O causo do vinho em Helvécia

Por Daniel Rocha

Na década de 1940  no povoado  do  município de Nova Viçosa ,Helvécia, era muito comum casais de namorados dançarem com uma garrafa de vinho no chão do salão em  bailes realizados em casas ou espaços públicos . O casal que dançava sem derrubar a garrafa tinha o direito de beber com os amigos. A brincadeira era bem popular na época  por isso ninguém estranhava.

Aconteceu de uma linda garota se envolver com um rapaz casado, que se passava por solteiro, em um  baile. A esposa traída e os familiares do pula cerca preocupados com o envolvimento do rapaz  preparou uma garrafa de vinho batizada em um terreiro.

Organizaram um grande baile e colocaram a garrafa do terreiro no meio do salão. Diversas pessoas foram convidadas, dentre estas a inocente garota. Durante o baile o conquistador não apareceu  pois a festa era na casa da família logo ficou com medo de se expor com a amante. Já a garota inocente não recusou o convite e foi.

Durante a festa um cavalheiro habilidoso a convidou para dançar, assim o fez durante toda noite. O dançarino com muita destreza dançou do início ao fim sem derrubar a garrafa. Como era de costume no final do baile o casal ganhava o vinho, porém o dançarino dispensou e deu de presente para ela.

A garota satisfeita com a prenda convidou alguns amigos e foi para casa beber e conversar. Tomou uma dose do vinho antes de servir aos outros, que nem tiverem tempo de provar,  porque perceberam  ela passando mal. Logo concluíram que o vinho não havia feito bem a amiga.

Ela começou a sentir infinitas dores na cabeça e fungar lagartas pelo nariz, assustados com tudo que vinha ocorrendo  os amigos e familiares a embarcou no primeiro trem da Bahia – Minas, um dos o únicos meios de transporte do povoado,  com destino a cidade mineira de Nanuque.

Na cidade buscaram a orientação de uma conhecida “mãe de santo mesa branca” chamada  Dona Sofia, que era conhecida por desfazer trabalhos feitos e “coisas mandadas”. A experiente mãe de santo, orientada pelos guias, teve a visão do mal que estava agindo dentro da apaixonada  provocando  dores e  tormentos.

Com muita fé e trabalho conseguiu livrar do sofrimento e das dores constantes à garota que tinha cometido apenas o pecado  amar demais. Dona Sofia  só não  conseguiu acabar com o fungar das lagartas  que a atormentou pelo resto da vida.

Fonte:

M. D . R .S – Teixeirense  de coração, nascida e criada em Helvécia.

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