Curso de corte e costura

 

Com o crescimento do povoado de Teixeira de Freitas, na década de 1960 , a comunidade em alguns aspectos sofreu transformações, como por exemplo, abertura de novos postos do trabalho e mudança no papel desempenhando pela mulher.

Recorda Maria Gomes, aluna do curso de corte e costura do Instituto Visconde de Mauá, o primeiro do povoado em 1968, que a oferta do curso foi uma grande novidade para as garotas da época. As aulas eram ministradas em um barracão improvisado na Praça dos Leões, onde também eram realizadas as missas da igreja São Pedro que estava em reforma.

De acordo o diploma da ex-aluna o curso era uma iniciativa do Instituto Industrial Visconde de Mauá, da capital Salvador. O conteúdo expresso pelo documento informa que a formatura ocorreu no dia 24/04/1969.

As aulas foram ministradas por uma moradora da cidade a senhora “Gilca de Deusdete”. Lembra Maria que a maioria das alunas estava noivas ou em idade de casamento. O curso era visto como mais uma prenda preciosa altamente prezada pelos pretendentes, com ele a mulher poderia trabalhar em casa e ajudar nas despesas.

Conforme suas memórias, Maria diz que a mulher tinha pouca liberdade e mesmo comprometida não podia  sair muito com um noivo, “só voltinhas pela praça, ir ao cinema e à igreja”.

A vigilância da família era constante. A obediência ao pai era transferida ao marido depois do casamento. Após concluir o curso, Maria casou se com o namorado, hoje separada não exerce a profissão de costureira.

Outra moradora, Nelzuita Conceição, em entrevista ao trabalho monográfico de Ferreira (2010), esclarece que também foi aluna deste curso, não concluiu porque o casamento estava demorando de ocorrer.

O pai havia comprado uma máquina de costura no Rio de Janeiro para a filha aprender costurar, só que o noivo tinha pressa, então o patriarca pediu que deixasse  o curso.

Diferentemente do que se imagina, nem todas as moças tinham o privilégio de ser mantidas pelo pai até o casamento. Em alguns casos, ainda solteira a mulher trabalhava para ajudar a família, como relata Izabel Rodrigues que em 1960, trabalhou como passadeira para a uma senhora que era a lavanderia do dormitório da serraria “Eliosippio Cunha”:

“Eu consegui trabalho com uma mulher que lavava roupa para o dormitório da  empresa Eliosippio Cunha, ela lavava e eu passava com o ferro de brasa, tinha dia que vinha 80 lençóis eu passava  todos, eu ganhava cinco mil réis. Neste alojamento quando tinha pouco homem era 50 todos vinham de fora para extrair madeira.”

O mercado de trabalho para mulher estava relacionado aos afazeres domésticos, como passar, lavar, cuidar, e ensinar. É importante ressaltar a existência de pequenas exceções, temos como exemplo, Creusa Medeiros Nascimento, a primeira telefonista da cidade.

Referencias e Bibliografia

DEL PRIORE, Mary. História do amor no Brasil. 2ª ed. – São Paulo: Contexto, 2005.

BANCO DO NORDESTE, As origens. Teixeira de Freitas, Fortaleza – Ceará. P.05-07, Janeiro 1986.

FERREIRA, Susana Teodoro. A vida privada de negros pioneiros no povoamento de Teixeira de Freitas na década de 1960. UNEB, Campus X, Teixeira de Freitas- BA, 2010.

ROCHA. Daniel; OLIVEIRA. Danilo. Cinema – Contribuições no Processo de Formação da Sociedade de Teixeira de Freitas nos anos de 1960, 1970 e 1980. UNEB – Campus X, Teixeira de Freitas-BA.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

Biblioteca Digital Mundial reúne acervo histórico em sete línguas

Allan Walbert – Portal EBC*                                          16.07.2013 – 11h50

O primeiro texto impresso da história, trabalhos científicos árabes sobre o universo da álgebra, a Bíblia de Gutemberg e fotos antigas da América Latina. Esses são apenas alguns dos mais de mil documentos divulgados na Biblioteca Digital Mundial, um projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e outras 32 instituições.

