Em busca do tempo perdido

Quanto humanas e formosas

eram Princesa do Extremo Sul,

São Salvador, São Paulo e São Sebastião

que em janeiro o ano começava

e as águas de março o verão fechavam

Quão dessemelhantes

hoje são!

Onde estão os bondes, as deusas das ruas,

e o boêmio, que não regressou?

Mecanizadas estão,

a violência explode

em cada esquina,

e já há mais carros

do que gente

em seus espaços!

Onde estão os galos,

noites e quintais,

e as serenatas do trovador?

A pena sofregante e órfã

não cessará a perguntar,

mas ficaram nas memórias

de um tempo

que não volta mais!

Erivan Augusto Santana

Veja também:

O saxofonista no telhado

2 thoughts on “Em busca do tempo perdido”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *