinco dias, seu impacto no agronegócio local e regional é profundo, consolidando-se como um marco econômico e cultural para Teixeira de Freitas ao longo de mais de 43 anos.
Daniel Rocha da Silva*
Historiador graduado e Pós-graduado em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.
Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com
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Atualizado setembro de 2024
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