Através da página virtual, os internautas têm acesso a textos, fotos, mapas e gravuras em sete línguas: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. O acervo não tem publicações atuais. “Nosso acervo tem valor patrimonial, para ajudar a compreender melhor as culturas do mundo”, afirma o coordenador da ação, Abdelaziz Abid.

Clique aqui para acessar a página: http://www.wdl.org/pt/

O acesso é gratuito. Entre os filtros disponíveis, é possível pesquisar por períodos, zonas geográficas, instituições e tipo de documento.

* Com informações da Agência ONU

Bruno Caliman… “Deus está no comando”

 

A equipe do site Tirabanha esteve na casa de um dos compositores mais conhecidos do país, estamos falando de Bruno Caliman, que atualmente vem emplacando grandes sucessos no cenário nacional. O artista, mesmo com a agenda repleta de compromissos, reservou um tempo para nos atender em sua casa – evidência incontestável da sua humildade.

No momento, além de escrever bastante e compor, ele trabalha na produção um documentário. Confira!

1)      Bruno Caliman, hoje, você é um compositor consagrado. Quais são as próximas metas a serem alcançadas?

Sonho em gravar um documentário que já tenho roteirizado, também continuo trabalhando com publicidade e compondo músicas, é o que eu sei fazer.

2)      A projeção nacional e internacional influenciou de qual maneira a sua carreira?

Completei 20 anos de correria, eu sai daqui de TX de Freitas para os grandes centros. Eu costumo dizer que segui passo a passo, comecei com uma música que estourou na escola, depois na cidade, estado, região e país.

3)      Em linhas gerais, quais foram os principais desafios nesta trajetória profissional?

O começo é sempre difícil, você fica esperando em porta de hotel os artistas, em filas de camarins, fui empurrado por seguranças, já coloquei CD  debaixo da porta,. Mas, Deus tinha um plano na minha vida, passo  a passo e devagar sempre, assim cheguei a 20 anos de carreira.

4)      Como venceu a barreira do fato de não viver no eixo Rio-São Paulo? Existe realmente esta “barreira geográfica” no caminho do artista brasileiro? Por que?

A internet ajudou muito, ainda hoje, para se ter uma ideia, trabalho muito via internet. O inicio do meu reconhecimento coincidiu como o boom da internet. Por isso costumo dizer que hoje não existe mais barreiras, em Teixeira de Freitas já existem ótimos estúdios, autores e músicos. A internet é um meio democrático, hoje vários cantores disponibilizam canais de contato que facilitam para os compositores que desejam enviar músicas, é só buscar, o resto Deus define tudo.

 

5)      Sabemos que as suas músicas são interpretadas pelas mais variadas vozes do cenário musical, mas há algum cantor (a) que você gostaria de ouvir cantando algo de sua autoria? Quem e qual seria a música?

Tenho dois, um já realizei que foi o Bruno da dupla Bruno e Marrone, outra é a paixão da minha vida que é Alcione, ela é um mito.

6)      A música Sertaneja tomou conta do país, você se considera um artista deste estilo?

Também… O sertanejo é legal porque ele aceita outros estilos, aceita coisas do forró, arrocha, pop, rock, é um ritmo democrático. É um ritmo em ascensão, meu ingresso nele se deu de forma natural.

 

7)      Foi divulgado que compôs uma canção para o filme A onda da vida  do diretor José Augusto Muleta. Já havia composto para cinema? Na prática como aconteceu o trabalho? Pretende seguir neste segmento musical?

Não, foi uma coincidência, um acaso muito legal. O diretor Muleta é capixaba, ele é amigo de um grande amigo meu, que me pediu uma música com este tema. Foi ele quem mandou para Muleta – um guerreiro, que dirigiu um filme maravilhoso, é o tipo de coisa que me deixa realizado.

8)      O que o artista Bruno Caliman vem produzindo?

Eu escrevo o dia inteiro, quando não é música são roteiros. Como de um documentario que já falei pretendo gravar. Em casaestou lendo e escrevendo sempre produzindo algo, assisto a muitos filmes.

 

9) E Bruno Caliman, pai de família, quais são os seus projetos?

