Salões de artes visuais, Teixeira de Freitas

 

FUNCEB*

ARTISTAS E OBRAS PARTICIPANTES DOS SALÕES DE ARTES VISUAIS DE TEIXEIRA DE FREITAS.

 

Ana Carolina Frinhani Fuller, com a obra “Experiment´s” (videoarte); Arthur Scovino, “Pronto para Outra” (instalação com 5 fotografias);Caetano Travassos, Sem Título (instalação); Cecília Tamplenizza,“A Roda dos Enjeitados” (fotografia); Clara Domingas, “Feels Like Homie” (instalação); Devarnier Hembadoom Apoema, “Caixa de socorro para hipocondríacos compulsivos” (objeto); Erivan Morais, “Coágulos” (fotografia); Fábio Duarte, “Salvador” (instalação de fotografia); Gilberto Bahia, “Filosofia de Bicicleta“ (acrílica s/tela); Ingrid, “Paz na Terra”(colagem digital em tela canvas); Nilson Moura, “Des-Conexões Antrópicas – 16” (fotografia); João Oliveira, “Porque as Fêmeas conhecem tudo da dor” (gravura em metal – tríptico), Johannes, Objetos – sem título” (instalação), Lita Santana, “Rasgue meu corpo obsoleto” (instalação); Santil, “Bicho Homem” (desenho nanquim sobre papel); Mayra Lins, “Tempo Solto do tempo, matéria de suspensão” (fotografia digital), Osvaldo Carleone, “Requiescat in Pace” (videoarte); Ramon Rá, “Procurando Lêndea” (materiais pentes e tela- assemblage); Tiago Sant’ana, “Como explicar Rousseau, a origem da propriedade privada e o homem em estado de natureza para 20 quilos de peixe fresco” (instalação), Viviane Viriato, Sem Título (fotografia).

 

Salões de Artes Visuais da Bahia 2013

Edição Feira de Santana

Exposição com 26 obras

Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim (Av. Presidente Dutra, 2.222, Capuchinhos)

Abertura: 26 de julho (sexta-feira), às 19 horas

Visitação: 27 de julho a 8 de setembro, segunda a domingo, das 10 às 20 horas

 

Edição Teixeira de Freitas

Exposição com 20 obras

Onde: Centro de Cultura de Teixeira de Freitas (Rua Prudente de Moraes, 147, Centro)

Abertura: 16 de agosto (sexta-feira), às 19 horas

Visitação: 17 de agosto a 29 de setembro, segunda a domingo, das 9 às 12 e das 14 às 21 horas

 

Edição Lençóis

Exposição com 17 obras

Onde: Casa Afrânio Peixoto (Praça Afrânio Peixoto, s/n, Centro)

 

Abertura: 4 de outubro (sexta-feira), às 19 horas

Visitação: 5 de outubro a 17 de novembro (horários de visitação a divulgar)

 

Edição Barreiras

Exposição com 21 obras

Onde: Palácio das Artes (Praça Castro Alves, Centro)

Abertura: 25 de outubro (sexta-feira), às 19 horas

Visitação: 26 de outubro a 8 de dezembro (horários de visitação a divulgar)

 

Edição Vitória da Conquista

Exposição com 25 obras

Onde: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Av. Rosa Cruz, 45, Recreio)

Abertura: 8 de novembro (sexta-feira), às 19 horas

Visitação: 9 de novembro a 15 de dezembro (horários de visitação a divulgar)

 

 

Informações: 71 3324-8519 / saloes.artesvisuais@funceb.ba.gov.br

 

Apoio: Prefeitura Municipal de Barreiras/ Prefeitura Municipal de Lençóis/ Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas/ DEC/ Sudecult/ FPC

Realização: Dirart/ FUNCEB/ SecultBA

 

 

*Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB

Salões de Artes Visuais da Bahia 2013 chegam a Teixeira de Freitas

A cidade de Teixeira de Freitas é a próxima etapa dos Salões de Artes Visuais da Bahia 2013, com abertura oficial da exposição dos trabalhos de 20 artistas selecionados no dia 16 de agosto, sexta-feira, no Centro de Cultura de Teixeira de Freitas (Rua Prudente de Moraes, 147, Centro), às 19 horas.

 

O evento, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA), conta com a parceria da Prefeitura  Municipal de Teixeira de Freitas, e a sua realização atende a uma demanda da Conferência de Cultura da Bahia, quando, em sua quarta edição, em 2011, teve esta solicitação feita pela sociedade civil representante do Território de Identidade do Extremo Sul. Além de representantes do próprio município, o Salão terá a participação de artistas de Salvador, Amargosa, Arraial d’Ajuda e Porto Seguro, apresentando criações em diversas técnicas.

 

O Salão será aberto ao público no dia 17 de agosto, sábado, podendo ser visitado gratuitamente até 29 de setembro, de segunda a domingo, das 9 às 12 e das 14 às 21 horas. No dia da abertura (16), três obras entre as expostas serão premiadas com R$ 7 mil cada uma, escolhidas por um júri profissional.

 

 

Também haverá premiações simbólicas: menções especiais e o Prêmio do Público, este concedido através do voto dos visitantes. Em setembro, também acontecerão oficinas artísticas gratuitas em formato inédito: agora, elas serão realizadas como Educação a Distância (EAD), permitindo que pessoas de toda a Bahia possam participar da atividade.

 

Em 2013, os Salões de Artes Visuais da Bahia completam 21 anos e, pela primeira vez na história do projeto, serão realizadas cinco edições do evento em cinco cidades-sede, cada uma pertencente a um Macroterritório de Identidade do estado: além de Feira de Santana (o evento foi inaugurado no último dia 26 de julho) e Teixeira de Freitas, os Salões acontecem em Lençóis, de 4 de outubro a 17 de novembro; Barreiras, de 25 de outubro a 8 de dezembro; e Vitória da Conquista, de 8 de novembro a 15 de dezembro.

 

Todas as edições terão prêmios semelhantes em dinheiro, configurando a maior premiação do gênero no estado. Esta edição 2013 teve um recorde de inscritos: das 463 propostas apresentadas, os Salões vão expor um total de 109 obras selecionadas através de edital público, realizadas por 78 diferentes artistas.

João Saldanha 

Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB

 

Veja também:

Artistas e obras participantes dos salões  de artes visuais de Teixeira de Freitas

 

 

O pagador de promessas – O graphic novel

 

Por Daniel Rocha*

 

Que a peça O Pagador de Promessas, do escritor baiano Dias Gomes, foi adaptado para o cinema e a televisão todo mundo sabe, o que poucos sabem é que o espetáculo interpretado inúmeras vezes no teatro também ganhou uma adaptação para o mundo dos quadrinhos.

 

Publicado originalmente em 1999, o quadrinho conserva os elementos principais do texto. Vale a pena conferir, não apenas pela história já conhecida, mas pela riqueza do texto simples e ao mesmo tempo rico em descrições visuais.O responsável pelo trabalho é o quadrinista Gaúcho Eloar Guazzelli.

 
A obra, O pagador de promessas – O graphic novel é o segundo volume da coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel. O pagador de promessas em HQ é do Selo Arir da editora Ediouro.

 

O pagador de promessas – O graphic Novel.
Formato: Livro
Coleção: Grandes Clássicos em Graphic Novel
Editora: AGIR

 

*Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.

 

 

 

Histórias de Teixeira de Freitas: Bar Garota da Avenida

 

Por (Daniel Rocha) 

O prédio da antiga Prefeitura  já era uma referência para os moradores da cidade de Teixeira de Freitas, BA, antes da emancipação política em 1984, pois lá funcionou por muito tempo alguns dos melhores bares da cidade.

Entre os mais lembrados estão  o  “Bar ARUTEF”, “Bar Clube dos Vaqueiros” e “Bar Garota da Avenida” que esteve em atividade durante boa parte da segunda metade da década  de 1980, depois do  processo  de emancipação  da cidade.

