Yesterday – A canção mais popular do planeta

Há quase 50 anos atrás, Paul MacCartney teve uma grande inspiração sobre uma canção que lhe veio em mente após uma noite de sono, como ele conta: “Para mim parecia uma canção que já existia, e a letra veio no início como: Scrambled Egg, oh my baby how l Love your leg. Então, percebi que a canção era mesmo minha e que ficava melhor uma frase de três sílabas como ‘yesterday’ ou ‘Sunddenly’ ( John Lennon também influiu na mudança da letra). E ficou então ‘’YESTERDAY’.”

Estamos falando de “YESTERDAY”, a canção que durante todos esses anos recebeu nada mais nada menos que mais de três mil versões de intérpretes como: Chris Montez, Cilla Black, Frank Sinatra, Dianna Ross e Supremes, Willie Nelson, Elvis Presley, James Brown, Nat “King” Cole, Plácido Domingo, José Feliciano, Ray Charles, e tantos outros, além é claro, dos próprios The Beatles e de Paul MacCartney. Uma grande curiosidade de toda essa lista imensa de intérpretes, Marianne Faithfull foi a primeira a interpretar a canção, depois dos The Beatles.

Paul conta que John o encorajou a gravar a canção solo, e que George Martin um produtor musical, arranjador, compositor, engenheiro sonoro, músico e maestro e considerado o quinto beatle, sugeriu o quarteto de cordas, mas no princípio Paul relutou para aceitar a proposta, pois imagina que não pegaria bem fazer um mix de música de câmara com rock. Mas o bom é que Paul acabou cedendo ao texte e que no final de tudo amou o resultado.

Paul começou a gravação de “Yesterday” no estúdio 2 da EMI, em Abbey Road, no dia 14 de junho de 1965, um pouco antes de seu 23° aniversário, mas o interesssante e até mesmo irônico disso tudo é que “Yesterday” nunca recebeu um Grammy.

 

Marcos Marcelo

Pesquisador, Bacharel em Serviço Social, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

 

 

Teixeira de Freitas e Lençóis recebem encontro para Salões de Artes Visuais

A equipe da Coordenação de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura (Secult), continua o trabalho de mobilização de artistas visuais para a participação na edição 2013 do edital Salões de Artes Visuais da Bahia, visitando as cinco cidades onde as exposições do projeto serão realizadas este ano.

Nesta quinta-feira (18), às 18h, o encontro acontece em Teixeira de Freitas, no extremo sul, no Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal, que é parceira da ação. No sábado (20), na cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, às 10h, na Casa Afrânio Peixoto, numa parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC) e prefeitura local. Nestes eventos, gratuitos, o público interessado receberá orientações sobre como participar do edital.

As inscrições podem ser feitas até 8 de maio próximo. Nesta edição, o projeto foi ampliado e vai realizar exposições e atividades de formação em cinco cidades baianas de diferentes regiões, reforçando sua relevância no incentivo à criação e difusão de produção artística e à dinamização dos espaços expositivos do interior do estado. A minuta do edital e seus anexos estão disponíveis no site da Funceb.

Oficinas

Até 2012, as exposições dos salões eram montadas em três cidades. Com o aumento do número de territórios alcançados, além de fortalecer a abrangência do projeto, mais artistas serão contemplados e vistos pelo público. No total, até 125 obras (50 a mais do que o ano passado) poderão ser selecionadas para compor as exposições, que têm visitação gratuita e são acompanhadas de oficinas para a qualificação de artistas das localidades.

Podem ser inscritos trabalhos de livre temática, de artistas ou coletivos, nas modalidades de arte e tecnologia, assemblage, cerâmica, colagem, desenho, design gráfico (ilustração, humor gráfico e quadrinhos), escultura, fotografia, grafitti, gravura, instalação, intervenção urbana, objeto, performance, pintura, tapeçaria e videoarte.

As propostas serão avaliadas quanto à qualidade artística e ao currículo do proponente, e o número de selecionados dependerá das características físicas das obras inscritas, e também os espaços expositivos em questão, podendo chegar a 25 por mostra.

Espaços

Desde o ano passado, os Salões ocupam espaços culturais não-vinculados ao Estado, findando a restrição de sua circulação apenas em municípios que possuem centros geridos pela Secult. Neste ano, participam o Centro de Cultura Amélio Amorim (Feira de Santana), o Centro de Cultura Teixeira de Freitas, a Casa Afrânio Peixoto (Lençóis), o Palácio das Artes (Barreiras) e o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Vitória da Conquista). As exposições se iniciam em julho e seguem até dezembro deste ano.

Premiação

Na abertura de cada salão, uma comissão de premiação específica anunciará três obras premiadas entre as expostas, que receberão prêmios de R$ 7 mil cada. Serão investidos, um total de R$ 105 mil em premiações para 15 artistas (66% a mais que em 2012). Além disso, cada expositor receberá um auxílio para o custeio da sua participação no valor de R$ 800. Há também os prêmios simbólicos – as menções especiais, indicadas pela comissão de premiação, e o Prêmio do Público, pela escolha dos visitantes.

Inscrições

Podem participar pessoas físicas, maiores de 18 anos, brasileiros natos ou naturalizados, além de estrangeiros com situação de permanência legalizada, domiciliados na Bahia. O edital apenas se restringe àqueles que fizerem parte das suas comissões, além de seus parentes até 2º grau e cônjuges ou aos servidores da Secult e suas vinculadas. A novidade deste ano é que funcionários públicos de outros órgãos do Estado estão habilitados à concorrência.

Eles Estão de Volta, Trio Xodó – Natural de Medeiros Neto

Aos que se recordam de uma época em que a música ainda era música, dos bailes, e aquela espera de chegar o são João pra curtir a tradição da fogueira, fogos, o Trio Xodó da cidade de Medeiros Neto, fez história nos anos 80 e começo dos anos 90. Eles não só embalaram o são João da região, mas também em muitos eventos particulares aqui na cidade de Teixeira de Freitas.

Tocaram por muitos anos no parque de exposição, na antiga Pizzaria Reuter e em outras casas de shows que já não existem mais. Teixeira de Freitas teve o prazer de acompanhar esse grupo que em tantos anos fizeram a alegrias dos teixeirenses e região, com o carisma de seus fundadores Almiro e Tonho de Bela e outros músicos que passaram e também tem os seus méritos. Sucessos emplacados, discos gravados, estradas e a música “Natural de Medeiros Neto” que hoje em dia é ensinada para as crianças nas escolas da cidade.

Tonho de Bela (Sanfoneiro) e Almiro (Vocalista)
Tonho de Bela (Sanfoneiro) e Almiro (Vocalista)

Com certeza ficou na memória de todos que acompanharam essa trajetória, mas agora o Trio Xodó está de volta com todo gás e toda garra, depois de longos anos fora do cenário musical Almiro e Tonho de Bela se reuniram em um show nostálgico no ultimo dia 04 de maio no ACREM protagonizado “Ensaio do São João” e já estão preparando uma grande surpresa para os foliões da região nesse festivo junino.

No projeto teve a participação de músicos que passaram pela banda durante algum tempo como Moises nos teclados, Jailson na guitarra e no Vocal Carica. A participação desses músicos tem uma contribuição muito importante no projeto, “são pessoas que não só vivenciaram, mas contém a essência e o brilho musical” diz Almiro vocalista e um dos fundadores do grupo.

Também fizeram parte do projeto os experientes músicos, o baterista Dudú e o contrabaixista Marcos Marcelo (Marcelinho) ambos de Teixeira de Freitas. O grupo era patrocinado pelo saudoso Gil Campista empresário e proprietário da Brahma distribuidora, onde os fundadores relatam a sua eterna gratidão para com eles.

Marcos Marcelo

Pesquisador, Bacharel em Serviço Social, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

Para Velhos e Novos Fãs

A famosa frase que o beatle John Lennon disse no final dos anos 70 com a separação da maior banda de todos os tempos, The Beatles, teve o seu fim por alguns momentos em 1995. Paul MacCartney, George Harrison e Ringo Starr, juntaram-se para reviver e vivenciar essa fantástica atmosfera musical em uma troca de ideias entre os três Beatles remanescentes.