Educar meus filhos, porque vivo de música em um país onde é difícil viver disto. Eu me preocupo com a saúde deles, não vivo de luxo, prefiro a vida simples e repassar valores. A cultura musical passo naturalmente, educo neste sentido, pelo exemplo.

 

10) Diante do cenário brasileiro, quando o povo do país inteiro saiu às ruas para se manifestar, inclusive, aqui em Teixeira de Freitas, quais são as suas perspectivas rumo ao futuro do Brasil?

Achei maravilhoso e importante, no inicio  não acreditei por sermos um povo pacato, mas quero participar disto, compondo uma música com este tema, quero marcar a história. O povo aprendeu , e a internet  foi importante neste processo. É muito importante se manifestar  para melhor resolver os problemas da nossa rua, cidade, estado e país.

 

11- Teixeira é uma cidade de mistura cultural, temos aqui gente do Espirito Santo, Minas Gerais e de toda a Bahia. O que as suas composições têm desta mistura?

Eu sempre falo isso para todo o mundo, gente eu estou em lugar estratégico, porque para baixo tem o ES, do outro lado tem Minas,  para cima toda a Bahia e ao leste o mar. Eu estou em uma cidade que recebe influência de todos e, para mim que absorvo estas coisas é fantástico. Olha a qualidade dos estúdios e pessoas que temos aqui, os compositores, produtores.

 

Eu sou um fã desta cidade e acredito na região, muito mesmo, é muito bom morar aqui. Eu não saio daqui porque minha família é de Itamaraju, a  família da minha mulher é de Minas e, o restante dos familiares estão em Vitória, ou seja, eu estou no meio de campo. Eu pego um pouco de cada!

 

Marcos Marcelo

Pesquisador, Bacharel em Serviço Social, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

Elefante Branco

Não é só o cinema brasileiro que está passado por uma boa fase, os nossos vizinhos de continente também, basta conferir a lista de lançamentos do mês para ver que o cinema latino tem se destacado e chegado ao nosso mercado de vídeo.

 

Além do chileno NO (2012) que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, temos o lançamento do argentino, Elefante Branco (2012), já disponível nas locadoras da cidade. Diferente de seus Hermanos, o diretor Pablo Trapero busca mostrar uma realidade que pouco ou nunca é mostrada pelas produções daquele país, as favelas da cidade de Buenos Aires.

 

Na película, os Padres Julián e Nicolas, junto com a assistente social Luciana, lutam para solucionar os problemas sociais da favela Villa Virgem em Buenos Aires. Porém, seus esforços entrarão em conflito com os interesses da igreja, governo, narcotráfico e polícia.

 

O local é um antro de violência e miséria. A polícia corrupta e os sacerdotes da igreja nada fazem para mudar essa realidade e dois padres terão de por suas próprias vidas em risco para continuar ao lado dos mais pobres.

 

Em alguns momentos o filme lembra um documentário, os problemas retratados mostram que as questões sociais do país vizinho são bem próximas daquelas que estamos acostumados a enfrentar por aqui, dentre as quais, a ineficiência dos governantes, que abandonam e não concluem as obras públicas.

 

Os desabafos dos assistidos, padres e os profissionais envolvidos com o projeto social na favela, revelam que em um universo de causas das desgraças sociais, as atitudes tomadas por pessoas comuns poderiam ter partido de você se vivesse em um universo parecido.

 

O nome Elefante Branco faz alusão a uma construção abandonada que foi projetada para ser o maior hospital da America Latina, entre golpes e troca de governo, nunca foi concluída, tornando-se ponto de tráfico e droga na belíssima cidade portenha. O estilo documental lembra a produção brasileira Cidade de Deus.

 

A cena em que os moradores participam de um grupo de discussão com o padre sobre como é viver na favela, mostra que não exploraram apenas o cenário, mas também a forma de pensar dos moradores locais.

 

A produção argentina interessa por este olhar sobre sua realidade desconhecida por aqui. No mais o ritmo é lento e tímido, portanto, pode não agradar ao espectador acostumado com os ritmos atuais dos Blockbuster americanos.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

 

O comércio em Teixeira de Freitas

Por Daniel Rocha*

A cidade de Teixeira de Freitas não surgiu por obra do acaso. Nasceu, sim, de uma série de transformações na política do estado, do país e das rotas de comerciais que tanto favoreceram a posição central da cidade. Quais são os principais fatos que contribuíram para o crescimento do comércio em  Teixeira de Freitas  maior cidade do extremo sul da Bahia?

Até 1950 o extremo sul  ,da cidade do  Prado a cidade de  Mucuri , negociava mais com os estados do sudeste do que com qualquer outra cidade baiana. Em 25 de dezembro de 1947  após viagem de reconhecimento da região o deputado Ramiro Herbert de Castro relatou, em  carta, essa situação  para o então governador da Bahia Otávio Mangabeira:

“Infelizmente, quando se fala na zona do extremo sul do nosso estado, pensa se logo em uma faixa litorânea, cujas condições econômicas – sociais se encontram pouco além daquelas da era do descobrimento. De fato esta é a primeira impressão do visitante apressado. É de estarrecer, porém, afirma – se que a grande atividade econômica nesses municípios, que se expandem a trinta, quarenta, e até cinquenta léguas, no sentido das regiões progressistas das lindas mineiras, é exercida, sobretudo, por mineiros ali localizados.”

Porém não se reduzia apenas a isso, o extremo sul era uma extensão da cidade mineira quando o assunto era comércio. Para melhor entender vamos analisar o papel central da fazenda Cascata no interior no município de Alcobaça,  que no presente pertence o município de Teixeira de Freitas.

Neste período de 1930 a 1950, a fazenda destacava como um importante interposto comercial para as pequenas fazendas vizinhas, fato que é lembrado até hoje por antigos moradores da região, como o senhor Isidro Alves do Nascimento.

De acordo com o velho morador  a fazenda Cascata ocupava uma posição central  porque ofertava meios para escoamento e abastecimento das população dos arredores, que apesar da fartura de produtos naturais, necessitavam também dos industrializados.

Na Cascata havia além da farinheira, a casa do proprietário Joaquim Muniz e outra mais distante próxima ao rio Itanhém. Também  uma venda onde era possível adquirir  os produtos industrializados, uma espécie de mercearia que vendia de tudo.

Conta Isidrio Alves que o proprietário Joaquim Muniz adquiria os produtos produzidos nas roças e vendia em Alcobaça.  Na venda os moradores compravam produtos diversos, “tudo no caderninho, no fiado para quem não podia pagar no momento” um grande favor que o torna grato até hoje:

“Na venda tinha açúcar, óleo, querosene, sabão, sal, aí o povo comprava. O proprietário Quincas Neto  também emprestava canoa para quem preferia ir vender suas safras na Alcobaça, lá os comerciantes ficavam no porto esperando para comprar.”

Segundo Evandro Virgulino ,71 anos,  a fazenda Itaitinga, onde morou quando criança com a família  na zona rural de  Alcobaça, foi uma grande produtora de farinha. Recorda que toda produção era  destinada  ao comércio da  rua do Porto em Caravelas.

Lá mesmo em Caravelas gastava a renda, comprando produtos vindos de Minas como açúcar, tecidos, e a carne Jabá. Destaca que o lucro com a venda da farinha era pequeno, “fica tudo no armazém, quem ganhava mesmo era os comerciantes que compravam a farinha para vender a de Minas Gerais.”

A cidade Mineira de Nanuque por sua vez, era abastecida pelas únicas transportadoras atuantes naquela parte do estado a Renato e Ramos que cobrava uma taxa altíssima para alimentar o comércio da maior cidade do extremo nordeste de Minas.

Através da estrada de ferro Bahia – Minas  os comerciantes mineiros compravam e vendiam no mercado de Caravelas que também abastecia as vizinhas, por conta disto as cidades baianas pagavam um preço altíssimo por produtos como açúcar, querosene, e a carne jabá. Suponho, apenas, que o preço ficava ainda mais abusivo no balcão das vendas do interior  como a da fazenda Cascata.

O comércio então era dominado pelos mineiros pelo fato de que não havia outra rota de escoamento pelo norte em direção a capital Salvador, como observou o deputado no final da carta escrita ao governador, explicando as razões desta dependência da cidade Mineira:

(…) Tudo isso governador, tem uma explicação simples.A faixa litorânea daqueles municípios baianos, até 12 léguas de fundo, está em completo atraso, sendo suas povoações sujeitas á vida primitiva da exploração de culturas pouco rendosas e da pesca, padecendo horrivelmente da carência de qualquer espécie de transporte, não só entre as sedes das comunas, mas também para o interior e a capital de estado.”( Koopmans, 2005. pg 36).

Essa dependência comercial  também foi observada por Matias Arrudão,  jornalista do jornal  O estado de São Paulo, em 1945, durante passagem pela cidade de Caravelas em 1945 quando  avião em que  voava  pousou para ajustes no aeroporto da cidade.

“Caravelas não têm grande expressão urbana. E toda via um porto de certo movimento,por onde e escoa os artigos produzidos pelo extremo sul da Bahia e oeste de minas, zona de Teófilo Otoni, A.E.F, Bahia-Minas, parte de Caravelas e comunica – se com o Jequitinhonha, em “Arassuae”, num percurso de mais de quinhentos quilômetros em dois dias de viagem.” (ESTADO DE SÃO PAULO, 1945).

Segundo Koopmans (2005) a partir da década de 50, iniciou se a construção de uma estrutura que mais tarde tomaria conta da região. No próximo texto da série  vamos analisar como o fim da Bahia – Minas e a abertura das primeiras estradas, mudaram as rotas de comércio influenciando o surgimento e crescimento do Comercinho dos Pretos, que mais tarde originou o povoado de Tira-banha e Teixeira de Freitas. (Ferreira, 2010).

 

 Atualizado 05/05/15

Referências:

KOOPMANS. Padre JoséAlém do Eucalipto: O papel do Extremo Sul. 2005.

MELLO, João Manuel Cardoso; NOVAIS, Fernando A. Capitalismo tardio e sociabilidade moderna: Companhia das Letras.SAID, Fabio Medeiros. História de Alcobaça – Bahia (1772-1958). São Paulo.

www.fazendacascata.com.br/site/a-fazenda/

FERREIRA, Susana. A vida privada de negros pioneiros no povoamento de Teixeira de Freitas na década de 1960. Uneb campus- x. Teixeira de Freitas BA, 2010.

Arrudão. Matias. A boa Terra. O estado de S. Paulo, 16/02/1945. Página 03.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

Veja também:

O rio Itanhém parte 01

O rio Itanhém parte 02

O rio Itanhém parte 03

O rio Itanhém parte 04

A exploração da Madeira parte 01

Medicina oficial em Teixeira de Freitas.

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 03

Mulheres parteiras em Teixeira de Freitas parte 01

Mulheres parteiras parte 02.

Praça da prefeitura

O causo do Tatu papa -defunto.

Os nomes que Teixeira de Freitas já teve

O cine Horizonte

O comércio de Teixeira de Freitas

História da Expo Agropecuária de Teixeira de Freitas

O causo do Boitatá

O causo do nó da mortalha

Emancipação: História e memória

 

 

 

O cinema vai à mesa

Existem filmes deliciosos e livros para serem devorados. Mas pela primeira vez essas duas formas de arte se juntam em O CINEMA VAI À MESA de Rubens Ewald Filho e Nilu Lebert.Convidar os amigos para ver um filme em casa e depois oferecer-lhes um jantar é algo bastante comum. Mas que tal surpreendê-los com os pratos vistos no filme?
Melhor ainda se as receitas forem ensinados por alguns dos maiores Chefs do Brasil como: Adriano Kanashiro, Alessandro Segato, Allan Vila Espejo, Benny Novak, Calors Siffert, Emmanuel Bassoleil, Erika Okazaki, Fabrice Lenud, Hamilton Mellão, Juscelino Pereira, Luciano Boseggia, Mara Salles, Maria Emília Cunali, Mariana Valentini, Marie – France Henry, Mukesh Chandra, Roberto Strôngoli, Silvia Percussi, Thompson Lee e Waldete Tristâo.
Este saboroso livro, além de muitas receitas detalhadas, traz informações e curiosidades sobre os filmes, seus atores e diretores. E fotos de dar água na boca!Traga o sucesso de belíssimos filmes para a sua mesa: A Festa de Babette, Vatel, Dona Flor e seus Dois Maridos, Simplesmente Martha, Chocolate, Maria Antonieta, O Jantar, Volver, Casamento Grego e muitos outros!
Um banquete para todos os paladares!.

 

Os leões de Bagdá

Por (Daniel Rocha)

Foi -se o tempo que história em quadrinhos era coisa só para crianças, hoje diversos títulos adultos no mercado diversas obras se destacam pelo conteúdo. Um bom exemplo é a revista Os leões de Bagdá lançado no Brasil em 2007.

No ano de 2003, os norte – americanos promovem um bombardeio a capital do Iraque, vitima deste ataque um bando de Leões escampam do Zoológico da Metrópole . Perdidos, confusos, famintos e finalmente livres, os quatros leões perambularam pelas ruas destruídas da cidade numa luta desesperada para salvar suas vidas.

Ao documentar a situação dos leões, a questões sobre o verdadeiro significado da liberdade e posto: é melhor morrer livre do que viver a vida em cativeiro? Baseado em uma história verdadeira, os autores Vaughan e Henrichon criaram uma janela única e comovente sobre à vida e a guerra.

 

Editora: Panini Brasil.
Daniel Rocha

 

Divulgado resultado dos Salões de Artes Visuais da Bahia 2013

Dentre 463 propostas inscritas, um recorde histórico do projeto, os Salões de Artes Visuais da Bahia 2013, promovidos pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo Estado (SecultBA), vão expor 110 obras selecionadas através de edital público, realizadas por 79 diferentes artistas.

Nesta edição, o projeto foi ampliado e vai realizar exposições e atividades de formação gratuitas em cinco cidades de diferentes regiões, reforçando sua relevância no incentivo à criação e difusão de produção artística e à dinamização dos espaços expositivos do interior do estado, com objetivo de apresentar ao público a diversidade da atual produção baiana em Artes Visuais, divulgar e valorizar o trabalho dos artistas e estimular a reflexão sobre temas atuais da área.

As obras premiadas e as menções especiais vão compor uma mostra em Salvador, completando a lista que faz com que os Salões passem a estar presentes em todos os seis Macroterritórios da Bahia. As listas de selecionados e suplentes estão disponíveis no site da Funceb.

Até 2012, as exposições dos Salões aconteciam em três cidades. Neste ano, elas serão montadas no Centro de Cultura Amélio Amorim (Feira de Santana), com 27 obras; Centro de Cultura Teixeira de Freitas, com 20 obras; Casa Afrânio Peixoto (Lençóis), com 17 obras; Palácio das Artes (Barreiras), com 21 obras; e Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Vitória da Conquista), com 25 obras.

São trabalhos de livre temática, nas modalidades de arte e tecnologia, assemblage, cerâmica, colagem, desenho, design gráfico (ilustração, humor gráfico e quadrinhos), escultura, fotografia, grafitti, gravura, instalação, intervenção urbana, objeto, performance, pintura, tapeçaria e videoarte.

Na abertura de cada Salão, uma comissão de premiação específica anunciará três obras premiadas entre as expostas, que receberão prêmios de R$ 7 mil cada. Serão investidos, portanto, um total de R$ 105 mil em premiações para 15 artistas (66% a mais que em 2012). Além disso, cada expositor receberá um auxílio para o custeio da sua participação no valor de R$ 800. Há também os prêmios simbólicos: as menções especiais, indicadas pela comissão de premiação, e o Prêmio do Público, pela escolha dos visitantes.

Por fim, fortalecendo a divulgação e a difusão do trabalho dos participantes, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) abrigará uma edição especial dos Salões, em setembro de 2014, com as obras premiadas e as menções especiais deste ano, numa parceria entre Funceb e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Elas também vão estar nas páginas do Catálogo dos Salões de Artes Visuais da Bahia, publicação bianual de registro e divulgação.