Emancipada a administração local começou ocupar o local aos poucos, “primeiro a parte de cima e só depois todo o prédio”.

Nesse contexto, segundo  recordações da moradora Lília do Carmo,  funcionava na parte de baixo do local o Bar “Garota da Avenida” onde  vivenciou os melhores momentos da juventude ao lado da amiga Marlene que era funcionária do lugar que para ela  e outros amigos   era sinônimo de alegria e diversão.

  1. Na parede marcas do processo de emancipação.

Sobre,  lembra que ela, loira, e a amiga, morena, divertiam-se muito com as cantadas e pedidos de namoro dos frequentadores do Bar, “na década de oitenta os homens eram mais atrevidos e não economizavam investidas”.

Narra também  que  no local  qualquer pessoa podia sentar-se para tomar um refrigerante, uma cerveja ou uma bebida mais cara, tipo  Whisky, que sempre vinha acompanhado de um bom petisco. Popular no espaço  não  havia sexismo,discriminação fundamentada no sexo.

Recorda a saudosa frequentadora que as canções da  trilha sonora da novela global  “A gata Comeu” (1985)  eram as mais ouvidas e pedidas pela moçada no Bar e que músicas tema como “Só para o vento” – Rithie e “Seu nome” – Biafra, foram essenciais para o desenrolar de causos e amores inesquecíveis.
Tanto que, como em todo e qualquer bar,  os acontecimentos do cotidiano transformam-se em saborosos causos contados a exaustão entre  risos e gargalhadas. Narrou:

– Certo dia um cara muito ousado chegou ao Bar e pediu um Whisky, como era a minha amiga Marlene que estava no balcão  ela saiu para atender ao pedido servindo cuidadosamente a bebida.Quando virou-se o cara puxou-lhe o braço e falou para quem quisesse ouvir: “Além da bebida servem você?”

Ela pediu para ele ficar até o final do expediente. Quando o horário marcado chegou, ela saiu com uma arma e encostou no rosto dele dizendo: “Da  próxima vez vou servir uma bala no seu peito”. Exigindo mais respeito.

Daniel Rocha da Silva*

Historiador graduado  e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.

Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com

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O causo do vinho em Helvécia

Foto: Memorial da Câmara.

Histórias da fazenda Cascata

Por Daniel Rocha*

Conta um morador antigo da Fazenda Cascata que naquele lugar aconteceu algo que marcou a família dos antepassados  de Quincas Neto, todos os filhos que não eram batizados com o nome do santo de devoção, São José, morriam ao nascer.

O  primeiro filho do proprietário não vingou, morreu após o nascimento. O segundo, Batizado de José Bernardo,  teve boa sorte e sobreviveu às dificuldades, o terceiro também não resistiu e faleceu, já o quarto, José Antônio, assim como o segundo, teve boa sorte e sobreviveu. O quinto filho, uma menina, sobreviveu,  e embora não tivesse recebido um nome de imediato foi testada pela tradição.

Naqueles idos de 1950,  passado meses depois do nascimento da menina, tudo era alegria, contudo logo a felicidade que rodeava os pais seria substituído pela tristeza, a garota passou mal e teve que ser levada da fazenda Cascata para Alcobaça, de canoa, pelas águas do rio Itanhém, para atendimento médico.

Diante da situação extrema e mal súbito, a morte parecia certa e inevitável, acompanhada pela comadre a mãe da garota foi em busca do atendimento com esperança e fé de que com ela seguia Deus e as orações dos outros filhos e da família. Diante do silêncio do rio e do  desce e sobe do remador a comadre acompanhante observou:

– Essa menina ainda não tem nome, ela nasceu no dia de São José porque não a chama de Maria José?

A mãe acatou a sugestão é quando chegaram à cidade de Alcobaça para passar pelo médico a menina já havia melhorado, estava bem de saúde. A mãe então a batizou com o nome sugerido pela comadre. De volta a Cascata o pai, Quincas Neto, a esperava.