Ao perguntar Yoko Ono se haveria algum registro com músicas incompletas do beatle John Lennon que pudessem ser incorporada ao projeto que se deu o nome de ANTHOLOGY, uma forma de envolver diretamente o autor de Imagine no projeto, Yoko adorou a ideia e deu a eles uma fita com versões diferentes das músicas, Real Love e Grow Old With me, lançadas no formato demonstração nos discos Milk and Honey (84) e Imagine: John Lennon (88) e a canção Free as a Bird totalmente inédita.

Ao milagre da tecnologia, Paul, George e Ringo puderam se unir novamente ao inesquecível parceiro, retrabalhando e acrescentando novos instrumentos e vocalizações às fitas caseiras de Lennon.

No encarte que acompanha “Anthology vol.1”, Paul MacCartney explicou que ele, George e Ringo gravaram Free as a Bird com um enredo em mente. Ele diz: Construímos um cenário em nosso subconsciente, e fingimos que John havia telefonado para nós, dizendo: “Estou indo de férias para a Espanha, terminem uma canção que adoro e deixei inacabada, confio em vocês”. “Essa prova de confiança era essencial para nós”, explica o ex-beatle. E a magia dos Beatles voltou à tona, 25 anos depois da separação.

Em entrevista ao Daily Express Paul MacCartney disse: “Se John e George ainda estivessem aqui, é bem provável que nós teríamos uma reunião dos Beatles. Eu acho que a gente iria amolecer a ponto de falar ‘vamos lá'”. Na entrevista ele relembrou uma das histórias mais divertidas envolvendo ele e John Lennon. Foi no ano de 1976 o ainda novo programa Saturday Night Live levou ao ar um esquete onde o produtor do programa Lorne Michaels oferecia a quantia de U$3 mil para que os Beatles se reunissem para tocar três músicas no programa.

O que Lorne não podia imaginar é que McCartney estava vendo o programa na casa de Lennon – os dois estavam voltando a se falar após anos afastados – e que eles realmente cogitaram ir até o estúdio se apresentar. Infelizmente eles desistiram da ideia e assim a última chance do mundo ver John e Paul juntos no palco foi abortada. John Lennon foi assassinado em 1980 e George Harrison morreu em 2001 após perder luta contra um câncer.

Fontes:

 http://www.revolution9.com.br/

Marcos Marcelo

Pesquisador, Bacharel em Serviço Social, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

 

Memória estudantil – Escola Anísio Teixeira / AABB Part 03

 

Por Daniel Rocha

Após deixar o antigo endereço ,no bairro Bela Vista,  hoje escola Cooperativa, deu-se início do ano letivo de 1992  na rede estadual de ensino  e desta forma  na escola Anísio Teixeira ,  no antigo prédio da Associação Atlética Banco do Brasil, AABB, um espaço inadequado para os alunos.

Tal situação fez com que os estudantes das escolas próximas  tirassem sarro da situação precária ao qual havia sido colocados os alunos  criando denominações depreciativas  para os alunos, rebatidas com a mesma criatividade pelos meninos do Anísio Teixeira.

 Na nova escola, a primeira providencia dos alunos foi rebater a denominação dada à escola pelos estudantes dos colégios vizinhos, Ângelo Magalhães e Rômulo Galvão que apelidaram a escola de AABB – Associação de Bestas e Burros.

Assim para rebater as gozações criou-se uma leitura para as siglas  CEPROG – Centro Educacional Professor Rômulo Galvão,   que na interpretação dos alunos se tornou  CEPROG –  Crescendo Para Roubar Galinhas.

Portanto, quando um aluno do CEPROG falava “olha os bestas e burros” respondia-se “olha os ladrões de galinhas”. Além destas gozações foi criada uma para cada escola, só que vou ficar devendo porque me falha a memória.

