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O cinema vai à mesa

Existem filmes deliciosos e livros para serem devorados. Mas pela primeira vez essas duas formas de arte se juntam em O CINEMA VAI À MESA de Rubens Ewald Filho e Nilu Lebert.Convidar os amigos para ver um filme em casa e depois oferecer-lhes um jantar é algo bastante comum. Mas que tal surpreendê-los com os pratos vistos no filme?
Melhor ainda se as receitas forem ensinados por alguns dos maiores Chefs do Brasil como: Adriano Kanashiro, Alessandro Segato, Allan Vila Espejo, Benny Novak, Calors Siffert, Emmanuel Bassoleil, Erika Okazaki, Fabrice Lenud, Hamilton Mellão, Juscelino Pereira, Luciano Boseggia, Mara Salles, Maria Emília Cunali, Mariana Valentini, Marie – France Henry, Mukesh Chandra, Roberto Strôngoli, Silvia Percussi, Thompson Lee e Waldete Tristâo.
Este saboroso livro, além de muitas receitas detalhadas, traz informações e curiosidades sobre os filmes, seus atores e diretores. E fotos de dar água na boca!Traga o sucesso de belíssimos filmes para a sua mesa: A Festa de Babette, Vatel, Dona Flor e seus Dois Maridos, Simplesmente Martha, Chocolate, Maria Antonieta, O Jantar, Volver, Casamento Grego e muitos outros!
Um banquete para todos os paladares!.

 

Tomboy

O exterior não reflete o interior? Esta é a premissa do filme francês Tomboy (2011) só agora lançado no Brasil, que nos chama a refletir sobre esta pergunta. Depois da semana em que a cantora

Daniela Mercury resolveu abrir a porta do armário, provocando espanto e comentário, o filme é uma ótima pedida para quem curte um bom filme ou que deseja pensar sobre o assunto.

No filme, Laure (Zoé Héran), uma garota de 10 anos, vive com os pais e a irmã caçula, Jeanne (Malonn Lévana). A família mudou-se há pouco tempo, por isso, não conhece os vizinhos. Um dia, Laure resolve ir à rua e conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confunde com um menino.

Laure, que usa cabelo curto e gosta de vestir roupas masculinas, aceita a confusão e apresenta-se com o nome de Mickaël. A partir deste episódio passa a levar uma vida dupla, pois, os seus pais sequer sabem da sua falsa identidade.

O público é pego de surpresa ao descobrir que não se trata apenas de uma brincadeira. A garota de fato não se sente bem se assumindo menina, por isso, não por brincadeira que cria uma imagem masculinizada de si mesma, apaixonando-se por uma garota, com a inocência própria das crianças.

Tomboy ainda é repleto de situações engraçadas, como a entrada de Laurem no time de futebol e durante um banho de rio quando precisa simular volumes na roupa a fim de parecer menino. Além da sensível irmã Jeanne que descobre e respeita a aventura da irmã mais velha, porque percebe que vestida de menino ela se sente mais feliz.

O filme toca no assunto de forma delicada e respeitosa, sem alarme ou panfletagem, sem valer de quaisquer estereótipos. Uma boa pedida para quem curte assistir a um bom filme em casa, que foi produzido fora do circuito americano de cinema. Tomboy está disponível em locadoras.

Daniel Rocha

Historiador, Bacharel em Serviço Social, Pós-Graduado em Educação à Distância (EAD), Cinéfilo e blogueiro criador do blog Tirabanha em 2010.