Ficou impressionado com o fato de a filha caçula ter sido curada depois que a mãe decidiu a chamar de Maria José. Lembrou-se dos filhos perdidos e os vivos. A emoção fez vibrar dentro da sua alma um sentimento de gratidão a Deus e a São José.

Prometeu então construir a igreja pelas graças alcançadas e no início da obra pediu que cada um dos trabalhadores jogasse as pedras nos alicerces do futuro templo para que assim todos envolvidos  se sentisse parte daquela daquela fé e comunidade. Não apenas construiu a igreja como pediu aos filhos para batizar os futuros descendentes, netos, com o primeiro nome de José. “Por isso na família todo mundo tem o nome de José.”

Este causo foi contado por José Sérgio em frente à igrejinha de São José na Fazenda Cascata. Lugar que ajudou a desenhar a economia e a identidade do próspero município de Teixeira de Freitas nas primeiras décadas do então povoado que em seus primeiros anos de existência foi chamado oficialmente de São José de Itanhém, nome que pode ter contribuído para que o primeiro núcleo vingar como cidade.

                                                                                   

Fontes

Teixeira de Freitas histórico. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=293135 > Acesso em: 05 de agosto 2013.

Entrevista com Zé Sergio, Maio de 2013.

Daniel Rocha da Silva*

Daniel Rocha da Silva* Historiador graduado e Pós-graduando em História, Cultura e Sociedade pela UNEB-X.Contato WhatsApp: ( 73) 99811-8769 e-mail: samuithi@hotmail.com.

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Crédito das Fotos: Acervo Foto Fazenda Cascata.

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Emancipação: História e memória

Emancipação: História e Memória

Por Daniel Rocha*

Em 15 de novembro de 1984, foi realizado o plebiscito onde os moradores do povoado de Teixeira de Freitas, então dividida pela Avenida Castelo Branco entre os municípios de Caravelas e Alcobaça, escolheram não depender mais das cidades-sede. Um ano e alguns meses depois, 1985, houve a eleição que elegeu Timóteo Alves de Brito como o primeiro prefeito da cidade recém-emancipada.

Segundo a moradora Lília do Carmo,48 anos, no dia da emancipação política da cidade  houve uma grande festa nas principais avenidas e na praça da rodoviária hoje conhecida como  Praça da Bíblia, lembra ainda que a emancipação trouxe  grandes expectativas aos moradores.

“Minha mãe quando chegou da cidade de Candeias para morar cá de início não gostou muito porque a cidade não tinha estrutura, nossa rua , D. Pedro Primeiro no bairro Wilson Brito  mesmo era só o barro, mas como a emancipação era promessa de melhoras  resolveu ficar”.

A expectativa que refere foi criada envolta da realização do plebiscito em 15 de novembro de 1984 onde os moradores do povoado de Teixeira de Freitas optaram pela emancipação. Um ano depois, 1985, foi realizada eleição para a escolha do primeiro prefeito que só assumiria o cargo em 1986. A movimentada eleição deixou eufórica o grande povoado que na época contava com 50 mil habitantes.

De acordo com Jailson C. Pereira Guerra e Leonardo Santos Silva, no trabalho mais completo sobre o assunto O processo de emancipação política de Teixeira de Freitas (1972-1985),   disputaram a prefeitura os candidatos; Franscitônio Pinto, Vitor Ferreira de Guimarães e o vencedor Timóteo Alves de Brito.

Ainda de acordo com informações do trabalho dos autores, durante a campanha houve discussões acaloradas “ânimos exaltados” e briga entre partidários, 11 mil títulos concedidos irregularmente foram anulados por suspeita de fraude no cartório eleitoral da cidade. Devido a violência e confrontos entre eleitores, tropas federais foram enviadas ao município. Duas mortes relacionada ao processo foram registradas.

O clima de apreensão e violência foi noticiado por um jornal da região e outro do país. De acordo com o jornal, Extremo Sul Agora, de dezembro de 1985. ” Graças às presenças de magistrados das comarcas do extremo sul e à chegada providencial de reforços do Exército Brasileiro, o processo transcorreu num clima de tranquilidade, embora com muito rigorismo, afastando definitivamente as especulações.”