Na escola a situação seguia caótica, buracos nas salas de aula gerava quedas e risadas, hora ou outra a diretora Conceição entrava na sala para falar do absurdo em que havíamos sido colocados.

A professora de mesmo nome era muito alegre e sorridente ria de tudo, principalmente, das brincadeiras dos alunos, uma em especial, o medo que as crianças tinham de ir ao banheiro e deparar com a lendária mulher do algodão. No recreio quem entrava ficava preso, porque sempre tinha alguém para segurar a porta.

O fato sobrenatural havia ganhado verossimilhança depois que o Jornal do Meio Dia da rádio local tinha noticiado o caso que assombrava as escolas da cidade. O Jornal do Meio Dia da  Caraípe FM (100.5) alcançava uma audiência espantosa. Mesmo quem não possuía rádio ouvia o do vizinho tamanho era o volume que se usava na época.

Já as meninas não ficavam apenas envolvidas com os fenômenos sobrenaturais muitas  se dedicavam a expressar sua admiração pelos meninos da 5ª série, algumas mais assanhadas  entregavam declarações feitas em papéis de carta para os amados de 15 anos de idade completos.

Na sala de aula alguns apelidos provocava brigas no recreio ou na saída, porém no final das contas todo o mundo tinha um, então, não passava de  motivos de risadas constantes. A ofensa maior, recordo, era ter o nome da mãe sendo caluniado ou algum apelido referente a ela, então quando se queria ofender verdadeiramente alguém bastava dizer algo do tipo ”a sua mãe aquela  alguma coisa….” ou apontava se algum defeito na fisionomia, era porrada na certa.

No banheiro a literatura registrada nas paredes era os palavrões, dentre os mais citados, fulano é viado ou  etc… Diante deste perturbador fenômeno uma professora (sei que deveria citar o nome mais neste caso prefiro não) resolveu liberar o linguajar “buceta”, pois, segundo ela, não havia mal nenhum em falar este nome porque o órgão sexual feminino tinha outro, foi uma graça chamar os alunos de outra sala e mostra que na 3º terceira série era permitido falar aquele nome em frente à a professora, claro que não demorou ela rever a permissão.

Politicamente o Brasil estava mal e economicamente também, não era difícil um aluno passar mal na escola e sair o comentário que tinha saído de casa sem comer, o caso dele relata a realidade de muitos alunos da época.

As manifestações pedindo a  saída do presidente Collor do poder foi o assunto do dia na escola, alguns usavam uma camisas com o desenho do Baby do seriado do momento, Família Dinossauro, com os dizeres “não quero Collor” um trocadilho bem engraçado.

Em 1992, ano olímpico o chicle da moda era o das Olimpíadas do Pateta que disputava a tapa com o Ping Pong a atenção da molecada. As figurinhas numeradas funcionavam como moeda de troca por lanches ou qualquer outra coisa, como por exemplo, beijinhos no rosto quando o interesse era das meninas.

O filme  mais comentado sem dúvida foi  Batman, o retorno. A criançada ficava a catar nos trailers da cidade as tampinhas do refrigerante Pepsi para trocar por um pôster do filme na distribuidora Brahma,  que ficava onde hoje funciona a secretaria municipal de Assistência Social da cidade.

Além da ampla divulgação da mídia (com direito a uma reportagem longa sobre a produção do filme no programa dominical Fantástico, um carro de som rodava as ruas anunciando que já estava em exibição no Cine Brasil, o filme mais esperado do ano, quem se dirigia ao cinema noticiava as filas e a disputa ferrenha por bilhetes nas matinês.

Com toda dificuldade estudar na escola Anísio Teixeira era muito bom, pois, o espaço da antiga AABB improvisado não tinha muros e isso fazia da escola um lugar diferente de qualquer outro. Hoje, quando ando pelas ruas da cidade ou procuro um serviço de alguma instituição pública ou privada, encontro os antigos  colegas, que fazem questão de recordar os bons momentos vividos na escola improvisada.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

 

História, Recordações, Relatos, Causos e Memória