Por Daniel Rocha

Este filme destaca-se ao mergulhar nas complexidades dos sentimentos de três jovens adolescentes, fazendo as perguntas certas sobre suas emoções. Ao contrário do título aliciante, ele se distancia do habitual sentimentalismo estúpido e vulgar dos filmes adolescentes que retratam a puberdade de forma superficial. Com uma história bem escrita e interpretações convincentes, o filme proporciona uma experiência prazerosa ao público.

Uma das grandes qualidades de “Três Formas de Amar,” Threesome. EUA, 1994, 93 minutos, do Diretor Andrew Fleming, reside na sua abordagem corajosa e inovadora. Os personagens principais são pioneiros em seus papéis, enfrentando dilemas emocionais genuínos, o que resulta em um retrato autêntico da adolescência contemporânea. A narrativa é construída de forma inteligente, explorando as diferentes perspectivas e possibilidades que surgem quando dois meninos e uma menina se envolvem em um intrigante triângulo amoroso.

O filme equilibra habilmente os elementos cômicos e dramáticos, oferecendo momentos de riso e reflexão. Essa mistura de gêneros permite que o público seja transportado para a montanha-russa emocional vivenciada pelos personagens, tornando-se uma experiência envolvente e multifacetada. É impossível não se conectar com suas histórias e se deixar levar pelas diferentes nuances de suas jornadas.

Uma das grandes conquistas de “Três Formas de Amar” é a capacidade de evocar uma pontada de nostalgia acadêmica em seu desfecho. À medida que os personagens se preparam para seguir caminhos separados, somos inundados por uma sensação de saudade pelos momentos compartilhados e pelas oportunidades perdidas. Essa reflexão sobre o tempo perdido na juventude acrescenta um elemento de profundidade à narrativa, deixando uma marca duradoura nos espectadores.

Em resumo, “Três Formas de Amar” é uma pequena e agradável comédia-drama que mergulha nas emoções adolescentes com maestria. Seu roteiro bem escrito e interpretações

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