Já o jornal paulista, O estado de São Paulo, de 21 de novembro de 1985 com referência à eleição em Teixeira de Freitas, informou que pós a apuração um recurso do PMDB estava para ser julgado no tribunal superior eleitoral contra decisão do TRE baiano que considerou válidos mais de 11 mil títulos eleitorais anulados pela juíza da Comarca.”

Timóteo Alves de Brito venceu a eleição com 12.660 votos e no dia primeiro de janeiro de 1986 foi empossado prefeito na primeira sessão da câmara realizado no Country Clube Jacarandá, enquanto o povo, na rua,  esperava que o novo prefeito  representasse os interesses das massas mais pobres.

No livro, Os “desbravadores” do Extremo sul da Bahia. História da presença franciscana nessa região -raízes e frutos, observou o Frei Elias que a emancipação não foi  um bom negócio  apenas para Teixeira de Freitas  mas também para a sede Alcobaça.

“Esta emancipação era muito importante, tanto para Teixeira como para Alcobaça. Nos últimos anos, o prefeito residia mais em Teixeira do que no litoral, que ficou quase abandonada, enquanto Teixeira não conseguia desenvolver se livremente.”

O prefeito de Alcobaça Wilson Brito, que administrava a cidade até a posse do primeiro prefeito eleito, disse em entrevista no ano 1985 a revista, As Origens Teixeira de Freitas, que a nova cidade estava fadada a ocupar a posição de capital do extremo sul da Bahia.

Encantado com o potencial agrícola, lembrou que Teixeira de Freitas já nascia como o maior produtor de mamão do mundo e o segundo polo graneleiro do estado.

No presente, 30 anos depois, é triste perceber como um dos alicerces que ergueram a cidade,  agricultura e pecuária , não resistiu à falta de investimentos do estado e a agressividade da monocultura industrial.

Passando de “pau para cavaco”, Lília do Carmo recorda que no primeiro aniversário da cidade  foram realizados eventos culturais, religiosos e uma festa para toda a população teixeirense.

Festa que ainda hoje,mesmo recebendo outras denominações nas últimas décadas como Axé Teixeira, Viva Teixeira, Teixeira folia, nunca deixou de ser chamado pelos moradores de “ festa da cidade” graças a memória das festividades da emancipação ainda muito forte entre todos aqueles que testemunharam o momento mais importante da nossa história política.

Atualizado em 26/03/16

Referencial:

GUERRA, Jaison C. Pereira; SILVA. Leonardo Santos. O processo de emancipação política de Teixeira de Freitas (1972-1985). UNEB 2010.

HOOIJ, Frei Elias. Os desbravadores do Extremo sul da Bahia – História da presença franciscana nessa região -raízes e frutos Belo Horizonte, 2011.

BANCO DO NORDESTE, As origens. Teixeira de Freitas, Fortaleza – Ceará. P.05-07, Janeiro 1986.

Daniel Rocha*

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010. Contato Tirabanha@tirabanha.com.br

 Texto atualizado em 27/09/14

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Infância em Teixeira de Freitas

 

Por Marcos Marcelo *

Em uma época em que as brincadeiras infantis são por meio do mundo eletrônico, alguns anos atrás a diversão era totalmente diferente. Nas escolas como Ceprog, Ângelo Magalhães, Colégio Rui Barbosa e entre outros, brincava-se de boca bocaça, amarelinha, brincadeira do elástico, pique- esconde, queimadas, pega -pega e outras que fizeram parte e saudade dessa grande fase de nossas vidas.

Nos bairros as diversões dos meninos eram tantas e tinha cada um a seu tempo. A época em que a turma jogava bolinhas de gude, outra o pião era a bola da vez, enfim soltar pipa. As meninas brincavam de escolinha, fazer comidinha e arrumar as bonecas.

Teixeira de Freitas também foi cenário dessa febre infantil, por todos os lados, por todos os bairros. Uma das paixões dos homens de hoje em dia ao perguntá-los das saudades das brincadeiras, uma das mais citadas é o futebol de travinha, onde realizavam torneios amadores e era uma forma de envolvê-los mentalmente e fisicamente.

A brincadeira favorita entre as mulheres na infância era o “cai no poço, quem tira? É meu bem. Quem é o seu bem?” fulano… Sem contar os brindes dos álbuns de figurinhas, os baleiros encantadores repletos de doces e chicletes sucessos na época como o chiclete ploc.

 

Depois da sessão da tarde da rede globo, era hora de ir para rua encontrar os amigos do bairro incentivados pelo filme que era exibido a brincadeira começava. Jogar a famosa “pelada”, jogar queimada com as meninas mais cobiçadas da rua e como já dizia o ditado: A gente era feliz e não sabia!

 

Não tínhamos celulares, tablet, não acessávamos facebook e outras redes sociais. Fotos? Era uma dramatização aquelas lembranças da escola que as crianças tiravam em cima da uma mesa toda enfeitada com a bandeira nacional.

 

Contávamos os dias, as horas, os minutos e os segundos para com a nossa família reunida irmos ao Parque de Exposições de Teixeira de Freitas, ficávamos o ano todo esperando chegar essa época para os nossos pais comprarem um sapato e uma roupa nova, para podermos apreciar ao show de calouros que era uma grande atração e, ouvir a voz inigualável e marcante em nossa memória do Valtinho da Power Som.

 

A festa da cidade era na praça que hoje é a praça da bíblia, não existiam blocos na avenida, as equipes eram Makakreó, Equipapel, Equipikaço, Junso e Furacão 2000 entre outras. Gincanas educativas, culturais de uma época que com certeza não voltam mais, ficarão guardados em nossas memórias.

* Marcos Marcelo

Pesquisador, Bacharel em Serviço Social, Produtor Musical, Compositor, Publicitário e blogueiro.

E-mail: marcelomusico@tirabanha.com.br

 

 

O Causo do “Nó da mortalha”

Por Daniel Rocha 

A morte de um ente querido, seja na roça ou na cidade, é um acontecimento triste que reuni pessoas. Se hoje visitar um velório rapidamente é uma prática comum, antes o acontecimento unia os vizinhos e moradores próximos em solidariedade à família em longos velórios carregados de observações, rezas e sincretismo. 

Se no passado o fato persuadia a atenção das pessoas da cidade, na zona rural esta tradição era ainda mais forte, mesmo porque nem sempre em condições de tomar a frente de tudo à viúva e entes queridos contavam, na maioria das vezes, com a ajuda dos mais “chegados”. 

Os tais “chegados”, por exemplo, é quem resolvia os detalhes do enterro e os cuidados que merecia o defunto. Afinal uma coisa é certa, o luto é a única coroa que, cedo ou tarde, passa pela cabeça de todos que caminham pela terra, dessa forma era preciso auxiliar para no futuro ser auxiliado. 

Dessa maneira o costume era compartilhado pelos moradores da zona rural aos da zona urbana. Isso porque até o início da década 1990 era quase comum as crianças passarem férias na roça ou em fazendas de parentes nos arredores de Teixeira de Freitas, cidade do extremo sul da Bahia. 

Na zona rural além de brincar em rios e lagos das propriedades, a meninada ouvia dos moradores mais velhos causos do passado sobre os hábitos e costumes dos moradores das roças, muitas das vezes descrições e narrativas sobre aparições sobrenaturais temidas pelas crianças e adultos. 

Recorda, por exemplo, Lide Silva, 28 anos, que quando era criança costumava visitar os primos e tias na “Roça do Itaitinga” que fica na zona rural de  Alcobaça, município vizinho, onde ouvia dos tios mais velhos casos sobre a rotina e aparições assustadoras. 

Entre os diversos casos narrados que gosta de lembrar um em especial tirou lhe o sono na infância, pois, afirmou, houve quem confirmasse a veracidade do que era dito. O caso em questão rememorado por ela é o do “Nó da mortalha”  que girava em torno do costume da confecção das vestes dos corpos. 

Segundo o causo, uma moradora da dita Roça, Ana Maria, ainda moça foi escolhida pela mãe para ajudar a vizinha que havia enviuvado. A ela coube a missão de preparar a mortalha do defunto. Obediente e prestativa Ana Maria não se furtou do dever atribuído, foi em companhia da irmã a cidade de Teixeira de Freitas  compraram um tecido adequado para confecção da veste e em seguida costurou a roupa deixando no jeito para vestir o defunto para o velório. 

Narra Lide, conforme foi contado, que o velório seguiu noite adentro e Ana Maria com a ajuda de outros vizinhos ainda se envolveu em outra obrigações destinada aos vizinhos, servir o café, receber os parentes, acalmar a viúva e puxar cânticos religiosos. Assim tudo transcorria bem conforme o roteiro, até alguém, um velho das proximidades, observar com espanto algo na veste fúnebre. 

– Passaram costura e deram um nó na mortalha, não pode fazer isso ele vai ficar prejudicado…. 

Sem disposição e tempo suficiente para providenciar outra veste e não dando crédito a crendice popular a observação do velho foi ignorada, o defunto foi enterrado no dia seguinte com a mal avaliada mortalha. 

Por isso durante a noite seguinte ao enterro quem foi fazer uma visita às costureiras? O ser do túmulo que seguiu por semanas perturbando o sono de todos da casa. A alma do falecido só parou de fazer quizumba depois de muita reza forte. Aliás, naquela época havia reza para tudo. 

Uma História de Amor e Fúria

Por Danilo Oliveira*

A animação que marca a estreia na direção de Luiz Bolognesi, roteirista de produções nacionais como Bicho de Sete Cabeças e As Melhores Coisas do Mundo, conta a história do Brasil desde antes da chegada dos europeus até um futuro sombrio, onde se destaca um  Rio de Janeiro à la Blade Runner,  em 2096. Tudo é narrado por um espírito Tupinambá (Selton Mello) que acompanha o Brasil  há 600 anos e, enquanto relata os fatos, procura pela reencarnação de Janaína (Camila Pitanga), o grande amor de sua vida. As ilustrações da animação foram feitas em 2D e 3D e inspiradas nos traços de histórias em quadrinhos. Assumindo-se quase como um trabalho paradidático, pois além da recapitulação da história das revoltas dos oprimidos no Brasil, a animação tenta nos passar a mensagem da importância de se conhecer e respeitar a história de seu país.

Filme já disponível nas locadoras em Bluray e Dvd.

uma_historia_de_amor

 

 

Danilo Oliveira

Historiador, Pesquisador de Cinema e blogueiro.

 

O Tico – Tico: Cem anos de revista

Por Daniel Rocha*

Além do samba, o Brasil fez muita coisa boa  e marcante no início do século passado e  uma destas coisas foi a publicação da revista infantil Tico-Tico, que é considerada por muitos como a primeira HQ (História em Quadrinhos) do país.

Lançado em 2005, o livro, O Tico-Tico – Cem anos de revista, de autoria de Ezequiel de Azevedo, ajuda a preservar a memória deste precioso trabalho pop nacional que através de  ilustrações clássicas ,e  informações sobre o contexto das histórias publicadas no Brasil,  fala do cotidiano e imaginário  das crianças do passado pouco destacado nos livros de história das escolas do Brasil.

Durante o tempo que circulou, 1905 a 1969, a revista   sempre teve como  tela de fundo a cidade do Rio de Janeiro, lugar ideal para as  aventuras dos personagens clássicos.

Muito mais do que uma revista voltada ao público infantil, sendo ingênua por natureza, O Tico-Tico significou um marco na vida editorial brasileira. O Tico-Tico significou educou e divertiu às crianças, ou mesmo à criança que existe em cada um de nós. Vale a pena conferir o excelente  trabalho  de pesquisa sobre  a primeira HQ do país.

Autor: Azevedo, Ezequiel

Editora: Via Lettera

Daniel Rocha*

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.